O Tesouro americano informou nesta terça-feira que dez dos maiores bancos dos Estados Unidos receberam permissão para devolver US$ 68 bilhões em empréstimos concedidos pelo governo como parte do pacote de US$ 700 bilhões para o resgate do sistema financeiro do país.
"Depois de consultar o supervisor bancário primário de cada instituição, o Tesouro notificou as instituições informando que elas agora estão qualificadas para completar o processo de pagamento", afirma o governo americano em um comunicado. "Se estas companhias se decidirem pelo pagamento, o Tesouro receberá US$ 68 bilhões."
Os bancos americanos estão dispostos a devolver o dinheiro do empréstimo do governo para escapar das restrições potencialmente pesadas que poderiam ser impostas, como limites nos pagamentos a executivos. O Tesouro americano não divulgou quais bancos e instituições financeiras receberam a aprovação para a devolução. Mas JP Morgan, American Express, Bank of New York Mellon, BB&T Corp, Capital One Financial, Morgan Stanley, State Street e US Bancorp confirmaram que receberam a autorização.
Goldman Sachs e Northern Trust também estariam entre as instituições que receberam a aprovação para devolver o dinheiro.
Estabilidade
A disposição do Tesouro em permitir o pagamento de empréstimos indica que um certo grau de estabilidade retornou ao sistema financeiro americano. Para receber a aprovação para devolução, os bancos precisam ser capazes de lançar novas ações para investidores privados e de conseguir empréstimos sem garantias do governo.
Se essas instituições optarem pela devolução dos recursos, o dinheiro poderá ser aplicado no Programa de Alívio para Ativos Problemáticos (Tarp, na sigla em inglês), do Tesouro americano - assim, teoricamente, os US$ 68 bilhões também poderiam ser usado para ajudar outras instituições. Todos as instituições envolvidas, exceto o Morgan Stanley, foram aprovadas em maio em uma avaliação do governo americano, que analisou se os bancos tinham capital o bastante para aguentar mais perdas, caso a situação econômica piorasse.
No entanto, alguns observadores temem que a devolução prematura dos empréstimos possa fazer com que os bancos parem de emprestar dinheiro e, dessa forma, prejudiquem as perspectivas de recuperação da economia americana.
"Em parte, o que isso diz a você é que os bancos estão gastando todo o dinheiro pagando o empréstimo do governo e não fazendo o que era para ser feito com este dinheiro, que era estimular a economia e emprestar este dinheiro", afirma Marc Pado, estrategista de mercado da consultoria americana Cantor Fitzgerald.
Mostrando postagens com marcador American Express. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador American Express. Mostrar todas as postagens
Bancos poderão devolver US$ 68 bi ao governo dos EUA
Ricardo Meper
RICARDO MEPER
Complementos
American Express,
Bank of New York Mellon,
BBeT Corp,
Capital One Financial Corp,
Crise Financeira Mundial,
Economia,
Estados Unidos da América,
JP Morgan,
Morgan Stanley,
State Street,
US Bancorp
Fed autoriza American Express a virar banco
A American Express (AmEx) ganhou rápida aprovação para tornar-se uma holding bancária, o que dá à gigante dos cartões de crédito acesso mais fácil a uma fatia dos US$ 700 bilhões que o governo dos EUA está injetando nos bancos. A medida mostra a rapidez com que as empresas do setor financeiro, que dependiam dos mercados de capitais, buscam reforços para suas fontes de financiamento. As duas unidades bancárias da AmEx já têm acesso à janela de redesconto do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA). No mês passado, a companhia disse que tinha liquidez suficiente para pelo menos um ano, mesmo se os mercados de crédito fossem fechados."Dada a continuada volatilidade nos mercados financeiros, queremos estar mais bem posicionados para tirar vantagem dos vários programas que o governo federal introduziu ou pode introduzir para apoiar as instituições financeiras dos EUA", disse, em comunicado, o presidente e diretor-executivo da AmEx, Kenneth I. Chenault.Segundo a AmEx, a medida a coloca em pé de igualdade com os concorrentes. Em circunstâncias normais, uma empresa como a AmEx levaria meses para conseguir a aprovação da mudança.
Mesmo com atuação de governos e bc´s bolsas vivem dia de oscilação
Nem o anúncio do pacote de ajuda chinês conseguiu dar estabilidade ao mercado e as principais bolsas do mundo viveram um dia de forte oscilação. Nos Estados Unidos, o Federal Reserve concedeu à American Express o status de holding bancário, que define as corporações que controlam um ou mais bancos.Como holding bancária, a gigante dos cartões de crédito terá acesso mais rápido a uma parte dos 700 bilhões de dólares que o governo americano vai injetar nas instituições financeiras do país. A instabilidade no mercado financeiro levou o FED a abrir mão dos procedimentos normais para acelerar o processo de mudança. Novos indícios de recessão na economia americana derrubaram as bolsas de Nova Iorque, após um dia de muita oscilação. O índice Dow Jones caiu 0,82% e a bolsa eletrônica Nasdaq perdeu 1,86%. A seguradora AIG teve prejuízo de 24,5 bilhões de dólares no terceiro trimestre do ano, o que levou o governo americano a aumentar a ajuda à empresa para mais de 150 bilhões de dólares.Na Argentina, milhares de operários da indústria automotiva foram às ruas em protesto contra a paralisação da produção de algumas fábricas, além da ameaça de demissões.
Ricardo Meper
RICARDO MEPER
Complementos
American Express,
China,
Economia,
Federal Reserve FED.,
Índice Dow Jones,
Seguradora AIG
Assinar:
Postagens (Atom)