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FMI faz apelo para que EUA endossem reforma do setor bancário

O diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, fez um apelo para que os Estados Unidos se juntem a outros países para realizar uma reforma do setor bancário. "A questão de coordenar a reforma financeira é crucial, e temo que não estejamos indo nessa direção", disse Strauss-Kahn neste sábado em Davos, na Suíça, onde ocorre o Fórum Econômico Mundial.

Ainda neste sábado, líderes políticos e banqueiros fizeram uma reunião a portas fechadas para discutir controles mais rígidos para o setor, em uma tentativa de evitar uma crise econômica como a de 2008.
Após o encontro, o congressista americano Barney Frank, que está examinando as regulamentações sobre Wall Street, disse que os banqueiros entenderam que novas regras estão prestes a serem adotadas e que qualquer um que tente se opor estará "perdendo tempo".
Concessões
As declarações foram dadas depois que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, propôs grande reformas para conter o tamanho dos bancos.
A reforma financeira e uma "re-adequação" dos banqueiros são temas que estão dominando Davos este ano.
As reformas propostas por Obama - que ainda precisam de aprovação no Congresso - podem significar a divisão de alguns dos grandes bancos.
Elas também incluem uma proibição a bancos de usarem seu próprio dinheiro em investimentos.
Muitos dos banqueiros presentes em Davos se opõem a essas reformas, mas houve alguns sinais de concessões.
"Estou reivindicando um fundo europeu de resgate para os bancos", disse o diretor do Deutsche Bank Josef Ackermann ao jornal britânico Financial Times. Isso permitiria que colapsos como o do banco Lehman Brothers fossem pagos "em larga escala" pelos próprios bancos.
'Mercados nervosos'
Ackermann disse ainda que a recuperação econômica ainda está frágil e que os mercados financeiros "estão novamente nervosos".
O conselheiro econômico da Presidência dos Estados Unidos Lawrence Summers, que também está em Davos, classificou o atual nível de desemprego em seu país como "perturbador", e afirmou que houve uma mudança fundamental na economia americana.
As economias asiáticas também continuaram a mostrar sua força, recobrando confiança depois de ter passado 2009 em crescimento, enquanto as maiores economias ocidentais sofreram suas piores contrações desde a Segunda Guerra Mundial.
Zhu Min, vice-presidente do Banco Central da China, também apontou o dedo para os Estados Unidos por causa da dívida do governo americano.
"O motivo pelo qual temos mais reservas é que fazemos mais economias. E o motivo pelo qual fazemos mais economias é que há menos economias do outro lado. As economias estão simplesmente deslocadas", afirmou.

http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2010/01/30/fmi+faz+apelo+para+que+eua+endossem+reforma+do+setor+bancario+9381971.html

FMI defende manutenção de ajudas econômicas até a volta das contratações

ISTAMBUL, Turquia - O diretor do FMI (Fundo Monetário Internacional) Dominique Strauss-Kahn, pediu nesta sexta-feira que os governos mantenham seus programas de ajuda econômica até pouco antes do reinício previsto das contratações.
"Para mim, quando estivermos mais ou menos seguros de que o desemprego vai começar a cair, ou seja, dois ou três meses antes da queda previsível do desemprego, podemos começar a reverter a tendência fiscal", declarou Strauss-Kahn em uma entrevista para o canal noticioso France24.
"Mas ainda não chegou a hora e seria arriscado interromper seus estímulos à demanda", advertiu o diretor geral.
Strauss-Kahn disse que o desemprego continuará aumentando por mais um ano, dando a entender que os programas de reativação econômica devem ser mantidos até o próximo verão. (no Hemisfério Norte)
"Temos de dez a 12 meses de aumento do desemprego pela frente.Portanto, para as pessoas que vão perder emprego nos próximos meses, a crise não terminou", declarou.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/10/02/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=130246/em_noticia_interna.shtml

FMI receberá empréstimo adicional de US$ 71 bi da UE

 

O FMI saudou a decisão da União Europeia (UE) de proporcionar um empréstimo adicional de US$ 71 bilhões. "Esta é uma contribuição vital para a meta estabelecida pelo G-20 (...) de aumentar os recursos do Fundo em até US$ 500 bilhões", disse o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, em um comunicado. "Os fundos vão ajudar a sustentar as operações de empréstimos do FMI através da atual crise global e nos próximos anos", diz a nota.
Até agora, a UE se comprometeu a emprestar o equivalente a US$ 178 bilhões ao FMI, enquanto o órgão multilateral trabalha para aumentar seus recursos para atender o aumento nos pedidos de ajuda de países membros.
Esse montante inclui US$ 15,8 bilhões da França. Nesta sexta-feira, o FMI disse que tinha assinado um acordo com a França para receber os fundos. A França se comprometeu a emprestar um valor adicional de US$ 1,05 bilhão com objetivo de estimular a ajuda aos países de baixa renda, disse o FMI. As informações são da Dow Jones.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/09/04/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=126120/em_noticia_interna.shtml

Emergentes buscam projeção mundial em primeira cúpula

O grupo Bric , que reúne quatro gigantes emergentes (Brasil, Rússia, Índia e China), celebrará na próxima semana, no dia 16 de junho, sua primeira cúpula na cidade russa de Ekaterinburgo (leste), tentando conseguir um maior protagonismo mundial e mostrar unidade ante as grandes potências. Embora os quatro países estejam determinados a agir juntos durante a crise econômica e nos próximos anos, ainda estão longe de contrapor a instituições globais já estabelecidas.
Tampouco está claro se o presidente russo, Dimitri Medvedev, seus colegas brasileiro e chinês, Luiz Inácio Lula da Silva e Hu Jintao, assim como o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, conseguirão pôr-se de acordo para criar uma entidade internacional mais permanente. A primeira cúpula dos BRIC se celebrará em Ekaterinburgo, cidade a 1.420 km a leste de Moscou, nos Urais.
"A Rússia acredita que este formato é mais promissor tanto econômica quanto politicamente", declarou à imprensa Natalia Timakova, porta-voz de Medvedev, embora tenha se mostrado muito mais prudente na hora de falar dos envolvimentos da cúpula. "É muito cedo para fazer previsões", comentou a porta-voz.
Andrei Nesterenko, porta-voz do Ministério russo das Relações Exteriores, adiantou à imprensa que os quatro líderes vão assinar uma declaração que pedirá "a formação de uma ordem mundial mais justa e mais democrática".
Nesterenko também tentou pôr fim à polêmica sobre se a cúpula teria como objetivo desdenhar o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. "Não será feita nenhuma recriminação a ninguém", afirmou o porta-voz.
Segundo os analistas, o grupo Bric está mostrando uma crescente vontade de coordenar esforços, contra-arrestando o domínio mundial dos Estados Unidos, para conseguir maior projeção internacional.
Os quatro países poderiam converter-se nos principais compradores dos primeiros bônus que o Fundo Monetário Internacional (FMI) está preparando para emitir, a fim de cumprir com a obrigação dos países ricos e em desenvolvimento de repassar US$ 1,1 trilhão ao FMI e outras instituições para ajudar as nações mais pobres.
A China adiantou que está planejando comprar até US$ 50 bilhões em bônus, enquanto Rússia e China poderiam comprar, cada uma, obrigações de US$ 10 bilhões.
Durante a semana, o Fundo Monetário Internacional (FMI) saudou a "liderança" e o "compromisso" demonstrados pelo Brasil, que emprestará US$ 10 bilhões ao organismo multilateral, informou nesta quarta-feira seu diretor-gerente, Dominique Strauss-Kahn.
"O Brasil demonstra mais uma vez a firmeza de seu papel como destacada economia emergente", afirmou Strauss-Kahn, citado num comunicado do FMI. O empréstimo será efetuado através da aquisição de bônus do organismo, anunciou nesta quarta-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
O compromisso de contribuir com o capital do FMI foi adotado em janeiro durante a reunião de cúpula do Grupo dos 20 países industrializados e emergentes em Londres, no auge da crise financeira mundial.
Nos últimos meses, tanto a Rússia como a China elevaram suas críticas ao sistema monetário internacional dominado pelo dólar e pediram reformas das instituições financeiras internacionais e o estabelecimento de uma nova moeda de reserva mundial para evitar uma nova crise.
Para Rory MacFarquhar, economista do banco americano Goldman Sachs, a cúpula será mais política que econômica. "Existe um interesse considerável, da parte de todos os países do BRIC, mas da Rússia em particular, de criar uma alternativa" às instituições internacionais já existentes", declarou o analista à AFP.
Vladimir Osakovski, do banco italiano UniCredit em Moscou, compartilha a mesma opinião. A ideia de uma nova moeda de reserva é mais uma forma de fazer muito barulho politicamente que "um primeiro passo para a criação de um novo instrumento de política econômica mundial", destacou.
Essa perspectiva necessitaria muitos anos para ser concretizada, advertiram os analistas. Antes de consegui-lo, o grupo BRIC terá que fazer uma fusão de suas economias, renunciar às próprias moedas e ao controle de sua política monetária, explicou Osakovski.

FMI e BM analisam impacto da crise mundial

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, e o presidente do Banco Mundial (BM), Robert Zoellick, analisarão, nesta quinta-feira, em diferentes rodas de imprensa a situação da economia e o impacto da crise sobre a pobreza no mundo. Os diretores das instituições multilaterais abordarão os principais temas econômicos de relevância mundial, às vésperas da Assembleia semestral das duas entidades.A Assembleia, que acontecerá no sábado e domingo, reunirá ministros e governadores dos bancos centrais dos 185 países-membros do FMI e do BM.Alguns deles participarão ainda da reunião ministerial do Grupo dos Sete (G7, que reúne as sete maiores potências mundiais) e do Grupo dos Vinte (G20, os países mais ricos e os principais emergentes), que acontecerá, na sexta-feira, em Washington.O FMI prevê que o mundo registrará este ano a recessão mais profunda desde a Segunda Guerra Mundial, e o BM adverte que reduzir os programas sociais pela crise teria consequências nefastas.

FMI pede US$ 1,2 trilhão contra a recessão

No dia em que foi divulgado que o Japão caiu em recessão técnica no terceiro trimestre, seguindo o mesmo anúncio para a zona do euro, na semana passada, o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, voltou a defender o uso de até 2% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, ou US$ 1,2 trilhão, de estímulo fiscal para estancar a espiral recessiva que tomou conta da economia global. "É hora de usar todos instrumentos", disse Strauss-Kahn, numa conferência em Trípoli, na Líbia.
O diretor-gerente do FMI pediu o emprego "maciço" e coordenado de políticas orçamentárias para superar a crise, além de defender novos cortes de juros pelo Banco Central Europeu (BCE).

Com o anúncio feito pelo Japão, já praticamente não restam dúvidas de que o mundo rico está entrando numa das piores fases econômicas do pós-Guerra. Segundo o FMI, as economias avançadas devem ter um recuo do PIB de 0,3% em 2009, fato que não ocorreu nenhuma vez desde 1980 (quando se inicia a série do site do Fundo) até hoje.
O PIB japonês recuou 0,4% nos três meses de julho a setembro, em termos anualizados, depois de ter caído 3,7% no segundo trimestre.

Os Estados Unidos ainda não entraram em recessão "técnica" - dois trimestres de queda do PIB -, já que a economia caiu 0,3% no terceiro trimestre em termos anualizados, mas havia crescido 2,8% no segundo. Para a maioria dos economistas, porém, a recessão americana é inevitável. A queda no mundo rico deve trazer o crescimento global em 2009 para próximo do intervalo de 1% a 2%. "A grande discussão agora é sobre o tamanho da queda do mundo desenvolvido", diz Alexandre Pavan Póvoa, diretor-executivo do Modal Asset Management. Segundo ele, os especialistas dividem-se entre dois cenários principais. Há aqueles, como o próprio Póvoa, que prevêem que os países ricos tenham crescimento levemente negativo, próximo de zero, em 2009, e outros que projetam uma queda drástica.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://br.news.finance.yahoo.com/18112008/25/financas-fmi-pede-us-1-2.html