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Dólar Explode, e Meirelles resolve falar.

O dólar hoje chegou a R$2,197, fortalecendo o real e esquentando a necessidade do mercado interno para sustentabilidade da economia do presidente brasileiro.

Aproveitando o embalo, O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, divulgou uma das novas medidas estratégicas para que serão usadas pelo governo para proteger a economia brasileira do caos da crise americana.

Utilizando uma medida provisória (MP), O Banco Central Brasileiro publica em edição extra do Diário Oficial da União, a possibilidade da necessidade de contratar empréstimos em dólar para os bancos com títulos com garantia estrangeira.


O CMN ou Conselho Monetário Nacional efetuará a definição das garantias que poderão ser aceitas nas operações.

Essa medida busca proporcionar flexibilidade nas ações preventivas do Banco Central.

Também como estratégia, ficou claro uma medida que proporciona a permissão para as sociedades de arrendamento mercantil em emitir letras de arrendamento mercantil ou LAM, um tipo de título de crédito representativo de promessa de liquidez em dinheiro. Similar, porém menos complexo que as tradicionais debêntures.

Drible na crise dos craques: Brasil e Argentina, ou Argentina e Brasil

Atualmente existe um comércio entre Brasil e Argentina que ultrapassa os R$ 55 bilhões (58,98 bilhões de reais, precisamente), quantia essa que a partir da data de 06 de outubro de 2008 passa a ser realizada em pesos e reais, sem a utilização dos tradicionais dólares.

Essa forma de comércio bilateral é tradicional entre os países, porém sempre assegurada pelos dólares americanos.

Nesse novo modelo, a sigla S.M.L. representará o "Sistema de Pagamentos em Moeda Local" (SML).

Claramente temos aqui um marco histórico, que mostra o caminho mais visível das atitudes políticas latinas locais, em resposta à crise americana.

Agora, o presidente brasileiro, certamente deve empenhar-se em reduzir as barreiras aduaneiras, para liberar o comércio até o lado do oceano pacífico.
Que tal até uma zona de livre comércio entre os dois lados do continente, liberando uma rota dentro do continente latino com pouca burocracia e bons lucros para ambos os lados da fronteira e nosso queridos orientais. E claro, com uma pitadinha a mais em energia e ferrovias, certamente o tão chamado Brasil Ordem e Progresso aconteça.