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FMI vê economias emergentes vulneráveis à redução de estímulos dos EUA

Em sua nota de supervisão, o Fundo Monetário Internacional fez um apelo para uma ação global para revitalizar o crescimento e melhorar o gerenciamento de riscos

As economias desenvolvidas, com os Estados Unidos à frente, irão cada vez mais liderar o crescimento global, com os países emergentes sob risco de desaceleração devido ao aperto da política monetária norte-americana, afirmou o FMI em um texto preparado para o encontro do G20 em São Petersburgo, na Rússia.

Em sua nota de supervisão, o Fundo Monetário Internacional fez um apelo para uma ação global para revitalizar o crescimento e melhorar o gerenciamento de riscos, alertando que alguns riscos se tornaram mais proeminentes.

Veja também: FMI diz que Brasil se recupera de desaceleração e apoia mais reformas

As economias emergentes estão particularmente vulneráveis ao aperto da política monetária dos Estados Unidos, e o FMI recomendou que as autoridades estejam prontas para lidar com um aumento da instabilidade financeira.

"Os formuladores de política devem permitir que as taxas de câmbio respondam aos fundamentos em mudança mas podem precisar se proteger contra riscos de um ajuste desordenado, inclusive por meio de intervenções para suavizar a volatilidade", disse o FMI.

http://economia.ig.com.br/criseeconomica/2013-09-04/fmi-ve-economias-emergentes-vulneraveis-a-reducao-de-estimulos-dos-eua.html

Brasil deve ser 6ª maior economia do mundo

 

Por conta da crise econômica global, PIB brasileiro deve ficar maior que o do Reino Unido neste ano
A crise nos países desenvolvidos vai fazer com que o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro medido em dólares ultrapasse o do Reino Unido neste ano, segundo projeções do FMI (Fundo Monetário Internacional e consultorias econômicas internacionais.
A estimativa mais recente, da EIU (Economist Intelligence Unit), prevê que o PIB do Brasil chegue a US$ 2,44 trilhões, ante US$ 2,41 trilhões do PIB britânico. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
Assim, o Brasil passará a ser a sexta maior economia do mundo. Será o segundo ano em que o país avança no ranking. Em 2010, passou a Itália e ficou em sétimo.
Ainda segundo a Folha de S.Paulo, como a economia brasileira cresce em um ritmo menor que o de países asiáticos, as projeções indicam que, em 2013, o Brasil vai perder a sexta posição para a Índia. Mas voltará a recuperá-la em 2014, ano da Copa do Mundo, ultrapassando a França.
As perspectivas apontadas pela EIU são otimistas. Até 2020, o PIB brasileiro será maior que o de qualquer país europeu. Depois de Reino Unido e França, a próxima economia a ser superada pela brasileira deve ser a da Alemanha.
Mais rápido A ascensão dos países emergentes já era esperada por especialistas havia anos, mas ganhou velocidade por conta da crise econômica global. Em 2003, o banco Goldman Sachs previu que o Brasil ultrapassaria a Itália apenas em 2025, e deixaria França e Reino Unido para trás somente em 2035.
Após 20 anos, país mais recebe que 'exporta' gente
Outro sinal de que o Brasil está passando relativamente bem pela crise é o fato de o país ter voltado a receber imigrantes, após passar 20 anos exportando mão de obra.
Segundo levantamento do Ministério da Justiça publicado pelo jornal O Globo, a quantidade de estrangeiros vivendo no Brasil ultrapassou pela primeira vez, em duas décadas, o número de brasileiros que deixam o país para viver no exterior.
Dados do ministério mostram que o número de estrangeiros com situação regularizada no Brasil subiu 52,4% nos últimos seis meses.
Até junho de 2011, o Brasil tinha 1,466 milhão de estrangeiros, contra 961.877 em dezembro de 2010.
Outro movimento foi a redução da saída de brasileiros. O ministério estima que haja dois milhões deles no exterior, uma queda radical em comparação a 2005, quando eram quatro milhões. A razão é a crise que atingiu três principais destinos dos brasileiros: EUA, Europa e Japão.

Jornal de Londres destaca a crise; ao fundo, o Banco da Inglaterra
AP

http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=10,114337

Petróleo volta a subir diante de expectativas para economia mundial

Os contratos futuros de petróleo registraram o terceiro pregão consecutivo de alta, com os investidores animados com sinalizações de crescimento da economia mundial.

Em Nova York, o contrato do WTI para agosto terminou a US$ 76,09 o barril, com alta de US$ 0,65, enquanto o vencimento de setembro avançou US$ 0,60, para US$ 76,63. Em Londres, o Brent de agosto ficou em US$ 75,42, com ganho de US$ 0,71, e o contrato para setembro fechou valendo US$ 75,65, com alta de US$ 0,63.

Os investidores ainda repercutiram o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgado ontem. O FMI elevou sua projeção de crescimento mundial em 2010 de 4,2% para 4,6% e classificou como improvável a volta do período de recessão.

Outro dado divulgado na quinta-feira que ainda provocou efeitos hoje foi o das reservas de petróleo nos EUA. Os estoques de petróleo cru diminuíram em 5 milhões de barris na semana passada, no comparativo com a retrasada, para 358,2 milhões de barris.

Também agradou a declaração do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, feita pela manhã. Para ele, a redução nas despesas públicas na Europa não vai afetar a recuperação econômica.

"A consolidação fiscal e o crescimento não são excludentes", observou. Segundo ele, ainda há muito a ser feito e os governos precisam avaliar com cuidado cortes em suas despesas.

O único indicador divulgado hoje nos EUA foi o de estoques do atacado, que cresceram 0,5% de abril para maio, resultado dentro com o esperado por economistas. Na comparação anual, foi apurada uma queda de 2,1%.

http://oglobo.globo.com/economia/mat/2010/07/09/petroleo-volta-subir-diante-de-expectativas-para-economia-mundial-917112878.asp

FMI diz que venderá 191 toneladas de ouro nos mercados

O Fundo Monetário Internacional (FMI) disse hoje que começará "em breve" a venda gradual de 191,3 toneladas de ouro nos mercados, com o objetivo de engrossar um núcleo de investimento para financiar suas operações.

O organismo, que esperou até o fechamento dos mercados para fazer seu anúncio, já vendeu 212 toneladas a três bancos centrais e disse estar ainda aberto a transações similares se outras entidades desejam adquirir ouro.
"De acordo com a prioridade de evitar transtornos nos mercados de ouro, as vendas serão realizadas de forma gradual", informou o Fundo em comunicado.
Esse metal fechou hoje a US$ 1.120 por onça no mercado de Nova York, um valor elevado a respeito de seu nível histórico.
Durante o ano passado, o FMI vendeu 200 toneladas ao banco central de Índia, que pagou US$ 6,7 bilhões, duas toneladas à Ilha Maurício por US$ 71 milhões e 10 toneladas ao Sri Lanka por US$ 375 milhões.
O organismo contava no fim de janeiro com uma reserva de 3.005 toneladas de ouro, que a preços de mercado estavam avaliadas em US$ 105 bilhões.
Apresentaram os países-membros como parte de sua contribuição ao FMI ou como pagamento de juros, principalmente.
Em 2008, o Conselho Executivo do Fundo aprovou a venda de 403,3 toneladas de ouro da reserva da entidade, como resposta aos problemas orçamentários pelos quais atravessava a instituição, que se tinha ficado sem clientes.
A crise fez chamar a sua porta de novo um grande número de países em busca de seus créditos, mas mesmo assim, o Fundo seguiu adiante com seu projeto de venda de ouro.
Usará a maioria das receitas para ampliar um fundo de investimentos que gere rendimento para custear suas operações, enquanto o resto do dinheiro será empregado para subsidiar seus empréstimos aos países pobres.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2010/02/17/fmi+diz+que+vendera+191+toneladas+de+ouro+nos+mercados+9400861.html

FMI faz apelo para que EUA endossem reforma do setor bancário

O diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, fez um apelo para que os Estados Unidos se juntem a outros países para realizar uma reforma do setor bancário. "A questão de coordenar a reforma financeira é crucial, e temo que não estejamos indo nessa direção", disse Strauss-Kahn neste sábado em Davos, na Suíça, onde ocorre o Fórum Econômico Mundial.

Ainda neste sábado, líderes políticos e banqueiros fizeram uma reunião a portas fechadas para discutir controles mais rígidos para o setor, em uma tentativa de evitar uma crise econômica como a de 2008.
Após o encontro, o congressista americano Barney Frank, que está examinando as regulamentações sobre Wall Street, disse que os banqueiros entenderam que novas regras estão prestes a serem adotadas e que qualquer um que tente se opor estará "perdendo tempo".
Concessões
As declarações foram dadas depois que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, propôs grande reformas para conter o tamanho dos bancos.
A reforma financeira e uma "re-adequação" dos banqueiros são temas que estão dominando Davos este ano.
As reformas propostas por Obama - que ainda precisam de aprovação no Congresso - podem significar a divisão de alguns dos grandes bancos.
Elas também incluem uma proibição a bancos de usarem seu próprio dinheiro em investimentos.
Muitos dos banqueiros presentes em Davos se opõem a essas reformas, mas houve alguns sinais de concessões.
"Estou reivindicando um fundo europeu de resgate para os bancos", disse o diretor do Deutsche Bank Josef Ackermann ao jornal britânico Financial Times. Isso permitiria que colapsos como o do banco Lehman Brothers fossem pagos "em larga escala" pelos próprios bancos.
'Mercados nervosos'
Ackermann disse ainda que a recuperação econômica ainda está frágil e que os mercados financeiros "estão novamente nervosos".
O conselheiro econômico da Presidência dos Estados Unidos Lawrence Summers, que também está em Davos, classificou o atual nível de desemprego em seu país como "perturbador", e afirmou que houve uma mudança fundamental na economia americana.
As economias asiáticas também continuaram a mostrar sua força, recobrando confiança depois de ter passado 2009 em crescimento, enquanto as maiores economias ocidentais sofreram suas piores contrações desde a Segunda Guerra Mundial.
Zhu Min, vice-presidente do Banco Central da China, também apontou o dedo para os Estados Unidos por causa da dívida do governo americano.
"O motivo pelo qual temos mais reservas é que fazemos mais economias. E o motivo pelo qual fazemos mais economias é que há menos economias do outro lado. As economias estão simplesmente deslocadas", afirmou.

http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2010/01/30/fmi+faz+apelo+para+que+eua+endossem+reforma+do+setor+bancario+9381971.html

FMI defende manutenção de ajudas econômicas até a volta das contratações

ISTAMBUL, Turquia - O diretor do FMI (Fundo Monetário Internacional) Dominique Strauss-Kahn, pediu nesta sexta-feira que os governos mantenham seus programas de ajuda econômica até pouco antes do reinício previsto das contratações.
"Para mim, quando estivermos mais ou menos seguros de que o desemprego vai começar a cair, ou seja, dois ou três meses antes da queda previsível do desemprego, podemos começar a reverter a tendência fiscal", declarou Strauss-Kahn em uma entrevista para o canal noticioso France24.
"Mas ainda não chegou a hora e seria arriscado interromper seus estímulos à demanda", advertiu o diretor geral.
Strauss-Kahn disse que o desemprego continuará aumentando por mais um ano, dando a entender que os programas de reativação econômica devem ser mantidos até o próximo verão. (no Hemisfério Norte)
"Temos de dez a 12 meses de aumento do desemprego pela frente.Portanto, para as pessoas que vão perder emprego nos próximos meses, a crise não terminou", declarou.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/10/02/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=130246/em_noticia_interna.shtml

FMI receberá empréstimo adicional de US$ 71 bi da UE

 

O FMI saudou a decisão da União Europeia (UE) de proporcionar um empréstimo adicional de US$ 71 bilhões. "Esta é uma contribuição vital para a meta estabelecida pelo G-20 (...) de aumentar os recursos do Fundo em até US$ 500 bilhões", disse o diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, em um comunicado. "Os fundos vão ajudar a sustentar as operações de empréstimos do FMI através da atual crise global e nos próximos anos", diz a nota.
Até agora, a UE se comprometeu a emprestar o equivalente a US$ 178 bilhões ao FMI, enquanto o órgão multilateral trabalha para aumentar seus recursos para atender o aumento nos pedidos de ajuda de países membros.
Esse montante inclui US$ 15,8 bilhões da França. Nesta sexta-feira, o FMI disse que tinha assinado um acordo com a França para receber os fundos. A França se comprometeu a emprestar um valor adicional de US$ 1,05 bilhão com objetivo de estimular a ajuda aos países de baixa renda, disse o FMI. As informações são da Dow Jones.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/09/04/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=126120/em_noticia_interna.shtml

Emergentes buscam projeção mundial em primeira cúpula

O grupo Bric , que reúne quatro gigantes emergentes (Brasil, Rússia, Índia e China), celebrará na próxima semana, no dia 16 de junho, sua primeira cúpula na cidade russa de Ekaterinburgo (leste), tentando conseguir um maior protagonismo mundial e mostrar unidade ante as grandes potências. Embora os quatro países estejam determinados a agir juntos durante a crise econômica e nos próximos anos, ainda estão longe de contrapor a instituições globais já estabelecidas.
Tampouco está claro se o presidente russo, Dimitri Medvedev, seus colegas brasileiro e chinês, Luiz Inácio Lula da Silva e Hu Jintao, assim como o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, conseguirão pôr-se de acordo para criar uma entidade internacional mais permanente. A primeira cúpula dos BRIC se celebrará em Ekaterinburgo, cidade a 1.420 km a leste de Moscou, nos Urais.
"A Rússia acredita que este formato é mais promissor tanto econômica quanto politicamente", declarou à imprensa Natalia Timakova, porta-voz de Medvedev, embora tenha se mostrado muito mais prudente na hora de falar dos envolvimentos da cúpula. "É muito cedo para fazer previsões", comentou a porta-voz.
Andrei Nesterenko, porta-voz do Ministério russo das Relações Exteriores, adiantou à imprensa que os quatro líderes vão assinar uma declaração que pedirá "a formação de uma ordem mundial mais justa e mais democrática".
Nesterenko também tentou pôr fim à polêmica sobre se a cúpula teria como objetivo desdenhar o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. "Não será feita nenhuma recriminação a ninguém", afirmou o porta-voz.
Segundo os analistas, o grupo Bric está mostrando uma crescente vontade de coordenar esforços, contra-arrestando o domínio mundial dos Estados Unidos, para conseguir maior projeção internacional.
Os quatro países poderiam converter-se nos principais compradores dos primeiros bônus que o Fundo Monetário Internacional (FMI) está preparando para emitir, a fim de cumprir com a obrigação dos países ricos e em desenvolvimento de repassar US$ 1,1 trilhão ao FMI e outras instituições para ajudar as nações mais pobres.
A China adiantou que está planejando comprar até US$ 50 bilhões em bônus, enquanto Rússia e China poderiam comprar, cada uma, obrigações de US$ 10 bilhões.
Durante a semana, o Fundo Monetário Internacional (FMI) saudou a "liderança" e o "compromisso" demonstrados pelo Brasil, que emprestará US$ 10 bilhões ao organismo multilateral, informou nesta quarta-feira seu diretor-gerente, Dominique Strauss-Kahn.
"O Brasil demonstra mais uma vez a firmeza de seu papel como destacada economia emergente", afirmou Strauss-Kahn, citado num comunicado do FMI. O empréstimo será efetuado através da aquisição de bônus do organismo, anunciou nesta quarta-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega.
O compromisso de contribuir com o capital do FMI foi adotado em janeiro durante a reunião de cúpula do Grupo dos 20 países industrializados e emergentes em Londres, no auge da crise financeira mundial.
Nos últimos meses, tanto a Rússia como a China elevaram suas críticas ao sistema monetário internacional dominado pelo dólar e pediram reformas das instituições financeiras internacionais e o estabelecimento de uma nova moeda de reserva mundial para evitar uma nova crise.
Para Rory MacFarquhar, economista do banco americano Goldman Sachs, a cúpula será mais política que econômica. "Existe um interesse considerável, da parte de todos os países do BRIC, mas da Rússia em particular, de criar uma alternativa" às instituições internacionais já existentes", declarou o analista à AFP.
Vladimir Osakovski, do banco italiano UniCredit em Moscou, compartilha a mesma opinião. A ideia de uma nova moeda de reserva é mais uma forma de fazer muito barulho politicamente que "um primeiro passo para a criação de um novo instrumento de política econômica mundial", destacou.
Essa perspectiva necessitaria muitos anos para ser concretizada, advertiram os analistas. Antes de consegui-lo, o grupo BRIC terá que fazer uma fusão de suas economias, renunciar às próprias moedas e ao controle de sua política monetária, explicou Osakovski.

Ministro marroquino prevê crescimento da economia de 5,7%

O ministro das Finanças e Economia marroquino, Salah Eddine Mezouar, previu que a economia marroquina crescerá 5,7% em 2009, apesar da crise econômica mundial.

O ministro fez estas declarações em entrevista concedida ao jornal árabe internacional "Al-Hayat", durante a realização de uma conferência do Agrupamento Nacional de Independentes, partido liderado por Mustafa Mansuri, presidente da Câmara Baixa do Parlamento marroquino.
Mezouar disse que, apesar de a crise mundial ter tido efeitos sobre as remessas dos trabalhadores marroquinos no exterior, o turismo e as exportações industriais, seu país crescerá cerca de 5,7%.
Segundo o ministro, este crescimento acontecerá graças à melhora da colheita agrícola, à crescente demanda do consumo local e à ambiciosa política de investimentos adotada pelo Estado.
Mezouar lembrou que o Banco Mundial (BM) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) destacaram o desempenho da economia do Marrocos, já que a incluíram entre as economias emergentes baseadas em recursos diversos.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/05/02/ministro+marroquino+preve+crescimento+da+economia+de+57+5894943.html

China confirma ajuda ao FMI, mas valor não foi definido

A China decidiu fazer uma contribuição ao Fundo Monetário Internacional (FMI) por meio da compra de títulos que serão emitidos pelo organismo multilateral, embora o montante dos recursos que deverão ser destinados para esse aporte ainda não foi decidido, de acordo com informações dadas hoje pelo ministro das Finanças, Xie Xuren. Em comentários para a agência de notícias Dow Jones, nos bastidores da 42ª reunião anual do Banco de Desenvolvimento da Ásia, Xie disse que departamentos importantes do governo chinês estão em negociação com o FMI sobre qual seria o montante que o FMI precisaria.

Ele negou-se a fixar uma data para que o país determine o valor.
O plano da China para ajudar a elevar a capacidade de empréstimos do Fundo por meio da compra de títulos diverge do pretendido pelos países desenvolvidos, como os EUA, que defenderam a ampliação do mecanismo de crédito especial conhecido como Novos Acordos de Obtenção de Empréstimo (NAB, na sigla em inglês). Esse mecanismo seria ampliado do valor atual de US$ 50 bilhões para US$ 500 bilhões.
O comitê de monitoramento do FMI teria endossado o compromisso fechado pelo Grupo dos 20 no início do mês passado de ampliar a capacidade de empréstimos do FMI para US$ 500 bilhões. Mas divergências entre os países membros sobre a maneira para dar suporte ao FMI pode adiar as reformas necessárias para tornar a instituição mais democrática.
Os comentários de Xie foram feitos após ministros das nações do Sudeste Asiático e seus colegas do Japão, Coreia do Sul e China terem fechado um acordo neste domingo em torno dos principais pontos da chamada Iniciativa Chiang Mai, incluindo os valores de contribuições, termos de acessibilidade aos empréstimos e mecanismos de supervisão que serão utilizados.
O Japão e a China contribuirão cada um com US$ 38,4 bilhões à rede de troca de moedas estrangeiros, como parte da expansão da Iniciativa Chiang Mai, lançada em 2000, com participação da China, do Japão, da Coreia do Sul e dos dez membros da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Brunei, Camboja, Cingapura, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Mianmar, Tailândia e Vietnã). A iniciativa pretende criar uma rede de acordos bilaterais de "swap", que tem o propósito de dar apoio a países que experimentem problemas de liquidez de curto prazo e complementar os esquemas financeiros internacionais já existentes. A Coreia do Sul vai suprir mais US$ 19,2 bilhões.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/05/03/china+confirma+ajuda+ao+fmi+mas+valor+nao+foi+definido+5907921.html

Tesouro pede esforço conjunto contra crise nos EUA

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, pediu à comunidade internacional um maior esforço coordenado para sair da crise.Durante uma conferência, em Washington, Geithner admitiu que os Estados Unidos tiveram uma responsabilidade grande pela atual situação. Mas destacou que é necessário uma ação conjunta para enfrentar o problema. O Secretário reconheceu que cada país enfrenta um tipo de turbulência. Ele afirmou que todos estão, sim, na mesma tempestade, mas não necessariamente no mesmo barco. Líderes econômicos de todo o mundo chegarão a Washington, na sexta-feira, para participar da reunião do FMI e do Banco Mundial. O representantes pretendem avançar nos acordos estabelecidos durante a cúpula do G-20, realizada no início de abril, em Londres.

Mantega rebate Strauss-Kahn em crítica a bancos

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reagiu ontem com irritação aos comentários feitos pelo diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, sobre a saúde dos bancos da América Latina - incluindo as instituições brasileiras. " Ele não tem as informações que eu tenho " , afirmou Mantega, numa entrevista improvisada no saguão do edifício-sede do Fundo Monetário Internacional momentos antes de uma reunião com o próprio Strauss-Kahn. " Conheço profundamente os bancos brasileiros e posso garantir que eles são absolutamente sólidos. " Numa entrevista para o Valor e outros três jornais latino-americanos, o diretor do Fundo Monetário disse na terça-feira que " até os bancos da América Latina vão carregar ativos tóxicos " se a situação da economia mundial se deteriorar ainda mais, como sugerem as projeções mais recentes do Fundo." Não admito que se diga que os bancos brasileiros têm problemas " , afirmou Mantega. O ministro da Fazenda acrescentou que eles " continuarão tendo lucros em 2009 e passarão pela crise com situação sólida " , descartando os cenários pessimistas do FMI, que considerou fantasiosos. " Ele está totalmente equivocado em relação aos bancos brasileiros " , concluiu Mantega.Em nova entrevista ontem pela manhã, para jornalistas do mundo inteiro, o diretor-gerente do FMI disse que os bancos da América Latina estão " em boa forma " e poderão ser beneficiados se o mundo voltar a crescer logo, mas não voltou a especular sobre o que poderia acontecer se a crise se prolongar.Mantega também rejeitou as projeções feitas pelo Fundo para a economia brasileira. O Fundo prevê que o Brasil sofrerá uma contração de 1,3% neste ano e crescerá apenas 2,2% no próximo. Mantega disse o país continuará crescendo neste ano e terá uma expansão " de 4,5 a 5% " em 2010.

FMI e BM analisam impacto da crise mundial

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, e o presidente do Banco Mundial (BM), Robert Zoellick, analisarão, nesta quinta-feira, em diferentes rodas de imprensa a situação da economia e o impacto da crise sobre a pobreza no mundo. Os diretores das instituições multilaterais abordarão os principais temas econômicos de relevância mundial, às vésperas da Assembleia semestral das duas entidades.A Assembleia, que acontecerá no sábado e domingo, reunirá ministros e governadores dos bancos centrais dos 185 países-membros do FMI e do BM.Alguns deles participarão ainda da reunião ministerial do Grupo dos Sete (G7, que reúne as sete maiores potências mundiais) e do Grupo dos Vinte (G20, os países mais ricos e os principais emergentes), que acontecerá, na sexta-feira, em Washington.O FMI prevê que o mundo registrará este ano a recessão mais profunda desde a Segunda Guerra Mundial, e o BM adverte que reduzir os programas sociais pela crise teria consequências nefastas.

FMI prevê crise longa e com recuperação lenta

O Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê que a atual recessão econômica global será ''atipicamente longa e severa'' e que o processo de recuperação será lento, segundo extratos do relatório World Economic Outlook(Perspectivas Econômicas Globais) que foram divulgados nesta quinta-feira. A íntegra do documento será divulgada na semana que vem, dias antes da reunião de primavera do FMI e do Banco Mundial, em Washington.De acordo com o fundo, recessões associadas a crises financeiras, como a atual, e que atingem igualmente diferentes países simultaneamente, tendem a ser mais longas e profundas do que aquelas que atingem apenas uma região.Apesar de destacar a gravidade da crise, o FMI avalia que investimentos em políticas fiscais eficazes, ações monetárias ''agressivas'' e medidas para resgatar a confiança nos setores financeiros poderão acelerar o processo de recuperação.Contágios negativosO fundo também pede em seu relatório que os titulares das Finanças dos países ricos e dos mercados emergentes atuem juntos para impedir a propagação da crise.Segundo o órgão, o declínio de fluxos de capital provenientes dos países ricos para os mercados emergentes poderá gerar ''grandes contágios negativos'' para o mundo inteiro.Em outro dos capítulos do World Economic Outlookdivulgado nesta quinta, o FMI afirma que atualmente existe uma forte ligação entre o ''estresse financeiro''' nos países ricos e nos mercados emergentes e que crises tendem a ocorrer simultaneamente em ambos.De acordo com o economista-sênior do FMI, Olivier Blanchard, os mercados de exportação das nações emergentes começarão a se recuperar na medida em que a economia dos países mais ricos comece a ser retomada.Mas ele salientou que os fluxos de capitais para o mundo emergente tardarão a ocorrer.''Mesmo que o sistema bancário dos países ricos esteja lentamente se recuperando, vai demorar bastante para termos um retorno do fluxo de capitais para os mercados emergentes'', afirmou Blanchard, durante uma entrevista coletiva em Washington, nesta quinta.Em março deste ano, o fundo previu que a economia global sofreria sua primeira recessão em sessenta anos, com um declínio que oscilaria entre 0,5% e 1% neste ano.As economias dos países ricos deverão, segundo o FMI, sofrer contração de entre 3% e 3,5% neste ano, e a dos países em desenvolvimento crescerá apenas entre 1,5% e 2,5%.

Banco Mundial criará fundo de US$50 bi para comércio mundial

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, anunciou nesta terça-feira um programa de liquidez para o comércio global de 50 bilhões de dólares e fez um apelo para que os líderes do G20 apoiem o esforço para reverter a forte queda do setor devido à crise econômica global.

Zoellick disse em discurso na Reuters prever que o volume do comércio mundial caia em 6 por cento neste ano, o que seria a maior queda em 80 anos.

Ele não deu detalhes sobre o programa, que será debatido nesta terça-feira pelo conselho do banco. Ele ressaltou que a queda no comércio foi exacerbada pela falta do crédito ao comércio.

"Esses recursos públicos podem ser alavancados por meio de um acordo de divisão de riscos com grandes parceiros do setor privado", afirmou Zoellick.

Ele também informou que agora o banco espera que a economia global tenha uma contração de 1,7 por cento neste ano, marcando o primeiro declínio desde a Segunda Guerra Mundial.

A previsão anterior era de retração entre 1 e 2 por cento.

O crescimento nas economias emergentes deve desacelerar a 2,1 por cento neste ano, acrescentou.

Para lidar com a crise, Zoellick disse que o G20 deveria começar reformando as instituições existentes, como o Banco Mundial, a Organização Mundial do Comércio (OMC) e o Fundo Monetário Internacional (FMI), dando, entre outras coisas, mais voz às potências emergentes.

(Por Lesley Wroughton)

http://br.news.finance.yahoo.com/31032009/5/economia-banco-mundial-criara-fundo-us.html

FMI emprestará à Sérvia 4 bilhões de dólares

O Fundo Monetário Internacional chegou nesta quinta-feira a um acordo com a Sérvia para a concessão de um empréstimo de 4 bilhões de dólares para ajudar o país a enfrentar a crise, mas, em contrapartida, o governo de Belgrado deverá pôr em prática medidas de austeridade. "O acordo com Belgrado prevê um empréstimo de aproximadamente 3 bilhões de euros (4 bilhões de dólares) num período de 27 meses, até meados de abril de 2011", informou o FMI em comunicado; ainda deve ser aprovado pela direção do Fundo, e substituirá uma linha de crédito de 530 milhões de dólares (400 milhões de euros) que acertaram no final do ano passado os negociadores do FMI e os dirigentes sérvios.Os negociadores do FMI foram a Belgrado para definir as modalidades do novo empréstimo.As autoridades sérvias haviam expressado o desejo de conseguir um novo acordo com o FMI devido à deterioração econômica do país, marcado por uma redução forte do crescimento e uma queda das receitas do Estado."Nas próximas semanas, o governo sérvio deverá tomar uma série de medidas, incluída uma revisão orçamentária" e adotar as propostas legislativas que se impõem, declarou à imprensa o chefe da missão do Fundo, Albert Jaegger."Se estas condições forem cumpridas de forma satisfatória, o acordo (standby arrangement) poderá ser submetido" à direção do Fundo, talvez no começo de maio, mas a data exata dependerá" das medidas tomadas anteriormente por Belgrado, arescentou.As duas partes admitiram que a Sérvia terá crescimento negativo em 2009.Albert Jaeger mencionou uma contração de 2% do PIB "com perspectivas limitadas de restabelecimento no ano que vem".Cinco países da Europa Central e do Leste pediram ajuda ao FMI para enfrentar a crise: além da Sérvia, estão neste caso Hungria, Letônia, Romênia e Ucrânia.

União Europeia defenderá no G20 maior participação de emergentes no FMI

O presidente da Comissão Europeia (órgão Executivo da União Europeia), José Manuel Durão Barroso, afirmou nesta terça-feira que vai defender na cúpula do G20 em Londres, no próximo dia 2, que as economias emergentes passem a ter uma "participação equitativa" na estrutura do Fundo Monetário Internacional (FMI) e outras instituições financeiras internacionais.

"A questão de representação e responsabilidade no FMI é importante. A representação nas instituições internacionais deve refletir a realidade, não a história. As economias emergentes devem ter uma participação equitativa", afirmou em entrevista coletiva em Bruxelas.
Para o presidente do Executivo europeu, os países da UE "terão que ser flexíveis" ao decidir como proporcionar esse equilíbrio.
Barroso também defenderá que o Fórum de Estabilidade Financeira (FSF, na sigla em inglês) - um organismo internacional criado pelo G7 e escolhido pelo G20 para coordenar as reformas do sistema financeiro internacional - inclua todos os membros do grupo dos 20 e trabalhe em parceria com o FMI para produzir alertas em caso de riscos para a estabilidade macroeconômica ou financeira.
Ajuda aos mais pobres
Em sua posição comum, os 27 países da UE deverão pedir mandatos mais fortes para essas duas instituições e mais fundos para o FMI, ao qual destinarão 75 milhões de euros adicionais, "a fim de que possa ajudar as economias em dificuldade" a restabelecer o fluxo de crédito.
Barroso admitiu que "os países em desenvolvimento não devem pagar o preço de uma crise gerada no mundo desenvolvido" e, para ajudá-los, disse que irá sugerir a criação de um "instrumento global para o financiamento do comércio", mas não explicou como seria seu funcionamento.
"Temos a obrigação de oferecer mais apoio para ajudar os países mais pobres durante a crise. Não pode haver recuperação sem justiça em relação aos países em desenvolvimento", limitou-se a afirmar.
Prioridades
Apesar de reconhecer que a reunião em Londres desta quinta-feira "não acabará com a crise da noite para o dia", Barroso disse confiar em resultados concretos, especialmente em alguns pontos que considera fundamentais, como a "coordenação mundial" de planos de estímulo fiscal e dos sistemas de supervisão das instituições financeiras internacionais.
Bruxelas quer que o G20 concorde em aumentar a regulação sobre os hedge funds e as agências de avaliação de crédito, além de tomar medidas contra os paraísos fiscais.
O bloco também pedirá que, dentro de seus planos de recuperação econômica, os demais países se comprometam em investir em tecnologias que reduzam as emissões de gases causadores do efeito estufa e melhorem a eficiência energética.
Ao mesmo tempo, os europeus voltarão a insistir na importância de seguir no caminho da liberalização comercial, com o argumento de que "não pode haver recuperação sem um comércio livre e justo", em palavras de Barroso.
"O G20 deve repetir alto e claro três palavras importantes: não ao protecionismo", defendeu o presidente da CE, ressaltando que a conclusão da Rodada Doha poderia dar um impulso de US$ 150 bilhões por ano ao comércio mundial.

http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2009/03/31/g20+uniao+europeia+defendera+maior+participacao+de+emergentes+no+fmi+5227918.html

FMI aprova empréstimo de US$ 530 milhões para Sérvia

O Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou nesta sexta-feira um empréstimo de 530 milhões de dólares para ajudar a Sérvia a lidar com a crise econômica mundial, informou o organismo, em um comunicado.

A diretoria-executiva do FMI "aprovou um acordo 'stand-by' de 15 meses (de cerca de 530,3 milhões de dólares) para apoiar o programa das autoridades (sérvias) para manter a estabilidade macroeconômica e financeira", completou o FMI.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/01/17/fmi+aprova+emprestimo+de+us+530+milhoes+para+servia+3426914.html


FMI empresta US$ 2,1 bi para a Islândia

O Fundo Monetário Internacional aprovou ontem à noite um pacote de resgate de US$ 2,1 bilhões para a Islândia, que assegurou mais US$ 3 bilhões em ajuda adicional vinda da Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia, Rússia, Polônia e Ilhas Faroe. Hoje, a Holanda contribuiu com mais US$ 1,63 bilhão. O pacote de ajuda para a Islândia deve contar ainda com contribuições do Reino Unido e da Alemanha, podendo chegar a US$ 10,2 bilhões no total, segundo informou o subsecretário do Ministério das Finanças da Finlândia, Martti Hetemaki.
A Islândia terá acesso imediato a cerca de US$ 827 milhões do acordo de ajuda de dois anos, informou o FMI ontem. Autoridades britânicas e islandesas não estavam disponíveis para confirmar hoje os detalhes do pacote. Um porta-voz do Ministério das Finanças da Holanda disse à Dow Jones que o país emprestará cerca de 1,3 bilhão de euros (US$ 1,63 bilhão) para a Islândia, que devem ser usados para compensar os clientes holandeses do banco falido Icesave.
Na terça-feira, o primeiro-ministro da Islândia, Geir Haarde, informou que tinha assegurado US$ 3 bilhões em recursos adicionais, cumprindo uma condição que o FMI colocou no pacote de emergência. O dinheiro será utilizado primeiramente para reabastecer as reservas internacionais e ajudar a estabilizar a coroa islandesa.
"A Islândia enfrenta uma recessão severa, dado o elevado nível de dívida na economia e a dependência significativa do setor privado na moeda estrangeira e na dívida indexada à inflação", disse John Lipsky, vice-diretor-gerente do FMI. O Fundo acredita que o seu empréstimo deve atender cerca de 42% do déficit financeiro da Islândia em 2008, com o restante a ser atendido por outros credores bilaterais.
Os três principais bancos da Islândia, que compreendem 85% do sistema financeiro local, quebraram em um espaço de uma semana, provocando vendas da moeda local e dos mercados acionários, além de crise no balanço de pagamentos, afirmou Lipsky. O FMI espera que o Produto Interno Bruto (PIB) da Islândia tenha contração de 9,6% no próximo ano. As informações são da Dow Jones.

FMI pede US$ 1,2 trilhão contra a recessão

No dia em que foi divulgado que o Japão caiu em recessão técnica no terceiro trimestre, seguindo o mesmo anúncio para a zona do euro, na semana passada, o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, voltou a defender o uso de até 2% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, ou US$ 1,2 trilhão, de estímulo fiscal para estancar a espiral recessiva que tomou conta da economia global. "É hora de usar todos instrumentos", disse Strauss-Kahn, numa conferência em Trípoli, na Líbia.
O diretor-gerente do FMI pediu o emprego "maciço" e coordenado de políticas orçamentárias para superar a crise, além de defender novos cortes de juros pelo Banco Central Europeu (BCE).

Com o anúncio feito pelo Japão, já praticamente não restam dúvidas de que o mundo rico está entrando numa das piores fases econômicas do pós-Guerra. Segundo o FMI, as economias avançadas devem ter um recuo do PIB de 0,3% em 2009, fato que não ocorreu nenhuma vez desde 1980 (quando se inicia a série do site do Fundo) até hoje.
O PIB japonês recuou 0,4% nos três meses de julho a setembro, em termos anualizados, depois de ter caído 3,7% no segundo trimestre.

Os Estados Unidos ainda não entraram em recessão "técnica" - dois trimestres de queda do PIB -, já que a economia caiu 0,3% no terceiro trimestre em termos anualizados, mas havia crescido 2,8% no segundo. Para a maioria dos economistas, porém, a recessão americana é inevitável. A queda no mundo rico deve trazer o crescimento global em 2009 para próximo do intervalo de 1% a 2%. "A grande discussão agora é sobre o tamanho da queda do mundo desenvolvido", diz Alexandre Pavan Póvoa, diretor-executivo do Modal Asset Management. Segundo ele, os especialistas dividem-se entre dois cenários principais. Há aqueles, como o próprio Póvoa, que prevêem que os países ricos tenham crescimento levemente negativo, próximo de zero, em 2009, e outros que projetam uma queda drástica.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

http://br.news.finance.yahoo.com/18112008/25/financas-fmi-pede-us-1-2.html