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Uma onda de calor que assola a Índia

Desigualdade Social e Onda de Calor

Na Índia, Desigualdade Social e o Risco Mortal para os Pobres

A onda de calor que assola a Índia não é apenas um fenômeno climático, mas também um espelho da desigualdade social que aflige o país. 

Enquanto centros comerciais de luxo continuam a funcionar com ar-condicionado, comunidades pobres enfrentam cortes de energia, expondo-as a riscos mortais.

A onda de calor na Índia é um lembrete severo das desigualdades sociais que ainda persistem no país. Enquanto alguns desfrutam do conforto de suas casas com ar-condicionado, outros enfrentam riscos mortais devido à falta de infraestrutura básica.

Sana Mumtaz é uma mulher divorciada e mãe de três filhos que reside em uma comunidade economicamente desfavorecida em Kolkata, uma das cidades mais populosas da Índia. Ela vive em condições precárias, compartilhando um espaço limitado com vários membros da família. A sua vida é um reflexo vívido das disparidades sociais que assolam a Índia contemporânea, especialmente quando se trata de questões relacionadas ao clima e à infraestrutura básica.

A Crise Energética e a Revolta Popular

A comunidade de Sana enfrenta cortes de energia frequentes, uma situação que se torna ainda mais crítica durante as ondas de calor extremo. Em contraste, um shopping de luxo nas proximidades continua a operar normalmente, com todas as suas comodidades, incluindo ar-condicionado, funcionando perfeitamente. A morte de um idoso na comunidade, atribuída ao calor extremo, foi o catalisador para uma revolta popular. Este evento trágico evidenciou a urgência da situação e mobilizou a comunidade a exigir mudanças imediatas.

Ameaça Crescente: O Calor Extremo na Índia

De acordo com uma análise conjunta realizada pelo Washington Post e pelo grupo de modelagem sem fins lucrativos CarbonPlan, a Índia está no caminho para se tornar o país mais ameaçado por ondas de calor extremo até o ano de 2030. Estima-se que mais de 770 milhões de pessoas no país estarão vivendo em condições altamente perigosas por pelo menos duas semanas a cada ano. Este dado alarmante sublinha a necessidade de ações políticas e sociais imediatas para mitigar os riscos associados ao calor extremo.

Impacto na Saúde Pública e Desigualdade Social

Vulnerabilidade das Comunidades Pobres

As comunidades economicamente desfavorecidas são desproporcionalmente afetadas por doenças relacionadas ao calor, como insolação e desidratação. A falta de infraestrutura adequada, incluindo habitação apropriada e acesso a cuidados de saúde, agrava ainda mais a situação. Além disso, a falta de educação e conscientização sobre como lidar com o calor extremo contribui para o aumento da vulnerabilidade dessas comunidades.

Proteção Desigual: A Classe Média e os Ricos

Em contrapartida, a classe média emergente e os segmentos mais ricos da sociedade indiana têm acesso a uma variedade de recursos para se protegerem dos efeitos devastadores do calor. Isso inclui habitações com sistemas de ar-condicionado eficientes e acesso a cuidados médicos de qualidade. Esta disparidade na capacidade de adaptação revela uma divisão social profunda que é exacerbada pelas mudanças climáticas.

Ação Coletiva e Responsabilidade Social: O Caso do Protesto em Kolkata

O falecimento do idoso na comunidade de Sana Mumtaz foi o estopim para uma ação coletiva. Os residentes organizaram um protesto exigindo a restauração imediata do fornecimento de energia. Este evento não apenas trouxe atenção mediática para a crise, mas também destacou a necessidade de ações coletivas e políticas públicas para abordar as disparidades sociais exacerbadas pelo calor extremo.

O Papel dos Formadores de Opinião na Mitigação da Desigualdade

Empresários, políticos, acadêmicos e outros formadores de opinião têm uma responsabilidade significativa em abordar essa desigualdade social e climática. Eles devem atuar como catalisadores para a implementação de políticas públicas que protejam as comunidades mais vulneráveis, garantindo que medidas eficazes sejam tomadas para mitigar os riscos associados ao calor extremo.

Referências Bibliográficas

https://www.washingtonpost.com/climate-environment/interactive/2023/india-deadly-extreme-heat-poverty/

Crescimento Robusto do Setor de Construção do Brasil em 2023

O Ressurgimento Emergente: Revelando o Crescimento Robusto do Setor de Construção do Brasil em 2023

O Surto Construtivo

Como um indicador-chave da saúde econômica do país, a indústria da construção sempre desempenhou um papel significativo no Brasil. O desempenho recente do setor e as projeções futuras refletem as tendências e perspectivas mais amplas da economia nacional. Olhando para 2023, a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) prevê um ressurgimento promissor nesse setor fundamental, anunciando um período de crescimento e expansão renovados.

A trajetória ascendente: um olhar sobre as projeções de crescimento

As projeções da CBIC pintam um quadro promissor para o setor da construção civil brasileiro em 2023. Prevê-se um crescimento robusto de 2,5%, indicando um ano de ressurgimento significativo pela frente. Essa estimativa não existe no vácuo; Ele leva em conta uma sólida tendência de três anos do setor se expandindo mais rapidamente do que a economia nacional em geral, o ciclo de negócios imobiliário em andamento e uma demanda sólida por moradia.

No entanto, apesar desses avanços positivos, é crucial lembrar que o crescimento do setor ainda permanece 19,6% abaixo do pico anterior. Essa lacuna ressalta a necessidade de esforços sustentados e melhorias adicionais no setor, destacando os desafios contínuos que a indústria enfrenta mesmo diante de projeções positivas de crescimento

Investimentos Estratégicos: A Necessidade de Foco em Infraestrutura

José Carlos Martins, presidente da CBIC, enfatizou a necessidade de maiores investimentos estratégicos no setor, com foco especial em infraestrutura. Esses investimentos não são apenas para impulsionar o crescimento. Eles desempenham um papel crucial na promoção do desenvolvimento social e humano, proporcionando resultados tangíveis para o povo brasileiro e abrindo caminho para um futuro mais brilhante e próspero.

O enigma do PIB: aumentando a contribuição da construção

Aumentar a contribuição do setor da construção civil para o PIB nacional é uma prioridade fundamental, como enfatiza Martins. Em 2012, a construção representava 6,5% do PIB total do Brasil, mas, em 2021, esse número caiu para 3,3%. Esse declínio ressalta a necessidade de estratégias para reverter a tendência e promover um crescimento mais sustentado.

Para isso, Martins destacou a necessidade de valorizar quatro aspectos fundamentais do setor: produtividade, competitividade, sustentabilidade e desenvolvimento social. Ao se concentrar nessas áreas, o setor da construção pode aumentar sua contribuição para o PIB e ajudar a impulsionar o país para um crescimento mais sustentável e inclusivo.

Um impulso do mercado de trabalho: crescimento do emprego no sector da construção

O crescimento do sector da construção teve implicações de grande alcance, entre as quais o seu impacto no mercado de trabalho. Nos últimos dois anos, a indústria da construção gerou mais de meio milhão de empregos. Esse aumento no emprego tem sido generalizado, beneficiando regiões em todo o Brasil, com São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais e Santa Catarina tendo resultados particularmente fortes.

Custos crescentes: uma visão geral dos materiais e equipamentos de construção

Apesar das tendências positivas de crescimento e do impulso do mercado de trabalho, o setor também enfrenta desafios significativos, especialmente em termos de aumento de custos. De julho de 2020 a novembro de 2022, houve um aumento impressionante de 52,50% no custo de materiais e equipamentos de construção, conforme aponta o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). No entanto, houve uma desaceleração recente nesses aumentos de custos desde junho †de 2022, principalmente devido a menores variações no custo dos materiais.

O caminho a seguir

As perspectivas para o setor de construção do Brasil em 2023 são amplamente positivas, marcadas por um crescimento esperado de 2,5%. No entanto, o setor enfrenta o desafio contínuo de se recuperar de crises anteriores e a necessidade de aumentar sua contribuição para o PIB nacional. Além disso, a indústria precisa lidar com o aumento dos custos de materiais e equipamentos. Com investimentos estratégicos, foco em produtividade, competitividade, sustentabilidade e desenvolvimento social, o setor está bem posicionado para superar esses desafios e contribuir para a retomada econômica do país.


Referências:

1. CÂMARA BRASILEIRA DA INDÚSTRIA DA CONSTRUÇÃO. Crescimento da construção em 2023: veja previsão da CBIC. AECweb, [S.l], 15 dez. 2022. Disponível em: <https://www.aecweb.com.br/revista/noticias/cbic-divulga-previsao-para-o-crescimento-da-construcao-em-2023/24234>. Acesso em: 22 jun. 2023.

2. FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS. Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). Portal FGV, [S.l], 2022. Disponível em: <https://portal.fgv.br/noticias/fgv-ibre-divulga-novos-indices-construcao-civil>. Acesso em: 22 jun. 2023.

Estudo critica infraestrutura logística do Brasil

O Brasil tem uma das piores infraestruturas de logística entre os países do Bric (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China), os Estados Unidos e o Canadá. Essa é a conclusão de um estudo realizado pelo Instituto de Logística e Supply Chain (Ilos) e divulgado nesta segunda. O presidente do Ilos, Paulo Fleury, que participa do 15º Fórum Internacional de Logística, afirmou que, em quilometragem de rodovias pavimentadas, por exemplo, o Brasil está na última colocação, com 212 mil quilômetros (km), atrás de Canadá (516 mil km), Rússia (655 mil km), Índia (1,565 milhão de km), China (1,576 milhão de km) e Estados Unidos (4,210 milhões de km).
O Brasil também fica em último na extensão de ferrovias, com 29 mil km. Perde para Canadá (47 mil km), Índia (63 mil km), China (77 mil km), Rússia (87 mil km) e Estados Unidos (227 mil km). De acordo com o estudo, o País também é o pior em quilometragem de dutos, com 19 mil km, ficando atrás de Índia (23 mil km), China (58 mil km), Canadá (99 mil km), Rússia (247 mil km) e Estados Unidos (793 mil km). Em termos de hidrovias, o Brasil, com 14 mil km, só fica à frente dos 600 km do Canadá. As maiores redes de hidrovias estão na China (110 mil km), na Rússia (102 mil km), nos Estados Unidos (41 mil km) e na Índia (15 mil km).
Apesar da carência, Paulo Fleury estimou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva só consiga realizar R$ 17 bilhões em investimentos de infraestrutura logística até o final do seu mandato no ano que vem, como parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo ele, Lula deve deixar um déficit de investimento de R$ 115 bilhões na área para o próximo governo.
Isso porque a previsão do governo Lula era a de realizar R$ 132 bilhões de investimentos em infraestrutura logística até 2010, mas apenas R$ 10 bilhões foram desembolsados até agora. Outros R$ 7 bilhões deverão ser gastos até o final do mandato. "Hoje já se passou 60% do tempo para o governo Lula fazer o PAC. Faltam em torno de 15 meses e só tem cerca de 10% executado", lembrou Fleury.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/09/14/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=127418/em_noticia_interna.shtml

Governo paralisa concessões no setor de infraestrutura

O governo federal ainda não conseguiu deslanchar o ritmo de concessões no setor de infraestrutura. Depois de dois anos de licitações importantes nas áreas de energia, transportes e telefonia, o volume de bens e serviços transferidos para a iniciativa privada despencou em 2009.

Até a semana passada foram realizados apenas quatro leilões (com pouquíssimas ofertas), contra 20 disputas nos anos de 2007 e 2008, segundo dados da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib).

As expectativas para o segundo semestre são desanimadoras, dizem investidores, especialmente diante do sinais dados pelo governo de adotar um discurso estatizante.

O sinal mais recente veio na semana passada, no anúncio do novo marco regulatório do pré-sal. As regras foram apresentadas como uma proposta que vai rever e aumentar o papel do Estado na indústria do petróleo e elevar o poder da Petrobras.
O governo garante que fará novas licitações ainda este ano, como é o caso do Trem de Alta Velocidade (TAV), a Hidrelétrica de Belo Monte e trechos de rodovias federais.

Mas o cronograma está bastante apertado para conseguir as licenças ambientais, fazer as audiências públicas e solucionar divergências técnicas e ideológicas entre representantes do governo, avaliam especialistas.
A maior preocupação dos investidores, que estão ávidos por novas concessões, é que a lentidão seja reflexo das eleições de 2010. "Provavelmente, as licitações que não forem dadas até dezembro ficarão para a próxima administração. Afinal, os políticos temem ser taxados de privatistas durante as campanhas. Isso significaria ficar pelo menos dois anos sem concessões, o que é um enorme prejuízo para o País", diz o professor Paulo Resende, da Fundação Dom Cabral.
Ele reconhece, entretanto, que outros fatores têm atrasado a evolução das concessões no Brasil, como a burocracia, falta ou deficiência dos marcos regulatórios, ações do Ministério Público e Tribunal de Contas da União (TCU) e uma boa dose de ideologia.

Ainda não há consenso dentro do governo de que a concessão de serviços e bens públicos possa ser uma saída para melhorar a qualidade da infraestrutura brasileira.

 

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/09/06/governo+paralisa+concessoes+no+setor+de+infraestrutura+8290912.html