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Cresce o risco de conflito de gerações nas empresas

Diferentes gerações precisam conviver mais no mercado de trabalho, apontam consultores de RH. O motivo disso é um fenômeno demográfico: as carreiras dos brasileiros duram mais.

Projeções divulgadas na última semana pelo IBGE apontam que, nas próximas cinco décadas, a expectativa de vida dos brasileiros deve aumentar de 73,9 para 81,2 anos.

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Falta de contato com trabalho faz jovem achar que está bem preparado

A tendência é que a distribuição da população por idade deixe de ser uma pirâmide e se torne mais parecida com um retângulo. Essas mudanças têm reflexos no mercado de trabalho.

Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress

O último relatório do Ministério do Trabalho sobre a distribuição etária dos trabalhadores indica o envelhecimento: a faixa de idade cuja participação no mercado mais aumentou foi a de quem tem entre 50 e 64 anos (veja gráfico ao lado).

Uma pesquisa da consultoria KPMG aponta alguns dos motivos que podem gerar conflitos entre diferentes gerações nas companhias.

Conduzida com 1.500 respondentes no Reino Unido, os dados revelam diferenças nas atitudes das gerações mais velhas e mais jovens.

Por exemplo: 24% dos profissionais que nasceram depois de 1980 dizem que as organizações serão cada vez mais desafiadas pelos seus funcionários. Entre os mais velhos, o índice é de 12%.

QUESTÃO DE TEMPO

Eline Kullock, 58, presidente da empresa de recrutamento Grupo Foco, diz que "quem é da geração Y acha que reunião de quatro horas é longa. E não é. Para quem é 'baby boomer' isso é tranquilo."

No mercado de RH, chama-se de "baby boomer" quem nasceu entre 1945 e 1964, de geração X os que vieram ao mundo entre 1965 e 1980 e de geração Y os rebentos que vieram depois disso.

Mariana Maluf, 25, analista de marketing da Electrolux, costuma lidar com profissionais já próximos dos 50 anos. "Nós não nos prolongamos muito em um assunto, optamos por uma decisão e pronto, ao contrário dos profissionais mais velhos, que precisam de mais tempo para analisar e decidir", conta.

Para Kullock, as empresas precisam ter políticas internas para acomodar esses diferentes modos de agir em relação ao trabalho.

Na construtora Tecnisa, os funcionários fazem avaliações deles mesmos, dos colegas e superiores. O RH tabula os resultados e monta as equipes com base nisso -a capacidade de trabalhar com pessoas de diferentes idades é um dos itens levados em conta, relata Marcello Zappia, diretor de RH.

A gerente de projetos Margareth Koch, 56, afirma que essa heterogeneidade é boa porque gera "um ambiente de trabalho mais descontraído". Um companheiro de equipe dela, o gerente Felipe Dias, 28, ressalta um ponto positivo de trabalhar com pessoas mais velhas: "A rede de relacionamentos que trazem esses colegas".

"No ambiente corporativo, é preciso preparar as pessoas para falar com interlocutores de outras gerações", diz Flávio Reis, sócio da consultoria de apresentações La Gracia.

Zé Carlos Barretta/Folhapress

Margareth Koch, 57 e Felipe Meira Dias, 28, trabalham na Tecnisa

Margareth Koch, 57 e Felipe Meira Dias, 28, trabalham na Tecnisa

Ele exemplifica: um executivo mais velho precisa ser treinado para saber responder ao ser contestado por colegas mais jovem.

Outro ponto de atrito que a KPMG aponta são as oportunidades do mercado.

Entre os entrevistados do Reino Unido, 46% afirmam que os mais jovens só irão ascender à medida que os outros saem do mercado -o que demora cada vez mais para acontecer, já que as pessoas trabalham até idades cada vez mais avançadas.

"No Brasil, o mercado de trabalho está longe de ser maduro como o europeu, então, isso não ocorre tanto aqui", diz Alexandre Santille, diretor-executivo da empresa de treinamentos Lab SSJ.

Eduardo Anizelli/Folhapress

 

Mariana Maluf, na empresa Eletrolux onde trabalha em São Paulo

Mariana Maluf, na empresa Eletrolux onde trabalha em São Paulo

01/09/2013 - 03h00

|FELIPE GUTIERREZ
DE SÃO PAULO

http://classificados.folha.uol.com.br/empregos/2013/09/1334870-envelhecimento-obriga-geracoes-a-conviver-no-mercado-de-trabalho.shtml

Empresas de capital aberto perderam R$ 213 bilhões em valor de mercado no ano, diz Economatica

As empresas de capital aberto brasileiras apresentam queda de valor de mercado de R$ 213,5 bilhões no ano, segundo análise de Einar Rivero, da Economatica, que considera 323 empresas.

As companhias, em dezembro de 2010, tinham valor de mercado de R$ 2,42 trilhões contra R$ 2,21 no dia 27 de dezembro de 2011.

Na conta, a Economatica considerou a adição dos IPO´s efetuados em 2011.
O setor com maior crescimento de valor de mercado foi Alimentos e Bebidas, com R$ 48,8 bilhões. O resultado foi puxado pela Ambev, que teve o maior crescimento de valor de mercado em 2011 com R$ 41,4 bilhões.
A segunda colocação em crescimento pertence ao setor de Energia Elétrica, que em dezembro de 2010 fechou com R$ 183,1 bilhões contra R$ 211,1 bilhões em 27 de dezembro de 2011, um crescimento de R$ 27,9 bilhões.
Já o setor com maior perda de valor de mercado no ano foi o de Petróleo e Gás, que passou de R$ 457,3 bilhões em dezembro de 2010 para R$ 360,5 bilhões em 27 nde dezembro de 2011, o que representa uma queda de R$ 96,8 bilhões.

A Petrobrás apresenta queda de R$ 78,9 bilhões no período analisado.

http://colunistas.ig.com.br/guilhermebarros/2011/12/28/empresas-de-capital-aberto-perderam-r-213-bilhoes-em-valor-de-mercado-no-ano-diz-economatica/

cigarro sobe 15% em abril puxa aceleração do IPCA

Os preços dos cigarros subiram 14,71% no mês passado e representaram a principal contribuição da aceleração do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), na passagem de março para abril, de 0,20% para 0,48%, respondendo por 0,13 ponto porcentual da taxa do indicador apurada no período, informou hoje o IBGE. Além dos cigarros, outros itens no grupo de Despesas Pessoais, que subiu 2,14% no período, influenciaram para a alta do IPCA do mês passado.

Entre eles, os destaques ficam por conta de empregado doméstico (1,83%), cabeleireiro (1,59%), manicure (1,44%) e costureira (1,16%).
Houve pressão, ainda, no IPCA de abril, dos remédios (2,89%), energia elétrica (0,87%), vestuário (1,08%), gás de cozinha (2,41%) e batata inglesa (18,57%). Já do lado das pressões negativas, destacaram-se os eletrodomésticos (-1,34%), como TV e Som (-0,66%), além dos automóveis novos (-0,47%), automóveis usados (-1,62%), gasolina (-0,46%) e álcool (-3,02%).
Segundo o IBGE, o grupo dos não alimentícios registrou alta de 0,58% em abril, ante avanço de 0,17% em março, enquanto o grupo dos alimentos e bebidas desacelerou de uma alta de 0,30% em março para 0,15% em abril.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/05/08/ibge+cigarro+sobe+15+em+abril+puxa+aceleracao+do+ipca+6008910.html

Brasil entrou por último na crise e vai sair antes de todos, diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje estar convencido de que o país entrou por último na crise financeira internacional e de que sairá dela antes de todos. Em seu programa semanal Café com o Presidente, Lula manifestou otimismo, mais uma vez, em relação à recuperação da economia brasileira por meio do que considera "um mercado interno potencial e extraordinário". Ao comentar os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre desemprego, o presidente admitiu que o mês de fevereiro "certamente" fechará com queda na oferta de postos de trabalho. Mas a previsão do governo, segundo ele, é de que os números comecem a melhorar já a partir deste mês."Nós prevíamos um primeiro trimestre muito delicado por conta da crise internacional. Mas, ao mesmo tempo, todas as medidas que tomamos, seja a liberação de mais crédito para financiar capital de giro, seja o incentivo à construção civil, seja repassar mais dinheiro para o BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social], tudo isso tem um processo de maturação que, na minha opinião, começa a melhorar agora, a partir de março."Lula lembrou a escassez de crédito em todo o mundo e afirmou que ainda quer negociar com o Banco Central e com o Ministério da Fazenda maior redução do spread bancário (diferença entre as taxas que os bancos pagam ao captar dinheiro no mercado e o juro que cobram nos empréstimos).Para o presidente, estratégias como a de ampliar os postos de trabalho por meio de obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), além do lançamento do programa habitacional que irá distribuir 1 milhão de casas populares para pessoas com renda entre zero e dez salários mínimos, "dinamizam" a economia brasileira."Volto a repetir aquela velha história da roda gigante: se as pessoas consumirem adequadamente, se comprarem aquilo que necessitam, o comércio vai vender e vai encomendar das fábricas, que vão produzir mais e, portanto, vamos gerar os empregos necessários aqui dentro do Brasil."

Governo promete medidas para conter as demissões

Segundo o IBGE, a indústria sentiu os reflexos da crise financeira mundial e registrou em novembro a maior queda no nível de emprego na indústria em 5 anos. Um corte de 0,6% do contigente de empregados, foi a maior queda desde outubro de 2003. Os setores que mais fecharam vagas foram vestuário, madeira e calçados.

No interior paulista, um dia depois do corte de mais de 600 vagas, funcionários da General Motors protestaram.Às 2hr desta terça-feira, a produção da GM em São José dos Campos, em São Paulo, foi interrompida. Foi um protesto dos trabalhadores depois das 802 demissões na unidade.

Diante de mais um número negativo, nesta terça-feira, durante a reunião de coordenação política, o presidente Lula informou aos ministros que novas medidas serão anunciadas até o fim do mês para combater os efeitos da crise. Prazo que coincide com o final das férias dos Ministro da Fazenda Guido Mantega, do presidente do BC Henrique Meirelles e do Ministro do Planejamento Paulo Bernardo.

O governo ainda não confirma detalhes, mas as medidas devem ser focadas na manutenção dos empregos indústria e na construção civil.

http://www.band.com.br/primeirojornal/conteudo.asp?ID=121871&CNL=1


Mantega avalia efeitos da crise

Um dia após a divulgação da queda de 5,2% da produção industrial em novembro, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, se reúne com parcela significativa do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. O encontro já estava agendado, mas a ameaça de recessão, reforçada ontem pelos dados do IBGE, tem potencial para alterar as expectativas dos agentes econômicos, o que preocupa o governo. Mantega se reúne com associações das indústrias de máquinas, de alimentos, automóveis, autopeças, material de construção, infraestrutura e indústrias de base. A Confederação Nacional da Indústria (CNI), a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o grupo Pão de Açúcar e o empresário Jorge Gerdau também estarão no encontro.Segundo assessores, o ministro quer ouvir avaliações da crise e o efeito das medidas do governo e as condições para que a economia continue girando em 2009.A pauta do encontro está aberta, mas o setor privado vai pedir novas medidas contra a crise. O presidente da CBIC, Paulo Safady Simão, por exemplo, pretende defender reforços para a construção. O próprio Mantega já informou que sua equipe estuda novas iniciativas para aquecer o mercado imobiliário, entre elas, aumentar de 600 mil para 900 mil o número de imóveis financiados pela Caixa Econômica Federal.Outra proposta em estudo é a criação de um mecanismo que permita ao mutuário deixar de pagar prestações durante determinado período, caso fique desempregado.O setor de material de construção quer que o governo facilite a venda de seus produtos. O setor de infraestrutura defende um novo fundo de financiamento, com recursos dos fundos de pensão das estatais, para impedir que empreendimentos privados em execução sejam interrompidos.A ajuda adicional à construção civil faz parte do arsenal do governo para manter a economia aquecida nos próximos anos, principalmente no período mais crítico da crise, que é o primeiro semestre deste ano. O governo pretende também ampliar os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), cujo total foi elevado dos R$ 504 bilhões inicialmente anunciados para R$ 1,1 trilhão.Outras frentes são os investimentos no pré-sal e a ampliação de aeroportos, metrôs e trens para a Copa de 2014. O Fundo Soberano, de R$ 14,2 bilhões, deverá dar suporte à iniciativas na área de infraestrutura. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.


http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/01/07/mantega+avalia+efeitos+da+crise+3239149.html

IBGE revela: metade da população está abaixo da linha da pobreza

Uma pesquisa feita pelo IBGE revela que um em cada três municípios brasileiros tinham mais da metade de sua população vivendo na pobreza em 2003. O mapa do IBGE, que estuda a miséria no Brasil, foi feito a partir dos dados do censo 2000 e da pesquisa de orçamento familiares de 2002 e 2003, antes de acordo com o balanço, 32,6% dos municípios brasileiros tinham metade da população na pobreza em 2003. A maior parte de cidades nessa condição estava no nordeste, 77,1% e no norte com 28,7%. A menor parte estava no sul, com 0,9%.

Os indicadores mostram ainda que 84% da população do município de Campos Lindos, no Tocantnis, não conseguem obter nem o mínimo necessário à alimentação. A cidade de Carnaubeira da Penha, em Pernambuco, aparece como o primeiro lugar onde 89,1% das pessoas se consideram pobres.

José Arlindo Soares, sociólogo e diretor científico do Centro Josué de Castro, diz que os nichos de pobreza ainda são muitos, e que nvestimentos ocorrem, mas as necessidades aumentam numa velocidade maior do que os resultados do desenvolvimento.

Segundo o IBGE programas do governo, como o Bolsa Família que começou após o mapeamento, tem contribuído para a redução de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza. Mas no sertão nordestino ainda é comum encontrar povoados inteiros passando fome e vivendo em absoluta pobreza. E não é preciso ir longe das capitais para encontrar situações semelhantes. Na região metropolitana do Recife, algumas áreas parecem não acompanhar o crescimento econômico da capital.

No município de Jaboatão dos Guararapes, a quase 25 km do Recife, os moradores enfrentam dificuldades semelhantes as dos municípios castigados pela seca, no sertão do estado. Algumas mães precisam buscar alternativas para enganar a fome dos filhos, como chupar cana para dar a sensação de saciedade.

Índice Nacional da Construção Civil variou 1,30% em setembro


O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo IBGE em convênio com a CAIXA, ficou em 1,30% em setembro, variação muito próxima a de agosto (1,28%). Com esta alta, o acumulado no ano passou para 9,11%, alcançando 10,95% em doze meses.


Este resultado (1,30%) ficou bem acima (0,88 ponto percentual) do registrado em setembro do ano passado (0,42%), o mesmo ocorrendo com a taxa de 9,11% referente ao ano, que no período de janeiro a setembro de 2007 havia sido 4,32%. Nos últimos doze meses, a variação de 10,95% também ficou acima dos 9,99% registrados nos doze meses imediatamente anteriores.

O custo nacional da construção, que em agosto foi R$ 652,45 por metro quadrado, passou para R$ 660,91, sendo R$ 383,43 relativos aos gastos com materiais e R$ 277,48 com mão-de-obra.



Mantendo trajetória observada desde junho, mais uma vez foi a parcela dos materiais que pressionou fortemente o índice nacional, com alta de 2,03% após 1,83% do mês anterior. Enquanto isto, a mão-de-obra apresentou variação de 0,30% em setembro, ou seja, desacelerou em relação ao mês de agosto (0,53%).



Na comparação com igual período do ano passado é possível observar que os materiais subiram de forma acentuada neste ano, com alta de 10,27%, bem acima dos 3,50% de 2007. A parcela do custo referente à mãode-obra aumentou 7,56% até setembro, também mostrando aceleração, porém mais moderada em comparação aos 5,45% do ano passado.



Nos últimos doze meses a alta dos materiais atingiu 12,13% ficando acima da variação dos doze meses imediatamente anteriores (10,55%). Assim como a mão-de-obra, cuja alta de 9,36% superou a relativa aos doze meses anteriores (9,24%).