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Banco Central Europeu surpreende e reduz juros para nova mínima recorde

Instituição informou que pode fornecer liquidez aos bancos por um período mais prolongado


O Banco Central Europeu (BCE) reduziu sua taxa básica de juros para nova mínima recorde nesta quinta-feira (7), reagindo à desaceleração na inflação, e informou que pode fornecer liquidez aos bancos por um período mais prolongado para evitar que a recuperação da zona do euro seja estagnada.
A decisão gerou uma reação em cadeia nos mercados, com as bolsas europeias em alta.
O Conselho Diretor formado por 23 membros enfrentou intenso escrutínio do mercado, após desaceleração inesperada na inflação da zona do euro para 0,7% em outubro — bem abaixo da meta do banco de logo abaixo de 2%.
Getty Images
Mario Draghi, presidente do BCE: "Em princípio, nós podemos até cortar ainda mais a taxa de juros."
"Podemos experimentar um prolongado período de baixa inflação, com alguns movimentos graduais para cima, mas próximo de 2%", afirmou o presidente do BCE, Mario Draghi, em entrevista coletiva.
"Temos toda uma série de instrumentos para ativar antes de alcançarmos o limite mais baixo... Em princípio, nós podemos até cortar ainda mais a taxa de juros", disse ele.
Pedidos de ministros do governo e da indústria — com os mais insistentes vindo da Itália — para que o BCE afrouxasse a política a fim de ajudar a reduzir a taxa de câmbio do euro também ampliaram a pressão sobre o Conselho, embora poucos analistas esperassem mudança neste mês.
O BCE cortou sua principal taxa de refinanciamento em 0,25 ponto percentual, para 0,25%. Isso manteve a taxa de depósito em zero e reduziu a taxa de empréstimo para 0,75%, ante 1,00%.
Autoridades do euro têm quase descartado a ameaça de deflação, como a que levou à "década perdida" no Japão, mas não querem ser pegos de surpresa. Draghi afirmou que havia um acordo geral sobre a necessidade de agir, mas havia divergências sobre o momento da ação.
Liquidez por mais tempo
Draghi repetiu a orientação do banco central de que as taxas irão se manter nos "níveis atuais ou abaixo" por um período prolongado.
Ele também disse que os bancos seriam capazes de contar com o tanto de liquidez que eles precisarem por mais tempo, com as principais operações de refinanciamento dos bancos a serem oferecidas a uma taxa fixa com "alocação total", pelo menos até julho de 2015.

BCE anuncia intervenção "ativa" no mercado de bônus europeu

 

O BCE (Banco Central Europeu) anunciou neste domingo à noite que vai intervir "ativamente" no mercado de bônus, frente à escalada da crise da dívida na Zona do Euro.

"O BCE vai aplicar ativamente o seu programa (de compra de obrigações no mercado secundário)", indicou em um comunicado, sem maiores detalhes.

De acordo com fonte ouvida pela Reuters, a autoridade monetária vai comprar títulos da dívida da Itália e da Espanha para proteger esses países --a terceira e a quarta maior economia da região-- de uma crise orçamentária em aceleração.

Uma outra fonte financeira, ouvida pela agência Efe, confirmou que a operação de compra de títulos será realizada já na segunda-feira.

Diferencial de risco de Espanha e Itália bate recorde
Itália anuncia plano para equilibrar orçamento até 2013
S&P afirma que rebaixamento da nota americana não é punição

A instituição monetária de Frankfurt saudou os anúncios dos governos italiano e espanhol "relativos a novas medidas e reformas nos domínios das políticas orçamentárias e estruturais".

O BCE considera necessária "uma rápida aplicação" desses programas para melhorar a competitividade das economias dos países envolvidos "e reduzir rapidamente seus deficits públicos".

A instituição pede também aos chefes de Estado e de governo europeus que "garantam que honrarão sua assinatura soberana" e permitam rapidamente ao Fundo Europeu de Estabilidade Financeira intervir no mercado secundário, como foi decidido na cúpula de Bruxelas, em 21 de julho.

FRANÇA E ALEMANHA

Hoje, o presidente francês Nicolas Sarkozy e a chanceler alemã Angela Merkel também pediram "uma aplicação rápida e completa das medidas anunciadas" pela Itália e pela Espanha para sair da crise da dívida.

Eles também afirmaram que "acolheram favoravelmente as decisões tomadas" e que sua aplicação é "essencial para restaurar a confiança nos mercados".

Essa advertência teve como principal alvo o governo do primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi. "A meta das autoridades italianas de alcançar o equilíbrio orçamentário com um ano de antecedência é fundamental", afirmam Merkel e Sarkozy na declaração conjunta.

No último dia 15 de julho, o Parlamento italiano adotou um plano de austeridade reforçado por cerca de 48 bilhões de euros para salvar o país da crise da dívida.

Após uma semana de turbulências, Berlusconi anunciou na sexta-feira uma aceleração das medidas previstas do projeto orçamentário para os três próximos anos, "a fim de alcançar o equilíbrio orçamentário em 2013, em vez de 2014".

Já na Espanha, o governo de José Luis Rodriguez Zapatero lançou reformas do mercado de trabalho, da previdência social e do setor bancário.

Merkel e Sarkozy mostraram-se "preocupados em relação à abertura das Bolsas na segunda-feira", de acordo com uma fonte próxima às autoridades dos dois países.

Os dois também renovaram seu "compromisso em aplicar plenamente" as medidas do acordo da zona do euro, como pedido pelo BCE.

Entre essas medidas, uma ampliação da possibilidade de ajuda aos países mais frágeis por parte do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira, apresentado como um esboço de um futuro Fundo Monetário Europeu.

Eles também pediram para que os parlamentares dos seus dois países autorizem essas medidas "até o fim do mês de setembro". Nesse âmbito, a França já anunciou uma sessão extraordinária do seu Parlamento dos dias 6 a 8 de setembro.

Paris e Berlim também mostraram-se "confiantes" em relação à "análise do BCE", que será "a base adequada para as intervenções" de compra de dívidas que poderão socorrer os países mais vulneráveis.

REUNIÕES

Responsáveis de finanças das principais economias do mundo mantiveram neste fim de semana intensos contatos telefônicos para tentar evitar uma profunda crise nos mercados na segunda-feira, após o rebaixamento histórico da qualificação da dívida dos Estados Unidos e dos temores de uma recessão.

Os governos temem que a degradação da nota da dívida dos EUA, anunciada na sexta-feira passada após o fechamento dos mercados, pela agência de classificação de risco Standard & Poor's (S&P) atue como estopim para um "segunda-feira negra" nos mercados, cuja queda estaria motivada, segundo os especialistas, pela incerteza sobre a recuperação da economia mundial.

Os contatos telefônicos entre os líderes europeus e o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, começaram já na sexta-feira pela noite, após uma semana péssima nos mercados financeiros.

Diretor do Banco Central Europeu diz não temer uma nova bolha de crédito

O membro do Conselho Executivo do Banco Central Europeu (BCE), Axel Weber, disse que não vê riscos de um novo excesso de crédito e que não há sinais de que a liquidez que o BCE forneceu aos bancos esteja elevando os preços na economia real. Em entrevista à revista de negócios alemã "Wirtschaftswoche", Weber acrescentou que o estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) sugerindo metas de inflação mais altas é uma proposta descuidada.

"Eu considero essa proposta descuidada e perigosa", disse Weber. "Uma meta de inflação mais alta desgastaria a credibilidade dos bancos centrais."
Weber disse que as medidas de liquidez que os bancos centrais disponibilizaram aos bancos deram apoio a eles.


"O Eurossistema começou no ano passado a retirar essas medidas", disse. "Até agora não há sinais de que os fundos adicionais do banco central estão saindo dos bancos para a economia real e aumentando os preços."
"Um novo excesso de crédito não deve ser temido", acrescentou.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2010/03/06/diretor+do+bce+diz+nao+temer+uma+nova+bolha+de+credito+9419243.html

BCE está pronto a agir contra ameaças à estabilidade de preços

O Banco Central Europeu está pronto para agir no combate a quaisquer ameaças à estabilidade de preços, disse o presidente do BCE, Jean-Claude Trichet, neste sábado segundo uma revista alemã. Em entrevista para a revista "Focus", Trichet disse que o BCE, assim como o Federal Reserve, está determinado a manter a estabilidade dos preços.

"Sempre tomamos as decisões necessárias para garantir a estabilidade dos preços no médio prazo: uma taxa de inflação abaixo, mas próxima, de 2%", afirmou.
"É precisamente por causa dos desafios impostos pela estabilidade de preços que estamos prontos para agir em todos os momentos."
O BCE manteve as taxas na baixa recorde de 1% neste mês e economistas não esperam que ela seja elevada até o final do ano.
Trichet minimizou as preocupações de que a elevação das taxas de juros da zona do euro poderá levar a uma alta da moeda comum, caso não sejam tomadas medidas semelhantes pelo Fed. Ele afirmou que confia no apoio dos Estados Unidos a um dólar forte.
"Estou convencido que as autoridades dos EUA --tanto o banco central quanto o Tesouro-- consideram que um dólar forte contra outras grandes moedas flutuantes é do interesse dos Estados Unidos", disse.
O chairman do Fed, Ben Bernanke, e o secretário de Tesouro dos EUA, Tim Geithner, "sabem que a perda de credibilidade monetária seria prejudicial", disse Trichet.

crise econômica mundial está em um ponto de inflexão

A crise econômica está em um ponto de inflexão e o Produto Interno Bruto (PIB) mundial cai a um ritmo menor que nos últimos meses, afirmou o presidente do Banco Central Europeu (BCE) e porta-voz dos 10 maiores bancos centrais do planeta (G10), Jean-Claude Trichet.

"No que diz respeito ao crescimento, estamos nos aproximando de um ponto de inflexão do ciclo", afirmou Trichet em uma entrevista coletiva na sede do Banco de Pagamentos Internacionais (BIS), na cidade suíça da Basileia.

"Em todos os casos assistimos a uma redução do ritmo de queda do PIB registrada no último trimestre do ano passado e no primeiro trimestre do ano", declarou.

"Em alguns casos é possível ver inclusive um aquecimento; em outros o PIB segue caindo, mas a um ritmo menor", completou.

http://br.news.finance.yahoo.com/11052009/71/economia-trichet-crise-economica-mundial-ponto.html

Banco Central Europeu corta taxa de juros para 2%

O Banco Central Europeu (BCE) cortou nesta quinta-feira a taxa de juros na chamada zona do euro em 0,5 ponto percentual, chegando a 2% - o menor nível desde dezembro de 2005. Esta é a quarta redução consecutiva da taxa desde setembro, quando ela estava em 4,25%, em uma tentativa de incentivar a economia dos países que adotaram a moeda comum européia.

Segundo dados oficiais, essas nações estão em recessão desde setembro.

O corte na taxa também afetou a Eslováquia, que neste mês se tornou o 16º país a adotar o euro.

Sem previsão
A taxa de juros européia, no entanto, ainda é maior que a dos Estados Unidos, que está entre 0% e 0,25%, e a da Grã-Bretanha, de 1,5%.

O corte anunciado pelo BCE já era esperado pela maioria dos analistas econômicos.

Ele ocorre logo após a divulgação de dados que mostram que a inflação na zona do euro caiu para seu nível mais baixo em 26 meses em dezembro, por causa da queda do preço da energia.

Especialistas dizem que os bancos europeus ainda relutam em fazer empréstimos, portanto ainda não conseguem prever qual será o impacto do corte da taxa de juros no incentivo à economia.

Um estudo realizado em dezembro pelo grupo Markit diz que a atividade econômica nesses países atingiu seu menor nível na história.

http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2009/01/15/banco+central+europeu+corta+taxa+de+juros+para+2+3385923.html


Economia da zona do euro deve encolher 1,9% este ano

A Comissão da União Europeia revisou em baixa sua previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro este ano, para uma contração de 1,9%. Em novembro passado, o braço executivo da UE havia estimado uma expansão de 0,1% para este ano, mas alertou que uma contração de 1% era possível caso os mercados financeiros continuassem instáveis.

Para todos os 27 países que fazem parte da UE, a Comissão espera agora uma contração de 1,8% do PIB este ano, ante a estimativa de expansão de 0,2% feita em novembro. "Com os eventos ocorrendo a alta velocidade nos mercados financeiros no ano passado, o impacto sobre a economia real tornou-se mais pronunciado", disse a comissão.

A crise tem feito estragos nas taxas de desemprego, que se aproximaram de seus recordes nos últimos anos. A comissão prevê que a taxa de desemprego para a zona do euro subirá para 9,3% este ano, de 7,5% no ano passado. Para toda a UE, a previsão é que o desemprego cresça de 7% no ano passado para 8,7% este ano.

As taxas mais baixas de inflação e o plano de estímulo fiscal de 200 bilhões de euros que o bloco lançou em dezembro vão ajudar as economias a se recuperarem moderadamente em 2010, disse a comissão, acrescentando que as previsões estão "cheias de incertezas excepcionais".

Em 2010, a Comissão da UE disse que a economia da zona do euro deverá expandir-se 0,4%, enquanto toda a UE deverá crescer 0,5%. A recessão nos 16 países da zona do euro "deve durar até este verão" (no Hemisfério Norte), segundo a Comissão.

A Comissão disse também que os pacotes fiscais e as taxas de juros mais baixas deverão proteger a economia contra quedas mais acentuadas, mas alertou que o gasto do governo e a diminuição da receita tributária vão prejudicar as finanças públicas do bloco. Os déficits orçamentários da zona do euro deverão ficar em 4% do PIB em média este ano e em 4,4% em 2010, muito piores do que a média de 1,7% do PIB registrada em 2008. Para a UE como um todo, os déficits orçamentários deverão ficar em 4,4% em média este ano e em 4,8% em 2010.

De acordo com as regras da UE, os países têm de manter seus déficits orçamentários abaixo de 3% do PIB, exceto em circunstâncias especiais. O comissário da UE para assuntos monetários e econômicos, Joaquin Almunia, havia dito antes que os membros poderiam expandir esse limite em 1 ponto porcentual e por apenas um ano. Hoje, ele afirmou que os governos "têm de se comprometer a reverter a deterioração das finanças públicas assim que voltarmos aos tempos econômicos normais".

Almunia disse também que os mercados financeiros da União Europeia estão se estabilizando gradualmente, embora ainda estejam frágeis. Segundo ele, as medidas do Banco Central Europeu (BCE) e dos governos nacionais para capitalizar os bancos estão ajudando os mercados financeiros. "Os mercados financeiros estão progressivamente se recuperando, mas continuam frágeis", afirmou, em entrevista coletiva. Ele destacou que muitos consumidores e empresas ainda enfrentam dificuldade para conseguir financiamento. As informações são da Dow Jones.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/01/19/economia+da+zona+do+euro+deve+encolher+19+este+ano+3454941.html