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Império de Slim enfrenta dura regulação no México

O magnata mexicano Carlos Slim consolidou seu império de telecomunicações para criar uma gigante na América Latina, mas no mercado doméstico, o México, os reguladores estão proibindo que ele ofereça serviço de TV por assinatura, vital para prevenir a fuga de clientes para rivais.

A operadora fixa de Slim no México, Telmex, vem perdendo espaço há tempos, e reguladores no México, onde as companhias de Slim representam quase toda a indústria de telecomunicações, tem recusado permitir que ele ofereça serviços de TV paga.

"A oferta de TV é muito importante para a Telmex, porque sem isso a empresa perde competitividade", disse o analista Andres Coello, do BBVA. "Se a Telmex não melhorar, vai se tornar um fardo no novo conglomerado América Móvil."

O governo mexicano quer que a Telmex reduza as tarifas que cobra de outras operadoras para que usem sua rede antes de permitir que Slim ingresse no mercado de TV por assinatura.

No começo deste mês, a América Móvil de Slim adquiriu quase toda a Telmex Internacional e a Telmex mexicana --ambas que já tinham o controle nas mãos do magnata.

A aliança criou uma gigante regional com habilidade para oferecer pacotes integrados de serviços de telefonia fixa e móvel em vários países da América do Sul, além de permitir a economia de milhões de dólares com um plano de investimento único.

Slim tem dito que não vai empacotar produtos da América Móvil e da Telmex no México, uma decisão possivelmente com o objetivo de evitar a ira de reguladores.

A oferta combinada de serviços é importante para Slim competir com a espanhola Telefónica, que tem presença expressiva na América Latina.

No México, onde Slim é visto por alguns como um monopolista que fez fortuna ao elevar as tarifas de serviços de telefonia, representantes do governo vêm tentando por anos ampliar a concorrência no mercado de telecomunicações.

"Um plano de tarifas de interconexões que seja balanceado, justo e de tratamento igualitário a todas as operadoras é condição indispensável para pensar em uma mudança na concessão da Telmex (para incluir serviços de TV por assinatura)", disse na semana passada o responsável pela agência reguladora de telecomunicações no México, Cofetel, Hector Osuna, que está deixando o posto.

Enquanto isso, rivais de Slim estão ampliando suas linhas de produto.

A rede Televisa, principal empresa de TV a cabo do México, já oferece pacotes que incluem televisão, Internet e telefone.

Apesar de ter perdido terreno, a Telmex ainda responde por 80 por cento das linhas de telefonia fixa do México. A América Móvel, que agora controla a Telmex, tem 70 por cento dos assinantes de celulares no país.

Slim é controlador da Embratel e da Claro no Brasil. Além disso, o grupo do bilionário mexicano tem participação relevante na empresa de TV por assinatura Net no mercado brasileiro.

http://br.finance.yahoo.com/noticias/Vai-montar-academia-casa-inmoney-2298925072.html;_ylt=AsGc47DRDzagPDbD3kkxFpbi.5ZG;_ylu=X3oDMTE4NXJ2dW01BHBvcwM2BHNlYwN5ZmlUb3BTdG9yaWVzBHNsawN2YWltb250YXJhY2E-?x=0

Multimilionário Carlos Slim planeja "salvar" The New York Times

O multimilionário mexicano Carlos Slim, considerado um dos homens mais ricos do mundo, está negociando para aumentar sua participação no jornal "The New York Times" e ajudá-lo com seus problemas financeiros, informou hoje "The Wall Street Journal" em sua edição digital. Segundo este jornal, as conversas que estão em andamento contemplam várias alternativas, entre elas conceder ao empresário das telecomunicações, que já possui 6,4% do diário, um pacote de ações preferenciais, mas sem direito a voto.

A entrada de novo capital daria um respiro ao grupo New York Times, o terceiro maior dos Estados Unidos, mas que nas últimas semanas se viu obrigado a realizar cortes de pessoal, reduzir os dividendos dos acionistas e vender espaços publicitários na capa.

O principal problema do grupo é uma linha de crédito de US$ 400 milhões que vence em maio, e cujo pagamento está ficando complicado por causa da queda das vendas.

No começo de dezembro, o grupo anunciou que poderia hipotecar sua sede central em Manhattan com o objetivo de obter novo financiamento.

Igualmente, o grupo procura comprador para sua participação de 17,5% na equipe de beisebol Boston Red Sox, que está avaliada em cerca de US$ 150 milhões.



http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/01/18/multimilionario+carlos+slim+planeja+salvar+the+new+york+times+3450980.html