Mostrando postagens com marcador Redes sociais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Redes sociais. Mostrar todas as postagens

Agamia, um novo paradigma de relacionamento

Agamia: A Emergente Forma de Relacionamento Entre os Jovens

Agamia derivado do grego "a" (não ou sem) e "gamos" (união íntima ou casamento), define a ausência de interesse em firmar relacionamentos românticos ou tradicionais.

A emergência da agamia entre os jovens não é apenas uma moda passageira, mas uma reconfiguração das relações sociais em resposta às demandas e desafios do século XXI. 

Entender essas novas dinâmicas é essencial para abordar as questões de gênero, sustentabilidade e bem-estar emocional das futuras gerações.

A agamia propõe um novo paradigma de relacionamento, onde a flexibilidade e a autonomia são priorizadas, permitindo que os indivíduos criem laços significativos sem as amarras dos modelos tradicionais. Casais podem optar por viver em casas separadas ou formar novas estruturas familiares, como lares com dois pais ou duas mães. 
Essa transformação representa uma evolução na forma como entendemos e vivemos o amor, a família e a sociedade, destacando a importância das conexões baseadas em afinidades e interesses compartilhados.

O conceito de relacionamentos está em constante evolução, e um fenômeno recente que tem ganhado destaque entre os jovens é a agamia. Este termo, derivado do grego "a" (não ou sem) e "gamos" (união íntima ou casamento), refere-se à ausência de interesse em estabelecer relacionamentos românticos tradicionais. A agamia desafia as convenções sociais estabelecidas, propondo novas formas de interação interpessoal que não se baseiam na monogamia ou nos compromissos formais de longo prazo.

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2023, o número de pessoas solteiras no Brasil atingiu 81 milhões, enquanto as casadas somam 63 milhões. Essa mudança demográfica reflete uma tendência global, observada também em países como Estados Unidos e Japão. A professora Heloisa Buarque de Almeida, da Universidade de São Paulo (USP), destaca que essa transformação nos padrões de relacionamento é impulsionada por uma combinação de fatores, incluindo preocupações ambientais, sustentabilidade e o impacto das redes sociais.

O atraso no início da vida sexual entre os jovens também contribui para esse fenômeno. As redes sociais e a internet proporcionam novas formas de interação e construção de identidade que não necessariamente envolvem relacionamentos românticos. Isso cria um cenário onde os jovens priorizam outras experiências e projetos pessoais, colocando em segundo plano a busca por um parceiro ou parceira.

Os adeptos da agamia frequentemente citam razões ambientais e sustentáveis para sua escolha. A preservação do planeta e a preocupação com o impacto ambiental dos seres humanos são argumentos comuns entre aqueles que decidem não ter filhos. Além disso, há uma busca por novas formas de relacionamento que não envolvem os compromissos tradicionais do casamento ou da coabitação.

Esse comportamento aponta para uma redefinição dos conceitos de amor e família. Casais podem optar por viver em casas separadas ou formar novas estruturas familiares, como lares com dois pais ou duas mães. A flexibilidade e a autonomia são valores centrais na agamia, permitindo que os indivíduos construam relações baseadas em afinidades e interesses compartilhados, sem a necessidade de seguir roteiros pré-estabelecidos pela sociedade.

A agamia representa uma resposta às mudanças sociais, econômicas e tecnológicas do século XXI. A instabilidade financeira, a valorização da autonomia individual e a crescente consciência ambiental são fatores que influenciam essas escolhas. O ambiente digital também desempenha um papel crucial, oferecendo novas possibilidades de interação e moldando as expectativas sobre relacionamentos.

Enquanto a agamia desafia as normas tradicionais, ela também levanta questões importantes sobre o futuro das relações humanas. Como a sociedade se adaptará a esses novos modelos de relacionamento? Quais serão as implicações para a coesão social e a formação de comunidades? Essas são perguntas que exigem uma reflexão profunda e contínua.

A emergência da agamia entre os jovens não deve ser vista apenas como uma moda passageira, mas como uma reconfiguração das relações sociais em resposta às demandas e desafios contemporâneos. Compreender essas novas dinâmicas é essencial para abordar questões de gênero, sustentabilidade e bem-estar emocional das futuras gerações.

A agamia propõe um novo paradigma de relacionamento, onde a flexibilidade e a autonomia são priorizadas, permitindo que os indivíduos criem laços significativos sem as amarras dos modelos tradicionais. Essa transformação representa uma evolução na forma como entendemos e vivemos o amor, a família e a sociedade.

Referências Bibliográficas

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023:2023: Informação e documentação - Referências - Elaboração. Rio de Janeiro, 2023.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua: Características Gerais dos Moradores 2023. Disponível em: https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/9173-pnad-continua.html. Acesso em: 15 maio 2024.

JORNAL DA USP. Agamia: a nova forma de relacionamento que vem crescendo entre os jovens. 2024. Disponível em: https://jornal.usp.br/atualidades/agamia-a-nova-forma-de-relacionamento-que-vem-crescendo-entre-os-jovens/. Acesso em: 15 maio 2024.



Navegando pelo Mar Agitado das Redes Sociais: Geração de Adolescentes, Ódio, Cancelamento, e a Educação de Crianças.

Navegando pelo Mar Agitado das Redes Sociais

Geração de Adolescentes, Ódio, Cancelamento, e a Educação de Crianças.

O mimetismo dos jovens, combinado com o fascismo crescente em muitas sociedades, pode levar a um ambiente tóxico de intolerância e ódio. Compreender essa dinâmica pode ajudar a formar soluções eficazes para combater esses problemas.

Vivemos em uma era onde as redes sociais desempenham um papel vital na formação da identidade dos adolescentes. No entanto, o ódio, a cultura do cancelamento e até mesmo o surgimento de atitudes fascistas têm sido observados em decorrência do seu uso. Ainda mais preocupante é o impacto que tudo isso pode ter em crianças que já são mimadas. Este artigo explora todas essas dinâmicas e oferece possíveis soluções para esses problemas complexos.

A compreensão dos desafios enfrentados pelos adolescentes na era digital é o primeiro passo para formar soluções eficazes. Seja através de uma educação digital robusta, suporte psicológico ou uma melhor compreensão da dinâmica societal, podemos ajudar a próxima geração a prosperar num mundo cada vez mais conectado.

Impacto das Redes Sociais nos Adolescentes

As redes sociais moldam a percepção que os adolescentes têm de si mesmos e do mundo ao seu redor. O constante fluxo de informações e a comparação social podem resultar em sentimentos de inadequação, ansiedade e depressão. Estudos recentes indicam uma correlação direta entre o uso excessivo de redes sociais e o aumento dos índices de depressão e ansiedade entre os adolescentes.

Cultura do Cancelamento nas Redes Sociais

A cultura do cancelamento nas redes sociais refere-se a um fenômeno no qual uma pessoa é publicamente chamada, boicotada e excluída da comunidade online devido a um comportamento percebido como ofensivo. Isso tem alimentado o ódio e o medo nas redes sociais, criando um ambiente tóxico para os adolescentes.

A Geração de Adolescentes nas Redes Sociais

A geração atual de adolescentes, conhecida como Geração Z, cresceu imersa no mundo das redes sociais. Essa exposição constante tem seus prós e contras.

A disseminação do ódio e a Cultura de Cancelamento

O anonimato proporcionado pelas redes sociais muitas vezes facilita a disseminação de ódio e negatividade. Além disso, a cultura de cancelamento tornou-se uma forma popular de boicotar ou punir indivíduos por erros ou opiniões impopulares.

Consequências psicológicas do cancelamento

O cancelamento, prática de desacreditar e isolar indivíduos ou grupos online, pode ter consequências devastadoras para a saúde mental dos adolescentes, levando a ansiedade, depressão e, em alguns casos, ao suicídio.

Tratamento Psicológico para Adolescentes

A importância da terapia para os jovens neste contexto, o tratamento psicológico torna-se mais relevante do que nunca. Terapeutas especializados podem ajudar os jovens a navegar pelos desafios da adolescência e a desenvolver habilidades de enfrentamento eficazes.

Como lidar com o ódio online

Educadores e pais podem ensinar os jovens a identificar e lidar com o ódio online, promovendo empatia e resiliência. É crucial criar um ambiente de apoio offline para ajudar a contrabalançar as pressões online.

O impacto das redes sociais

As redes sociais são uma faca de dois gumes. Elas oferecem uma plataforma para se conectar e compartilhar ideias, mas também podem ser um espaço para a disseminação do ódio e da intolerância.

Detox Digital: Desconexão Digital e Neurobiologia

Detox Digital: Como e Por Que Se Desconectar das Redes Sociais

A Arte do Detox Digital: A Necessidade de Desconexão das Redes Sociais

A necessidade emergente de se desconectar das redes sociais e os benefícios multifacetados associados a um detox digital bem planejado. 

Em um mundo cada vez mais digitalizado e interconectado, a sobrecarga de informações e a dependência digital tornaram-se preocupações significativas que afetam a saúde mental, a produtividade e as relações interpessoais.  alerta de dependência digital e as estratégias práticas para realizar um detox digital bem-sucedido.

O detox digital não é apenas uma tendência contemporânea, mas uma necessidade emergente para enfrentar os desafios psicossociais e neurobiológicos associados à vida moderna hiperconectada. A implementação de um detox digital bem planejado pode contribuir significativamente para a melhoria da saúde mental, aumento da produtividade e enriquecimento das relações interpessoais. Portanto, é imperativo que esta estratégia seja considerada seriamente por indivíduos e instituições como uma abordagem holística para melhorar a qualidade de vida na era digital.

O advento da era digital trouxe consigo inúmeras vantagens, mas também desafios significativos para a saúde mental e o bem-estar das pessoas. 

Imagina que as redes sociais são como um grande parque de diversões na internet. Nesse parque, você pode conversar com amigos, compartilhar fotos e ver coisas legais que outras pessoas fazem. Mas assim como em um parque de diversões, é importante usar as redes sociais com cuidado para não ficar "viciado" nelas.

Às vezes, quando você recebe uma curtida ou um comentário legal em uma postagem, isso faz você se sentir muito feliz, como quando ganha um prêmio por algo bom que fez. Isso acontece porque seu cérebro libera "felicidade", ou dopamina, que te faz se sentir bem.

As redes sociais têm se transformado em uma parte integral da vida contemporânea, oferecendo uma forma conveniente e rápida de se conectar com outros indivíduos e compartilhar informações. Entretanto, o abuso dessas plataformas tem suscitado inquietações acerca dos impactos psicológicos e neuroquímicos, especialmente devido à natureza viciante das interações online e à exposição incessante a estímulos diversos. As redes sociais foram concebidas para serem envolventes, utilizando mecanismos de gratificação e feedback imediato para manter os usuários entretidos. Isso pode resultar em um comportamento de dependência, no qual as pessoas sentem uma necessidade constante de checar suas contas e experimentam ansiedade quando estão desconectadas.

Contextualização Neurobiológica

A neurociência oferece insights valiosos sobre como a interação com plataformas digitais, particularmente redes sociais

A neurociência fornece explicações significativas para entender como a interação com plataformas digitais, sobretudo redes sociais, impacta o nosso sistema dopaminérgico. A dopamina, um neurotransmissor que desempenha um papel crucial nos circuitos de prazer e recompensa do cérebro, é liberada sempre que um usuário recebe uma curtida, comentário ou compartilhamento. Este ciclo de liberação de dopamina cria uma espiral de reforço positivo, muito semelhante ao mecanismo bioquímico encontrado em outros tipos de dependências, como o alcoolismo e o uso de drogas. Isso torna a intervenção, na forma de detox digital, uma necessidade imperativa.

Ramificações Psicossociais do Uso Excessivo de Dispositivos Digitais

O engajamento prolongado e não regulamentado em plataformas sociais pode conduzir a uma gama de problemas psicossociais. Estes incluem a erosão da autoestima, exacerbada por uma cultura de comparação social constante, e o desenvolvimento ou agravamento de condições como ansiedade e depressão. A sobrecarga de informações, frequentemente derivada do consumo incessante de conteúdo digital, contribui ainda mais para o esgotamento mental, comprometendo tanto a produtividade como a qualidade de vida em geral.

Detox Digital: Um Protocolo Pragmático e Estruturado

O conceito de detox digital surge como uma resposta pragmática e eficaz para mitigar os problemas associados à hiperconectividade. Este programa consiste em várias fases meticulosamente projetadas para maximizar sua eficácia.

Fase de Desconexão Temporária: Esta primeira fase envolve o desengajamento temporário de todas as plataformas digitais e redes sociais. Esse período de "desintoxicação" visa a restauração do equilíbrio neuroquímico e emocional, permitindo uma ruptura no ciclo vicioso de reforço positivo dopaminérgico.

Reavaliação de Prioridades: Durante o intervalo de detox, é crucial reavaliar as prioridades de vida e redirecionar a atenção e os esforços para atividades que promovem o bem-estar físico e emocional. Exemplos incluem a prática de exercícios físicos, a leitura e a participação em interações sociais fora do ambiente digital.

Implementação de Limites Estratégicos: A fase final deste protocolo envolve a reentrada gradual no universo digital. Isso deve ser feito estabelecendo limites de tempo e de engajamento, bem como desativando notificações que possam ser gatilhos para uma recaída no comportamento de uso excessivo.

Após o período de detox, a reentrada no mundo digital deve ser feita de forma cautelosa, estabelecendo limites de tempo e desativando notificações que possam contribuir para a recaída.

Referências Bibliográficas

https://aom.org/about-aom/aom-news/blog-detail_news/news/2023/08/22/lovepanky-the-art-of-social-media-detox-what-it-is-29-secrets-to-wean-yourself-off

Estagiários de engenharia são os mais valorizados no mercado de trabalho


Pesquisa do Hay Group realizada com 162 empresas mostra que os estudantes de engenharia recebem cerca de 15% a mais que os jovens de outras áreas

Formada em engenharia elétrica pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), Alice Barbosa, de 24 anos, sempre se interessou pela área de exatas. No entanto, além da vontade de entender melhor o funcionamento de equipamentos elétricos, a alta remuneração do setor também foi um fator decisivo para que a trainee da companhia petroquímica Braskem optasse pelo curso de engenharia. “Com certeza isso foi levado em conta na minha decisão. Eu sempre procurei conciliar uma coisa que eu gostasse e que desse uma perspectiva de um futuro equilibrado em termos financeiros”, conta Alice.
Confirmando a escolha da engenheira, a pesquisa realizada com 162 empresas pela consultoria global de gestão de negócios Hay Group mostra que 67% das empresas com programas de trainee priorizam a entrada de novos engenheiros. Esta carreira também se destaca entre os programas de estágio, com os alunos do curso sendo 15% mais bem remunerados em relação aos demais.

Divulgação
Alice Barbosa, engenheira elétrica: "Sempre procurei conciliar uma coisa que eu gostasse e que desse perspectiva de um futuro equilibrado em termos financeiros"

Para Adriana Teixeira, da consultoria RH Across, isso se deve ao fato de que as empresas notaram que estes estudantes podem ser aproveitados por outros setores. "Antes, o estudante de engenharia fazia estágio na área de manufatura, produção, por exemplo. Hoje em dia, eles são selecionados para diversas áreas das empresas", conta.
Roberto Bonito, recrutador especializado na área de Engenharia e Logística da consultoria Talenses, tem opinião semelhante: “Engenharia é uma faculdade muito completa. Ela prepara muito bem o profissional e dá uma linha de raciocínio muito forte. Os engenheiros trabalham muito bem com números. Isso, atrelado a um bom perfil pessoal, se encaixa bem em muitas áreas”.
Porém, essa versatilidade pode se tornar um problema. Alice conta que os colegas que se formaram junto com ela tiveram dificuldade de encontrar emprego na área. “Isso foi uma surpresa para mim. Muita gente não conseguiu emprego. As empresas estão querendo contratar os engenheiros recém-formados como analistas e não como engenheiro júnior. Os engenheiros ainda têm uma restrição quanto a isso”, diz a trainee.
Para o executivo da Talenses, esta é uma tática das empresas para equiparar os salários dos jovens engenheiros com os profissionais formados em outros cursos. Segundo a pesquisa, entre as empresas que estabelecem um cargo no momento da efetivação, 22% optam pelo nível de analista.
Porém, a variação de salário ocorre desde antes do término da graduação. A média de pagamento para estagiários de todos os cursos com carga horária de quatro horas diárias e de R$ 860 mensais para alunos do penúltimo ano é de R$ 918 mensais para alunos do último ano. Nos estágios com carga horária de seis horas diárias, o valor médio aumenta para R$ 1.111 para alunos do penúltimo ano e R$ 1.184 para os do último ano.
O valor médio da bolsa auxílio também varia de acordo com o Estado onde o estagiário trabalha. Para estágios com alunos do último ano de curso e com carga horária de seis horas diárias, o Estado com o maior valor médio de remuneração continua sendo São Paulo, com salários médios de R$ 1.330 em empresas situadas no interior e R$ 1.341 na capital. A Bahia e a Paraíba foram os Estados que apresentaram o menor valor médio da bolsa auxílio, ambos registrando R$ 1 mil mensais.
Segundo a gerente de atratividade da Braskem, Daniela Panagassi, a empresa realiza pesquisas anuais para identificar quais os valores mais adequados para cada região onde a empresa atua. Essa prática também é comum na Whirlpool, dona das marcas Brastemp e Consul. “A gente faz pesquisas salariais, entendendo o mercado e a região. É com base nessa referência que chegamos ao valor”, conta Fernanda Leal, gerente de desenvolvimento organizacional da multinacional.

Divulgação
"Engenharia é uma faculdade muito completa. Ela prepara muito bem o profissional e dá uma linha de raciocínio muito forte", diz Roberto Bonito, da Talenses

A pesquisa aponta ainda que os valores da bolsa auxílio apresentam variações de acordo com o setor de atuação da empresa na qual o estagiário trabalha. Companhias do setor químico, petroquímico e de óleo e gás pagam em média R$ 1.391 mensais para os estagiários, seguidas de empresas do setor de engenharia e construção civil (R$ 1.254) e industrial geral (R$ 1.215). Já as empresas que apresentaram a média salarial mais baixa foram as que atuam no setor de energia (R$ 1.000) e agronegócios (R$ 910).
Efetivação
Segundo os dados do Hay Group, nas 162 empresas consultadas, cerca de 49% dos estagiários são efetivados. Este percentual é considerado positivo por Thiago Silva, consultor e condutor da pesquisa. “A rotatividade é muito grande. Tem uma questão dessa geração nova, que se o estágio não é muito o que eles querem, eles vão embora mesmo. É uma turma que não fica insistindo e vai procurar o que gosta mais”, conta ele.
Ainda segundo a pesquisa, 86% das empresas apontaram que a efetivação do estagiário pode acontecer antes do término do contrato, e que tudo depende da disponibilidade da vaga e do desempenho do estudante.
No caso dos trainees, a taxa de efetivação é de 82%. Ao entrar no programa, o recém-formado recebe em média R$ 4.579 mensais das empresas. Esse valor vai para R$ 5 mil quando o profissional é integrado ao quadro de funcionários da empresa.
Critérios de seleção
Com programas de estágio e trainee cada vez mais estruturados, as empresas realizam processos seletivos com diversas etapas para filtrar os melhores profissionais. No entanto, a busca por um profissional com valores próximos aos da companhia ainda é apontada como o critério fundamental de seleção.
A fluência na língua inglesa, por exemplo, é critério eliminatório em 58% dos processos seletivos para trainees, queda de 4% em relação à 2012. Confirmando esta tendência, a Braskem não considera mais o inglês como fundamental na escolha dos profissionais. “Nós levávamos isso em conta e realizávamos testes no passado. Porém, se você admitiu um jovem com potencial, por mais que ele não saiba, ele vai aprender aqui”, conta Daniela Panagassi. Os testes só são realizados, segundo ela, para candidatos às vagas em que existe contato com a língua.
“Nós esperamos que [os jovens] venham adicionar, tragam conhecimento e estejam dispostos a aprender. Apesar de parecer clichê, o que é muito importante e faz a diferença é a questão dos valores. Se o jovem não tem [nosso] perfil, ele assusta. Ele tem que ter a nossa cara", diz a gerente.
Fernanda Leal, da Whirlpool, lembra que os programas de estágio servem como uma fonte de atração e retenção de profissionais, para que futuramente eles ocupem cargos essenciais na companhia. “[O jovem] não é simplesmente uma mão de obra operacional”, diz ela.
Veja algumas empresas com processo seletivo aberto: 
EMPRESAPROGRAMAFORMAÇÃOINSCRIÇÕESMAIS INFORMAÇÕES
JSL Trainee Dez/11 a Dez/13Até 31/10www.traineejsl.com.br
Oxiteno Estágio Dez/14 a Dez/15Até 10/09www.across.com.br/oxiteno/
OxitenoTrainee Dez/11 a Dez/13 Até 10/09 www.across.com.br/oxiteno/
Braskem Estágio Dez/14 a Dez/15 Até 16/09 www.jovemparceiro.com.br
WhirlpoolEstágioDez/14 a Dez/15 Até 30/09 www.whirlpooljovenstalentos.com.br
Volkswagen Estágio Dez/14 a Dez/15 Até 29/09 www.vw.com.br/estagio2014


Murilo Aguiar - iG São Paulo