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CIT Group é expulso do índice S&P 500 de Wall Street

A Standard & Poor's, que gerencia o índice em Bolsa homônimo, anunciou nesta sexta-feira a expulsão do grupo de financiamento CIT, à beira da falência.

A medida se tornará efetiva no fechamento da sessão da próxima sexta-feira.
"No encerramento do mercado, hoje, o CIT Group registrava capitalização em Bolsa inferior a 275 milhões de dólares, situando-se no 500 posto do índice", anunciou a Standard and Poor's em comunicado.
Os rumores de quebra cresceram depois que o governo negou recursos para a empresa.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/07/17/cit+group+e+expulso+do+indice+sp+500+de+wall+street+7362915.html

Citigroup anuncia prejuízo e se divide em duas empresas

Uma das maiores instituições financeiras do mundo, o grupo americano Citigroup, anunciou nesta sexta-feira que vai se dividir em duas novas empresas: a Citicorp e a Citi Holdings. A decisão foi anunciada junto com a divulgação da informação de que o Citigroup acumulou um prejuízo de US$ 8,29 bilhões no último trimestre de 2008.

Com a divisão do grupo, o Citicorp vai realizar o trabalho bancário tradicional da companhia e a Citi Holdings assumirá os ativos mais arriscados.

"Devido ao ambiente econômico e do mercado, decidimos acelerar a implementação de nossa estratégia para nos concentrar em nossos negócios centrais", afirmou o diretor-executivo do Citigroup, Vikram Pandit.

"Isso vai ajudar nossos esforços para reduzir nosso relatório financeiro e simplificar nossa organização", acrescentou. "Estamos estabelecendo um plano claro para voltar ao lucro."
No segundo semestre de 2008, o Citigroup teve que receber ajuda do governo americano, em um plano de resgate para a instituição que chegou a US$ 45 bilhões.

Pior do que o previsto
O prejuízo líquido do Citigroup para os últimos três meses de 2008 ficou em US$ 1,72 por ação, pior do que a previsão de analistas, que esperavam US$ 1,31.

A receita trimestral do banco registrou queda de 13%, para US$ 5,6 bilhões. Segundo o Citigroup, a queda refletiu "o impacto de um ambiente econômico difícil e um mercado de capitais fraco".

"Acredito que as pessoas sabiam que seria ruim, mas estou surpreso que seja tão ruim assim", disse Matt McCormick, da consultoria Bahl & Gaynor Investment Counsel, de Cincinnatti.

Em todo o ano de 2008, o Citigroup teve um prejuízo líquido de US$ 18,72 bilhões.

A companhia cortou 52 mil empregos em 2008, em meio à crise financeira internacional. O Citigroup acrescentou que também espera mais demissões em sua diretoria.

Na semana passada, foi anunciada a notícia de que Robert Rubin, ex-secretário do Tesouro americano, deve sair da companhia.

Bancos demonstram precisar de mais dinheiro de resgate

Mesmo antes do vazamento de informações sobre a divisão do Citigroup para recuperar suas finanças, uma mensagem pouco agradável transitava pelo Congresso e pela equipe do presidente eleito Barack Obama: os bancos precisam de mais dinheiro do contribuinte.
Aparentemente, muito dinheiro
Obama parece saber: uma semana antes de tomar posse, ele faz lobby no Congresso para a liberação de metade do fundo de resgate da indústria financeira. Líderes democratas no Congresso parecem saber também: eles pedem que seus companheiros ajam rapidamente para liberar o dinheiro do resgate. E Ben S. Bernanke, presidente do Federal Reserve, certamente sabe.
Na terça-feira, Bernanke defendeu publicamente a necessidade de que um dos planos mais impopulares e desdenhados de Washington (o resgate de US$700 bilhões) injete outras centenas de bilhões de dólares nos mesmos bancos e instituições financeiras que já receberam ajuda federal e causaram grande parte do início da crise do crédito.
O exemplo mais óbvio de que o sistema bancário precisa de mais ajuda é o Citigroup. Apesar de já ter recebido US$45 bilhões do Tesouro, a instituição está em uma situação tão difícil que terá que se dividir .
A medida, que inclui transformar seus negócios prejudicados em um empreendimento misto com o Morgan Stanley, marcaria de forma abrupta o final da existência do Citigroup, que atuou como gigante financeiro nas últimas duas décadas.
Como muitos bancos, o Citigroup vê suas finanças continuarem a deteriorar enquanto a economia enfraquece.
Mesmo alguns dos maiores críticos do plano de resgate reconhecem que a situação piorará muito sem essa medida e que o resgate atingiu seu principal objetivo, que era evitar o total colapso do sistema financeiro.
Desde setembro, nenhum banco chegou à falência e os mercados de crédito têm se mantido de alguma forma.
Mas analistas dizem que os problemas ainda são graves, ainda que menos aparentes. Os bancos receberam US$200 bilhões em capital do Tesouro desde o outono e emprestaram outras centenas de milhares de dólares do Fed. Mas enquanto isso, a economia piorou como deve continuar a fazer até o verão.
Analistas do setor estimam que o aumento no desemprego e a falência de negócios irá levar a perdas de outros US$500 bilhões a US$750 bilhões nos próximos meses. Isso pode elevar o total de perdas da crise a um valor entre US$1,5 trilhões e US$1,8 trilhões, o dobro de estimativas anteriores.
Por EDMUND L. ANDREWS

Fed concede a CIT Group status de banco

O Banco Central americano (Federal Reserve, Fed) concedeu nesta segunda-feira ao grupo de serviços financeiros CIT Group o status de banco, o que lhe permitirá ter acesso aos recursos liberados pelo plano de resgate do sistema financeiro americano.

O Banco Central indicou em um comunicado que tomou a decisão "à luz de circunstâncias imperiosas que afetam os mercados financeiros".

CIT Group havia solicitado em novembro passado o status de banco.

"O anúncio de hoje marca um ponto de inflexão maior na história dos 100 anos do CIT", disse o diretor-geral do grupo, Jeffrey Peek.

Citigroup vai cortar 50 mil empregos

O Citigroup anunciou nesta segunda-feira que planeja cortar 50 mil funcionários diante de um quadro de crise econômica e condições globais de crédito que pressionam o banco norte-americano com maior alcance no mundo a rever sua estrutura de custos.
Os cortes devem ocorrer no curto prazo e se somam aos cerca de 23 mil empregos eliminados pelo Citigroup entre janeiro e setembro. As reduções deixarão o segundo maior banco dos Estados Unidos com cerca 300 mil funcionários no mundo, uma queda de 20 por cento sobre o final de 2007.
As reduções devem ser geradas por demissões, venda de unidades e fechamento de vagas. O Citigroup planeja cortar despesas em 20 por cento em relação a níveis máximos e gastar entre 50 bilhões e 52 bilhões de dólares em 2009, ante 59,8 bilhões de dólares em 2007.
Os cortes são a ação mais extrema tomada pelo presidente-executivo, Vikram Pandit, para restaurar a lucratividade da instituição e impulsionar o valor da ação do grupo. Na semana passada, a ação do Citigroup caiu pela primeira vez à casa de um dígito desde que Sanford "Sandy" Weill criou o Citigroup em 1998 a partir da fusão do Travelers Group com o Citicorp.
Pandit tornou-se presidente-executivo do grupo em dezembro passado e tem enfrentado críticas crescentes de investidores por não implementar um plano viável de recuperação do grupo.
O banco perdeu mais de 20 bilhões de dólares no último ano, atingido por dívidas de difícil recuperação frequentemente vinculadas a hipotecas. Alguns analistas afirmam que a instituição pode não ser lucrativa antes de 2010.
As ações do Citigroup despencaram 68 por cento este ano até sexta-feira, deixando a instituição com um valor de mercado de apenas 51,9 bilhões de dólares, pouco mais que o dobro dos 25 bilhões de dólares que o banco recebeu do Tesouro dos Estados Unidos em um novo pacote de ajuda.
Analistas acreditam que o Citigroup nunca investiu o suficiente em tecnologia ou para fazer com que suas unidades trabalhem melhor juntas. O grupo tem operações em mais de 100 países.
Ao mesmo tempo, a capacidade do grupo em crescer nos EUA é relativamente limitada. No mês passado, o Wells Fargo superou a tentativa do Citigroup em comprar o Wachovia e seus 418,8 bilhões de dólares em depósitos.
(Por Jonathan Stempel)