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Com juros de até 700%, dívida do cartão cresce seis vezes em um ano

Livres para praticar juros sem limite, bancos e administradoras cobram taxas muito acima da Selic. Inadimplência da modalidade é de 25,6%, a maior de todas

Taís Laporta - iG São Paulo 

Que negócio no mundo cobra juros médios de 282,82% ao ano? Cartões de crédito no Brasil. Foi esse o custo estimado do cliente que entrou no rotativo em 2013, de acordo com uma pesquisa da FGV (Fundação Getulio Vargas) em parceria com a Proteste (Associação de Consumidores).
O levantamento – que consultou 60 cartões de 11 instituições financeiras –, encontrou uma distância abismal entre a taxa mais baixa e a mais alta: 52,34% anuais no Ourocard Platinum (Banco do Brasil), e 705,61% no Platinum (Santander).
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Inadimplência no cartão foi de 25,6% em dezembro
Com os juros mais altos do mercado, o cartão de crédito é também a modalidade com maior inadimplência no País. O calote bateu em 25,6% em dezembro de 2013, segundo os últimos dados do Banco Central. 
No paradoxo do ovo e da galinha, não se sabe se o quê veio primeiro: os juros ou os calotes. Os bancos justificam as altas taxas do cartão para compensar o índice de não pagamentos.
Uma simulação da pesquisa mostrou que a taxa mais cara encontrada (705,61%) pode engordar a dívida do rotativo em seis vezes no prazo de um ano. Se o cliente pagar apenas o valor mínimo exigido (20%) de R$ 500, a dívida subirá para R$ 3 mil em 12 meses.
O lado bom da pesquisa é que os juros médios do cartão estão menores que os registrados em 2012 pela Proteste. A taxa média anual, segundo a associação, era de 323,14%, 41 pontos percentuais acima do patamar atual. 
“Algumas instituições de fato reduziram as taxas, acompanhando a queda da Selic, mas elas continuam muito altas”, afirma a advogada especialista em direito do consumidor, Denise Santos.
O custo de deixar de pagar a fatura total do cartão ultrapassa, em muito, a Selic, que foi fixada em 10,5% na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Mesmo a menor taxa encontrada no estudo, de 52,34% ao ano, é cinco vezes maior que os juros básicos da economia.
No cheque especial – a modalidade de crédito mais onerosa depois do cartão –, a taxa máxima cobrada era de 233,08% ao ano, pelo Santander, de acordo com dados do BC de janeiro deste ano.
Brasil supera os vizinhos em 525%
Em relação aos países vizinhos, o Brasil também é campeão em juros altos no cartão, constatou o estudo da FGV e da Proteste. O País ultrapassa o Peru, segundo colocado no ranking, em 525%, e fica ainda mais longe do México, que cobra uma média de 44,8% ao ano. A Argentina tem taxa de 39,16% anual, e a Colombia, 28,31% (veja o gráfico).
Países da zona do euro e Estados Unidos praticam, historicamente, taxas bem inferiores ao Brasil: em torno de 17,9% e 13%, respectivamente.

BRASIL X VIZINHOS

Quanto cobram seis países da América Latina em juros médios ao ano no cartão de crédito (em %):
BC/FGV/Proteste

Sem limite para os juros
Segundo pesquisa da Boa Vista Serviços em dezembro de 2013, o cartão de crédito foi o causador de 25% das restrições de consumidores com problemas de inadimplência, perdendo apenas de carnês e boletos, com 31%.
Não existe regulamentação nem lei que limite os juros cobrados no rotativo do cartão no Brasil, reforça a coordenadora da Proteste, Maria Inês Dolci. As taxas podem oscilar a qualquer momento, como a cada nova elevação da Selic ou conforme as regras do mercado.
Com isso, os juros do cartão não são fixos, nem podem ser congelados no momento do contrato. Na prática, eles podem subir a cada fatura, sem aviso prévio. “A administradora do cartão é obrigada a informar na fatura qual será a taxa referente àquele mês”, esclarece a advogada Denise.
Se o consumidor se sentir prejudicado por razão das taxas, pode tentar negociar um desconto com o banco. Mas é preciso atentar a "propostas padrão" que os bancos costumam empurrar ao cliente, alerta Maria Inês.
“O consumidor deve avaliar se a proposta se adequa ao seu perfil e possibilidades financeiras. Se não for uma boa proposta, melhor não aceitar”, orienta.
De olho na anuidade do cartão
Pode-se solicitar a negociação não só dos juros, mas da anuidade do cartão, que muitas vezes é alta e pesa nas parcelas. No Itaú, por exemplo, elas variavam de R$ 48 a R$ 690 no ano passado, a depender do tipo de cartão.
Se a negociação com o banco fracassar, o plano B é procurar órgãos de defesa do consumidor, como o Procon.
Também é necessário prestar atenção no chamado custo efetivo total (CET), estipulado pelo Banco Central. As operadoras são obrigadas a informar na fatura o custo total da dívida, que vai bem além dos juros do rotativo.
Custo efetivo total não pode ser ignorado
O CET incluiu todos os encargos e taxas embutidos na operação de crédito, como cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) em transações internacionais, encargos e anuidade, além de outras possíveis cobranças.
A soma de todos estes itens deve compor o verdadeiro custo da dívida, completa Maria Inês. O ideal é verificar o quanto será cobrado de CET antes de contratar o cartão, comparando as condições oferecidas junto às instituições.
Vale lembrar que o cliente só entra no rotativo se deixar de pagar o valor total da fatura. É possível desembolsar apenas 20% do valor devido, o chamado "pagamento mínimo", e o resto pode ser financiado.
Na visão de Denise, entrar em dívida com o cartão é a pior forma de contrair um empréstimo. “Deve ser a última opção do consumidor se ele precisar de dinheiro”, acredita.
A recomendação da especialista é procurar linhas de crédito mais baratas, como o empréstimo consignado, que tem limite de 2,14% ao mês e é descontado da folha de pagamento.

Arrecadação federal tem recorde para novembro e soma R$ 112,5 bilhões

Resultado representa alta real de 27,08% sobre igual mês do ano passado

O governo federal arrecadou R$ 112,517 bilhões em impostos e contribuições em novembro, informou a Receita Federal nesta segunda-feira (16). O número é recorde para esses meses graças à receita extraordinária com o programa de refinanciamento de débitos tributários atrasados (Refis).
O resultado representa alta real de 27,08% sobre igual mês do ano passado e o bom desempenho veio em grande parte da receita tributária extraordinária de R$ 20,4 bilhões com o Refis, que contou com a adesão de mais de 30 mil empresas somente em novembro.
No acumulado do ano, a arrecadação federal soma R$ 1,020 trilhão até novembro, com alta real de 3,63% no ano, taxa de crescimento baixa em comparação a anos anteriores.
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No acumulado do ano, a arrecadação federal soma R$ 1,020 trilhão até novembro
Isso ocorre por conta da economia que ainda não imprimiu ritmo mais forte de crescimento e também pelas desonerações tributárias feitas neste ano, que de janeiro a novembro somam R$ 70,4 bilhões.
A arrecadação extraordinária do mês passado vai trazer algum alívio para o governo registrar superávit primário — economia para pagamento de juros da dívida — importante no mês passado.
Ajudará também a receita extra de R$ 15 bilhões com o bônus de exploração do campo de petróleo de Libra, proporcionando ao governo total extra de R$ 35 bilhões somente no mês passado.
Mesmo com esse reforço nas contas, a meta ajustada de primário do setor público consolidado neste ano — de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) — não deve ser atingida, alimentando mais as críticas sobre a política fiscal.
Em 12 meses encerrados em outubro, a economia para pagamento de juros da dívida pública estava em 1,44% do PIB.

Banco Central aumenta juro básico, a taxa Selic, para 9% ao ano

     O Banco Central (BC) subiu nesta quarta-feira (28) o juro básico da economia brasileira, a taxa Selic, em 0,50 ponto percentual, para 9% ao ano. É a quarta alta seguida da taxa.

     A decisão foi unânime e o aumento confirmou a principal aposta dos economistas, baseada no atual cenário de pressão inflacionária, agravado pelo aumento recente do dólar em relação ao real. A moeda americana valorizada encarece, em reais, produtos importados, como matérias-primas.

A elevação dos juros é um instrumento usado pelo governo para conter o consumo, uma vez que o crédito (tanto empréstimos em instituições financeiras quanto parcelamentos em lojas, por exemplo) fica mais caro. E, com menos demanda, a inflação tende a ceder.

PERSPECTIVAS

"O dólar deve continuar subindo até o final do ano, e pressionando a inflação no Brasil", diz Paulo Gala, estrategista da Fator Corretora. "Por causa disso, o BC deve aumentar ainda mais a Selic para manter a inflação sobre controle em 2014", acrescenta.

Outro fator que deve motivar a política monetária mais firme do BC até o final do ano, segundo Gala, é a menor safra de grãos nos Estados Unidos, prejudicada pelo mal tempo, que deve pressionar os preços de alguns produtos no mercado nacional.

Para Julio Hegedus, economista-chefe da consultoria Lopes Filho, o BC será mais incisivo em seu tom nos comunicados das próximas reuniões do BC, em outubro e novembro.

"A autoridade se descolou recentemente da Fazenda e tem tentado mostrar alguma autonomia [em relação ao governo]. Mesmo assim, as medidas econômicas que estão sendo tomadas não são agressivas. Estão 'empurrando as coisas' até o ano que vem, em que teremos eleições", afirma.

Ambos os especialistas esperam mais um aumento de 0,5% ponto percentual na Selic, na reunião do Copom de outubro, terminando 2013 a 9,5% ao ano.

JUROS ALTOS

Para o consultor financeiro Erasmo Vieira, o consumidor endividado deve priorizar o pagamento das dívidas por causa da elevação dos juros.

"É sempre recomendável que a pessoa antecipe parcelas de financiamentos sempre que possível, desde que isso não comprometa seu orçamento mensal", diz. "Mesmo que o pagamento do empréstimo esteja em dia, esse consumidor não pode esquecer que ele representa uma dívida, estando sujeito a pagar juros maiores", acrescenta.

Considerando as diversas modalidades de crédito, com taxas de juros diferentes, Vieira afirma que o consumidor deve procurar sempre as opções mais baratas. "É essencial evitar as linhas mais caras, como cartão de crédito e cheque especial", diz


CAROLINA MATOS
ANDERSON FIGO
DE SÃO PAULO
MARIANA SCHREIBER
DE BRASÍLIA

Taxas de juros para pessoa física têm menor nível desde 1995

DANIEL TREMEL
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

As taxas de juros para pessoa física caíram em abril na comparação com o mês anterior, segundo a Pesquisa de Juros da Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade). A taxa média teve uma redução de 0,08 ponto percentual ao mês (1,88 ponto ao ano). Esta é a menor taxa desde 1995, quando foi iniciada a pesquisa.

Esta foi a terceira queda neste ano. Para pessoa jurídica, a taxa caiu pela quarta vez consecutiva.

Das seis linhas de crédito pesquisadas, apenas a taxa do cartão de crédito continuou com a mesma taxa do mês passado. Todas as demais tiveram baixa.

As maiores quedas ocorreram na linha de empréstimo pessoal em bancos, empréstimos pessoal em financeiras e no juros do comércio. Também caíram as taxas do cheque especial e do CDC bancos para financiamento de veículos.

Para pessoa jurídica, todas as linhas de crédito pesquisadas sofreram redução. A taxa média caiu 0,07 ponto percentual ao mês (1,25 ponto percentual ao ano). É a menor taxa média desde dezembro de 2009.

 

MAIS CORTES

Para o diretor executivo da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, as reduções se devem ao corte na taxa Selic e no aumento da competição após as reduções nas taxas dos bancos públicos e privados. Além disso, o mercado espera novos cortes na Selic e houve redução na inadimplência. A expectativa é que mais quedas aconteçam nos próximos meses.

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1087682-taxas-de-juros-para-pessoa-fisica-tem-menor-nivel-desde-1995.shtml

Governo quer que BC corte juros para combater crise

 

Segundo ministro da Fazenda, Guido Mantega, ideia é que corte ajude a estimular a economia

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse há pouco no Congresso que o governo quer que o Banco Central (BC) baixe a taxa de juros, para estimular a economia, como forma de combater a crise.

Ele destacou que "não se pode baixar os juros de forma voluntarista. Mas criar as condições para baixar a Selic é prioritário", afirmou. Em resposta ao senador Armando Monteiro Neto (PTB-PE), que na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) voltou a se queixar do "juro real elevadíssimo" no país, referindo-se, em particular, ao custo de rolagem da dívida pública.

Mantega disse que o serviço anual da dívida hoje equivale a 6% do Produto Interno Bruto (PIB), cerca de R$ 200 bilhões, onde R$ 35 bilhões correspondem ao manejo das reservas internacionais.

O ministro argumentou, então que, se os juros recuarem, será benéfico para a redução do serviço da dívida. Ele fez até uma comparação. "Hoje temos um déficit nominal de 1,9% do PIB. Ou seja, a Selic caindo, se pagarmos menos pelo serviço da dívida, vamos ao déficit zero", disse.

Mantega buscou apoio dos senadores para a criação das condições que possibilitem a queda dos juros pelo BC. Segundo ele, "por sorte há um pacto no país de que não se deve deixar a inflação voltar".

Ele disse que o governo acredita que é hora da política monetária dar sua contribuição contra a crise, porque pode ser estimulante reduzir os juros para incentivar o crescimento da economia, ao invés de voltar a ampliar os subsídios fiscais, como em 2008.

Se há o retorno aos subsídios, o governo arrecada menos e não faz a economia necessária ao pagamento de juros da dívida (superávit primário), ou seja, a divida cresce de novo.

Ao senador Lindberg Farias (PT-RJ), que fez um apelo para que o BC baixe os juros já na próxima reunião da semana que vem, o ministro da Fazenda disse que "a política monetária isolada não resolve. Tem que ser combinada com a política fiscal".

"O juro olha, prioritariamente, para a inflação. E nós temos que zelar para que a inflação não volte", afirmou o ministro.

"Olhando para trás, a inflação está alta. Mas o que interessa é para frente. E está mais baixa. Não creio que haja a pressão das commodities, que houve no ano passado e no retrasado, porque não há condições internacionais para isso", disse o ministro, citando projeções do mercado financeiro, em resposta ao senador Aloysio Nunes (PSDB-SP).

 

http://economia.ig.com.br/mercados/governo+quer+que+bc+corte+juros+para+combater+crise/n1597173457122.html

Empresas abusam na cobrança das dívidas

Marina Rigueira - Estado de Minas

Publicação: 02/08/2010 06:36

Cobrar do consumidor inadimplente e recuperar créditos não é um tarefa fácil. O aquecimento da economia e a facilidade de acesso ao crédito no país tendem a tornar o consumidor brasileiro ainda mais endividado. Contudo, mesmo inadimplente o consumidor tem direitos e não pode ser exposto ao ridículo no momento da cobrança. Apesar de previsto no artigo 42 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), esse direito parece passar despercebido pelas empresas e instituições financeiras, que, na maioria das vezes, não acreditam que serão acionadas judicialmente e mantêm práticas irregulares de cobrança .
De acordo com a advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) Mariana Ferreira Alves, o Código de Defesa do Consumidor proíbe qualquer tipo de ameaça ou de exposição ao constrangimento de alguém que esteja com dívidas. “O código proíbe expressamente a cobrança vexatória. A
empresa tem de cobrar a dívida do consumidor, mas a comunicação não pode conter ameaças nem ofensas. Se contiver, é crime”, explica.
O consumidor não pode sofrer constrangimentos físicos nem morais no momento da cobrança. Segundo Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Associação Brasileira de Defesa do Consumidor -Proteste, as empresas credoras devem seguir as regras de cobrança e dar oportunidades de negociação ao consumidor antes de enviar o nome do cliente para cadastros de inadimplentes, como Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e Serasa. “Mesmo endividado, o consumidor tem direitos. Antes de enviar o nome do cliente para o SPC ou Serasa, as empresas devem cobrar as dívidas e mantê-los informados da real situação. Durante as cobranças, o consumidor não pode ser ameaçado ou constrangido”.
Qualquer tipo de coação ou exposição ao ridículo durante a cobrança é proibido. De acordo com a coordenadora do Procon Municipal de Belo Horizonte, Maria Laura dos Santos, o consumidor não pode ser perturbado em horários de lazer, descanso e são proibidas ligações no local de trabalho. “As empresas não podem realizar cobranças aos sábados e domingos ou fora do horário comercial. Qualquer ameaça ou informação falsa é considerada crime pelo artigo 147 do Código Penal”. Ela alerta que esses crimes devem ser denunciados na Delegacia do Consumidor ou, onde não houver delegacia especializada em relações de consumo, na delegacia mais próxima à residência da vítima da ameaça ou constrangimento.
Maria Inês Dolci ressalta que as empresas podem e devem fazer as cobranças, mas de maneira adequada. “É importante que as empresas usem o bom senso. Elas devem tentar localizar o devedor para a negociação ou enviar comunicados sem tons ameaçadores ou abusivos. Ligações, seja em casa ou no trabalho, torpedos, e-mails e recados em secretárias eletrônicas são meios inadequados para a cobrança”.
Constrangimento
O analista fiscal Marcelo Augusto Batista Rodrigues contratou há um ano o financiamento de um veículo, e com duas prestações pendentes, vem sendo alvo de cobranças abusivas e se sente ameaçado. “Eu e minha família recebemos ligações diárias no telefone celular, residencial e comercial, e o cobrador deixa recados da cobrança até com meus colegas de trabalho. O conteúdo das ligações é sobre a quitação imediata das parcelas vencidas, sendo que o prazo é sempre o dia seguinte. Quando dizemos que não temos condições de pagar naquela data, somos alvos de diversos constrangimentos e não temos nem chances de negociação”, reclama.
Órgãos de defesa do consumidor consideram que, se submetido a cobranças abusivas, o cidadão deve se cercar de documentos – como cópias de e-mails recebidos, gravações de telefone e secretária eletrônica, entre outros – se assegurar com testemunhas e entrar na Justiça contra as empresas. Além disso, nenhuma empresa pode executar um consumidor por dívida antes de passar por todo um processo judicial, o que pode levar anos. Apenas quando o processo for julgado e não houver mais possibilidade de recurso é que o juiz determina a penhora e apreensão de bens.
De acordo com a Proteste, se comprovadas as práticas abusivas de cobrança, pode-se pleitear até 60 salários mínimos, ou seja, R$ 30.600 em indenização por dano moral com ação nos juizados especiais cíveis. Os maiores casos de cobrança irregular são encontrados nas operações realizadas pelos escritórios terceirizados. Isso ocorre porque alguns funcionários que trabalham nesses locais não têm o compromisso de manter a boa imagem institucional do credor.

http://www.uai.com.br/htmls/app/noticia173/2010/08/02/noticia_economia,i=171833/EMPRESAS+ABUSAM+NA+COBRANCA+DAS+DIVIDAS.shtml