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Inframérica venceu primeiro leilão com lance de R$ 170 milhões, valor 229% acima do mínimo estipulado

 

Consórcio prevê retorno acima de 6% em aeroporto do RN

O consórcio Inframérica, vencedor do leilão para construção e operação do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, acredita que o investimento oferecerá um retorno real acima de 6% ao ano.

"Tem de ser um retorno que permita fazer uma alavancagem em banco. É acima de 6% de ganho real, com certeza", afirmou o diretor executivo do grupo Engevix, José Antunes Sobrinho.

A Engevix, em sociedade com o grupo argentino Corporación America, forma o consórcio Inframérica, que deu lance de R$ 170 milhões, 228,82% acima do valor da outorga estipulada no edital, de R$ 51,7 milhões.

Segundo ele, a assinatura do contrato de concessão está prevista para 22 de novembro, mas deve ser antecipada.

"Se anteciparmos em um mês o contrato de concessão, é um mês que nós ganhamos para a construção das obras. Já existe uma perspectiva de antecipar essa assinatura. Estamos conversando sobre isso com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil)", afirmou Sobrinho.

Questionado se o Engevix participará dos próximos leilões, Sobrinho disse que "sim", sem dar maiores detalhes.

http://economia.ig.com.br/empresas/infraestrutura/consorcio+preve+retorno+acima+de+6+em+aeroporto+do+rn/n1597171614403.html

Primeiro aeroporto vai a leilão nesta segunda por R$ 52 milhões

 

São Gonçalo do Amarante (RN) deve receber investimento de R$ 650 milhões; ao menos três grupos disputarão concessão

O primeiro leilão de aeroportos brasileiros será realizado nesta segunda-feira, com lance mínimo de R$ 51,7 milhões. A construção e administração do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, na região metropolitana de Natal (RN), será 100% concedida à iniciativa privada em um período de 25 anos, renováveis por mais cinco.

A construção de um aeroporto em São Gonçalo do Amarante é uma ideia antiga – as obras começaram há cerca de 15 anos. A realização da Copa do Mundo no Brasil, que terá jogos em Natal, deu novo fôlego ao projeto, que agora será oferecido ao setor privado. Mas não há certeza sobre se a obra estará pronta para a Copa: o prazo para a conclusão é outubro de 2014, dois meses após o encerramento dos jogos. Se a vencedora do leilão quiser receber o fluxo de turistas brasileiros durante o Mundial de futebol, terá que acelerar a construção. O investimento privado em São Gonçalo é estimado em R$ 650 milhões.

“Independentemente de eventuais ajustes feitos após o primeiro leilão, o importante é que a concessão dos aeroportos vai se tornar uma realidade. É a única solução para quebrar a atual situação de imobilidade da infraestrutura”, diz diretor-presidente da consultoria Aeroservice, Mário Luiz de Mello Santos.

A disputa pela concessão ocorre depois que a alemã Fraport e a mexicana GAP desistiram do negócio, por considerá-lo pouco rentável. O ministro Wagner Bittencourt, da Secretaria de Aviação Civil (SAC), deu declarações à imprensa dizendo que há empresas interessadas no projeto e que um episódio similar ao fracasso do leilão do Trem de Alta Velocidade (TAV) é pouco provável na concessão de São Gonçalo do Amarante. Ao menos três companhias devem participar do leilão: a Engevix, o grupo MPE e a Triunfo Participações.

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O presidente da MPE, Renato Abreu, disse que os investimentos necessários devem ser superiores aos R$ 650 milhões estimados pelo governo, mas o projeto é rentável. “O aeroporto tem que ser um grande shopping center e se preparar para receber voos fretados de operadoras de turismo”, diz Abreu.

A MPE administra o aeroporto de Valença, na Bahia, e não fechou parcerias para disputa. A empresa também quer participar das próximas concessões. O governo anunciou que fará leilões dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília até 22 de dezembro. A Triunfo e a Engevix não quiseram se pronunciar.

O projeto de São Gonçalo do Amarante pode permitir uma rentabilidade real em torno de 9% ao ano, afirma o professor do Insper Eduardo Padilha, especialista em concessões de aeroportos e infraestrutura. “O aeroporto não pararia em pé sem o aporte do governo. Os padrões exigidos para as instalações são muito altos”, diz. O governo federal investirá cerca de R$ 250 milhões na construção de pista e pátio.

Os estudos de viabilidade econômica apontam uma receita de R$ 84 milhões para o aeroporto em 2020. As tarifas praticadas serão as mesmas da Infraero e o reajuste depende de autorização do governo.

Risco do negócio

O maior risco do projeto é a demanda prevista para o aeroporto não se concretizar, diz o professor do Insper. A estimativa do governo é que 4,7 milhões de passageiros por ano passem por São Gonçalo do Amarante em 2020. A condição para isso é o fechamento do aeroporto de Natal, questão já acertada com o governo.

O aeroporto de São Gonçalo do Amarante está sendo construído para se tornar um dos principais hubs (centro de distribuição de voos) para passageiros e cargas no Nordeste. Para Mauro Gandra, presidente da Associação Nacional das Empresas Concessionárias dos Aeroportos Brasileiros (Ancab) e ex-ministro de Aeronáutica, a concretização do plano não depende apenas da qualidade da infraestrutura. “Quem determina onde serão os hubs são as companhias aéreas e a demanda do mercado. E essa lógica o governo não pode alterar”, diz Gandra.

O leilão de São Gonçalo é considerado pelos especialistas menos interessante do que a concessão de Viracopos, Guarulhos e Brasília. “O fluxo para esses aeroportos é muito maior e, consequentemente, a receita”, diz Gandra. Outra vantagem dos que já estão em operação é que as concessionárias conseguirão ter ganhos mesmo durante a obra, diz Santos, da Aeroservice.

As regras para os próximos leilões ainda estão em elaboração. O que já foi anunciado é que a administração dos aeroportos será compartilhada entre as concessionárias e a Infraero – a estatal poderá ter participação de até 49%. “A rentabilidade terá que ser maior. Porque ser sócio do governo é um risco”, diz Padilha,

O ministro Bittencourt adiantou, em declarações à imprensa, que a intenção do governo é promover uma competição entre as concessionárias de aeroportos. Questionada pelo iG, a Anac informou que ainda não há definições se as empresas que participaram do leilão de São Gonçalo do Amarante poderão disputar os demais aeroportos.

http://economia.ig.com.br/empresas/infraestrutura/primeiro+aeroporto+vai+a+leilao+nesta+segunda+por+r+52+milhoes/n1597168761066.html

São Paulo prepara concessão de estradas e aeroportos

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), disse nesta segunda que prepara a concessão de estradas e aeroportos para assegurar a receita do Estado no orçamento de 2010, principalmente para garantir investimentos. Ao discursar no Fórum Exame, realizado na capital paulista, o governador afirmou que pretende manter em 2010 - ano eleitoral - o nível de arrecadação previsto na peça orçamentária de 2009. "(Este ano) deu para juntar cerca de R$ 24 bilhões, todos voltados para investimentos", disse. Serra deve disputar com o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, a indicação do PSDB para concorrer à Presidência em 2010.
Questionado sobre como faria para manter o volume de investimentos sem os recursos, por exemplo, da venda do banco Nossa Caixa - que elevou as receitas do Estado em R$ 5,5 bilhões este ano -, Serra disse que haverá financiamentos e novas concessões. "(A arrecadação) será repetida ano que vem porque têm novos fluxos de financiamento, mais concessões", disse. O governador não detalhou a quais concessões se referia. "Estamos engatilhando tudo. Quando tiver os nomes eu dou. (Serão) mais estradas, aeroportos, tudo.
O governador atribuiu a manutenção dos investimentos em 2009 à concessão de cinco estradas, de um trecho do Rodoanel Mário Covas e à venda da Nossa Caixa. Teriam contribuído ainda financiamentos externos e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "Por sorte, no nosso Estado estamos, sim, investindo muito neste ano de crise", disse. "Aqui temos um investimento anticíclico, que pelo volume das obras está contribuindo para manter o nível de emprego. Nunca houve tanta obra simultânea no Estado.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/05/11/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=110001/em_noticia_interna.shtml