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Governo define financiamento de R$ 1,8 bilhão para produção e comercialização de café

O governo federal definiu como será distribuído o valor de R$ 1,8 bilhão destinado pelo Orçamento Geral da União ao Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). Os recursos servirão para o financiamento da produção e comercialização de café em 2009.
As regras da divisão estão na Portaria Interministerial 453, assinada pelos ministros da Agricultura, Reinhold Stephanes, e da Fazenda, Guido Mantega, e publicada nessa quarta-feira no Diário Oficial da União.
Os financiamentos para custeio terão R$ 200 milhões. Para a colheita serão emprestados R$ 450 milhões, enquanto para a estocagem serão R$ 460 milhões. O Financiamento para Aquisição de Café (FAC) terá R$ 400 milhões. Até R$ 100 milhões serão destinados a uma linha especial de crédito para aquisição de Cédula do Produto Rural (CDR) e R$ 90 milhões à recuperação de lavouras de café atingidas por chuva de granizo.
As operações de custeio e de colheita previstas no reescalonamento da dívida rural terão até R$ 100 milhões. Os agentes financeiros terão de apresentar ao gestor do Funcafé, em até 30 dias, o volume de inadimplências que foram reembolsadas pela liberação dos recursos. Também está prevista a possibilidade de remanejamento dos recursos, caso não haja demanda suficiente para atingir o limite de alguma das modalidades de financiamento.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/06/18/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=115199/em_noticia_interna.shtml

Há sinais de recuperação do setor agrícola, diz Stephanes

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse hoje que há sinais de recuperação do setor agrícola dentro do quadro de crise mundial. Um desses sinais, citou o ministro durante seminário 10 anos da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), é o resultado das exportações do primeiro quadrimestre do ano.

"De oito itens com melhor desempenho (na pauta exportadora), sete são agrícolas, o que significa que o setor precisa ter maior participação (nas decisões de governo)", disse o ministro.
Ele destacou ainda que, entre os sete produtos agrícolas com desempenho positivo na balança comercial, o volume e os valores exportados foram superiores ao verificado no mesmo período de 2008. "Os preços estão razoáveis, com exceção do algodão", reconheceu o ministro. Stephanes também citou como positivo o fato de o crédito externo para agricultura começar a se recuperar. "Conversei com especialistas que estão constatando essa melhora do crédito", disse.
O ministro contou ainda que tem participado de muitas feiras agropecuárias no País e que o mais importante é que "ninguém fala em crise nesses eventos". "É um sinal bom. A agricultura continua plantando e colhendo", disse. Apesar dos bons sinais, Stephanes ressaltou que há muitos desafios pela frente. O principal deles, destacou, é fazer com que as decisões tomadas cheguem na ponta. "Falta agilidade, rapidez", disse o ministro.
Outro desafio destacado pelo ministro é o de sair do que ele chamou de "grande armadilha do endividamento". O setor se endivida, segundo ele, principalmente por dois motivos: por fatores climáticos e quando há volatilidade de preços. Stephanes disse que o governo está preocupado com essa situação e o Banco do Brasil está envolvido na busca de um modelo que evite essas flutuações.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/05/06/ha+sinais+de+recuperacao+do+setor+agricola+diz+stephanes+5974904.html

prazo para banco renegociar dívida deve aumentar

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse hoje que o governo deverá prorrogar o prazo para os bancos concluírem a operacionalização da renegociação da dívida dos produtores rurais. Ao sair de reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, Stephanes afirmou que "há uma decisão positiva" por parte do governo em relação a essa prorrogação e resta agora apenas estudar como ela acontecerá sob o ponto de vista jurídico. Os técnicos do governo irão analisar, por exemplo, se é possível fazer essa prorrogação por meio de resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) ou não."A culpa não é dos agricultores. É uma questão operacional dos bancos", disse Stephanes em relação ao fato de que muitos bancos não conseguiram completar em 31 de dezembro o processo de renegociação. O ministro disse que, enquanto os bancos não concluírem o processo de análise de cada processo, os produtores que entraram com processo de renegociação serão considerados adimplentes, podendo, portanto, recorrer a novos financiamentos. Ele explicou que a prorrogação não significa que novos produtores poderão pedir a renegociação. É apenas um aumento do prazo para os bancos concluírem o processo, enfatizou.

Mantega concordou com ajuda a cooperativas, diz Stephanes

O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, disse hoje que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, concordou com o pleito apresentado por ele de liberar R$ 2 bilhões para capital de giro das cooperativas agrícolas. "O crédito das cooperativas vai ser estudado nos próximos 10 dias para que seja definida qual será a fonte dos recursos", disse. Na quarta-feira, haverá uma reunião técnica para analisar a situação dos cafeicultores, que tiveram uma perda de renda maior devido aos preços baixos do produto e aos altos custos de produção.