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EUA emitem US$ 2,3 trilhões desde 2008, mas bancos retêm 85%

 Sílvio Guedes Crespo

Os Estados Unidos já injetaram US$ 2,3 trilhões no sistema financeiro desde 2008, o que equivale a tudo o que a população brasileira produz ao longo de um ano de trabalho. Mas 85% desse valor, ou US$ 1,9 trilhão, ficou retido com os bancos na forma de reservas  - ou seja, não está em circulação na economia.
Nos últimos cinco anos, o Federal Reserve (banco central americano) tem procurado estimular a atividade econômica mantendo uma taxa de juros baixa e também criando moeda a partir do nada.
Com dinheiro recém emitido, o Fed compra títulos no mercado para que os bancos se sintam seguros e percebam que, sempre que precisarem de liquidez (no caso, moeda), podem recorrer ao banco central.
Só que as instituições financeiras pegam esses dólares e deixam reservados em uma conta que eles mantêm no próprio Fed (leia entrevista ao final desde texto).
O gráfico abaixo dá uma ideia do que está acontecendo. A linha vermelha representa a base monetária dos EUA, que no conceito do Fed inclui todo o dinheiro em circulação no país mais as reservas dos bancos. A verde se refere apenas às reservas.
Ambas dispararam a partir de setembro de 2008, mês em que o banco Lehman Brothers quebrou e desencadeou a crise bancária americana. A linha verde praticamente acompanhou os movimentos da vermelha, o que significa que boa parte do dinheiro que foi injetado no sistema financeiro ficou guardada.
A linha azul representa a diferença entre a base monetária e as reservas dos bancos, ou seja, é uma forma de medir quanto dinheiro efetivamente entrou em circulação.
Esse indicador aumentou em US$ 341 bilhões desde 2007, mas repare que a linha azul já vinha subindo antes disso. A partir da crise, ela acentuou apenas ligeiramente a trajetória de alta. Não disparou, como ocorreu com as outras duas curvas.
A injeção trilionária de dólares na economia possibilitou, ou ao menos não impediu, que a quantidade de dinheiro em circulação continuasse avançando no mesmo ritmo que se encontrava antes da crise.
Conta corrente
Também se pode notar que a quantidade de dinheiro em depósitos à vista aumentou durante a crise. Não chegou a acompanhar a base monetária, mas subiu bem (195% desde 2007).
É possível que os americanos em geral estejam fazendo o mesmo que os bancos: sentando em cima do dinheiro, em vez de investir.
Não é atraente a ideia de comprar títulos do governo, porque o rendimento está praticamente zerado. Investir no setor privado pode trazer retorno melhor, mas é pode ser considerado arriscado demais enquanto não sabemos se a atual retomada econômica é para valer.
Crédito
Os bancos não aceleraram em nada o ritmo de concessão de crédito. É verdade que de 2007 a 2013 a quantidade de dinheiro que os americanos – pessoas e empresas – devem aos bancos subiu 25%, passando de US$ 33 trilhões para US$ 41 trilhões.
Mas antes da crise, ou seja, antes de o Fed iniciar seu programa de injeção de dinheiro, o crédito crescia a um ritmo muito maior. De 2001 a 2007, para pegar um intervalo de tempo equivalente em tamanho, a alta foi de 69%.
Ainda assim, sempre é possível argumentar – e possivelmente isso está certo – que se não fossem os estímulos do Fed o crédito teria crescido menos ou até se reduzido.
Se o crédito não está crescendo no mesmo ritmo que a emissão de moeda, a boa notícia é que os financiamentos às empresas estão subindo, enquanto aqueles direcionados para as famílias, têm caído.
Sinal de que a pequena parte que os bancos resolveram emprestar está indo para o setor produtivo, não para o consumo de uma população já endividada até o pescoço.
Entrevista
O economista Otto Nogami, professor do Insper, comenta o assunto na entrevista abaixo.
Sílvio Crespo: Por que o volume de reservas dos bancos aumentou tanto?
Otto Nogami: Grande parte do dinheiro injetado serve para reforçar a reserva bancária e reduzir o risco de liquidez [risco de não conseguir vender ativos na rapidez necessária, por exemplo por falta de moeda em circulação].
No Brasil, cada banco empresta um valor equivalente a oito ou nove vezes o seu patrimônio líquido. Nos EUA, essa proporção chegava até a 35 vezes em algumas instituições. Para minimizar o risco de o tomador de empréstimo não pagar, os bancos estão aumentando o volume de reservas.
SC: É um sinal de que os bancos ainda não estão confiantes na recuperação dos EUA?
ON: Sim. E não só os bancos, mas os americanos, em geral, ficaram mais comedidos depois da crise. Mesmo se o banco quiser emprestar, não encontra tomador. A preocupação maior do americano hoje é o emprego, não o consumo.
SC: Se a maior parte do dinheiro que o Fed injetou no sistema financeiro ficou guardada, de onde vem o “tsunami monetário”?
ON: À media que o governo americano mantém a taxa de juros baixa, dada a alta taxa de juros nossa, muitas vezes vale a pena, para o especulador estrangeiro, investir no mercado brasileiro ou de outros países emergentes. Isso criou um problema, porque valorizou as moedas locais.

Bolsas americanas sobem com indicadores positivos e ata do Fed

As bolsas americanas registraram novo dia de ganhos, mesmo após a forte alta registrada ontem. Dados positivos de produção industrial e construção de casas, além da ata do Fed, reforçaram a confiança dos investidores na recuperação da economia dos EUA.

O índice Dow Jones fechou em alta de 0,39%, para 10.309 pontos, acompanhado pelo S & P 500, que subiu 0,42%, para 1.099 pontos, e pelo Nasdaq, que ganhou 0,54%, para 2.226 pontos.
Passada a preocupação com a situação financeira de alguns países europeus, especialmente a Grécia, as atenções do mercado se voltaram hoje a indicadores da economia americana e à ata do Fed.
A produção industrial cresceu 0,9% em janeiro, o que indicou um ritmo de expansão ligeiramente maior do que em dezembro, quando o avanço havia sido de 0,7% em relação a dezembro de 2008.
Outro indicador divulgado hoje foi o de construção de moradias nos EUA. O índice aumentou 2,8% em janeiro, para uma taxa anualizada ajustada de 591 mil unidades. Em dezembro, o indicador apontou recuo de 0,7%.
Mas o evento mais aguardado do dia foi a ata do Fed. O documento mostrou que vários integrantes da autoridade monetária se revelaram inquietos com o tamanho do balanço do banco, de mais de US$ 2 trilhões, e defenderam a venda gradual de alguns ativos no " futuro próximo " .
Um deles, Charles Plosser, presidente do Fed da Filadélfia, chegou a declarar hoje que o Fed deve começar a se desfazer do estoque de títulos atrelados a hipotecas assim que a recuperação da economia ganhar força.
Por outro lado, o banco central americano melhorou suas estimativas para a economia, com previsão de expansão do PIB entre 2,8% e 3,5% em 2010. A projeção feita em novembro variava entre 2,5% e 3,5%. Segundo o Fed, a avaliação geral é de que a economia está se recuperando, embora em ritmo moderado.
No campo corporativo, o destaque do dia ficou com as ações da Deere. A fabricante de equipamentos agrícolas subiu 5,0%, depois de apresentar lucro de US$ 0,57 por ação, muito acima do esperado por analistas. A companhia elevou sua previsão de lucro em 2010 de US$ 900 milhões para US$ 1,3 bilhão.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2010/02/17/bolsas+americanas+sobem+com+indicadores+positivos+e+ata+do+fed+9400832.html

Bernanke enfrenta oposição para continuar no Fed

O senador Christopher Dodd, chefe do comitê do sistema bancário no Senado norte-americano, e o senador Judd Gregg, membro do comitê, disseram que esperam que Ben Bernanke ganhe um segundo mandato como presidente do Federal Reserve Bank, o Fed, banco central dos Estados Unidos, apesar da forte oposição do Senado, segundo matéria do Wall Street Journal. Em nota assinada pelos dois senadores, eles afirmam que Bernanke fez um excelente trabalho ao responder por uma das mais graves crises financeiras dos Estados Unidos em todos os tempos.

"Nós apoiamos sua nomeação porque ele é o líder certo para guiar o Federal Reserve durante a recuperação econômica", diz a nota.
Já o senador republicano Richard Shelby, também do comitê do sistema bancário, votou contra a confirmação de Bernanke para um segundo mandato quando o comitê considerou a nomeação. O mandato de Bernanke no Fed termina em 31 de janeiro. Em função de pelo menos quatro senadores terem usado suas prerrogativas para se opor à sua confirmação em um novo mandato, Bernanke precisará de 60 votos para continuar no cargo.
Até sexta-feira, uma pesquisa realizada pela Dow Jones mostrava que 26 senadores eram a favor da manutenção de Bernanke, 15 eram contra e 59 preferiram não declarar sua intenção de voto. As informações são da Dow Jones.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2010/01/23/bernanke+enfrenta+oposicao+para+continuar+no+fed+9374747.html

Fed mantém juro entre zero e 0,25% nos EUA

O Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) manteve nesta quarta-feira o juro na faixa de zero a 0,25%, nível em que está desde dezembro passado, e melhorou sua avaliação do estado da economia. A decisão já era esperada pelo mercado.
No comunicado divulgado ao término do encontro de dois dias, o banco central norte-americano afirmou que planeja manter as taxas de juro em recorde de baixa por um período prolongado, diante do desemprego ainda elevado e da inflação baixa.
No entanto, o Fed se mostrou levemente mais otimista em comparação com a avaliação de um mês atrás em relação às perspectivas de recuperação na maior economia do mundo. A informação recebida desde a reunião do Fed em setembro sugere que a atividade econômica continua a melhorar, diz o comunicado. O Fed votou por 10 a zero para manter o juro inalterado. Desde que a crise financeira começou, em 2007, o Fed cortou o juro do pico de 5,25% para o patamar perto de zero, em dezembro de 2008. As informações são da Dow Jones.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/11/04/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=134631/em_noticia_interna.shtml

Fed prevê recuperação modesta do setor agrícola em 2010

Previsões recentes sugerem que haverá uma recuperação econômica em 2010, mas a retomada do setor agrícola dependerá da renovação das forças do mercado interno norte-americano, como o nível de exportação de alimentos e o consumo de combustíveis, segundo análise do economista Jason Henderson, da unidade do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) em Kansas City. De acordo com ele, uma estabilização moderada na economia em geral pode ocorrer na segunda metade de 2009, antes de registrar recuperação entre 2,5% a 3% em 2010.

O economista lembra que a tendência, desde a Segunda Guerra Mundial, os movimentos de recuperação do setor econômico superam 4% no primeiro ano após os períodos de recessão. No entanto, antes que isso aconteça, a maior parte das projeções aponta para mais quedas na primeira metade deste ano, de acordo com a análise.
A melhora da renda nos Estados Unidos ajudaria a aumentar as vendas de restaurantes e o consumo de carne, segundo o relatório do FED. De modo geral, "a retomada do setor agrícola depende em grande medida da força de uma recuperação na economia dos EUA e do mundo", afirmou Henderson. Um aumento na renda favoreceria não apenas o consumo de carne, mas também o consumo de combustível e a demanda por etanol nos Estados Unidos, o que elevaria os preços do milho.
A recuperação da recessão em outros países também melhoraria a demanda por alimentos e, consequentemente, por produtos agrícolas norte-americanos, segundo Henderson. Nos países em desenvolvimento, geralmente as pessoas aproveitam o aumento na renda para melhorar suas dietas, o que costuma se refletir na demanda por proteína. De acordo com a análise de Henderson, projeções de uma demanda mundial mais forte em 2010 fizeram o banco elevar previsões de longo prazo referentes à renda agrícola nos EUA.
Um grande propulsor de lucros no setor agrícola norte-americano é o mercado exportador: tendências históricas indicam uma forte conexão entre lucros agrícolas e a atividade exportadora, renda global e valor do dólar norte-americano. No entanto, devido a projeções de uma recuperação global morna no próximo ano, a renda agrícola não deve atingir os recordes de 2008 no curto prazo, afirmou Henderson. As informações são da Dow Jones.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/05/12/fed+preve+recuperacao+modesta+do+setor+agricola+em+2010+6084922.html

Grandes bancos podem abandonar programa de resgate antes do previsto

Desde que o governo injetou bilhões de dólares dos contribuintes em apoio aos bancos nacionais, muitas instituições correram contra o tempo para garantir a devolução da quantia. Agora algumas delas podem conseguir fazer isso na semana que vem - em uma medida que busca tirar os bancos do controle de Washington.

Se os reguladores federais aprovarem o plano, ele pavimentará o caminho para que grandes instituições, como a JPMorgan Chase, abandonem o programa de resgate muito antes do previsto. Isso também seria um sinal de que os banqueiros e reguladores acreditam que o pior já passou para estes bancos, ainda que a confiança no setor financeiro permaneça frágil.

O JPMorgan Chase afirmou na segunda-feira que espera reembolsar o investimento de US$ 25 bilhões dos contribuintes este mês. O banco planeja arrecadar US$ 5 bilhões em ações comuns na terça-feira para provar aos reguladores que está saudável o suficiente para conseguir capital sem o apoio do governo. O Goldman Sachs também disse que pretende pagar seu resgate de US$ 10 bilhões este mês.

O Federal Reserve afirmou que planeja anunciar na próxima semana uma "lista inicial" de bancos que estão aprovados para pagamento. O Departamento do Tesouro tem a palavra final a respeito dos bancos pagarem o que foi investido.

O Programa de Alívio a Ativos Problemáticos, ou TARP na sigla em inglês, foi criado no outono passado (do hemisfério norte) como um investimento a longo prazo pelo governo para ajudar o setor financeiro a passar pela pior crise desde a Depressão. Mas quando restrições às compensações foram criadas para acalmar o furor político a respeito dos bônus de Wall Street, os bancos se uniram para obter permissão para deixar o programa mais rápido.

Nos últimos meses, muitos bancos fortes começaram a correr para demonstrar sua capacidade de pagar o dinheiro do governo. Conforme o mercado de crédito melhora, eles emitem dívidas sem garantias do Federal Deposit Insurance Corp.

O pagamento precoce pode significar menor lucro ao contribuinte por ter resgatado os bancos. Mas permitirá que o governo redirecione parte dos US$ 700 bilhões do programa de resgate para bancos menores que precisam de ajuda.

http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2009/06/02/grandes+bancos+podem+abandonar+programa+de+resgate+antes+do+previsto+6488952.html

Fed reduziu rombo de bancos antes de concluir testes

O Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) reduziu significativamente o buraco financeiro em algumas das maiores instituições financeiras dos Estados Unidos pouco antes de concluir os testes de estresse, após duas semanas de intensa negociação. O relato foi feito pelo jornal norte-americano Wall Street Journal (WSJ) em sua edição do último sábado (dia 9). Segundo autoridades do governo e de bancos, o Fed também usou uma medida de nível de capital diferente da que analistas e investidores esperavam, resultando em déficits de capital bem menores.

Quando o Fed informou os bancos no mês passado sobre as descobertas preliminares dos testes, executivos de instituições - incluindo Bank of America (BofA), Citigroup e Wells Fargo - ficaram furiosos com o que consideraram um exagero do Fed, segundo o WSJ. Um executivo sênior de um banco disse que a estimativa inicial do Fed era "absurdamente' grande. O BofA ficou "chocado" quando viu seu número inicial, de mais de US$ 50 bilhões, segundo uma fonte com conhecimento das negociações.

Pelo menos metade dos bancos reagiu. Alguns argumentaram que o Fed estava subestimando a capacidade dos bancos de cobrir perdas previstas com crescimento da receita e corte agressivo de custos. Outros instaram os reguladores a dar mais crédito pelas transações pendentes que engrossariam as reservas de capital. O Fed acabou aceitando os argumentos de alguns bancos, mas rejeitou de outros. Pouco antes de os resultados serem divulgados na quinta-feira passada (dia 7), os déficits de capital em alguns bancos encolheram, em alguns casos dramaticamente, disseram fontes ao WSJ.

A necessidade de capital final do Bank of America foi de US$ 33,9 bilhões, abaixo da estimativa inicial de mais de US$ 50 bilhões, segundo uma fonte. O déficit de capital inicial do Citigroup era de cerca de US$ 35 bilhões, de acordo com uma fonte, bem acima do número final de US$ 5,5 bilhões. Executivos convenceram o Fed a incluir o impacto das transações pendentes no capital futuro. O buraco financeiro do Wells Fargo encolheu para US$ 13,7 bilhões, ante estimativa de US$ 17,3 bilhões, antes de ser ajustada pelos resultados do primeiro trimestre e outros fatores. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo, com agências internacionais.

BC dos EUA compra US$ 3,5 bi em títulos do Tesouro

O Banco Central americano fez uma compra de US$ 3,5 bilhões, em títulos do governo. A iniciativa tem o objetivo de manter as taxas de juros baixas, no longo prazo. Os papeis adquiridos pelo Fed têm vencimento entre 2026 e 2039. O Banco Central dos Estados Unidos reservou cerca de US$ 300 bilhões, apenas para a compra de títulos do governo, nos próximos anos.

http://bandnewstv.band.com.br/conteudo.asp?ID=142929

Senado dos EUA aprova maior supervisão sobre o Fed

O Senado dos EUA aprovou nesta quarta uma emenda que reverte parcialmente uma antiga restrição que impede que o Escritório de Prestação de Contas do Governo (GAO, na sigla em inglês) faça auditorias no Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA). O GAO não tem poder para auditar o Fed há pelo menos 30 anos.
A medida permitirá que o GAO realize auditorias no Fed quando se tratar de ações de emergência do banco central norte-americano relacionadas a uma companhia ou parceria específica.
Hoje, o GAO pode, por exemplo, investigar as ações do Fed para facilitar a venda do banco Bear Stearns ou as medidas para socorrer a seguradora AIG, mas não tem poder para investigar os vários programas de apoio às finanças de uma ampla variedade de companhias, como o Programa de Crédito a Termo de Títulos Lastreados em Ativos (Talf, na sigla em inglês). As informações são da Dow Jones.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/05/06/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=109359/em_noticia_interna.shtml

AIG tem forte prejuízo trimestral e deve receber US$ 30 bi dos EUA

A seguradora AIG obterá US$ 30 bilhões do governo depois de apresentar fraco desempenho financeiro. No quarto trimestre de 2008, a empresa teve prejuízo líquido de US$ 61,7 bilhões, ou US$ 22,95 por ação. Um ano antes, a perda foi de US$ 5,3 bilhões, o correspondente a US$ 2,08 por papel.Ajustado por itens extraordinários, o prejuízo foi de US$ 37,9 bilhões nos três últimos meses do exercício passado, mais marcado do que os US$ 3,2 bilhões perdidos no trimestre final de 2007."O resultado da AIG no quarto trimestre foi afetado negativamente pela deterioração severa do mercado de crédito, particularmente em títulos lastreados em hipotecas comerciais (CMBS, na sigla em inglês), e despesas associadas com a reestruturação em andamento", comentou a seguradora em nota em sua página eletrônica.Em 2008 completo, a AIG teve prejuízo líquido de US$ 99,3 bilhões, ou US$ 37,84 o papel, invertendo o resultado dos 12 meses antecedentes, de ganho de US$ 6,2 bilhões, ou US$ 2,39 o papel.A empresa está na fila para receber ajuda federal adicional de US$ 30 bilhões, avisaram o Departamento do Tesouro dos EUA e o Federal Reserve (Fed). O governo está tomando novos passos para estabilizar a seguradora a fim de proteger os contribuintes, incluindo o estabelecimento de uma linha para possibilitar que a AIG obtenha até US$ 30 bilhões."Esta linha irá fortalecer mais os níveis de capital da AIG e melhorar sua alavancagem", declararam o Tesouro americano e o Fed. Em troca da verba, o Tesouro terá ações preferenciais. Assim, a participação do governo na AIG irá para perto de 77%.A seguradora, a primeira a ser salva em setembro de 2008 de um eventual colapso, já recebeu US$ 150 bilhões.No comunicado, o Tesouro e o Fed comentaram que a AIG continua a enfrentar desafios significativos em decorrência da rápida deterioração em determinados mercados financeiros nos últimos dois meses do ano e da turbulência nos mercados em geral. "Os recursos adicionais ajudarão a estabilizar a empresa e, ao fazer isso, contribuirão para estabilizar o sistema financeiro", sustentaram.As informações são da AIG e do Fed, além de agências internacionais.

Revisão do PIB aponta queda ainda maior na economia dos EUA

A revisão do PIB (Produto Interno Bruto) americano do último trimestre de 2008 apontou, em termos anualizados, uma retração de 6,2%, segundo dados divulgados nesta sexta-feira pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos. A queda foi quase o dobro dos 3,8% que apontavam os dados iniciais anunciados em janeiro.Os números preliminares já indicavam o pior resultado da economia americana em um quarto de século.A retração do período entre outubro e dezembro foi a pior desde o primeiro trimestre de 1982, que teve queda de 6,4% - na época, os Estados Unidos atravessavam uma forte recessão.Os novos dados divulgados pelo governo americano também apontaram uma queda ainda maior do que a projetada por analistas, que previam uma retração em torno de 5,5%.Os dados confirmam que a crise econômica nos Estados Unidos ganhou força no último trimestre do ano passado. A retração no trimestre anterior havia sido de apenas 0,5%.Preocupados com a possibilidade do desemprego e recessão, os consumidores americanos gastaram menos no final do ano passado em bens não essenciais.Consequentemente, a produção industrial diminuiu e várias empresas vêm cortando vagas para tentar se manter no mercado.Para romper esse ciclo, o governo do novo presidente americano, Barack Obama, anunciou um pacote de US$ 787 bilhões para estimular o consumo e reaquecer a economia.O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, já afirmou que a quantia injetada no sistema financeiro pode chegar a US$ 2 trilhões.A economia americana também foi prejudicada por uma queda nas exportações, decorrente da chegada da crise em outras partes do mundo.Para o trimestre entre janeiro e março, analistas previam uma queda de cerca de 5%, mas muitos já admitem que a retração deve ser maior, por causa principalmente do estado precário do mercado de trabalho americano.A queda do período seguinte deve ser menor, segundo economistas, o que pode indicar uma ligeira recuperação da economia. De qualquer forma, a maioria das análises avalia que o primeiro semestre do ano deve ser difícil em termos econômicos para o país.No início da semana, o presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central americano), Ben Bernanke, disse que a recessão no país pode durar até 2010, indicando que a recuperação pode começar no ano que vem se o governo acertar nas políticas de resgate do sistema financeiro.Apesar dos maus resultados apresentados pela maior economia do mundo, muitos analistas dizem não acreditar em uma grande queda do dólar em relação ao euro, porque a União Européia também sofre os efeitos da crise.

Economia "prosseguiu em queda" nos Estados Unidos em dezembro, diz o Fed

A economia prosseguiu recuando nos Estados Unidos no mês de dezembro, anunciou o Banco Central americano (Federal Reserve, Fed) nesta quarta-feira em seu Livro Bege.

"A atividade econômica continuou em queda em quase todos os estados americanos desde o dia 3 dezembro", quando foi publicado o último relatório do Fed sobre o assunto.

O informe desta quarta-feira deve ser utilizado pelo Fed para preparar a reunião de política monetária de 27 e 28 de janeiro.

"As vendas no varejo foram baixas, principalmente durante a temporada de férias", diz o texto, elaborado a partir de informações colhidas até o dia 5 de janeiro.

"A atividade industrial recuou em quase todos os estados", segundo o documento.

"De um modo geral, a atividade do setor dos serviços diminuiu em quase todo o país", com exceção de alguns setores de Boston (nordeste), Chicago (norte) e Richmond (leste).

O mercado imobiliário comercial e civil "degradou-se na maior parte dos estados", e "as atividades de empréstimo bancário mantiveram-se em baixa" na maioria dos casos, destaca o relatório.

Segundo o Banco Central americano, "as condições de obtenção de crédito permanecem difíceis em muitos estados".

O Fed também constatou "uma degradação geral das condições do mercado de trabalho" na maioria dos estados.

Sobre os preços, o Fed destacou que os consumidores foram beneficiados com "importantes descontos nas lojas de quase todos os estados" do país.

Entretando, parece que não aproveitaram estes descontos, já que as vendas no varejo caíram 2,7% entre novembro e dezembro de 2008, segundo uma estatística publicada na manhã desta quarta-feira pelo departamento do Comércio.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/01/14/economia+prosseguiu+em+queda+nos+estados+unidos+em+dezembro+diz+o+fed+3368939.html


Grupo dos 30 propõe mais transparência ao mercado

O chamado Grupo dos 30, uma organização privada e sem fins lucrativos que reúne acadêmicos e ex-ministros de Finanças de várias partes do mundo, divulgou nesta quinta-feira um relatório em que propõe, entre outras medidas, que os participantes do mercado de capitais sigam certos padrões de transparência para ajudar a estabilizar o sistema financeiro mundial. O grupo é liderado por Paul A.Volcker, ex-presidente do Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano) e futuro presidente do Conselho de Recuperação Econômica Presidencial do governo de Barack Obama.Intitulado "Reforma Financeira - Um Sistema para Estabilização Financeira", o relatório propõe que os agentes do mercado de capitais, inclusive fundos de hedge e equity, sigam padrões de transparência principalmente em relação a liquidez, práticas de gerenciamento de risco e capital.Entre as 18 reformas propostas, o relatório recomenda um reforço na estabilidade das grandes instituições financeiras que servem às necessidades de indivíduos, empresas e governos e que são, em grande parte, responsáveis por manter a estrutura do mercado.O Grupo dos 30 também sugere a reforma de práticas das agências de classificação de crédito, procedimentos para compensação e liquidação de derivativos, além de abordagens para padrões comuns de contabilidade internacional e o tratamento de "valor justo".O documento também aponta a necessidade de haver uma coordenação e cooperação internacional mais eficaz.As propostas de reforma, segundo o grupo, poderiam ajudar o sistema financeiro a evitar uma nova crise de grandes proporções, como a atual.Sistema falido"A arraigada crise financeira tem demonstrado que o sistema financeiro está falido e precisa de uma ampla reforma", disse Volcker, um dos autores do relatório.O documento foi escrito a seis mãos por Volcker, Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central do Brasil, e Tommaso Padoa-Schioppa, ex-ministro das Finanças da Itália."O relatório é uma longa lista de considerações e recomendações na linha de se construir um mundo mais estável", avalia Fraga.De acordo com o brasileiro, que atualmente é o sócio do fundo Gávea Investimentos, o setor financeiro no Brasil, "apesar de estar hoje bastante bem, não pode se descuidar"."Daqui a dez anos, nós podemos ter um problema como já tivemos no passado", diz Fraga, que lembra que o Brasil passou por crises bancárias depois da estabilização financeira."Vários bancos importantes acabaram quebrando - vários bancos públicos e vários bancos privados", acrescenta. "Às vezes, a gente se esquece, mas o que está dito aqui neste relatório é um roteiro para se ir pensando ao longo do tempo."Fraga também ressaltou que o sistema financeiro "não deixa de ser uma espécie de alvo móvel"."Ele não fica parado", avalia. "O governo toma uma medida, o sistema responde ele tenta achar uma saída, uma forma diferente de fazer as coisas. O trabalho do regulador é permanente, ele não pode descansar."

Bancos demonstram precisar de mais dinheiro de resgate

Mesmo antes do vazamento de informações sobre a divisão do Citigroup para recuperar suas finanças, uma mensagem pouco agradável transitava pelo Congresso e pela equipe do presidente eleito Barack Obama: os bancos precisam de mais dinheiro do contribuinte.
Aparentemente, muito dinheiro
Obama parece saber: uma semana antes de tomar posse, ele faz lobby no Congresso para a liberação de metade do fundo de resgate da indústria financeira. Líderes democratas no Congresso parecem saber também: eles pedem que seus companheiros ajam rapidamente para liberar o dinheiro do resgate. E Ben S. Bernanke, presidente do Federal Reserve, certamente sabe.
Na terça-feira, Bernanke defendeu publicamente a necessidade de que um dos planos mais impopulares e desdenhados de Washington (o resgate de US$700 bilhões) injete outras centenas de bilhões de dólares nos mesmos bancos e instituições financeiras que já receberam ajuda federal e causaram grande parte do início da crise do crédito.
O exemplo mais óbvio de que o sistema bancário precisa de mais ajuda é o Citigroup. Apesar de já ter recebido US$45 bilhões do Tesouro, a instituição está em uma situação tão difícil que terá que se dividir .
A medida, que inclui transformar seus negócios prejudicados em um empreendimento misto com o Morgan Stanley, marcaria de forma abrupta o final da existência do Citigroup, que atuou como gigante financeiro nas últimas duas décadas.
Como muitos bancos, o Citigroup vê suas finanças continuarem a deteriorar enquanto a economia enfraquece.
Mesmo alguns dos maiores críticos do plano de resgate reconhecem que a situação piorará muito sem essa medida e que o resgate atingiu seu principal objetivo, que era evitar o total colapso do sistema financeiro.
Desde setembro, nenhum banco chegou à falência e os mercados de crédito têm se mantido de alguma forma.
Mas analistas dizem que os problemas ainda são graves, ainda que menos aparentes. Os bancos receberam US$200 bilhões em capital do Tesouro desde o outono e emprestaram outras centenas de milhares de dólares do Fed. Mas enquanto isso, a economia piorou como deve continuar a fazer até o verão.
Analistas do setor estimam que o aumento no desemprego e a falência de negócios irá levar a perdas de outros US$500 bilhões a US$750 bilhões nos próximos meses. Isso pode elevar o total de perdas da crise a um valor entre US$1,5 trilhões e US$1,8 trilhões, o dobro de estimativas anteriores.
Por EDMUND L. ANDREWS

Recessão será longa e inflação, muito baixa

A recessão nos Estados Unidos poderá se prolongar por boa parte do ano de 2009 e a atividade econômica no ano como um todo poderá sofrer uma contração, enquanto a inflação poderá "flertar com níveis desconfortavelmente baixos". É o que diz a ata da reunião do Comitê de Mercado Aberto do Federal Reserve (Fomc) realizada nos dias 15 e 16 de dezembro.

Segundo a ata, os participantes da reunião sinalizaram que o Fed usará seu balanço patrimonial de modo agressivo para estimular a economia; alguns deles defenderam a adoção de metas para as reservas bancárias. Como o volume de reservas no sistema bancário limita o controle do Fed sobre a taxa dos Fed Funds, "vários membros pensaram que seria preferível não adotar uma meta específica", e sim uma faixa - o que acabou sendo decidido naquela reunião, com a redução da meta para a taxa dos Fed Funds de 1% para uma faixa entre 0% e 0,25%.

"Em sua discussão sobre a situação e a perspectiva da economia, todos os participantes da reunião concordaram que a virada econômica para baixo se intensificou durante o outono. Embora alguns mercados financeiros tenham exibido sinais de melhora no funcionamento, as condições financeiras em geral permaneceram muito estressadas. As condições de crédito continuaram a se apertar tanto para famílias como empresas e os declínios contínuos nos preços dos imóveis reduziram ainda mais a riqueza associada à propriedade", diz a ata.

O texto acrescenta que "os indicadores de emprego e produção se enfraqueceram ainda mais, à medida que as empresas reagiram muito rapidamente à queda na demanda. Os participantes esperavam que a atividade econômica se contraísse fortemente no quarto trimestre de 2008 e no começo de 2009. A maioria projetava que a economia começaria a se recuperar lentamente no segundo semestre de 2009, ajudada por um afrouxamento substancial da política monetária e por estímulos fiscais previstos. Os participantes da reunião em geral concordaram que a incerteza que cercava a perspectiva era considerável e que os riscos para baixo, mesmo dessa trajetória fraca para a atividade econômica, eram uma preocupação séria".

De acordo com a ata, "os severos estresses atuais nos mercados financeiros, as grandes reduções na riqueza das famílias e a natureza global da desaceleração econômica foram vistos por alguns participantes como sugestão da possibilidade distinta de uma contração prolongada, embora esse não fosse considerado resultado mais provável.

Olhando para a frente, os participantes concordaram que as pressões inflacionárias pareciam posicionadas para moderar-se ainda mais nos próximos trimestres" e "vários participantes viram riscos de que a inflação possa cair, por algum tempo, para abaixo dos níveis que eles veem como consistentes, ao longo do tempo, com o mandato duplo do Fed pelo nível máximo de emprego e pela estabilidade dos preços".

O mercado de ações norte-americano oscilou um pouco em reação a ata. Inicialmente, as ações reduziram os modestos ganhos, mas rapidamente se recuperaram. As bolsas de Nova York fecharam em alta, puxadas pela perspectiva de que o Fed manterá as taxas de juros baixas por algum tempo.

O Dow Jones Industrial, principal índice de Wall Street, subiu 62,21 pontos (0,69%), para 9,015,10 pontos. Por sua vez, o indicador da Nasdaq avançou 24,35 pontos (1,50%), para 1.652,38, enquanto o S&P 500, que mede o desempenho de 500 empresas, subiu 7,25 pontos (0,78%), para 934,70. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Economia dos EUA vai encolher ainda mais em 2009, diz F

A ata da última reunião do comitê de política monetária do Federal Reserve (o banco central dos Estados Unidos), divulgada nesta terça-feira, prevê que a economia dos Estados Unidos deve se contrair mais que o previsto em 2009 e apresentar uma "recuperação moderada" em 2010. Segundo o documento, a economia dos Estados Unidos deve "encolher mais rapidamente" no primeiro semestre de 2009 do que se pensava anteriormente.
A equipe do Fed afirma que "revisou para baixo" as perspectivas para a atividade econômica em 2009, mas que "continua projetando uma recuperação moderada para 2010".O documento ainda afirma que o mercado imobiliário dos EUA, onde a crise começou, "deve se contrair ainda mais"."O PIB real deve se contrair muito mais na primeira metade de 2009 do que foi anteriormente previsto. Isto antes de começar a recuperar lentamente no restante do ano", diz a ata.Juros baixos
Na última reunião do comitê de política monetária, no dia 16 de dezembro, o Fed cortou as taxas de juros dos EUA de 1% ao ano para entre zero e 0,25%, o mais baixo patamar já registrado desde que os dados sobre a taxa começaram a ser compilados, em 1954.A ata da reunião indica que o Fed espera que as taxas de juros continuem "excepcionalmente baixas" por algum tempo.O comitê de política monetária ainda afirma que a queda nas taxas de juros já chegou ao seu limite e que o Fed "terá que se focar em outras ferramentas para trazer estímulo monetário adicional à economia".

Obama apresenta ao Congresso plano de estímulo econômico contra a crise

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, apresentou nesta segunda-feira ao Congresso um plano de estímulo econômico que poderia se aproximar de US$ 800 bilhões em dois anos e com o qual pretende enfrentar a situação "extraordinária" vivenciada no país. Após passar o recesso de fim de ano no Havaí, Obama dedicou seu primeiro dia como morador permanente de Washington àquela que estabeleceu ser sua prioridade absoluta: levar à frente um plano de estímulo fiscal que evite que o desemprego americano chegue aos dois dígitos.No hotel Hay-Adams, onde está hospedado temporariamente, Obama se despediu de suas filhas Malia e Sasha, de dez e sete anos, que hoje começaram as aulas na nova escola. Em seguida, foi para o Congresso, que tem a chave do sucesso de seu plano econômico. "Temos à nossa frente um desafio econômico extraordinário.Esperamos um relatório de emprego assustador no final desta semana", disse o presidente eleito ao chegar ao Capitólio, onde se reuniu com os principais legisladores democratas e republicanos.O Departamento de Trabalho americano divulgará na sexta-feira os números do desemprego de dezembro, que os analistas acreditam que mostrarão uma perda de mais de meio milhão de postos de trabalho, o que elevaria a taxa de desemprego em três décimos, até 7%.Com o plano de estímulo, Obama disse que pretende criar três milhões de empregos.A questão é como usar o dinheiro da melhor forma. Hoje, fontes de sua equipe de transição revelaram que, do pacote total, calculado em US$ 775 bilhões em dois anos, mais de US$ 300 bilhões serão de corte de impostos.A medida parece ter sido elaborada para atrair os republicanos no Congresso, favoráveis a devolver dinheiro ao contribuinte em vez de engrossar a maquinaria do Governo com novos gastos.O plano estabelece que a maioria dos trabalhadores receberá US$ 500 e os casais, US$ 1.000, o que consumirá aproximadamente a metade dos US$ 300 bilhões.A outra metade será composta de cortes tributários para empresas, incluindo incentivos para novas contratações.O resto do pacote consistirá em investimento em infra-estrutura, ajudas para os estados e aos pobres, e em cumprir algumas das promessas eleitorais de Obama, como a melhora do sistema de saúde e um uso mais eficiente da energia.O volume incomum dos cortes tributários assustou republicanos e democratas moderados, que prevêem um salto da dívida nacional.No entanto, até mesmo o Federal Reserve (Fed, banco central americano), sempre preocupado com os orçamentos públicos, respalda um plano contundente de estímulo fiscal perante a gravidade da crise.A presidente da Câmara de Representantes, a democrata Nancy Pelosi, desejava despachar o projeto rapidamente no Congresso e entregá-lo de presente para Obama quando, em 20 de janeiro, tomar posse como presidente, mas, aparentemente, não conseguirá isso.Robert Gibbs, o porta-voz do presidente eleito, indicou que essa perspectiva é "muito, muito improvável", enquanto o vice-líder dos democratas na Câmara Baixa, Steny Hoyer, destacou que espera a aprovação no final do mês.Em todo caso, Pelosi garantiu, antes de se reunir hoje com Obama, que o novo Congresso "se ocupará sem demora" do programa para "aliviar a dor dos americanos".Para isso, Obama tenta evitar que a oposição de alguns legisladores retarde um plano que considera imprescindível, e começará a fazer seus deveres hoje, com uma visita de grande conteúdo simbólico aos líderes dos republicanos no Senado, Mitch McConnell, e na Câmara Baixa, John Boehner.O presidente eleito também se encontrará com o líder dos democratas no Senado, Harry Reid.Com isso, deixará ainda mais na sombra o ainda presidente, George W. Bush, que, apesar da confirmação de que os Estados Unidos já estão imerso na recessão, não quis impulsionar um programa de estímulo orçamentário nos últimos meses de seu mandato.


http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/01/05/obama+apresenta+ao+congresso+plano+de+estimulo+economico+contra+a+crise+3236509.html

Fed começará a comprar ativos de Fannie Mae e Freddie Mac em janeiro

O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) anunciou nesta terça-feira que começará em breve a adquirir ativos dos organismos de refinanciamento hipotecário Fannie Mae e Freddie Mac, numa medida destinada a ajudar o mercado imobiliário do país, afundado em grave crise.

O Fed "deve começar suas operações no início de janeiro" e "selecionou gestores de carreira do setor privado como agentes para operar este programa", informou o banco central americano em um comunicado.

O objetivo é "apoiar os mercados hipotecário e imobiliário e proporcionar melhores condições para os mercados financeiros de modo geral".

O programa foi anunciado no dia 25 de novembro, quando o Fed indicou que compraria até 100 bilhões de dólares da dívida de Fannie Mae e Freddie Mac, além de outros grupos de menor importância, como o Home Loan Banks e o Ginnie Mae, e até 500 bilhões de dólares de seus ativos em dívidas hipotecárias.

Os administradores escolhidos são o fundo de investimentos americano BlackRock, um dos mais prestigiados do país, o Goldman Sachs Asset Management, filial do banco de negócios Goldman Sachs, o fundo de investimentos PIMCO, do grupo Allianz, e o fundo americano Wellington Management.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2008/12/30/fed+comecara+a+comprar+ativos+de+fannie+mae+e+freddie+mac+em+janeiro+3230976.html


Fed concede a CIT Group status de banco

O Banco Central americano (Federal Reserve, Fed) concedeu nesta segunda-feira ao grupo de serviços financeiros CIT Group o status de banco, o que lhe permitirá ter acesso aos recursos liberados pelo plano de resgate do sistema financeiro americano.

O Banco Central indicou em um comunicado que tomou a decisão "à luz de circunstâncias imperiosas que afetam os mercados financeiros".

CIT Group havia solicitado em novembro passado o status de banco.

"O anúncio de hoje marca um ponto de inflexão maior na história dos 100 anos do CIT", disse o diretor-geral do grupo, Jeffrey Peek.

Washington direciona ajuda ao setor imobiliário

Ben S. Bernanke, presidente do Federal Reserve, alertou na quinta-feira que o crescente número de desapropriações está prejudicando a economia. Ele propôs algumas ideias (modificações das hipotecas pelo governo e mais dinheiro dos contribuintes para ajudar em refinanciamentos) para manter as pessoas em suas casas. "Precisamos fazer mais", ele disse.

No Departamento do Tesouro, enquanto isso, oficiais de alto escalão continuaram a trabalhar em um plano que busca impulsionar o mercado imobiliário ao subsidiar hipotecas de 30 anos com juros baixos de até 4,5% (índice que os proprietários não veem desde dos anos 1960).
Ambas as ações ressaltaram como os legisladores econômicos completaram um ciclo. Desde o começo da crise financeira, o Fed e o Tesouro se concentraram quase completamente na ajuda aos bancos, empresas de Wall Street, fundos de mercado e dívidas comerciais.

Mas agora o novo foco na ajuda a indivíduos pode criar uma divisão amarga entre aqueles que querem comprar casas e os que já as têm. A iniciativa já abriu uma disputa entre a indústria imobiliária, que quer aumentar as vendas, e a indústria bancária, que quer abandonar o número crescente de hipotecas em dificuldades.

De acordo com um plano considerado pelos oficiais do Tesouro, o governo se responsabilizaria por bilhões de dólares em hipotecas fixas de 30 anos com juros muito menores do que a maioria dos americanos tem visto. Mas as hipotecas mais baratas seriam disponibilizadas apenas para pessoas que estão comprando casas e não para as que já têm hipotecas e gostariam de refinanciá-las a índices menores. A proposta dos oficiais do Tesouro determina que os proprietários que agora pagam 6% veriam a chegada de vizinhos cujos pagamentos mensais seriam quase um terço menores.
"A essa altura, na nossa opinião um programa como este seria pior do que nada", disse Camden R. Fine, presidente da Comunidade Independente de Bancários da América.
Mas a Associação Nacional de Corretores Imobiliários apoia a ideia. "Nós acreditamos que a única maneira de realmente lidarmos coma situação imobiliária é aumentar as vendas", disse Lawrence Yun, chefe economista da associação. "O preço das casas não irá se estabilizar até que cuidemos do problema de inventário e a única forma de diminuirmos o inventário de casas no mercado é criar um novo setor de compradores".

Por EDMUND L. ANDREWS