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Banco Mundial destina US$ 12,5 bi para comércio na AL

O Banco Mundial, através de seu braço privado a Corporação Financeira Internacional (IFC, na sigla em inglês), vai proporcionar ao redor de US$ 12,5 bilhões em financiamento para ajudar a estimular o comércio na América Latina nos próximos dois anos, disse o presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick.
O dinheiro representa 25% do Programa Global de Liquidez para o Comércio de US$ 50 bilhões do Banco Mundial, desenhado para dar aos países emergentes acesso ao financiamento para comércio, disse Zoellick, falando à margem do Segundo Encontro de Ministros de Finanças das Americas e do Caribe. "É importante, no contexto de ajuda e desenvolvimento, ajudar os países em desenvolvimento tirarem vantagem das barreiras comerciais menores", disse Zoellick.
O comércio global despencou desde o quarto trimestre de 2008 e as economias emergentes têm sido especialmente atingidas, com o declínio das suas exportações. O financiamento para o comércio se tornou mais caro porque os bancos e instituições financeiras aumentaram os custos, que é onde o IFC do Banco Mundial pode ajudar.
"Esta é uma linha de liquidez para estimular o comércio... É principalmente para companhia que estão enfrentando restrições de crédito", disse Sergio Jellinek, gerentes de assuntos externos para a América Latina e o Caribe do Banco Mundial.
O protecionismo é algo "atraente" em consequência da crise econômica, mas pode exacerbar os problemas econômicos como ocorreu na Grande Depressão nos anos 1930, alertou Zoellick. Ele elogiou a abertura comercial do Chile e disse que isso ajudará o país a se recuperar mais rápido da crise econômica em comparação com outros.
Além de aumentar o comércio, os ministros de Finanças concordaram com a presidente do Chile, Michelle Bachelet, de que a recuperação deve vir de mãos dadas com o progresso e a proteção social. Os ministros esperam evitar os erros da crises anteriores dos anos 1980 e 1990, quando os governos focaram medidas macroeconômicas, negligenciando a pobreza e outros problemas sociais, disse Zoellick. As informações são da Dow Jones.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/07/04/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=117425/em_noticia_interna.shtml

Impulsionada pela América do Sul, Monsanto supera previsões mais otimistas

A companhia americana de sementes geneticamente modificadas Monsanto dobrou seu lucro líquido no primeiro trimestre do exercício 2008/2009 (setembro-novembro), graças ao bom desempenho de suas atividades na América do Sul.

Nesses três meses, a Monsanto registrou uma renda líquida de 556 milhões de dólares, cifra 117% superior aos 256 milhões alcançados no mesmo período do ano anterior, informou a empresa em um comunicado.

"De maneira típica, (esses resultados) refletem o impacto das atividades na América Latina", ressaltou o grupo, muito presente nos grandes países produtores de soja.

A Monsanto destacou em especial a grande demanda de pesticidas à base de glifosatos no Brasil.

"Nossas atividades na América Latina mostraram mais uma vez sua força, e deram o tom para um grande ano 2009, com a confiança necessária para aumentar nossas previsões de resultados", comemorou o presidente da companhia, Hugh Grant, citado no comunicado.

O lucro por ação subiu, em um ano, de 0,46 dólar para 1,00 dólar. Este desempenho superou as previsões mais otimistas dos analistas, que antecipavam um valor de 0,59 dólar.

O grupo, cuja sede fica em Saint Louis, no centro dos Estados Unidos, destacou que os resultados são, de fato, históricos. Suas vendas, de 2,6 bilhões de dólares, também registraram níveis recorde para a empresa.

Desse montante, 1,1 bilhão de dólares vêm da venda de sementes e 1,4 bilhão, da venda de pestidas, principalmente de seu principal produto, o polêmico 'Roundup', criado especialmente para ser utilizado em plantações geneticamente modificadas.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/01/07/impulsionada+pela+america+do+sul+monsanto+supera+previsoes+mais+otimistas+3240480.html


45 empresas perderam 80% do valor em 2008

A forte turbulência que sacudiu o mundo no ano passado derreteu o valor de mercado das empresas negociadas nas bolsas de valores. Um levantamento feito pela Economática, com 1.

888 companhias da América Latina e Estados Unidos, mostra que 122 empresas tiveram quedas superiores a 80% entre 31 de dezembro de 2007 e 31 de dezembro de 2008. No total, o valor do grupo de empresas despencou de US$ 978,6 bilhões para US$ 115,6 bilhões - queda de 88,2%.

No Brasil, 45 das 357 companhias analisadas tiveram o valor de mercado reduzido em mais de 80%. No fim de 2007, o acumulado dessas companhias era de US$ 59,7 bilhões ante US$ 7,7 bilhões, de dezembro de 2008 - um recuo de 87,1%. A campeã em perdas foi a Agrenco, com 98,3% de queda do valor de mercado, de US$ 836,7 milhões para US$ 14,5 milhões. Nesse caso, no entanto, a crise foi um ingrediente a mais no processo de desvalorização nos papéis da empresa.

Em junho do ano passado, três acionistas e executivos da Agrenco foram presos na Operação Influenza, da Polícia Federal (PF), acusados de estelionato, formação de quadrilha, falsidade ideológica, uso de documentos falsos e lavagem de ativos. Isso ocorreu apenas oito meses depois de a empresa ter lançado suas ações no BM&F Bovespa e captado R$ 666 milhões. Além do escândalo, a gestão da empresa também se mostrou bastante deficiente, afirmam analistas do mercado.

A segunda maior queda entre as empresas brasileiras ficou com a Laep (Parmalat) e a terceira com a MMX. O valor de mercado das duas empresas recuou 95,8% e 95,5%, respectivamente (ver quadro). No caso da MMX, a empresa afirma que a forte desvalorização - de US$ 8,082 bilhões para US$ 361 milhões - foi provocada pela venda de dois ativos: os Sistemas Amapá e Minas-Rio. O valor dos negócios somou US$ 5,5 bilhões e foram embolsados pelos acionistas.

"As maiores quedas no valor de mercado de empresas negociadas na bolsa brasileira resultaram de uma série de fatores, como problemas de governança, questões societárias e escassez de crédito desencadeada pela crise", explicou o analista da Paraty Investimentos, Alexandre Caldas.

A redução da liquidez pegou em cheio as empresas do setor imobiliário. Segundo o levantamento da Economática, Abyara e InPar tiveram, respectivamente, a quarta e quinta pior queda no valor de mercado entre as empresas negociadas no Brasil. Na Abyara, o valor caiu de US$ 624,4 milhões para US$ 32,9 milhões. Já na InPar, a queda foi de US$ 1,031 bilhão para US$ 67 milhões.

Além da falta de crédito, outra explicação para o péssimo desempenho dessas empresas durante a crise é o fato de elas serem estreantes na bolsa de valores. A maioria lançou ações no mercado a partir de 2006 e foi alvo dos estrangeiros em busca de altos rendimentos. Na média, a participação desses investidores nos IPOs (Oferta Pública Inicial) esteve em torno de 70%. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Telefonia móvel atinge 4 bilhões de conexões no mundo

A telefonia móvel atingiu ao final de 2008 a marca de 4 bilhões de conexões no mundo todo, o que representa 60% da população global atual. A estimativa, divulgada pela 3G Americas, é da Informa Telecoms & Media. A América Latina e Caribe mostram crescimento estável, com 16% de alta no número de assinantes, devendo totalizar mais de 440 milhões de conexões móveis, segundo a analista regional das Américas para a Informa Telecoms & Media, Marisol Gomez. O Brasil é o mercado regional com maior ingresso líquido de novos assinantes, em termos absolutos. Porém, em termos porcentuais o Peru é o país com crescimento mais acelerado no número de novos usuários.O número de assinantes de serviços de telefonia móvel de terceira geração (3G) também está aumentando. São quase 415 milhões de assinaturas 3G em todo o globo. A quantidade de redes da tecnologia UMTS/HSPA, consideradas de terceira geração, subiu para 258 em mais de 100 países, o que inclui 41 redes em 20 países na região da América Latina e do Caribe.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/01/05/telefonia+movel+atinge+4+bilhoes+de+conexoes+no+mundo+3236122.html

Previsão pessimista de entidade aumenta temor de recessão global

Segundo o Instituto de Finanças Internacionais (IIF, em inglês), que previu para o Brasil um crescimento anêmico de 1,5%, México e Argentina estão entre os que sofrerão uma recessão em 2009.O relatório aponta que a América Latina, em seu conjunto, crescerá a uma média de 1% em 2009, o que representa uma freada drástica se comparado aos 4,5% com que fechará o ano.Na região, a pior situação será no México, cujo Produto Interno Bruto (PIB) cairá 0,5% no próximo ano, e na Argentina, com uma contração de 0,4%.As previsões do IIF são mais pessimistas que as divulgados hoje no Chile pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), que estima para região um crescimento de 1,9% em 2009 e prevê que nenhum país cairá em recessão.A instituição bancária, por outro lado, acredita que as nações da região sairão prejudicadas pela queda dos preços das matérias-primas, a saída de capital estrangeiro e a contração do crédito internacional, que tornarão muito difícil para as empresas latinas refinanciar sua dívida.Já o México, segundo o IIF, é arrastado pelos Estados Unidos, e sua atividade econômica cairá 5% no atual trimestre.Apesar de a inflação mexicana seguir acima de sua meta, a fragilidade econômica justifica uma redução da taxa básica de juros por parte do banco central, disse à Agência Efe Philip Suttle, diretor de macroeconomia da organização bancária.No caso da Argentina, as dificuldades externas são agravadas por uma política econômica "que não foi apropriada" nos últimos anos, de acordo com Suttle.Mesmo assim, o IIF não acredita que a situação seja tão premente a ponto de levar o país a uma nova moratória.Segundo Suttle, apesar de que a Argentina entrará em recessão, sua inflação subirá quase 11% em 2009 pelos efeitos da desvalorização de sua moeda e da "supressão" da alta de preços dos últimos anos.No resto da América Latina os crescimentos serão, em geral, anêmicos. A economia da Venezuela subirá apenas 0,7% e a do Chile, 1,8% . Melhor irão Peru e Colômbia, cujo PIB terá alta de 3,8%, segundo o IIF.O abalo será generalizado nos países em desenvolvimento, segundo o IIF, que previu que Rússia e Turquia também entrarão em recessão no próximo ano. Além disso, a expansão da atividade econômica chinesa cairá para 6,5%, quase a metade que em 2007.Com isso, o PIB mundial cairá pela primeira vez na história recente, 0,4%.O IIF diz ter pesquisado os registros históricos na busca de um precedente, mas não encontrou dados confiáveis de um golpe econômico dessa magnitude."Essa é a recessão simultânea global mais grave da história econômica moderna", reforçou em coletiva de imprensa Charles Dallara, diretor-gerente da entidade.Na parte rica do mundo, os números negativos continuarão no próximo ano. A zona do euro perderá 1,5% de seu PIB, os EUA, 1,3% e o Japão, 1,2%, segundo seus cálculos.Para atenuar a crise, Dallara pediu mais intervenções públicas e um maior grau de coordenação de política fiscal e monetária em nível mundial.Também solicitou ao Fundo Monetário Internacional (FMI), ao Banco Mundial e a outros organismos que expandam o crédito à exportação, e aos bancos centrais que aumentem seus programas de troca de moedas.O instituto, que durante anos defendeu a auto-regulação do setor financeiro, agora quer mais ajuda do Governo, especialmente para que os bancos se desfaçam dos chamados títulos tóxicos, que ninguém tem interesse em comprar.Como o FMI, o IIF acredita que a economia voltará a se recuperar no final do próximo ano, a tempo para um Natal mais tranqüilo.

Cúpula da América Latina e Caribe termina sem definições

A primeira cúpula da América Latina e Caribe terminou ontem na Bahia, mas de concreto mesmo, nada. Trinta e três governantes participaram dos dois dias de debates sobre integração e desenvolvimento. No encerramento, o presidente Lula brincou com os jornalistas e pediu que evitassem tirar os sapatos.

Foram muitas discussões sobre a crise financeira, mas nenhuma medida concreta acertada. O que marcou a primeira cúpula da América Latina Caribe foram as críticas aos Estados Unidos.

Quem chamou a atenção no fim da cúpula foi o presidente da Bolívia, Evo Morales, que pediu solidariedade a Cuba. Ele propôs que os países deixem de comprar e vender para os Estados Unidos enquanto ainda vigorar o embargo à ilha. E caso Barack Obama não reveja a situação, que todos os embaixadores deixem Washington.

Idéias de fortalecimento para a relações regionais partiram de todos os chefes de estado. O venezuelano Hugo Chávez insistiu que todos os países destinem 1% das reservas para um fundo de investimentos regional.

http://www.band.com.br/primeirojornal/conteudo.asp?ID=118745&CNL=1

Ministros do Mercosul dizem que A.Latina não enfrentará recessão

América Latina não entrará em recessão, como aconteceu com os países desenvolvidos, mas precisa amortecer o impacto da crise com a aplicação coordenada de políticas anticíclicas, disseram hoje os ministros da área econômica dos países-membros e associados ao Mercosul, que estão reunidos no balneário de Costa do Sauípe, na Bahia. "A boa notícia é que os países emergentes não vão entrar em recessão. Temos mais musculatura. Estávamos crescendo rapidamente e podemos continuar", disse a seus colegas o ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, ao expor as conclusões do Grupo de Monitoração Macroeconômico do Mercosul.A reunião dos ministros da área econômica e dos presidentes dos Bancos Centrais do Mercosul aconteceu hoje, a portas fechadas, na véspera das cúpulas de Chefes de Estado e de Governo do Mercosul, da Unasul e da América Latina e do Caribe.Mantega reclamou de "a imprensa piorar as coisas" ao repercutir s projeções negativas, o que, segundo disse, "afeta a confiança da população".No entanto, reconheceu que o ritmo de crescimento econômico mantido pelos países em desenvolvimento nos últimos anos sofrerá uma desaceleração.Isso se deve às dificuldades de acesso ao crédito, à queda dos preços dos recursos energéticos e das matérias-primas, ao retorno dos capitais dos fundos de investimento a seus países de origem, à piora na balança de pagamentos e à desvalorização das divisas regionais."Se deixarmos que as coisas continuem na inércia, a crise terá conseqüências mais graves", declarou Mantega, que citou a manutenção do equilíbrio fiscal, a acumulação de reservas e o estímulo ao mercado interno como soluções para a crise.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2008/12/15/ministros+do+mercosul+dizem+que+alatina+nao+enfrentara+recessao+3211101.html

Telefónica investirá até US$20 bi na América Latina

A espanhola Telefónica, um importante ator no mercado de telecomunicações da América Latina, planeja um investimento de 17 a 20 bilhões de dólares em infra-estrutura na região nos próximos cinco anos, disse um executivo da companhia à Reuters na sexta-feira.

O diretor-geral para América Latina, José Maria Alvarez-Pallete, falou à Reuters na capital do Peru, onde ele está para uma conferência de dirigentes de negócios antes da cúpula de líderes da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec).

(Reportagem de Teresa Cespedes)

Com medo de inflação, quase 50% dos brasileiros adiarão a compra de computadores

A crise financeira e o medo da inflação pela população brasileira terá um efeito negativo nas vendas de computadores em 2009. Segundo uma pesquisa da consultoria IDC, quase 50% dos consumidores do país pretendem adiar a compra do produto devido à situação da economia mundial.

Além desse sentimento dos consumidores , as vendas nesse setor poderão ser prejudicadas com a alta do dólar e a maior dificuldade para a obtenção de crédito.

Projeção
Com esse cenário, a consultoria diminuiu as expectativas de vendas para o próximo ano, que antes eram de 14,4% e agora passaram para 9%. Considerando somente os desktops, a estimativa de crescimento passou de 18% para 10%.

Na América Latina, a previsão também foi revista para baixo. Agora, a IDC espera que o crescimento seja de 7,8%, sendo que anteriormente, era esperada uma alta de 13,7%. Mesmo assim, a região permanece com expectativas maiores do que do crescimento global, ou que mercados mais maduros, como Europa e Estados Unidos.

Para o Lula resta a decisão: viajar para Pequim, ou visitar Nova York.


O ano de 2009 está chegando, e pela América latina, os governos começam a preparar seus orçamentos para o novo ano, e a crise financeira americana está na pauta de todos os líderes.

Depois de esbanjar reservas líquidas, o presidente brasileiro vê agora um estreito caminho de decisões e resultados dos últimos 12 meses, absolutamente comprometedores ao PAC (Plano de Aceleração do Crescimento). A crise norte americana freou o mercado de exportações, e com isso as reservas começam a perder crescimento, mesmo com as projeções garantidas de mercados futuros.

Não apenas o presidente Lula, mas também Hugo Chávez (presidente da Venezuela) também tem tido noites abaladas. Ambos já sabem que uma crise no mercado americano, barra os sonhos de crescimento e ampliação de reservas em dólar. Inclusive a Venezuela teve fortes quedas nos valores das ações negociadas, e vem sentindo a forte queda no valor do petróleo, onde os americanos são o principal cliente.

Hugo Chávez tem mostrado forte queda pela China, parecendo querer se escorar na gigante emergente.

O ministro mexicano das finanças Augustin Carstens, vê suas entradas internacionais em caixa ameaçadas em diminuir US$2,8 bilhões de origem americana.

Para o Lula resta a decisão: viajar para Pequim, ou visitar Nova York.