A tradicional joalheria carioca Natan entrou com pedido de recuperação judicial em busca de solução para uma dívida de R$ 15 milhões.
A empresa requisitou a liberação das receitas das vendas em cartão de crédito, que vinham sendo retidas pelos bancos como garantia de pagamento de dívidas.
Na sexta-feira, o juiz Fernando Viana, da 7ª Vara Empresarial do Rio, concedeu uma liminar determinando que os bancos Itaú e Safra suspendessem a chamada "trava bancária".
Segundo um representante da joalheria, a dívida da Natan está associada a contratos de locação, salários de funcionários e pagamentos de fornecedores.
"Demos entrada no processo de recuperação judicial para possibilitar a restruturação da empresa", disse André Alves de Almeida Chame, advogado da joalheria.
No pedido de recuperação judicial, a joalheria informou que 85% de seu faturamento mensal vinha sendo bloqueado pelos bancos.
"A trava bancária dificultava a gestão da empresa, que precisa definir suas prioridades nesse processo de recuperação", acrescentou o advogado. "A Natan vai pagar a todos credores e, prioritariamente, a seus funcionários."
Inaugurada em 1956, a joalheria chegou a ter uma rede de 11 lojas pelo país. Atualmente, são 6 endereços.
Com o endividamento, acabou obrigada a alienar o prédio onde funciona em Ipanema, no chamado "quadrilátero do luxo" --área onde se concentra o comércio mais sofisticado do bairro.
Desde o ano passado, fechou lojas em Brasília, Recife e São Paulo.