A maioria dos funcionários da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) decidiu, por meio de assembleias realizadas quarta e quinta-feira, suspender a greve na empresa, que já durava 10 dias. Na próxima segunda-feira, os trabalhadores, de um total de 8.617 que compõem o quadro da empresa, retomarão as atividades.
O Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf), porém, já promete uma nova paralisação geral a partir de quarta-feira (dia 17), para quando está prevista uma nova reunião, às 9 horas, entre sindicato e empresa para tentarem chegar a um acordo a respeito de reajuste salarial e valor do pagamento de adicional de insalubridade, entre outros pontos.
Segundo o diretor nacional de ciência e tecnologia do Sinpaf, Idésio Franke, das 39 assembleias realizadas, 30 já fizeram votação e, destas, 21 optaram pela suspensão da paralisação, que começou no dia 2 deste mês. Como a maioria, portanto, já votou pela retomada ao trabalho, o quadro de funcionários da Embrapa deve estar completo na próxima segunda-feira, mesmo que as demais reuniões tenham um desfecho diferente. "Esta é a interpretação", resumiu Franke.
O diretor explicou que, nas mesmas reuniões, também foi votada a realização de uma greve geral, a partir de quarta-feira, quando haverá um encontro entre representantes de funcionários e da empresa. Das 30 assembleias, 19 teriam decidido por uma nova paralisação, o que já indica a vontade da maioria. O principal dissenso entre as partes diz respeito às cláusulas econômicas contidas na proposta do sindicato. A que, de fato, está travando as negociações é a que estipula o valor do pagamento do adicional de insalubridade, para aproximadamente 1,9 mil trabalhadores, de acordo com cálculos do sindicato. Para a Embrapa, o pagamento deve ser feito com base no salário mínimo. Já os trabalhadores querem como referência o salário-base da categoria.
Servidores da Embrapa suspendem greve até quarta-feira
Empregados da Emprapa entram em greve
Empregados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) entraram nesta terça-feira em greve nacional. De acordo com o Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário (Sinpaf), a paralisação é consequência da mudança no cálculo do adicional de insalubridade, que desde o ano passado é feito conforme o salário da categoria e não pelo salário mínimo.
Para o sindicato, o cálculo do benefício sobre o salário mínimo contraria a Súmula Vinculante nº 4 do Supremo Tribunal Federal (STF), adotada como jurisprudência trabalhista. De acordo com o presidente do Sinpaf, Walter Endres, há 40 dias os trabalhadores apresentaram a pauta de reivindicações, mas não houve acordo”. Ele estima que a greve paralisa as atividades em 36 dos 39 centros de pesquisa da empresa, além de 80% dos trabalhadores (de um total de 8.484 empregados).
Em nota, a Embrapa considera a greve precipitada. Segundo a empresa, as cláusulas econômicas não foram discutidas, e o acordo coletivo ainda está em negociação.