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Obama alerta G20 para riscos de retirada de medidas de estímulo

Em uma carta aos líderes do G20 (grupo que reúne países ricos e em desenvolvimento), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse nesta sexta-feira que os governos não devem retirar seus programas de estímulo à economia muito rapidamente.

"Nós devemos ser flexíveis ao ajustar o ritmo da consolidação e aprender com os erros do passado, quando estímulos foram retirados muito rapidamente, o que resultou em renovadas dificuldades econômicas e recessão", escreveu Obama.

A mensagem foi enviada às vésperas da reunião dos líderes do G20, marcada para a próxima semana em Toronto, no Canadá, e é interpretada por analistas como um recado especialmente para as economias européias, que vêm enfrentando crescente preocupação com a dívida pública.

"Nós precisamos nos comprometer com ajustes fiscais que estabilizem a relação entre dívida e PIB [Produto Interno Bruto] em níveis apropriados no médio prazo", disse Obama.

"Estou comprometido com o restabelecimento da sustentabilidade fiscal nos Estados Unidos e acredito que todos os países do G20 devem implementar planos confiáveis e favoráveis ao crescimento para restaurar a sustentabilidade de suas finanças públicas", afirmou o presidente.

"Mas é crucial que o momento e o ritmo da consolidação de cada economia se ajustem às necessidades da economia global, á demanda do setor privado e às circunstâncias nacionais", acrescentou.

"Nossa principal prioridade em Toronto deve ser resguardar e fortalecer a recuperação", completou Obama.

Déficit

A carta de Obama foi divulgada no mesmo dia de uma visita do diretor-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Dominique Strauss-Kahn, à Espanha, um dos países da zona do euro a lançar recentemente planos de austeridade para enfrentar problemas de déficit orçamentário.

Strauss-Kahn disse que a Espanha está no caminho certo para garantir a recuperação econômica. O plano lançado em maio pelo governo espanhol prevê reduzir o déficit dos atuais 11% do PIB para 6% em 2011.

O próprio governo americano também enfrenta o problema do déficit, que no ano fiscal de 2009 chegou a US$ 1,4 trilhão (cerca de R$ 2,5 trilhões), equivalente a quase 10% do PIB dos Estados Unidos, o maior percentual desde a Segunda Guerra Mundial.

No início do ano, Obama criou uma comissão bipartidária que tem como tarefa propor medidas para reduzir o déficit a 3% do PIB até 2015.

Recuperação

O temor dos Estados Unidos é o de que, na preocupação de reduzir o déficit, países europeus acabem colocando em risco a recuperação global.

"Nós trabalhamos muito duro para restaurar o crescimento, nós não podemos permitir que perca força agora", disse Obama.

"Isso significa que devemos reafirmar nosso propósito de garantir as políticas de apoio necessárias para manter o crescimento econômico forte", acrescentou.

"Na verdade, caso a confiança na força de nossa recuperação diminua, nós devemos estar preparados para responder de novo tão rapidamente e fortemente quanto seja necessário para impedir uma desaceleração da atividade econômica", afirmou.

Reunião

Os líderes do G20, entre eles Obama e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, voltam a se reunir na semana que vem, depois de encontros no ano passado em Pittsburgh e em Londres, em meio à crise econômica mundial.

Nas reuniões anteriores, os membros do grupo concordaram em buscar uma reforma do sistema financeiro internacional.

"Em Toronto, nos reuniremos em um período de renovados desafios à economia global", disse Obama na carta.

"Nós devemos completar o trabalho de recuperação e reforma financeira", afirmou o presidente americano.

Taxação e China

Um dos pontos em discussão na reunião de Toronto deve ser a proposta de taxação sobre os bancos, defendida pelos Estados Unidos e outras potências, mas rejeitada pelo Brasil e por várias economias emergentes.

Apesar de não citar nenhum país nominalmente, a carta de Obama também parece dar um recado à China, ao afirmar que 'taxas de câmbio determinadas pelo mercado são essenciais para a vitalidade da economia global'.

A China é criticada pelos Estados Unidos por manter sua moeda artificialmente desvalorizada, o que daria vantagens competitivas às suas indústrias.

"Os sinais que taxas de câmbio flexíveis enviam são necessários para apoiar uma economia global forte e equilibrada", disse Obama.

http://www1.folha.uol.com.br/bbc/753319-obama-alerta-g20-para-riscos-de-retirada-de-medidas-de-estimulo.shtml

Descontrole fiscal aproxima Brasil e EUA

Enganam-se os que pensam que é uma exclusividade brasileira criticar o governo pelo excesso de gastos. Tachado como mau gastador pelos adversários políticos e alguma parte dos economistas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode, agora, ganhar um alento que vem dos Estados Unidos.

Em recente artigo publicado no jornal "The Wall Street Journal", o principal conselheiro político do ex-presidente George W. Bush, Karl Rove, destila ataques ao que denomina o "mundo da fantasia fiscal" de Barack Obama. De acordo com Rove, os gastos discricionários da atual gestão cresceram 24% em relação ao último ano do governo Bush, estabelecendo a marca de US$ 536 bilhões. "É um aumento considerável até mesmo para um liberal arraigado como Obama", provoca Rove.

Isso porque os gastos descritos por Rove sequer consideram o pacote de estímulo econômico de US$ 787 bilhões, aprovado no apagar das luzes de Bush. Desse total, US$ 534 bilhões ainda não foram gastos e continuam formando um colchão de reservas estratégicas contra novos repiques da crise que assola o País desde meados de 2008.

Custeio cada vez maior

Por aqui, apesar de não chegar ao extremo do endividamento quase impagável, a situação é semelhante. Até novembro, o governo brasileiro gastou quase R$ 150 bilhões com o custeio da máquina pública. O valor significa 3,8% mais do que o que foi gasto em todo o ano de 2008 _e que havia sido 15,2% maior que o ano anterior.

Hoje, os gastos do governo estão no patamar de 20% do PIB (Produto Interno Bruto). "O Brasil é o único país que eu conheço onde o gasto do governo é maior que o investimento", critica Alexandre Schwartsmann, economista-chefe do Santander, lembrando que a participação dos investimentos no PIB é de 18%.

A situação, tal lá como cá, é que o crescimento dos gastos parece não ter fim. Cálculos da Fundação do Desenvolvimento Administrativo de São Paulo, a Fundap, estimam que o superávit primário para 2010 deve ficar em R$ 34 bilhões (em 2008 ele foi de R$ 71 bilhões). "Nessa tendência, em 2012 teremos um déficit de R$ 7,8 bilhões", calcula Geraldo Biasoto Jr., diretor-executivo da Fundap.

No que depender da vontade de Lula, o caminho parece ser, irremediavelmente, esse. No fim do ano passado, em encontro com jornalistas, o presidente defendeu o aumento dos gastos públicos, principalmente a correção salarial para o funcionalismo, e afirmou que não fará um ajuste nas contas promovendo arrocho. "Nós vamos continuar contratando médicos, professores", afirmou Lula, defendendo o endividamento da União e a medida que ampliou a margem de endividamento dos Estados para que participassem do esforço do governo federal para estimular a economia.

Falta de propostas


As semelhanças entre as situações fiscais do Brasil e dos Estados Unidos não param por aí. Apesar das recorrentes críticas aos gastos excessivos, pouco se vê propostas para que o problema tenha uma solução.

"Para equilibrar o orçamento, teríamos de abolir virtualmente cada programa nacional. Isso significa que cada centavo gasto em habitação, educação, agricultura, rodovias e muitas outras coisas que posso pensar, além da defesa nacional, teriam de acabar", diz Bruce Bartlett, pesquisador do Centro Nacional de Análise Política e ex-assessor dos governos de Ronald Reagan e George H. Bush.

Bartlett foi um dos mais contumazes críticos da política fiscal de George W. Bush, mas ainda assim não vê uma saída imediata. "É impossível obter o controle dos gastos sem cortar programas sociais. E qual a probabilidade de qualquer político, republicano, democrata ou brasileiro, fazer isso na hora de prestar contas ao eleitorado?".

Assim como nos Estados Unidos, aqui também não há propostas palpáveis para que esse gasto diminua. "Nenhum partido assume a defesa do governo cortar gastos. Não existe nenhuma Margaret Thatcher brasileira", afirma Schwartsmann.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2010/01/10/descontrole+fiscal+aproxima+brasil+e+eua+9266794.html

Obama prorroga por um ano embargo comercial a Cuba

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prorrogou por um ano o embargo comercial imposto a Cuba.

O embargo americano foi adotado em 1962 e tem sido renovado anualmente desde então. A aprovação da continuidade do embargo foi assinada na sexta-feira, mas divulgada pela Casa Branca por meio de um comunicado apenas nesta segunda-feira.
Na nota, Obama afirmou que a manutenção do embargo está de acordo com os interesses dos Estados Unidos.
Desde que assumiu a Presidência, Obama já amenizou as restrições de viagens impostas aos cubano-americanos e também relaxou as normas para envio de remessas à ilha.
O presidente indicou ainda que está aberto ao diálogo com os líderes cubanos. Mas acrescentou que, como os presidentes americanos anteriores, ele apenas vai considerar a suspensão completa do embargo se o governo comunista de Cuba tomar medidas como a realização de eleições democráticas.

Expectativa

Segundo o correspondente da BBC em Havana Michael Voss, a decisão de Obama pode ter repercussões negativas entre os cubanos.
“Obama falou de um novo começo para as relações entre os dois países e tomou medidas nessa direção. Mas na questão do embargo, o sentimento geral é que não se produziram mudanças substanciais apesar das enormes expectativas sobre sua Presidência”, disse Voss.

O correspondente afirmou ainda que nos últimos 17 anos, a Assembleia Geral das Nações Unidas votou contra o embargo e apenas Israel apoia a política americana.

Todos os países latino-americanos já se pronunciaram a favor da suspensão do embargo.

 

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/09/14/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=127382/em_noticia_interna.shtml

O plano público de Obama

Pelo bem do projeto para o sistema de saúde, o presidente Barack Obama está dando indícios de que pode acabar com o plano de seguro feito pelo governo, para competir com as seguradoras privadas e manter baixo os preços do seguro de vida.

Ele não deveria desistir sem antes tentar uma forte alternativa para atingir os mesmos objetivos – e, até agora, não há nada muito bom no horizonte político.

Todas as versões atuais da reforma no sistema de saúde poderiam criar trocas nos seguros, onde dezenas de milhões de americanos sem esse serviço. Essas pessoas, que não estão entre os grupos com cobertura ou trabalhadores em pequenas empresas, poderiam comprar apólices de seguros tanto de seguradoras privadas quanto do novo programa do governo. Enquanto o plano público tem sido demonizado por opositores e o governo federal toma o controle do sistema de saúde, a ideia é aumentar a competição entre as seguradoras e dar aos consumidores mais escolhas.

Uma alternativa seria criar cooperativas coletivas não-lucrativas para competir com seguradoras privadas. Elas provavelmente não teriam poder de compra como um plano do governo. E os republicanos já estão dizendo que também se opõem às corporativas.

Além de a ideia do plano público nos dá uma sensação boa, ela também não é indispensável. Não tem nada a ver com a cobertura de pessoas sem seguros. Como também, não ficou claro se o plano possui a capacidade de reformar hospitais e outros provedores de cuidados médicos para manter os custos as saúde baixos (e os seguros de vida).

Mas, se feito de forma certa, o plano público traria benefícios reais. Provavelmente, conseguiria fornecer seguros de vidas mais baixos do que os planos privados, porque não seria movido por lucros e poderia negociar ou exigir dos hospitais e médicos preços melhores. Ele poderia fornecer uma segurança para aqueles que não confiam em seguradoras privadas. E também economizar o dinheiro do governo federal. Como parte de qualquer reforma, o governo subsidiaria a compra de seguros para pessoas de baixa renda. No plano da Câmara, esses subsídios seriam baseados em uma média de seguros de vida nos três tipos mais baratos, e uma opção pública de baixo custo ajudaria a baixar essa média.

Infelizmente, a legislação da Câmara avançou, o plano público proposto está perdendo cada vez mais o poder de impor pagamentos baixos aos hospitais e médicos – como o governo sempre faz com a Medicare – o que é crucial para manter o preço baixo dos seguros de vida.

Um projeto introduzido por três comitês, que pagariam médicos e hospitais com base nas taxas da Medicare, foi projetado para economizar US$ 75 bilhões em 10 anos. Os democratas conservadores colocaram uma emenda no plano que permite ao secretário de Saúde e Serviços Humanos negociar preços com os fornecedores – uma abordagem que pode economizar de US$ 10 bilhões a US$ 20 bilhões, no máximo.

Se Obama quer jogar fora o enfraquecido plano público para moderar a oposição exaltada, ao invés disso, ele deveria dizer em que vai insistir.

No mínimo, deveria haver uma regulamentação bem rigorosa para todos os seguradores para promover uma competição e preços justos, além de subsídios importantes para ajudar pessoas de baixa renda a comprar seguros. Se a competição entre os planos privados fracassar em manter os custos baixos, deveria haver uma provisão para introduzir o plano público.

Estamos sinceramente céticos de que qualquer compromisso seja o suficiente para satisfazer os opositores republicanos da reforma no sistema de saúde. Se a Casa Branca e os líderes democratas decidirem fazer isso sozinhos, e talvez isso deva acontecer, eles deveriam restabelecer um plano público bem forte. É a melhor maneira de realmente dar escolhas aos americanos.

http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2009/08/19/editorial+++o+plano+publico+de+obama+7973946.html

A queda da economia testa um sistema de socorro para empregos

Por quase duas décadas, os americanos construíram uma rede de segurança que é dura com aqueles que falham em trabalhar e beneficiadora daqueles que o fazem direito.

Insistindo em que os pobres deveriam trabalhar e ao concordar que o trabalho deve ser pago, os legisladores passaram os anos 1990 cortando as funções do bem-estar social enquanto colocava bilhões de dólares em programas como subsídios para cuidados com salários e crianças direcionados aos trabalhadores pobres.

Mas os desempregados, sem a dependência do bem-estar social, é agora o flagelo nacional. E como uma conferência sobre a pobreza reuniu aqui, na semana passada, guardas da rede de segurança, que se confrontaram com uma questão óbvia: Se o auxílio está reservado às pessoas com empregos, o que acontece quando se fica desempregado?

“Temos um trabalho baseado na rede de segurança sem emprego”, disse Timothy M. Smeeding, um economista da Universidade de Wiscosin. “Estamos em uma situação realmente difícil”.

A crise econômica é o teste mais difícil pelo qual passou a rede de segurança, reformada há 13 anos quando o presidente Bill Clinton manteve a promessa do “fim do bem-estar como conhecemos” e se juntou ao Congresso liderado por republicanos em uma assistência restrita de dinheiro. Nos anos agitados que se seguiram, milhões de pessoas deixaram o bem-estar para trabalhar e as taxas de pobreza caíram, embora os céticos tenham avisado que as famílias necessitadas seriam deixadas sem nada quando a economia estremecesse.

Poucas pessoas pensaram que a instabilidade seria tão rápida e severa. Após semanas no cargo, o presidente Barack Obama assinou medidas com gastos maiores do que US$ 100 bilhões para sustentar a rede de segurança.

Parte do dinheiro vai para programas reservados para pessoas que trabalham (como seguro-desemprego e subsídios de salário). Além disso, há outros programas de suporte que incluem os pobres que não trabalham (como o Food Stamps, programa de alimentação para pobres e o Medicaid, sistema de saúde).

Ao mesmo tempo em que isso sugere um desejo por uma rede de segurança mais ampla do que aquela que surgiu nos últimos anos, auxiliares dizem que o pacote foi tanto um esforço para um salto inicial na economia como também uma expressão da filosofia de auxílio.

“No momento, não estamos muito focalizados em ‘se existe uma rede de segurança com base no emprego’”, disse Martha Coven, funcionária da Casa Branca que falou na conferência sobre pobreza. “Estamos focalizados em ‘se há algum emprego”.

Uma crise desse tamanho desafiaria qualquer rede de segurança. Aproximadamente 14 milhões de americanos estão desempregados e mais de 100 mil pessoas entram nessas estatísticas a cada semana. Oito Estados tem taxas de desemprego de dois dígitos, a Califórnia e Michigan têm campos rurais onde a taxa chega ao nível da era da Depressão, 25%.

Além disso, os desafios parecem especialmente absolutos quando o grupo contra a suposição na qual a rede de segurança moderna foi construída: esses empregos de baixo salário, mas, contudo, opressivos, ao menos são fáceis de conseguir.

Ao incentivar os necessitados a aceitá-los, os legisladores expandiram os subsídios aos salários (que chega a US$ 5 mil por ano em alguns Estados), enquanto colocavam limites nos benefícios de dinheiro, cortando o acesso ao treinamento e dando aos Estados uma ampla sabedoria para afastar aqueles que buscam por auxílio.

O novo programa de bem-estar, o Temporary Assistance for Needy Families (Assistência temporária para famílias necessitadas, em tradução livre), também fornece incentivos financeiros do Estado para acabar com os ciclos, e críticas advertiram que o programa fracassaria em crescer em tempos difíceis para encontrar a necessidade crescente. Agora, milhões de empregos desapareceram, e vários processos dificilmente resolverão algo.

Em muitos locais, eles continuaram a cair, incluindo no Estado natal de Obama, Illinois, que prepararam as rotações de 8% no ano passado enquanto o desemprego oscilava. Nacionalmente, os giros baixos em cerca de 70% em comparação com os altos dos anos 1990.

Para incentivar Estados a expandir a rotação do bem-estar, a cobertura do pacote de Obama inclui US$ 5 bilhões de subsídios para programas com crescimento de processos.

Outro programa de rede de segurança essencial de desemprego e garantia atinge apenas 44% dos desempregados, com os trabalhadores de baixos salários frequentemente deixados de fora. A cobertura do pacote oferece US$ 7 bilhões aos Estados que ampliem a cobertura, embora diversos governadores republicanos o tenham desprezado, dizendo que os custos levariam a maiores taxas de negócio.

O programa que reagiu mais instantaneamente à recessão, o “food stamps”, o fez em grande parte porque serve aos trabalhadores pobres e aos desempregados igualmente. Nos 12 meses que terminaram em fevereiro deste ano, as rotações cresceram 17%. Um em nove americanos ganha os benefícios do “food stamps”, e o pacote de recuperação temporariamente levantou um benefício médio de cerca de 19% para cerca de US$ 500 por mês por cada família de quatro integrantes.

De modo geral, “esse é um impulso impressionante para a rede de segurança e tudo tem acontecido sob um radar”, disse Sheldon H. Danziger, economista da Universidade de Michigan que falaram na semana passada em uma reunião de pesquisadores, advogados e oficiais do governo.

Grande parte das despesas da ação de recuperação termina em dois anos. O que acontece então?

Ninguém prevê um retorno ao tempo de assistência incondicional. Mesmo críticos do sistema de bem-estar o creditam pelo crescimento das taxas de emprego e pela diminuição da pobreza, embora ainda crescente, em relação aos anos 1990.

“Eu acho que funcionou melhor do um monte de pessoas antecipadas”, disse Obama em um evento de sua campanha no ano passado. “Uma das coisas das quais eu estou absolutamente convencido é de que nós temos que trabalhar com a peça de centro de qualquer política social”.

Por JASON DEPARLE

http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2009/06/01/a+queda+da+economia+testa+um+sistema+de+socorro+para+empregos+6471983.html

Obama diz que montadoras dos EUA sairão fortalecidas da crise

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que permitir a quebra das montadoras General Motors (GM) e Chrysler poderia levar o país a uma depressão econômica e assegurou que as duas empresas sairão fortalecidas da crise com o plano de reestruturação.

Em uma entrevista ao canal de televisão "C-SPAN" divulgada neste sábado, Obama defendeu o plano de recuperação proposto pelo Governo para o setor automotivo e assegurou que a iniciativa terá resultados.
"Acho que, no final, a GM continuará sendo uma companhia forte", afirmou.
O presidente americano incentivou as companhias a renovarem sua oferta de produtos e a apostarem em veículos de baixo consumo e alto rendimento para atrair novos clientes.
Reestruturação

Ontem, um grupo de 40 congressistas americanos enviou uma carta a Obama na qual exigiram que o Congresso exerça um maior controle sobre a reestruturação do setor automotivo conduzida pelo Governo.
Os parlamentares expressaram sua oposição ao ritmo e ao conteúdo dos planos do Executivo e pediram aos diretores de General Motors e Chrysler que expliquem sua decisão de fechar centenas de concessionárias em todo o país.

 

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/05/23/obama+diz+que+gm+e+chrysler+sairao+fortalecidas+da+crise+6299949.html

Obama afirma que GM irá prosperar após reestruturação

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse em entrevista exibida neste sábado acreditar que a montadora General Motors Corp. (GM) irá prosperar após a reestruturação, mas não deu indicações sobre se a corporação precisará ou não pedir falência para completar sua reorganização.

De acordo com reportagem do New York Times, Obama, em entrevista ao canal de televisão a cabo C-SPAN, disse desejar que o governo norte-americano saia da indústria automotiva o mais rápido possível. Obama também afirmou que se alguns empregos desaparecerem para sempre da indústria automotiva, o governo dos EUA trabalhará para garantir que os trabalhadores recebam requalificação profissional.
As informações são da Dow Jones Newswires.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/05/23/obama+afirma+que+gm+ira+prosperar+apos+reestruturacao+6296928.html

Obama quer que GM e Chrysler voltem "mais magras"

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse esperar que a General Motors e a Chrysler possam emergir "mais magras, mais agressivas e mais competitivas" quando a economia norte-americana se recuperar. Falando neste sábado à rede de televisão C-Span, ele evitou comentar a possibilidade de falência da GM.

Nesta sexta-feira, o Departamento do Tesouro dos EUA injetou mais US$ 4 bilhões na GM, elevando o total de recursos públicos passados à montadora a mais de US$ 19 bilhões. A GM tem até 1º de junho para apresentar um plano de reestruturação que garanta sua viabilidade, mas o presidente da empresa, Fritz Henderson, disse na semana passada que dificilmente isso vai acontecer. A Chrysler, por sua vez, pediu concordata em 30 de abril.
"Minha esperança é a de que veremos tanto a GM como a Chrysler emergirem desse processo de reestruturação mais magras, mais agressivas e mais competitivas, com linhas de produtos que tenham apelo junto aos consumidores, carros bons, que sejam eficientes em gasto de combustível e que estejam voltados para os mercados de amanhã", disse o presidente.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/05/23/obama+quer+que+gm+e+chrysler+voltem+mais+magras+6299948.html

Obama pede reforma urgente na lei de cartões de crédito

O presidente norte-americano Barack Obama pressionou neste sábado o Congresso para que a reforma das leis que regem os cartões de crédito esteja pronta até dia 25 de maio, quando os Estados Unidos comemoram o feriado do Memorial Day. Segundo Obama, os consumidores precisam de proteções mais rígidas contra multas e elevações nas taxas de juros cobradas. "Não há tempo para demora", disse Obama em seu discurso semanal. "Nós precisamos de um fluxo duradouro de crédito em nossa economia, mas nós não podemos tolerar lucros que dependam do desequilíbrio de famílias trabalhadoras", disse o presidente.
No dia 30 de abril, a Câmara dos Deputados aprovou uma legislação apoiada pela Casa Branca que limita a habilidade dos emissores de cartões de crédito em aumentar retroativamente a taxa de juros no saldo do consumidor. A nova lei também exige que as empresas emissoras informem os consumidores de novas altas de juros 45 dias antes de entrarem em vigor, além de proibir cobranças duplas e taxas extras. O Senado deve apresentar sua versão da lei na próxima semana.
O setor bancário tem feito lobby contra a reforma na legislação dos cartões, dizendo que as novas regras poderão reduzir o fluxo de crédito para os consumidores e elevar as taxas ainda mais. Mas Obama disse neste sábado que já era tempo desta indústria ser guiada por uma série de princípios justos e transparentes. Entre eles o aumento da monitoração e penalidades para as companhias que quebrarem as regras.
"Os americanos sabem que eles têm a responsabilidade de viver dentro de suas posses e pagar suas dívidas. Mas eles também têm o direito de não serem explorados por repentinas altas nos juros multas indevidas, e taxas escondidas, que tornaram-se comuns na indústria", disse.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/05/09/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=109747/em_noticia_interna.shtml

Conselho econômico dos EUA liderado por Volcker reúne-se dia 20

A Casa Branca convocará no final deste mês a primeira reunião de um painel composto por consultores econômicos de alto escalão liderado pelo ex-chairman do Federal Reserve Paul Volcker. Uma autoridade dos Estados Unidos afirmou neste domingo que o presidente do Conselho de Recuperação Econômica participará no dia 20 de maio de um fórum.

Volcker, principal conselheiro do presidente Barack Obama durante a campanha eleitoral, e outros membros do comitê prestarão assessoria ao presidente em uma série de assuntos econômicos, incluindo um esforço para simplificar o código tributário do país.
O grupo, que conta com 16 membros, reúne também algumas autoridades aposentadas como a ex-economista do governo Bill Clinton Laura Tyson e William Donaldson, que foi presidente da SEC --órgão de fiscalização do setor financeiro- -no governo de George W. Bush.
O encontro também contará com economistas do setor privado, bem como representantes das áreas de comércio e trabalho.

 

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/05/03/conselho+economico+dos+eua+liderado+por+volcker+reune+se+dia+20+5910905.html

EUA planejam táticas de ataque e defesa em guerra cibernética

Assim como a invenção da bomba atômica mudou as guerras há 64 anos, uma nova disputa internacional impulsionou a criação de ciber-armas e sistemas de proteção contra elas.

Milhares de ataques diários a sistemas de computadores federais e particulares nos Estados Unidos levaram a gestão Obama a rever a estratégia americana.

O presidente Barack Obama deve propor nos próximos dias uma expansão do programa de US$ 17 bilhões ao longo de cinco anos que o Congresso aprovou no ano passado, a indicação de um oficial da Casa Branca para coordenar o esforço e o fim de um atual conflito burocrático a respeito do terreno digital.

As mais exóticas inovações que serão consideradas podem permitir que um programador do Pentágono entre sigilosamente em um servidor na Rússia ou China, por exemplo, e destrua um "botnet" (um programa possivelmente destrutivo que infecta  computadores em amplas redes e pode ser controlado clandestinamente) antes que possa ser injetado nos Estados Unidos.

As agências de inteligência americana também poderiam ativar códigos maliciosos secretamente colocados em chips de computadores durante sua criação, permitindo que os Estados Unidos assumam o controle de computadores inimigos à distância pela internet. Este, é claro, é exatamente o tipo de ataque que os oficiais temem que seja usado contra alvos americanos, geralmente através de chips ou servidores chineses.

Claro, a ciber-guerra não seria tão mortal quanto a guerra atômica, ou tão visivelmente dramática. Mas Mike McConnell, ex-diretor de inteligência nacional, alertou no ano passado que ciber-ataques com "capacidade de ameaçar o suprimento monetário americano equivalem a uma arma nuclear".

Os cenários desenvolvidos no ano passado para o novo presidente por McConnell e sua coordenadora de segurança cibernética, Melissa Hathaway, descrevem as vulnerabilidades em caso de um ataque a Wall Street e um que almeja desativar a rede elétrica do país. A maioria destas previsões veem de ataques já realizados anteriormente.

Mas a questão principal (que até o momento a gestão se recusa a discutir) é se a melhor defesa contra ciber-ataques é a criação de uma robusta capacidade de travar uma guerra cibernética.

O Pentágono e as agências de inteligência concluíram que não seria o suficiente simplesmente construir firewalls e melhores detectores de vírus ou restringir o acesso aos computadores federais. "O modelo do forte simplesmente não vai funcionar no mundo cibernético", disse um militar sênior envolvido na questão há alguns anos. "Alguém sempre conseguirá entrar".

http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2009/04/28/eua+planejam+taticas+de+ataque+e+defesa+em+guerra+cibernetica+5801969.html

Editorial: debate sobre o clima esquenta nos EUA

No começo desta semana, e no momento exato, o presidente Barack Obama colocou todo o peso de seu gabinete a favor de um projeto de lei que busca diminuir a dependência deste país do petróleo estrangeiro, lidar com o aumento dos gases causadores do efeito estufa e criar milhões de empregos no setor de energia limpa.

O projeto esteve travado em um comitê da Câmara: oposto uniformemente pelos republicanos, temido por democratas do cinturão do ferro que pensam que irá prejudicar os manufatureiros e visto com suspeita por alguns ambientalistas que acreditam que ele oferece maneiras de escape.

Obama disse a democratas do Comitê de Comércio e Energia da Câmara para que trabalhem um consenso, o que devem fazer. Ainda que cheio de falhas, o projeto é um começo honrado para se lidar com um problema negligenciado há tempo demais. É preciso consertá-lo, mas em andamento, com a ciência de que o fracasso em agir certamente prejudicaria qualquer lei climática mais ampla deste ano e, provavelmente, deste Congresso.

O centro do projeto é uma provisão para a redução da emissão dos gases causadores do efeito estufa em 20% dos níveis registrados em 2005 até 2020 e 83% até o meio do século (cortes que os cientistas dizem ser necessários para evitar as piores consequências do aquecimento global).

O mecanismo para consegui-los é um sistema de comercialização de créditos de carbono que colocaria limites cada vez menores sobre as emissões, mas permitindo que os emissores negociem créditos, ou permissões, para lhes dar maior flexibilidade para atingir seus alvos. Isso colocaria um valor sobre o carbono, que aumentaria o preço de combustíveis antiquados e sujos, atraindo investimentos para os mais limpos.

Uma vez que projetos anteriores que se concentravam exclusivamente na limitação das emissões não chegaram a lugar nenhum, os dois políticos por trás deste (os representantes Henry Waxman da Califórnia e Edward Markey de Massachusetts) oferecem outras provisões que almejam aumentar a eficiência energética, encorajar fontes de energia mais limpas e oferecer subsídios para os setores que as profuzem. Eles acreditam que se conseguirem conquistar o diversificado e intratável comitê de energia, conseguirão conquistar a própria Câmara.

O projeto deixou deliberadamente para trás grandes questões abertas para debate. Conforme as negociações procedam, Waxman e Markey precisaram resistir às concessões. Um debate questiona se as companhias que receberem permissões governamentais também poderão poluir gratuitamente ou se terão que pagar pelos créditos em um leilão.

Legisladores de Estados dependentes do carvão querem créditos gratuitos para mitigar os custos da conformidade e conceder aos emissores tempo para mudar para combustíveis mais limpos. Outros temem que permissões gratuitas irão atrasar escolhas difíceis enquanto reduzem os lucros da venda dos créditos que o governo poderia usar para fazer investimentos em energia limpa e ajudar os pobres com os custos mais altos da energia.

Waxman e Markey devem fazer apenas pequenos ajustes, se fizerem algum, nos alvos originais: melhor nenhum projeto do que um que diminua o objetivo de cortes das emissões de 20% para 6% até 2020, como sugeriram alguns democratas. Isso seria uma piada, não um compromisso.

Os republicanos não ajudam em nada, insistindo sem exceção que o projeto irá falir a economia. A verdade é que ninguém sabe quanto ele irá custar. Muito depende de como será estruturado, como os lucros da venda dos créditos será usado, com que rapidez novas tecnologias irão gerar empregos que se tornarão disponíveis e quanto o país irá economizar através da eficiência.

Nós sabemos que o limite nas emissões não começará até 2012 e que programas anteriores para limpar o ar custaram menos do que o previsto. Além disso, se os cientistas estão certos, sabemos que os custos de não fazermos nada será muito maior do que o de agirmos agora.

http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2009/05/08/editorial+debate+sobre+o+clima+esquenta+nos+eua+6010919.html

Medidas para resgatar economia e imagem dos EUA marcam cem dias de Obama

Em seus primeiros cem dias à frente da Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama conciliou ações diversas para tentar sanear a economia com inúmeras medidas voltadas para resgatar a imagem do país perante o mundo. No campo econômico, o líder americano implementou um plano de estímulo econômico de US$ 787 bilhões e ofereceu ainda injeções bilionárias de capital para resgatar instituições financeiras.

Obama também procurou desmantelar o legado de seu antecessor, George W. Bush, com ações como o anúncio do fechamento da prisão de Guantánamo, em Cuba, o fim do uso de técnicas severas de interrogatório de prisioneiros - inclusive com a divulgação de memorandos sobre essas práticas - e o reconhecimento de que emissões de CO2 precisam ser contidas.

Neste período inicial, o novo presidente prometeu reduzir a maior parte do contingente militar baseado no Iraque até 2010 e encerrar as missões de combate americanas no país em definitivo até 2011. Em contrapartida, ele deslocou mais 21 mil soldados para o Afeganistão, país que atualmente parece muito mais volátil que o Iraque e cujo conflito vem se alastrando para o vizinho Paquistão.

Popularidade alta

Para a analista Erica Williams, do instituto de pesquisas Center for American Progress, o presidente procurou tirar o máximo de proveito dos primeiros meses de seu mandato.

''Ele assumiu tendo pela frente uma série de desafios e compreendeu que teria uma janela muito curta pela frente, então procurou tomar o máximo possível de iniciativas enquanto sua popularidade permanece em alta. A principal marca de Obama se deu na economia, com as várias medidas que ele tomou para estabilizar o país'', afirma.

William Galston, ex-assessor do governo Bill Clinton e perito em Estudos de Governança do Brookings Institution, de Washington, disse à BBC Brasil que o presidente americano deu início a ações ''em uma frente muito ampla, tanto nacional como internacionalmente''.

Mas, no entender de Galston, ''Obama não teve escolha se não se concentrar na abalada economia do país, mas também levou em conta que o povo americano estava muito incomodado com a deterioração da imagem do país no exterior. Os americanos gostam de ser queridos, ainda que muitas vezes não façam um bom trabalho''.

Uma das alterações na imagem americana oferecida pelo atual líder dos Estados Unidos se deu na mudança de tom em relação ao Irã. Ao arqui-rival outrora descrito como um dos integrantes do ''eixo do mal'', Obama ofereceu a possibilidade de diálogo e até se dirigiu à população do país, através de um vídeo.

Críticas

As diferentes ações do líder americano na economia renderam também inúmeras críticas de representantes da oposição americana. Muitos republicanos afirmaram que ações como a de intervir sobre as empresas automotivas GM e Chrysler representaram indícios de que o país caminhava para o socialismo.

''A partir de agora é que vamos começar a ver os resultados concretos das medidas tomadas nos cem primeiros dias. Mas a oposição vai tirar proveito de qualquer coisa que não funcione ou que não se encaixe em sua filosofia econômica'', comenta Erica Williams.

A analista acredita que os próximos grandes testes de Obama serão o de implementar um programa de seguro saúde eficaz, trazer as tropas americanas de volta do Iraque com êxito e encontrar uma política eficaz para o Oriente Médio.

William Galston diz que ainda estamos nos estágios iniciais. "Ele ainda precisa descobrir como vai fazer para conter a deterioração do Paquistão, para lidar com um Irã que parece ávido em obter armas nucleares e para reavivar o processo de paz do Oriente Médio que está quase morto e como realizará grandes projetos de investimento em infra-estrutura e educação.''

Pesquisas como a divulgada nesta semana pela rede CBS e o jornal The New York Times mostram que Obama segue com elevado índice de popularidade - um total de 68% dos americanos diz estar aprovando o trabalho do presidente, o que representa a maior média de um líder americano na história recente do país. A popularidade de George W. Bush nesta fase era de 56%.

Para William Galston, é improvável que a opinião pública americana se volte contra o presidente de forma significativa, ainda que a situação econômica do país custe a ser contornada.

Curiosamente, o analista compara o atual momento de Obama com a de um presidente que, com seus ideais altamente pró-mercado e radicalmente antiestatistas, representaria o extremo oposto do líder atual.

''Vejo Obama na mesma situação em que Ronald Reagan se encontrava nesta fase, quando ele teve que navegar um mar de problemas econômicos. O país, nos anos 80, estava em profunda recessão e a economia só começou a tomar jeito no terceiro ano do mandato de Reagan, mas a população continuou a demonstrar confiança no presidente, porque sabia que não havia alternativa viável.''
Mas, acrescenta William Galston, ''se a recessão ou a ausência de crescimento continuarem até meados do terceiro ano da gestão Obama, as dúvidas em relação a ele ficarão mais acentuadas. Mas ele ainda tem tempo para que a coisa funcione. E os fatores conspiram a favor dele''.

http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2009/04/29/medidas+para+resgatar+economia+e+imagem+dos+eua+marcam+cem+dias+de+obama+5831901.html

Obama anuncia plano para energias alternativas

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta quarta-feira, quando se comemora o Dia da Terra, um plano para aumentar a geração de energia alternativa no país. O plano apresentado pelo presidente prevê o uso de áreas de litoral para gerar eletricidade a partir do vento, de ondas e de correntes oceânicas.Segundo Obama, a medida vai ajudar a reduzir as emissões de carbono e combater o aquecimento global, além de criar empregos. O presidente disse que a energia eólica pode gerar até 20% da demanda de eletricidade dos Estados Unidos até 2030.Estados costeiros, como Nova Jersey e Delaware, já têm projetos de energia renovável."A escolha que temos não é entre salvar o nosso meio ambiente e salvar a nossa economia, é uma escolha entre a prosperidade e o declínio", disse Obama, em discurso em Iowa.O presidente disse que seu plano de desenvolvimento de energia alternativa não vai prejudicar a economia americana e poderá criar até 250 mil empregos."É bom para o ambiente e bom para a economia", disse.Obama já disse que o combate às mudanças climáticas é uma das prioridades de seu governo.

Obama estabelece prazos restritos para montadoras se restruturarem

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deu prazo restrito para as montadoras americanas General Motors (GM) e Chrysler apresentarem seus planos de restruturação antes de receberem ajuda do governo. A GM terá 60 dias e a Chrysler apenas 30 dias para apresentarem seus planos.

Presidente da GM renuncia oficialmente
Obama disse que a situação da Chrysler é mais complicada do que da GM e que o governo daria 30 dias para a empresa completar sua fusão com a italiana Fiat.Se bem-sucedida, a administração americana consideraria um empréstimo de US$ 6 bilhões, se não, o presidente disse que não poderia justificar o investimento de dinheiro do contribuinte.Símbolo"Hoje anuncio que meu governo vai oferecer à GM e Chryler um período adicional limitado para que elas trabalhem com os credores, sindicatos e outros acionistas para se restruturarem de uma forma que justificaria um investimento de mais dólares dos contribuintes", afirmou Obama."Neste período, eles devem criar planos para dar ao povo americano a confiança em suas perspectivas de sucesso no longo prazo", acrescentou.Na entrevista coletiva na Casa Branca, em Washington, Obama afirmou que o governo americano não deixará que as montadoras americanas entrem em falência."Não podemos, não devemos e não vamos deixar nossa indústria simplesmente desaparecer. Esta indústria é como nenhuma outra. É um símbolo do espírito americano, um símbolo, no passado e no futuro, do sucesso americano", afirmou.Mais fortesObama afirmou que a indústria automobilística americana "não está indo na direção certa com a rapidez necessária para ser bem sucedida".O presidente americano acrescentou que as montadoras americanas estão com problemas devido "ao fracasso da liderança - de Washington a Detroit".Obama também sugeriu que tentar a proteção contra falência pode ser a melhor forma de avançar em meio à crise para as duas companhias.Os planos de restruturação podem "significar usar nosso código de concordata como um mecanismo para ajudar (as montadoras) a se restruturar mais rapidamente e emergirem mais fortes", afirmou o presidente.Segundo o presidente isto poderia facilitar para que as companhias "se livrassem rapidamente das velhas dívidas, para que possam se restabelecer e voltar para o caminho do sucesso".Obama também afirmou que vai trabalhar com o Congresso para a criação de um programa para encorajar os consumidores a substituírem os carros velhos e que gastam mais combustível por novos veículos, mais limpos.As duas montadoras já apresentaram um plano de restruturação que pede mais US$ 20 bilhões de ajuda do governo.Demissões e renúnciaNo domingo, Obama ordenou a renúncia do presidente da GM, Rick Wagoner, que deverá ser substituído por Kent Kresa, como presidente interino da montadora.A GM já anunciou corte de 47 mil vagas, e a Chrysler deverá demitir 3 mil funcionários até o fim do ano. Essas demissões representam o maior corte de empregos anunciado por uma empresa americana na atual crise econômica.Em dezembro, a GM também anunciou que reduziria o número de fábricas de 47 para 38 até 2012. Agora, porém, a empresa planeja fechar outras cinco fábricas, reduzindo o número total para 33.

http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2009/03/30/obama+estabelece+prazos+restritos+para+montadoras+se+restruturarem+5197946.html

The Economist analisa a liderança do Brasil na América Latina

A revista britânica "The Economist" publicou um editorial no qual há uma análise da Cúpula das América, que aconteceu na semana passada em Trinidad e Tobago, no Caribe. O texto afirma que o novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, reconhece o papel do Brasil como líder regional e, por essa razão, o país sul-americano deveria adotar uma atitude mais firme em relação aos países que usam o antiamericanismo como pretexto para o autoritarismo, em uma referência à Venezuela e Cuba. O editorial diz ainda que a nova postura dos Estados Unidos, de tratar os outros países como "iguais", pode desarmar os críticos da política americana.

Obama decide que concordata é o melhor para GM, diz Bloomberg

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, determinou que uma concordata é a melhor maneira da General Motors se reestruturar e tornar-se uma montadora competitiva, afirmou a Bloomberg, citando pessoas familiarizadas com a questão.
Obama também está preparado para deixar que a Chrysler peça concordata e seja vendida em fragmentos, caso a terceira maior montadora dos EUA não consiga formar uma aliança com a italiana Fiat, afirmou a Bloomberg, citando membros do Congresso, que foram informados sobre o tema, e outras duas pessoas familiarizadas com as decisões do governo.
Na segunda-feira Obama deu 60 dias para a GM propor profundos cortes de custos e redução de dívidas, maiores do que a montadora propôs em plano de viabilidade entregue no mês passado.Mas uma concordata "rápida e cirúrgica", que o governo Obama descreveu como uma opção, parece ser inevitável, de acordo com as pessoas próximas à questão, segundo informações da Bloomberg.

Obama oferece a Detroit sua última chance de recuperação

O presidente Barack Obama chegou a um compromisso aceitável na segunda-feira entre duas opções pouco atraentes: deixar a General Motors e a Chrysler chegarem à falência imediata ou lhes dar bilhões de dólares a mais e esperar pelo melhor. Ao invés disso, ele decidiu financiar suas operações por algumas semanas enquanto força as companhias a criarem planos melhores para sua recuperação.

Agora que o governo tem todo controle do processo, deve se manter dentro de seus objetivos e metas. Se a Chrysler não puder atingir um acordo necessário com a Fiat em um mês, o governo deve abandoná-la, mesmo que isso signifique seu fim.
O governo tem 60 dias para limpar a folha de orçamento da GM, eliminar dívidas e se livrar de linhas de produção e revendedoras para que possa emergir como uma companhia menor e mais viável. A gestão Obama deve manter sua oferta de apoiar ambas as companhias durante um processo rápido e controlado de falência. Considerando a indisposição dos acionistas em trocar a dívida pelo lucro líquido nas automobilísticas, os processos de falência provavelmente serão necessários para se limpar a maioria da dívida das companhias.
O resgate de US$ 17,4 bilhões da GM e Chrysler no ano passado foi a medida certa. Incluindo os empregos nas montadoras, outros centenas estavam em risco. Ainda assim, as automobilísticas deixaram de criar planos de reestruturação que garantem sua sobrevivência como companhias auto-sustentáveis do outro lado do resgate multibilionário com dinheiro dos contribuintes. O governo estava certo em recusar outros bilhões que as companhias requisitaram.
As automobilísticas falharam em chegar a um acordo com os acionistas, para converter dívida em lucros líquidos, ou mesmo com o Sindicato dos Trabalhadores de Automóveis Unidos, para usar estes lucros para financiar um fundo para a assistência médica dos aposentados. Os planos de reestruturação que apresentaram eram otimistas. Eles presumem que as companhias manterão grande parte de sua fatia do mercado, uma consideração perigosa considerando performances passadas. Suas projeções de vendas estavam foram de sintonia com a aguda queda no mercado automobilístico americano.
A força tarefa de Obama decidiu que a Chrysler, que é muito dependente de seus carros esportivos, não seria prejudicada apenas pela mistura errada de seus produtos mas também era pequena demais para sobreviver sozinha. E ainda que a força tarefa tenha decidido que a GM parece a caminho de se recuperar, a companhia parecia se mover lentamente para abandonar suas marcas não lucrativas e modificar seus produtos. Mesmo em um cenário otimista, a companhia deve perder dinheiro por muitos anos.
A nova posição do governo deve produzir uma reforma mais significativa do setor automotivo. Forçar a saída do presidente e chefe executivo da GM, Rick Wagoner, foi uma medida necessária para que uma nova liderança possa colocar a companhia em um novo rumo. O processo de falência apoiado pelo governo pode ser usado para descartar as dívidas da GM e os bens indesejados e produzir uma companhia menor e mais lucrativa. Para a Chrysler, uma junção com a Fiat parece ser uma boa decisão.
Haverá resistência em permitir que a GM passe pelo processo de falência. Se a Chrysler estiver ameaçada de liquidação, haverá enorme pressão sobre o governo por mais dinheiro para salvar a companhia. Mas a força tarefa criou o que parece ser o melhor plano para se conseguir uma indústria automobilística viável. O presidente deve segui-lo.

Obama adota novo tom diante da crise

Por pouco menos de uma hora na noite de terça-feira, os americanos não viram o orador ardente e inspirado que fixou a nação em seu discurso ao Congresso no mês passado. Nem o candidato bom de papo que falou de forma acolhedora com americanos, ao percorrer o país, tampouco o animado e engraçado presidente que participou do programa de Jay Leno.
Ao invés disso, em sua segunda coletiva de imprensa em horário nobre na Casa Branca, Barack Obama foi o conferencista, uma personagem que adotava no começo da campanha ao cargo que hoje ocupa. Plácido e sério, ele foi o professor no comando, oferecendo argumentos conhecidos em parágrafos longos (geralmente começados com a frase: "como eu disse anteriormente") soando como um mestre no silêncio de uma sala de aula na qual os alunos aguardam ansiosos pelo sinal.
O evento no Salão Leste aconteceu em um momento volátil para o novo presidente, enquanto ele buscava sanar apreensões democratas em relação a sua ambiciosa agenda e evitar a forte oposição republicana. Falando não apenas aos repórteres na sala, mas a milhões de americanos que sintonizaram na transmissão, Obama tentou ressegurar o país de que pode resolver a crise que atingiu a economia por mais de um ano.
"Nós começamos a ver sinais de progresso", ele disse, pedindo a "renovação da confiança de que dias melhores virão".
Conforme senadores receosos de seu próprio partido removiam algumas das propostas de seu orçamento, Obama deu sinais de que pode fazer concessões a curto prazo em relação aos cortes de impostos para a classe média e a limitação nas emissões de dióxido de carbono. Mas ele indicou que irá se manter firme em quatro de suas principais prioridades, insistindo que o Congresso tenha progresso nestas áreas.
"Nós não esperávamos quando criamos nosso orçamento que eles simplesmente copiassem tudo e aprovassem", disse Obama, demonstrando flexibilidade a respeito dos detalhes desde que o objetivo central fosse atingido. "A questão final é que eu quero ver a saúde, a energia, a educação e sérios esforços em reduzir nosso déficit orçamentário".
Em um momento em que a raiva e a ansiedade tomam conta do país, Obama demonstrou pouca emoção. Ele raramente brincou ou ergueu o tom de sua voz. Mesmo ao se declarar preocupado com os bônus de US$165 milhões pagos neste mês pelo AIG apesar dos resgates que sofreu, sua voz soava calma e imperturbável. "Eu estou tão bravo quanto todo mundo a respeito destes bônus", ele disse, acrescentando que os executivos precisam aprender que "enriquecer às custas do dinheiro dos contribuintes é imperdoável".

O orçamento do presidente Barack Obama

O plano de Obama, divulgado na quinta-feira, se compromete a cortar em mais de dois terços, até 2013, o déficit orçamentário de US$1.75 trilhões que Bush despejou sobre a nação.
Uma promessa digna para a redução do déficit é imperativa. Sem ela, as financiadoras estrangeiras (que financiaram os déficits da era Bush e agora estão pagando pelo estímulo financeiro e resgates) podem perder a fé na habilidade e disponibilidade do país em pagar em algo mais do que o cada vez menos valorizado dólar. Isso elevaria os juros e colocaria a economia em declínio, no pior cenário. Controlar o déficit também é necessário para sustentar a recuperação (quando ela vier).
A ruína da economia da era Bush é ampla e uma terrível evidência da insensatez do crescimento irrestrito alimentado pelo débito. A gestão Obama reconheceu a necessidade dos gastos com déficit estimularem a economia mas prometeu que a falta de prestação de contas por parte do governo não se tornará a regra. A julgar pelo plano, Obama não está apenas fazendo jogo.
Muitas das melhorias nos gastos orçamentários dependem da recuperação econômica em 2010, o que pode ou não acontecer. Mas grande parte depende do aumento dos impostos. O aumento proposto sinaliza uma tentativa séria de lidar com o déficit de forma a restaurar a justiça a um código fiscal que por tempo demais favoreceu os americanos mais ricos, resultando na falta de verba que desproporcionalmente pesava sobre todos os outros. Ao mesmo tempo, Obama propôs um aumento separado e focal para ajudar a pagar pela reforma do sistema de saúde de forma a não cavar um buraco ainda maior no orçamento.
Todos estes aumentos propostos se aplicam a casais que recebem mais de US$250,000 (US$200,000 para solteiros) e que representam cerca de 3% dos contribuintes. Nenhum será grande o suficiente para prejudicar a recuperação econômica. E ao contrário do que protestam os republicanos, eles não impõem fardos externos aos pequenos negócios: a maioria dos proprietários individuais não fazem nem perto de um quarto de milhão de dólares.
Para combater o déficit, Obama propõe deixar que os cortes fiscais de Bush expirem em 2011, aumentando o índice mais alto de 35% para 39.6%. Ele também imporia uma taxa de 20% sobre a renda de investimentos, um valor acima dos 15% atuais. E ele reinstauraria uma provisão tributária criada pelo primeiro presidente Bush, mas desfeita por seu filho, que limitava as deduções fiscais de contribuintes abastados por seus dependentes e outras despesas, como juros sobre a hipoteca de casas de férias.
A proposta também pede a tributação de parceiros igualitários particulares como o resto de nós. Na lei atual, peritos multimilionários pagam imposto sobre sua renda de acordo com as menores taxas de juros do código fiscal. No orçamento de Obama, sua renda deixará de ter status favorecido e será tributada como a renda comum dos mortais comuns.
Ninguém que realmente acredita em responsabilidade fiscal deveria se opor aos aumentos propostos. Ainda assim, cada um deles oferece o presságio de disputas políticas. Em questão está não apenas a tributação dos americanos mais ricos ou debates de ano de eleição, mas as dificuldades da vida real de pessoas que precisam ser afastadas do vício de dívidas insustentáveis (seja isenções fiscais que não foram pagas ou compras super facilitadas ou hipotecas ruins). O desafio foi evitado por tempo demais.