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Nacionalização de empresas de petróleo pode deixar 22.000 sem emprego

Sindicatos venezuelanos calculam que quase 22.000 trabalhadores de empresas de petróleo podem perder os empregos, depois que o governo de Hugo Chávez começou a assumir o controle da indústria na sexta-feira, informa a imprensa local.

"Esta lei não nos beneficia", disse Bernardino Chirinos, dirigente do Sindicato de Trabalhadores Petroleiros do estado Zulia (oeste) sobre a lei aprovada na quinta-feira pelo Parlamento que concede ao Estado o controle de empresas de injeção de água, vapor ou gás, de transporte de trabalhadores e outros serviços na indústria petroleira.
"Há 35.000 trabalhadores na costa oriental (Zulia) e apenas 8.000 serão absorvidos. Há 22.000 trabalhadores sem garantias", completou Chirinos em declarações ao jornal El Nacional.
O presidente Chávez liderou na sexta-feira a tomada de controle dos bens e serviços da indústria petroleira no Lago de Maracaibo (Zulia), onde confirmou que 8.000 trabalhadores passariam a ser funcionários diretos da estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA).
"Estamos liberando a pátria, construindo o socialismo com os trabalhadores", declarou o presidente. Com a medida, o Estado assume o controle das operações de 60 terceirizadas, que há semanas exigem da PDVSA o pagamento de faturas vencidas.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/05/09/nacionalizacao+de+empresas+de+petroleo+pode+deixar+22000+sem+emprego+6033906.html

 

Chávez pede apoio do BNDES para projetos na Venezuela

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, pediu ao presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, apoio financeiro a projetos que estejam sendo tocados ou que venham a ser desenvolvidos por empresas brasileiras naquele país. A iniciativa de Chávez ocorreu durante encontro com Coutinho na quinta-feira, em Caracas, e expõe as dificuldades financeiras pelas quais a economia venezuelana atravessa, impactada, principalmente, pela forte queda no preço do petróleo.
Entre os projetos que podem ser desenvolvidos por empresas brasileiras está a construção da linha 5 do metrô de Caracas. As obras das linhas 3 e 4 já haviam sido tocadas pela brasileira Odebrecht. O governo venezuelano também espera a participação de grupos nacionais em obras de infraestrutura e parques industriais.
O BNDES tem longo histórico de apoio a empresas brasileiras em projetos fora do país, em especial na América do Sul. Somente a Venezuela já recebeu, desde 1997, cerca de US$ 500 milhões de desembolso do banco, sendo US$ 295 milhões somente para as obras do metrô e para a construção da hidrelétrica de La Vueltosa. Entre projetos em perspectiva, em análise e já aprovados, o país de Hugo Chávez tem carteira de US$ 4 bilhões junto ao banco de fomento estatal brasileiro.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/05/22/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=111569/em_noticia_interna.shtml

Chávez estatiza 60 empresas ligadas à produção de petróleo

O governo da Venezuela estatizou 60 empresas que prestam serviços à indústria petroleira, depois da promulgação de uma lei que dá ao Estado o direito de controlar total ou parcialmente bens e serviços relacionados à atividade. A estatização das companhias foi oficializada em um ato comandado pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, no Lago de Maracaibo, Estado de Zulia, um dos principais polos de produção petrolífera do país.

"O povo e os trabalhadores vão demonstrar como agora seremos mais eficientes na administração de nossa indústria (petroleira) e dos serviços relacionados a ela", disse Chávez. Na lista de bens expropriados pelo governo venezuelano estão 300 embarcações e 39 terminais utilizados na produção petrolífera.
Além disso, cerca de 8 mil trabalhadores dessas empresas se tornaram agora funcionários do Estado.
Segundo Chávez, o governo venezuelano economizará cerca de US$ 700 milhões por ano ao administrar diretamente estes serviços relacionados à produção de petróleo.
"Aqui nesta zona, produzir um barril de petróleo custa quase US$ 8. Quase metade disso, 40%, ia para empresas contratadas", afirmou.
O presidente venezuelano ainda prometeu que o dinheiro economizado com a estatização das prestadoras de serviço será entregue aos chamados conselhos comunais, organismos de participação popular patrocinados por seu governo.
"Socialismo"

Em um discurso onde, por diversas vezes, criticou o capitalismo e exaltou o socialismo, Chávez afirmou que a estatização das empresas terceirizadas fará com que elas se tornem "propriedade do povo".
"Isto se chama socialismo. Isto vai permitir que nós os libertemos da exploração capitalista", afirmou Chávez a um grupo de trabalhadores, enquanto visitava uma das embarcações estatizadas.
Segundo o ministro do Petróleo da Venezuela, Rafael Ramirez, 85% das instalações e atividades primárias da exploração petroleira estão sujeitas à estatização com a nova lei, que foi aprovada na última quinta-feira pela Assembleia Nacional.
O ministro afirmou ainda que algumas empresas tentaram "burlar a lei, levando rebocadores e lanchas". Segundo ele, foi usada força militar para impedir que essas empresas evitassem a estatização de seus bens.
Ramirez também afirmou que as empresas contratadas não estavam cumprindo suas obrigações trabalhistas.
A estatização dos serviços petroleiros faz parte dos planos do governo Chávez de controlar todos os setores que considera estratégicos para o desenvolvimento do país.
Alguns analistas, no entanto, afirmam que esta também pode ser uma estratégia para não saldar as dívidas do governo com algumas dessas empresas.

http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2009/05/09/chavez+estatiza+60+empresas+ligadas+a+producao+de+petroleo+6028939.html

Opep fará mais cortes "se necessário", diz Chávez

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse na terça-feira que a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) fará mais cortes na produção global de petróleo se eles forem necessários para defender os preços da commodity. "Nós faremos as reduções que precisarem ser feitas", disse Chávez durante um pronunciamento ao Congresso venezuelano. "Eu tenho certeza de que o que eu digo é o que todos os chefes de governo e chefes de Estado pensam em todos os países da Opep."


Opep fará mais cortes "se necessário", diz Chávez

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse na terça-feira que a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) fará mais cortes na produção global de petróleo se eles forem necessários para defender os preços da commodity. "Nós faremos as reduções que precisarem ser feitas", disse Chávez durante um pronunciamento ao Congresso venezuelano. "Eu tenho certeza de que o que eu digo é o que todos os chefes de governo e chefes de Estado pensam em todos os países da Opep."

Chávez anunciará em janeiro novas medidas para combater crise financeira

O presidente da , , disse hoje que em janeiro anunciará "medidas" para que, em 2009, o país enfrente as conseqüências da crise econômica mundial, algumas delas voltadas a reduzir a "dependência" do petróleo.
"Nos primeiros dias de janeiro vou fazer anúncios econômicos", disse Chávez, que não deu mais detalhes e só antecipou que entre seus planos está "aumentar a receita" nacional "pela via das exportações não petrolíferas".

O governante lembrou que, este ano, a crise mundial "não tocou" na Venezuela, mas reiterou que o impacto da mesma no mercado do petróleo afetará o país "nos próximos anos".

O Governo venezuelano pretende "transformar esse impacto em algo positivo", como impulsionar políticas para diversificar a fonte de receita nacional, disse Chávez, durante um ato oficial no estado de Miranda, centro.

"Aumentar a receita (nacional) por via de exportações não petrolíferas ... temos que sair da dependência petrolífera, impulsionar a produção de bens exportáveis", como cacau, ouro, ferro, aço e cimento, ressaltou o líder.