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Joalheria carioca Natan pede recuperação judicial

 

A tradicional joalheria carioca Natan entrou com pedido de recuperação judicial em busca de solução para uma dívida de R$ 15 milhões.

A empresa requisitou a liberação das receitas das vendas em cartão de crédito, que vinham sendo retidas pelos bancos como garantia de pagamento de dívidas.

Na sexta-feira, o juiz Fernando Viana, da 7ª Vara Empresarial do Rio, concedeu uma liminar determinando que os bancos Itaú e Safra suspendessem a chamada "trava bancária".

Segundo um representante da joalheria, a dívida da Natan está associada a contratos de locação, salários de funcionários e pagamentos de fornecedores.

"Demos entrada no processo de recuperação judicial para possibilitar a restruturação da empresa", disse André Alves de Almeida Chame, advogado da joalheria.

No pedido de recuperação judicial, a joalheria informou que 85% de seu faturamento mensal vinha sendo bloqueado pelos bancos.

"A trava bancária dificultava a gestão da empresa, que precisa definir suas prioridades nesse processo de recuperação", acrescentou o advogado. "A Natan vai pagar a todos credores e, prioritariamente, a seus funcionários."

Inaugurada em 1956, a joalheria chegou a ter uma rede de 11 lojas pelo país. Atualmente, são 6 endereços.

Com o endividamento, acabou obrigada a alienar o prédio onde funciona em Ipanema, no chamado "quadrilátero do luxo" --área onde se concentra o comércio mais sofisticado do bairro.

Desde o ano passado, fechou lojas em Brasília, Recife e São Paulo.

Pedidos de recuperação judicial crescem 82,6% no país

O número de pedidos de recuperação judicial deferidos, ou seja, requerimentos que estão em análise na Justiça, teve em setembro crescimento de 82,6% ante o mesmo período de 2008. É o que aponta pesquisa divulgada nesta segunda-feira pela empresa de informações econômicas Equifax. No mês passado, foram registrados 42 pedidos analisados ante os 19 observados em setembro de 2008.
Na análise mensal, o crescimento é de 20% em relação a agosto (35 deferimentos). As altas em todo o país são atribuídas pelos economistas da Equifax aos ainda presentes, mas cada vez mais arrefecidos, desdobramentos da crise financeira mundial no país. De acordo com eles, a tendência é de que o número de pedidos analisados caia nos próximos meses, uma vez que haverá baixa também no número de pedidos protocolados.
Além do volume de deferimentos, a quantidade de requerimentos de recuperação judicial protocolados na Justiça apresentou alta em setembro. Foram registradas 34 solicitações ante 27 impetradas no mesmo mês de 2008, um salto de 25,9%. Na análise mensal, o crescimento foi de 13,3% em comparação a agosto (30). Sobre os números de falências requeridas e decretadas, os dados da Equifax mostram que no mês de setembro foram feitos 132 pedidos e decretadas 83 falências.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/10/26/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=133385/em_noticia_interna.shtml