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Confiança do consumidor sobe 3,7% no 2º trimestre

A confiança do consumidor brasileiro melhorou no segundo trimestre deste ano, depois de ter caído por dois trimestres consecutivos. Pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgada nesta quinta-feira mostra que o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) cresceu 3,7% no segundo trimestre de 2009, na comparação com o índice registrado no trimestre anterior, ficando em 110,3. Em relação ao segundo trimestre de 2008, quando o INEC foi de 109,8, o índice ficou praticamente estável.
De acordo com a CNI, o melhora do índice de confiança do consumidor deve-se, principalmente, à melhora "significativa" das expectativas em relação ao desemprego e à inflação. No período entre abril e junho deste ano, o índice de expectativa de inflação registrou crescimento de 11,2% na comparação com os meses de janeiro a março de 2009, situando-se em 115,9. Pela metodologia da pesquisa, quanto maior o índice apurado, melhor a expectativa do consumidor com relação àquele item. No caso da inflação, isso significa que houve um aumento na expectativa positiva em relação à queda da inflação.
O mesmo aconteceu com as expectativas com relação ao desemprego. O índice apurado mostra um aumento de 17% na expectativa positiva de que o desemprego deve cair, situando-se em 118,4 no atual trimestre, ante 101,2 do período imediatamente anterior. Apesar dessa melhora nas expectativas, destaca a CNI, ela ainda não foi suficiente para compensar a queda desde o terceiro trimestre de 2008. O índice continua 1,8% abaixo do registrado no segundo trimestre de 2008 (120,5) e 8,6% menor do que o verificado no terceiro trimestre do mesmo ano (129,5).
A melhora na confiança do consumidor no segundo trimestre deste ano ainda não deve se traduzir em crescimento de compras de bens de maior valor, segundo avaliação da CNI. A expectativa de compras de bens de maior valor, segundo a pesquisa, registrou leve aumento de 0,2% na comparação com o índice do primeiro trimestre de 2009, e queda de 2,2% na comparação com o segundo trimestre de 2008.
O índice também mostra uma melhora de 3,4% na questão do endividamento, em relação ao trimestre anterior, mas a evolução da situação financeira recuou 0,6%. Por outro lado, a expectativa de evolução da renda pessoal ficou praticamente estável, com o índice situando-se em 110,5 ante 110,9 do primeiro trimestre do ano. O INEC é elaborado pela CNI a partir de uma pesquisa de opinião pública de abrangência nacional, conduzida pelo Ibope, com 2.002 pessoas. O período de coleta dessa pesquisa foi de 29 de maio a 1º de junho.

 

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/06/18/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=115145/em_noticia_interna.shtml

CNI pode revisar para baixo previsão para o PIB de 2009

O gerente-executivo da unidade de Política Econômica da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Flávio Castelo Branco, disse nesta terça-feira que a redução de 9,9% no faturamento da indústria em novembro de 2008 quando comparado a outubro do mesmo ano desenha um cenário de pessimismo para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. No mês passado, a previsão da CNI era de um crescimento de 2,4% para 2009, o que pode ser revisto pela entidade.
“Fizemos a revisão em dezembro [quando se previu o crescimento de 2,4%]. Os números de hoje {de desaceleração da indústria] sinalizam para dados piores”, disse.


Apesar disso, o gerente-executivo destacou que o impacto de medidas macroeconômicas tomadas pelo governo federal e pelo mercado ainda não foram completamente sentidas. Disse ainda que se faz necessário aguardar o anúncio do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre a taxa básica de juros da economia para se traçar um quadro mais preciso e confirmar uma nova perspectiva de redução no PIB de 2009.