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Islândia realiza referendo sobre pagamento de dívidas de banco

Os islandeses devem votar "não" em um referendo neste sábado sobre o plano de reembolsar os governos britânico e holandês depois da quebra do banco online Icesave durante a recente crise financeira global. A Grã-Bretanha e a Holanda querem o reembolso pelos US$ 5,2 bilhões que seus governos pagaram aos clientes britânicos e holandeses do banco depois de seu colapso, em 2008.

Até a última hora, ninguém sabia se o referendo seria realizado ou não, mas as negociações sobre as condições do pagamento foram interrompidas na sexta-feira sem que os três países chegassem a um acordo, fazendo com que a votação fosse adiante.
Os islandeses vão decidir nas urnas se aprovam, ou não, o plano de pagamento acordado em dezembro passado. O plano foi aprovado pelo governo de Reykjavik, mas rejeitado pela presidência, que convocou a consulta popular.
A primeira-ministra da Islândia pediu aos eleitores que não compareçam às urnas, afirmando que as condições de pagamento podem ser melhoradas.
Johanna Sigurdardottir afirmou que não vai votar, já que seu governo procura continuar a negociação com a Grã-Bretanha e a Holanda.
Os três lados disputam a taxa de juros cobrada na dívida. Aparentemente, desde a proposta de dezembro passado, as condições já foram melhoradas, mas não estão refletidas no referendo deste sábado.
As pesquisas de opinião sugerem que a maioria dos eleitores vai rejeitar o referendo. A vitória do "não" poderá colocar em risco bilhões de dólares em empréstimos do Fundo Monetário Internacional e de outros países à Islândia.
O ministro das Finanças, Steingrimur Sigfusson, tentou diminuir a importância do referendo, afirmando que é importante "não interpretar demais o resultado".
"Queremos deixar bem claro que a vitória do 'não' não significa que nos recusamos a pagar. Vamos cumprir nossas obrigações. Afirmar qualquer coisa diferente é altamente perigoso para a economia de nosso país."
O governo esperava fechar um novo acordo com a Holanda e a Grã-Bretanha a tempo de evitar o referendo.
Muitos islandeses defendem que o plano de pagamento seja rejeitado porque acreditam que estão sendo penalizados pelos erros da indústria bancária.
Segundo o presidente Grimsson, nas últimas semanas os próprios governos britânico e holandês reconheceram que o acordo é injusto, o que já seria um tremendo avanço.
Com a vitória do "não", o presidente islandês espera retomar as negociações.

http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2010/03/06/islandia+realiza+referendo+sobre+pagamento+de+dividas+de+banco+9419113.html

McDonald's deixa a Islândia depois da derrocada econômica da ilha

As lojas da rede McDonald's da Islândia vão fechar as portas devido à situação causada pela derrocada econômica da ilha, que se tornará, assim, num dos raros países da Europa Ocidental desprovido da célebre marca de "fast food".
"Não foi fácil tomar a decisão", declarou à AFP Jon Gardar Ogmundsson, o proprietário da Lyst - operadora dos dois restaurantes McDonald's na Islândia, que vão fechar no dia 1º de novembro.
Na Islândia, todos os produtos oferecidos nas lojas McDonald's são importados, uma vez que o mercado é muito pequeno para atender à demanda.
Até recentemente, esses produtos vinham da Alemanha, mas seus custos duplicaram desde o desabamento da moeda local, a coroa islandesa.
Desde março de 2008, o valor do euro aumentou 80% em relação à coroa islandesa.

FMI empresta US$ 2,1 bi para a Islândia

O Fundo Monetário Internacional aprovou ontem à noite um pacote de resgate de US$ 2,1 bilhões para a Islândia, que assegurou mais US$ 3 bilhões em ajuda adicional vinda da Dinamarca, Finlândia, Noruega, Suécia, Rússia, Polônia e Ilhas Faroe. Hoje, a Holanda contribuiu com mais US$ 1,63 bilhão. O pacote de ajuda para a Islândia deve contar ainda com contribuições do Reino Unido e da Alemanha, podendo chegar a US$ 10,2 bilhões no total, segundo informou o subsecretário do Ministério das Finanças da Finlândia, Martti Hetemaki.
A Islândia terá acesso imediato a cerca de US$ 827 milhões do acordo de ajuda de dois anos, informou o FMI ontem. Autoridades britânicas e islandesas não estavam disponíveis para confirmar hoje os detalhes do pacote. Um porta-voz do Ministério das Finanças da Holanda disse à Dow Jones que o país emprestará cerca de 1,3 bilhão de euros (US$ 1,63 bilhão) para a Islândia, que devem ser usados para compensar os clientes holandeses do banco falido Icesave.
Na terça-feira, o primeiro-ministro da Islândia, Geir Haarde, informou que tinha assegurado US$ 3 bilhões em recursos adicionais, cumprindo uma condição que o FMI colocou no pacote de emergência. O dinheiro será utilizado primeiramente para reabastecer as reservas internacionais e ajudar a estabilizar a coroa islandesa.
"A Islândia enfrenta uma recessão severa, dado o elevado nível de dívida na economia e a dependência significativa do setor privado na moeda estrangeira e na dívida indexada à inflação", disse John Lipsky, vice-diretor-gerente do FMI. O Fundo acredita que o seu empréstimo deve atender cerca de 42% do déficit financeiro da Islândia em 2008, com o restante a ser atendido por outros credores bilaterais.
Os três principais bancos da Islândia, que compreendem 85% do sistema financeiro local, quebraram em um espaço de uma semana, provocando vendas da moeda local e dos mercados acionários, além de crise no balanço de pagamentos, afirmou Lipsky. O FMI espera que o Produto Interno Bruto (PIB) da Islândia tenha contração de 9,6% no próximo ano. As informações são da Dow Jones.