O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB-MG), comemorou o corte de juros pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), implementado nessa quarta, mas observou que o País poderia ter escapado da recessão técnica se reduções de magnitude semelhante tivessem ocorrido ao final de 2008. "Acho que estão correndo atrás do prejuízo", afirmou sobre o corte de um ponto porcentual. "Foi um passo ousado e correto", elogiou.
Para o governador, que esteve hoje na Bolsa de Nova York (Nyse) um dia depois de ter feito palestra para investidores internacionais no Cemig Day, as condições no cenário de inflação que permitiram agora um novo corte de um ponto porcentual já estavam dadas na parte final do ano passado.
A expectativa agora, acrescentou Aécio, é que esta decisão do Copom "possa ter efeito a partir do segundo semestre para que possamos, quem sabe, terminar o ano zerando (o PIB)". Aécio diz que é "muito difícil" que o PIB brasileiro fique em território positivo em 2009.
Nesta quinta-feira, o governador de Minas Gerais tocou o sino de encerramento do pregão da bolsa norte-americana. Nesta sexta-feira, Aécio Neves estará em Washington para reunião no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com o presidente da instituição, Luis Alberto Moreno, a fim de definir o cronograma de liberação de empréstimo para Minas Gerais.
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Copom poderia ter evitado recessão técnica, diz Aécio
Ricardo Meper
RICARDO MEPER
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América Latina levará de 1 a 3 anos para superar crise financeira (pesquisa)
A América Latina vai demorar entre um e três anos para superar os efeitos da crise financeira mundial, estimaram banqueiros da região, segundo uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pela Federação Latino-americana de Bancos (Felaban), que reúne mais de 500 instituições da região.
Dois em cada três dos mais de 100 executivos do setor bancário de 19 países da região, entrevistados pelo estudo, disseram acreditar que a crise afetará os mercados financeiros de seus países por um período de um a três anos.
A pesquisa, realizada no fim de 2008, destaca que os banqueiros mexicanos foram mais otimistas que os da América Central e do Sul.
Seis em cada dez pesquisados calculam que haverá escassez de financiamento para suas instituições. Outros efeitos da crise esperados pelos banqueiros são uma redução das remessas e uma queda das operações de comércio exterior.
Além disso, os executivos prevêem uma jornada difícil para donos de pequenas e médias empresas, que já que haverá menos crédito no mercado e juros mais altos para este tipo de iniciativa.
"Os bancos latino-americanos são, em geral, sólidos, líquidos, com boa liquidez e baixa morosidade, níveis de armazenamento e adequação de capital acima dos níveis dos acordos da Basiléia", ressaltou o presidente da Felaban, Ricardo Villela-Marino.
A situação "certamente permitirá que os países e bancos latino-americanos atravessem a crise internacional em condições melhores que no passado, e assim continuarão atendendo esses segmentos do mercado", apontou.
A pesquisa, realizada no fim de 2008, destaca que os banqueiros mexicanos foram mais otimistas que os da América Central e do Sul.
Seis em cada dez pesquisados calculam que haverá escassez de financiamento para suas instituições. Outros efeitos da crise esperados pelos banqueiros são uma redução das remessas e uma queda das operações de comércio exterior.
Além disso, os executivos prevêem uma jornada difícil para donos de pequenas e médias empresas, que já que haverá menos crédito no mercado e juros mais altos para este tipo de iniciativa.
"Os bancos latino-americanos são, em geral, sólidos, líquidos, com boa liquidez e baixa morosidade, níveis de armazenamento e adequação de capital acima dos níveis dos acordos da Basiléia", ressaltou o presidente da Felaban, Ricardo Villela-Marino.
A situação "certamente permitirá que os países e bancos latino-americanos atravessem a crise internacional em condições melhores que no passado, e assim continuarão atendendo esses segmentos do mercado", apontou.
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