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Carro encarece até 43,8% no Brasil em cinco anos

Carro encarece até 43,8% no Brasil em cinco anos


Fernando Miragaya
Colaboração para o UOL



Nos últimos cinco anos, tomate e feijão foram protagonistas de memes sobre o aumento espantoso de preços. Como são produtos agrícolas suscetíveis a desempenho de safras e cotações no exterior, logo voltaram a um patamar monetário mais decente. Pena que com carro não seja assim...
Muitos modelos encarecem neste mesmo período e hoje custam bem mais que em 2011 -- os reajustes superam margem dos 30%, na maioria dos casos, e até 40% em outros.
Tem gente que vai argumentar que a inflação acima de 40% (IGPM, IPCA etc) nestes cinco anos é justificativa, assim como a variação do dólar. São fatores que pesam na cadeia automotiva, sem dúvida, mas a lógica neste caso é diferente: os carros também estão mais caros porque o brasileiro continua a pagar por eles.
"A gente observa que o carro aqui é bem mais caro, e muitos justificam pelos tributos, pelos custos, mas também pelo mercado. Brasileiro gosta de carro e a fabricante pode colocar o preço que achar justo", observa André Braz, pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE/FGV).

Mais modernos e equipados

Logicamente, os modelos também ganharam mais equipamentos e componentes mais modernos durante esse intervalo. Alguns da lista de UOL Carros, inclusive, têm novas gerações e estrearam conjuntos mecânicos mais eficientes. O novo Honda Civic, lançado esta semana, serve exatamente para exemplificar isso.

Mas o reposicionamento de preços vai além dos custos. "O fabricante pode posicionar seu produto com preço diferente à medida que vê a preferência dos consumidores aumentar", diz Braz, lembrando que o mercado dita o preço muitas vezes: "Brasileiro gosta de automóvel e, por isso, aceita pagar fortunas pelo carro."

Abaixo, citamos dez carros que subiram de preço e de nível nestes cinco anos.
http://carros.uol.com.br/listas/carro-encarece-ate-438-no-brasil-em-cinco-anos-veja-exemplos.htm

alimentos puxam desaceleração de preços em SP

Mais uma vez, a perda de força da inflação dos alimentos in natura levou a uma desaceleração de preços no varejo em São Paulo, medidos pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S). Segundo informou nesta sexta o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV) André Braz, houve desaceleração de preços em hortaliças e legumes (de 5,97% para 1,94%) e em frutas (de 13,91% para 7,49%) na cidade. "Os preços já subiram muito e agora começam subir menos", comentou.
As outras capitais também sofreram a influência dos alimentos in natura mais baratos, o que ajudou na desaceleração da taxa do IPC-S em várias capitais. "Tanto que, das sete capitais pesquisadas, seis apresentaram decréscimos nas taxas do IPC-S", completou o economista. Além dos alimentos in natura, o setor de alimentação contou com a intensificação da queda de preços do leite tipo longa vida (de -11,75% para -12,79%) na capital paulista. Isso derrubou a taxa de inflação do grupo Alimentação como um todo (de 1,08% para 0,05%) em São Paulo. "Essa desaceleração de preços no grupo Alimentação foi o que mais contribuiu para a taxa menor do IPC-S na cidade", afirmou.
Para o economista, é possível que as taxas do IPC-S nas sete cidades continuem a sofrer a influência benéfica de alimentos mais baratos, o que pode contribuir para nova desaceleração nas variações de preços do índice, principalmente em São Paulo. "Hortaliças e legumes ainda acumulam alta de 21,51% em 12 meses em São Paulo. No caso de frutas, a taxa de elevação de preços acumulada é de 15,34%. Ou seja, ainda temos muita 'gordura' para queimar entre os alimentos in natura, visto que os preços subiram muito no passado", afirmou.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/10/02/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=130248/em_noticia_interna.shtml