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Juros para pessoa física recuam para menor nível desde 1995

 

A taxa de juros média para pessoa física atingiu em fevereiro o menor nível desde 1995, início da série histórica feita pela Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade). Em dezembro e janeiro, isso já havia ocorrido.

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A taxa ficou em 6,33% no mês passado, um recuo de 1,09% em relação ao nível registrado em janeiro. Esse valor representa uma taxa de 108,87% ao ano.

Para o coordenador do trabalho e vice-presidente da entidade, Miguel José Ribeiro de Oliveira, estas reduções podem ser atribuídas a fatores como as medidas que o Banco Central e o Ministério da Fazenda vêm promovendo para incentivar o consumo e evitar que a economia se retrairia diante do cenário externo (crise na Europa).

"Destacamos a última redução da taxa básica de juros (Selic) promovida pelo Banco Central em 18/01/2012 e a queda do IOF nas operações de crédito", diz.

Segundo ele, há ainda "expectativa de novas medidas a serem tomadas para incentivar o consumo como, por exemplo, nova redução do IOF nas operações de crédito".

Das seis linhas de crédito pesquisadas, uma se manteve estável (cartão de crédito rotativo) e as demais foram reduzidas no mês.

PESSOAS JURÍDICAS

As taxas de juros para as empresas também caíram em fevereiro. O índice médio ficou em 3,72% ao mês, ou 55,01% ao ano, no menor patamar desde dezembro de 2009. Das três linhas de crédito pesquisadas uma se manteve estável (desconto de duplicatas) e as outras foram reduzidas no mês.

Veja as taxas para pessoa física:

LINHA DE CRÉDITO
TAXA MÊS

Juros comércio
4,95%

Cartão de crédito
10,69%

Cheque especial
8,33%

CDC - bancos
1,97%

Empréstimo pessoal-bancos
3,81%

Empréstimo pessoal-financeiras
8,24%

Taxa média
6,33%

Fonte: Anefac

Queda da Selic pode levar bancos a emprestar mais para manter lucratividade

A redução da taxa básica de juros (Selic) de 9,25% para 8,75% ao ano, anunciada pelo Banco Central na última quarta-feira (22), pode provocar um efeito indireto nas operações de crédito ao consumidor, aumentando o volume de empréstimos bancários.
A análise é da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) e se baseia na expectativa de que a queda contínua dos juros reduza a rentabilidade de investimentos dos bancos com títulos públicos, corrigidos em parte pela Selic, o que levaria as instituições a emprestar mais para manter a lucratividade. Isso, segundo a Anefac, elevará a competição no setor, com redução no custo das operações de crédito ao consumidor final.
Comparativamente, pode-se verificar, segundo dados da Anefac, que os juros no comércio continuam extremamente altos, com queda média de 102,59% para 101,68% ao ano, embora a taxa Selic tenha caído de 9,25% para 8,75% ao ano. Em média, os juros cobrados da pessoa física estão em 131,87% ao ano.
Só para se ter uma ideia, com as atuais taxas, o cidadão que compra uma geladeira à vista por R$ 1.500,00, se for financiar em 12 vezes sem entrada, com a taxa de 101,68% ao ano ou 6,02% ao mês, vai pagar R$ 179,11 por mês, com gasto final de R$ 2.149,32.
O vice-presidente da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira, lembra que, até março deste ano, os bancos ainda estavam aumentando as taxas, restringindo o crédito e continuavam sendo mais seletivos na concessão de crédito, com prazos menores.
Porém, a melhora do cenário no país e no exterior trouxe de volta o crédito. Entre outras medidas adotadas pelo Banco Central para impulsioná-lo, está a liberação do depósito compulsório, que é o recolhimento obrigatório que os bancos fazem ao BC sobre o total de depósitos à vista. Além disso, os bancos públicos reduziram as taxas, o que aumentou a oferta de crédito ao consumidor.
“Então, o pior da crise ficou para trás e se reflete nas ações dos próprios bancos, que voltaram a ampliar mais a oferta e as condições do crédito. Tivemos a volta das condições do crédito que havia antes, com os bancos ampliando os prazos e reduzindo taxas de juros. Os bancos não sendo tão seletivos e voltaram a assediar os clientes”, disse o vice-presidente da Anefac.
Oliveira admite que o fato de a taxa de juros para o consumidor final não ter acompanhado na mesma velocidade a Selic continua sendo um problema, embora um pouco menor do que durante a crise. De acordo com ele, embora o Banco Central tenha começado a reduzir a Selic a partir de janeiro, com quedas consecutivas, o problema ocorreu por causa do aumento da inadimplência, já que o risco subiu.
“Em um ambiente desses, no qual se esperava um dos piores dos mundos pela frente, os bancos começaram a retardar essas quedas, esses repasses das taxas ao consumidor. Então, puseram o pé no freio. O que aconteceu é que as taxas de juros estavam em processo mais veloz do que as taxas de juros aos consumidores”, afirmou.
Ele observa que, a partir de junho, houve uma menor preocupação com o calote. Tanto que no último relatório do Banco Central a inadimplência deu um pequeno recuo. Oliveira espera que os bancos comecem a repassar a queda da Selic para os consumidores.
“A gente está esperando que, daqui para frente, as taxas ao consumidor possam cair por conta desse conjunto de fatores. Até numa velocidade maior do que a queda da Selic, por causa de um competição maior que se inicia no sistema financeiro. É a nossa expectativa”.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/07/25/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=120178/em_noticia_interna.shtml

Juro médio da pessoa física cai para 7,28% ao mês

A redução dos juros para as pessoas física e jurídica em maio foi tímida, diante da queda de um ponto porcentual em abril da taxa básica, a Selic, hoje em 9,25%. A conclusão é de pesquisa divulgada nesta quinta-feira pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), com dados colhidos junto às instituições financeiras. O empréstimo para pessoa física teve em média no mês passado redução de 0,05 ponto porcentual na taxa de juros ante abril, caindo de 7,33% para 7 28% ao mês (132,39% ao ano).
A retração da taxa média para pessoa jurídica foi de 0,06 ponto porcentual no mesmo período de comparação - de 4,21% para 4,15% ao mês (62,90% ao ano). As taxas médias gerais para pessoas física e jurídica em maio chegaram ao menor nível desde abril de 2008, quando estavam em 7,26% e 4,13% ao mês, respectivamente.
Com exceção da taxa de juros do cartão de crédito de pessoa física, que ficou inalterada (10,68%), as demais taxas de juros sofreram cortes em maio. A redução para operações de cheque especial foi de 0,07 ponto porcentual (de 7,66% para 7,59% ao mês); para empréstimo pessoal, ficou em 0,03 ponto porcentual (de 5,39% para 5,36% ao mês): e para empréstimo financeiro, foi de 0,05 ponto porcentual (de 11,24% para 11,19% ao mês).
A pesquisa da Anefac aponta que, desde dezembro, a taxa de juros média para pessoa física apresentou redução de 5,52 pontos porcentuais, passando de 137,91% para 132,39% ao ano em maio. Nas operações de crédito para pessoa jurídica houve uma redução de 3,79 pontos porcentuais, passando de 66,69% para 62,90% ao ano em maio.
Perspectiva

Os economistas da Anefac apontam que os desdobramentos da crise financeira mundial não causam mais sobressaltos em relação aos juros. O retorno às condições de crédito anteriores ao agravamento da crise mundial, em setembro de 2008, indica a continuidade da tendência de queda das taxas no segundo semestre. "De agora em diante deveremos ter reduções das taxas de juros tanto para produção (pessoa jurídica) como para consumo (pessoa física) em patamares superiores às quedas da Selic", antecipam.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/06/18/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=115175/em_noticia_interna.shtml

Juros do financiamentro imobiliário devem cair mais

O consumidor interessado em comprar um imóvel financiado deve esperar por pelo menos mais dois meses, na opinião do vice-presidente da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira. Segundo ele, as taxas de juros, que já estão sendo reduzidas pelos bancos, devem cair ainda mais, com a percepção de melhora na economia e com as reduções da taxa básica de juros, a Selic.
Na última semana, o Banco do Brasil e a Caixa anunciaram redução de juros, com condições diferenciadas de acordo com a forma de pagamento das prestações, ou se o interessado é correntista, por exemplo. Bancos privados, como o Bradesco, também estão de olho no mercado. Em maio, a instituição anunciou a ampliação do prazo de financiamento da casa própria de 25 para 30 anos em todas as modalidades previstas no Sistema Financeiro da Habitação (SFH) e anunciou redução de taxas. Confira dicas do especialista sobre a compra de imóveis financiados.
Agência Brasil - As condições para a compra de imóveis estão melhorando?
Miguel José Ribeiro de Oliveira - Depois que a crise financeira internacional se agravou, principalmente no período de setembro de 2008 até fevereiro deste ano, os bancos subiram as taxas de juros, encurtaram o prazo de financiamento e passaram a ser mais seletivos. Estavam preocupados com a possibilidade de que a crise pudesse se agravar e levar à inadimplência de seus clientes. Os bancos públicos, pressionados pelo governo, passaram a emprestar mais para compensar a queda na oferta de crédito dos bancos privados. Passado esse momento, os bancos perceberam que tinha boas oportunidades pela frente e que os públicos pegaram o espaço deles e voltaram a emprestar. Atualmente, há uma competição maior nesse segmento, o que possibilita aos consumidores melhores condições. Os bancos vêm alongando prazos. Atualmente é possível encontrar prazo de até 30 anos. Tem os bancos anunciando redução das taxas de juros e em algumas situações financiando 100% do valor do imóvel. Entretanto, essas condições tenderão a ficar ainda melhores. Mas aquele consumidor que não pode esperar, é importante ficar atento para não comprometer demais a renda, preferencialmente escolher o sistema Sacre [Sistema de Amortização Crescente] que possibilita pagar a um custo menor. Claro que tem uma desvantagem porque as parcelas inicialmente são maiores. Mas a dívida é amortizada de forma mais rápida. O consumidor deve prestar atenção também que quando vai comprar o imóvel, além dos juros, tem seguros e a Taxa Referencial (TR).
ABr - Quanto tempo mais aqueles que querem financiar um imóvel devem esperar?
Oliveira - As condições de crédito no segundo semestre vão estar melhores. Daqui a dois ou três meses, haverá uma quantidade maior de bancos oferecendo condições melhores, o que possibilita uma competição maior e beneficia os consumidores. Taxas menores, prazos maiores, menor burocracia no sentido de que deve haver uma liberação maior.
ABr - Os efeitos da crise no financiamento imobiliário estão passando?
Oliveira - Tenho a convicção de que o pior da crise já passou, o que se reflete na própria atitude dos bancos. Se os bancos acreditassem que a situação estaria complicada, não fariam o que estão fazendo agora. Agregado a isso, temos a Selic sendo reduzida, o que possibilita aos bancos continuar reduzindo as taxas de juros.

ABr - Qual é o feito da Selic nas taxas de juros de financiamento de imóveis?

Oliveira - A Selic é uma taxa de juros que referencia todas as demais. Quando a Selic sobe, todas as taxas de juros sobem. Por se tratar de financiamento de longo prazo e de alto valor, qualquer um ponto percentual de redução da Selic traz uma enorme efeito no custo do financiamento de imóveis.

ABr - Os bancos estão realmente baixando os juros ou só estão retomando ao patamar anterior à crise?

Oliveira - Aconteceram as duas coisas. Alguns bancos subiram as taxas de juros no momento de crise e agora, passado aquele momento, estão levando as taxas aos patamares que cobravam anteriormente. Mas também tivemos bancos que mantiveram a taxa e agora, acreditando que a economia vai ficar melhor, baixaram os juros. Tanto aquele banco retornou à taxa anterior como o que reduziu vai continuar reduzindo. A competição está se iniciando nesse segmento e vai levar a queda mais fortes nas taxas de juros.
ABr - Qual a diferença entre os sistemas de amortização Price (Sistema Francês de Amortização), Sacre e SAC (Sistema de Amortização Constante)?
Oliveira - Quando você faz um financiamento, paga sempre os juros sobre o saldo devedor. Entretanto, tem alguns tipos de sistema que definem como vai ser amortizada a dívida. Tem o sistema Price, que é o mais conhecido pelos brasileiros, em que você paga parcelas iguais durante o financiamento. Tem o sistema Sacre, que é crescente, adotado pela Caixa, em que as prestações iniciais são maiores e vão sendo reduzidas a cada 12 meses. O SAC, usado tanto pela caixa quanto por bancos privados, é muito parecido com o Sacre. Como com esses dois sistemas, você começa igualmente a amortizar mais no início do financiamento. Para se ter uma idéia, no caso de um financiamento de dez anos, o consumidor que optar pelo sistema Price vai pagar 10% a mais do que pagaria nos outros dois sistemas.
ABr - Para quem não tem disciplina para juntar dinheiro, o financiamento pode ser uma boa opção, já que a pessoa terá que reservar os recursos para pagar as prestações?
Oliveira - Em qualquer hipótese é melhor juntar dinheiro para comprar à vista ou para financiar uma parcela menor do valor do imóvel. Assim, o consumidor economiza com juros. Mas para aquele consumidor que não é muito regrado, a melhor indicação é o sistema de consórcio, porque vai ter a obrigatoriedade de pagar todo o mês.
ABr - E o financiamento é melhor opção do que pagar aluguel?
Oliveira - Hoje em dia, eu diria que sim. As condições de crédito melhoraram, o que possibilita pagar o mesmo valor de um aluguel. Atualmente, os juros de financiamento estão, em média, entre 0,90% e 1% ao mês. O aluguel corresponde em geral de 0,80% a 1% do preço do imóvel.
ABr - Quais são as dicas na hora de pesquisar nos bancos?
Oliveira - Estamos falando que as taxas de juros estão caindo. Mas isso não quer dizer que todas as taxas estejam iguais e que todos os bancos reduziram. Nem sempre que os bancos dizem que reduziram os juros, a redução foi para todas as categorias. Às vezes, caíram para financiamento de dez anos, por exemplo, ou em uma situação em que o consumidor ofereça uma boa entrada. A melhor alternativa é pesquisar muito. O consumidor deve procurar o seu banco e os demais para saber quais são a taxa de juros e os demais encargos. Ele só vai saber onde é mais barato, se fizer uma comparação de custos.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/06/12/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=114287/em_noticia_interna.shtml

cai em março para menor nível desde julho

A taxa de juros cobrada de consumidores e empresas no país atingiu em março o menor nível desde julho de 2008, aponta pesquisa da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). Houve redução no custo dos empréstimos em todas as modalidades, exceto no cartão de crédito para pessoa física, que permaneceu com as condições de fevereiro. Os juros médios para pessoa física caíram de 137,38% ao ano em fevereiro para 135,27% ao ano em março - uma diferença de 2,11 pontos porcentuais. Para a pessoa jurídica, a redução foi de 66,69% ao ano para 65,16% - queda de 1,53 ponto porcentual.A modalidade de crédito para pessoa física que registrou a maior diferença de juros anuais de um mês para o outro é a que cobra as taxas mais elevadas: o empréstimo pessoal nas financeiras, que passou de 268,83% para 263,71% - uma diferença de 5,12 pontos porcentuais. Mesmo com a taxa mais baixa, se um consumidor pegar R$ 1 mil emprestado, terá de devolver à financeira R$ 3.637,10 após um ano. Para as empresas, a maior redução se deu no crédito para capital de giro, que passou de 59 55% ao ano para 57,90%.O patamar dos juros cobrados pelas instituições financeiras continua distante da taxa básica da economia, a Selic, que sofreu dois cortes desde dezembro de 2008 e está em 11,25% ao ano. A Anefac comparou as oscilações da Selic e da taxa anual dos bancos de setembro de 2005 a março de 2009. Enquanto a Selic passou de 19,75% para 11,25%, o juro médio para pessoa física passou de 141,12% para 135,27% e para a pessoa jurídica caiu de 68,23% para 65,16%.A pesquisa mostra ainda que o prazo dos financiamentos em bancos financeiras e comércio encurtou em até um ano, o que indica cautela. Em março de 2008 o prazo máximo era de 36 meses e em março de 2009 passou para 24 meses. O prazo médio das dívidas caiu de 18 meses para 12 meses. Os prazos máximo e médio do financiamento de veículos seguiram a mesma tendência. No ano passado a aquisição era parcelada em até 72 vezes e neste ano não passa de 60 vezes. O prazo médio caiu de 42 meses para 33 meses.CrediárioFazer uma compra no crediário continua saindo mais caro no Rio Grande do Sul do que em outros seis Estados e Brasília. A taxa de juros média anual de uma compra parcelada para o gaúcho é de 114,35%, enquanto para o paulista é de 91,20%. A média nacional para essa modalidade de crédito ficou em 105,36% ao ano em março.A Anefac comparou os juros do crediário por setor de comércio no País. Os parcelamentos mais caros são feitos pelas lojas de artigos de ginástica (181,27% ao ano), decoração (172,72%) e artigos para o lar (157,76%). Os menos caros estão nas lojas de veículos (41,25%), empresas de turismo (63,84%) e grandes redes (64,97%).