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Correção Histórica: Espanha Retira Condecoração Militar a Pinochet

Retirada da Condecoração a Pinochet e Seu Impacto na Justiça e Memória Histórica

A ação da Espanha serve como um lembrete de que, mesmo décadas após eventos traumáticos, a busca por justiça e verdade continua. 

A retirada da condecoração de Pinochet é mais do que um gesto simbólico; é um passo concreto na direção da reparação e da memória histórica.

Em um mundo onde os valores democráticos são frequentemente desafiados, decisões como essa reafirmam a importância de defender a justiça, a verdade e os direitos humanos.

Recentemente, a Espanha tomou uma decisão que ressoou em muitos cantos do mundo: a retirada da condecoração militar concedida ao falecido ditador chileno Augusto Pinochet. Esta ação, anunciada pelo Conselho de Ministros do governo interino, não é apenas uma medida administrativa, mas um gesto carregado de significado e importância histórica.

Um Marco na Busca Contínua por Justiça e Verdade

A decisão recentemente tomada pela Espanha de retirar a condecoração militar concedida a Augusto Pinochet não é apenas um ato isolado no cenário político internacional. Ela serve como um lembrete pungente e poderoso de que a busca por justiça e verdade é um processo contínuo, que não termina, mesmo décadas após eventos traumáticos que marcaram a história de nações e populações. A retirada da condecoração de Pinochet vai muito além de um simples gesto simbólico ou uma ação política pontual; ela representa um passo concreto e significativo na direção da reparação histórica e da memória coletiva, elementos fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Em um mundo cada vez mais polarizado, onde os valores democráticos e os direitos humanos são frequentemente postos à prova e desafiados por regimes autoritários e movimentos extremistas, decisões como essa adquirem uma relevância ainda maior. Elas servem como um farol de esperança e um exemplo a ser seguido, reafirmando a importância crucial de defender intransigentemente os princípios de justiça, verdade e respeito aos direitos humanos. Esta decisão não é apenas um reflexo da postura ética da Espanha, mas também um chamado à ação para outras nações, instituições e indivíduos, incentivando-os a tomar medidas semelhantes em busca de justiça e reparação.

A Condecoração Detalhada: Gran Cruz al Mérito Militar

A medalha que foi retirada de Pinochet, a Gran Cruz al Mérito Militar, não é uma simples peça de metal ou um adorno sem significado. Ela é uma condecoração de alta estima, concedida pelo Estado espanhol, destinada a reconhecer e honrar atos de valor ou mérito excepcionais. O fato de que esta medalha foi originalmente concedida a Pinochet pelo então líder espanhol Francisco Franco adiciona uma camada adicional de complexidade e significado à sua revogação, tornando este ato não apenas uma correção histórica, mas também uma reavaliação e uma condenação das políticas e ações passadas que agora são vistas como incompatíveis com os valores e princípios democráticos.

O Pano de Fundo Histórico: O Golpe de Estado Chileno e Suas Repercussões

A decisão de retirar a medalha de Pinochet ganha contornos ainda mais significativos quando inserida no contexto do 50º aniversário do golpe de Estado no Chile. Este evento, que foi meticulosamente planejado e executado por Pinochet com o apoio dos Estados Unidos, marcou o início de uma das ditaduras mais brutais e repressivas da história da América Latina. Durante os 17 anos em que Pinochet esteve no poder, a sociedade chilena foi profundamente marcada por violações aos direitos humanos, incluindo tortura, desaparecimentos forçados e assassinatos políticos, cujas cicatrizes ainda são visíveis hoje.

As Implicações Éticas e Morais: Um Legado de Dor e Sofrimento

O regime de Pinochet foi caracterizado por uma série de crimes de lesa humanidade que chocaram o mundo. Apesar de sua morte em 2006, a dor e o sofrimento que ele causou ainda são sentidos por muitos. A retirada da medalha, embora não possa desfazer os danos causados, serve como um reconhecimento simbólico dos erros do passado e uma tentativa de reparação, mesmo que mínima, para as vítimas e suas famílias.

A Resposta Oficial da Espanha: Um Compromisso com a Democracia e os Direitos Humanos

A decisão de revogar a condecoração de Pinochet não foi uma ação impulsiva ou sem consideração. Pelo contrário, ela foi cuidadosamente ponderada e é um reflexo do profundo compromisso da Espanha com os valores democráticos e os direitos humanos. Isabel Rodríguez, a porta-voz do governo espanhol, e o presidente Pedro Sánchez fizeram declarações enfáticas sobre a importância desta ação, não apenas como um ato simbólico, mas como uma correção necessária de erros históricos e uma forma de fazer justiça às inúmeras vítimas de regimes autoritários e ditatoriais.

Referência Bibliográfica

https://www.eluniversal.com.mx/mundo/espana-retira-condencoracion-militar-otorgada-por-franco-a-pinochet-hace-mas-de-40-anos/

Espanha, Grécia e Turquia: Os Agricultores e a Crise Climática

Agricultores: Pioneiros na Luta Contra a Crise Climática

Espanha, Grécia e Turquia: Os Agricultores e a Crise Climática. Agricultores: combatentes fundamentais na linha de frente da crise climática

A crise climática é uma realidade inegável e devastadora que está afetando o planeta em uma escala sem precedentes. 

Incêndios florestais catastróficos têm se espalhado em uma velocidade alarmante, deixando um rastro de destruição e forçando milhares de pessoas a abandonarem suas casas em busca de segurança. 

Os agricultores são pessoas muito importantes nessa situação, porque eles trabalham com a terra para cultivar alimentos. Mas algumas práticas agrícolas podem estar contribuindo para piorar o problema do clima, como queimar combustíveis fósseis (que são coisas como o petróleo e carvão) e transformar muitas áreas naturais em plantações iguais.

Uma solução importante é restaurar a natureza, ou seja, dar espaço para que as áreas naturais voltem a crescer e prosperar. Isso pode ajudar a diminuir os problemas causados pelas mudanças climáticas. Existe uma estratégia chamada "rewilding", que é sobre recuperar a vida selvagem e deixar a natureza seguir seu curso. Isso pode ser muito benéfico tanto para os agricultores quanto para o clima.

Países como Canadá, Espanha, Grécia e Turquia têm sido testemunhas dos impactos devastadores das mudanças climáticas, com ondas de calor, secas, tempestades e inundações se tornando mais frequentes e intensas.

Para enfrentar essa crise, é essencial reconhecermos o papel crucial dos agricultores, que estão na linha de frente das questões relacionadas ao uso da terra. No entanto, alguns ainda resistem à ideia de uma crise climática iminente, uma atitude que não podemos mais nos dar ao luxo de manter.

A crise climática que enfrentamos é resultado de uma combinação de fatores, sendo a queima de combustíveis fósseis uma das principais causas. Além disso, a perda de ecossistemas naturais também contribui significativamente para o desequilíbrio climático. A transformação de vastas áreas de habitats naturais diversificados em monoculturas artificiais é uma prática preocupante, pois resulta na exclusão da natureza e agrava os problemas climáticos que enfrentamos.

A restauração da natureza emerge como uma solução emergencial para mitigar a crise climática. Precisamos abandonar a mentalidade de transformar toda a terra em áreas produtivas, abrindo espaço para a natureza retornar e prosperar. A Irlanda, que sofre com a devastação ecológica, é um exemplo de como a pressão contínua por produtividade tem prejudicado o meio ambiente.

Os agricultores desempenham um papel fundamental nesse contexto, mas é compreensível que alguns deles resistam a mudanças. No entanto, uma mudança progressiva em suas práticas pode beneficiar não apenas o clima, mas também melhorar a segurança alimentar e transformá-los em defensores da natureza.

Infelizmente, ainda existem representantes da agricultura que negam a existência da crise ou minimizam sua gravidade, bloqueando o progresso necessário. Para avançar, é imperativo adotar uma nova abordagem que reconheça a importância da natureza e incentive os agricultores a adotarem práticas agrícolas sustentáveis.

A rewilding, por exemplo, é uma estratégia promissora que pode trazer benefícios tanto para os agricultores quanto para o clima. O exemplo de Eoghan Daltun, um autor e defensor da recuperação da vida selvagem, que restaurou uma pequena floresta tropical na Irlanda, mostra como a rewilding pode funcionar na prática e trazer resultados positivos.

Para equilibrar as atividades humanas com a vida planetária, é urgente eliminar os combustíveis fósseis e restaurar a natureza em grande escala. A agricultura desempenha um papel essencial nessa empreitada, e a adoção de uma abordagem progressiva pode transformar os agricultores em campeões do clima e da natureza.

A transição para uma agricultura mais sustentável e a restauração da natureza em larga escala são desafios que devem ser enfrentados coletivamente. O futuro da agricultura depende da capacidade de abraçar a mudança e de reconhecer que a crise climática é uma realidade incontestável. Somente dessa forma poderemos garantir um futuro viável para o planeta e para as próximas gerações.

Com a crescente conscientização sobre a crise climática, é provável que haja uma pressão crescente sobre os governos para adotarem políticas mais rigorosas de combate às mudanças climáticas e promover ações mais efetivas para reduzir a emissão de gases de efeito estufa. Acordos internacionais, como o Acordo de Paris, podem ganhar ainda mais relevância, e espera-se que os países envolvidos aumentem seus esforços para cumprir metas climáticas.

Investimentos em energias renováveis e tecnologias verdes

Para reduzir a dependência de combustíveis fósseis e combater a crise climática, é provável que haja um incentivo maior para investir em energias renováveis e tecnologias verdes. Políticas governamentais de incentivo à energia solar, eólica e outras fontes limpas podem ser implementadas, o que pode estimular o crescimento do setor de energias renováveis e impulsionar a inovação tecnológica.

Pressão dos setores econômicos afetados

Setores econômicos relacionados à agricultura e indústria podem enfrentar pressões para se adaptarem a práticas mais sustentáveis e eco-friendly. Por exemplo, grandes empresas agrícolas podem ser incentivadas ou mesmo obrigadas a adotar práticas agrícolas mais sustentáveis, como agricultura regenerativa e uso responsável da terra.

Riscos para a agricultura

Mudanças climáticas podem afetar a produtividade agrícola em todo o mundo, incluindo o Brasil e os outros países mencionados. O aumento da frequência e intensidade de eventos climáticos extremos, como secas e inundações, pode prejudicar colheitas, reduzir a produção e levar a perdas econômicas para os agricultores.

Mercado internacional e exportações

Países que dependem fortemente das exportações agrícolas podem enfrentar desafios em um contexto de crise climática. Mudanças nas condições climáticas e regulamentações internacionais mais rígidas podem afetar a demanda e os padrões de comércio de produtos agrícolas, podendo influenciar nas receitas e na balança comercial desses países.

Oportunidades para setores sustentáveis

Por outro lado, a crescente preocupação com a crise climática pode criar oportunidades para setores econômicos que oferecem soluções sustentáveis. Empresas que fornecem tecnologias e serviços para a agricultura sustentável, como agricultura de precisão e inovações na produção de alimentos, podem ver um aumento na demanda.

A crise climática pode levar a mudanças significativas na política e na economia dos países mencionados, bem como de outras nações ao redor do mundo, incluindo o Brasil. 

Ações para mitigar os impactos das mudanças climáticas e promover a sustentabilidade podem moldar as políticas governamentais e as atividades econômicas nos próximos anos.

https://www.irishtimes.com/opinion/2023/07/22/farmers-should-be-on-the-frontline-fighting-the-climate-crisis-yet-some-deny-its-existence/

O crescimento do hidrogênio verde e do amoníaco

O artigo do El País, intitulado "La promesa del hidrógeno verde echa raíces en Andalucía", discute o crescimento do hidrogênio verde e do amoníaco na Andaluzia, Espanha. 

A região, com sua abundância de sol, locais ideais para energia eólica e vastas áreas desocupadas, tornou-se um ambiente propício para o florescimento dessas formas de energia na Europa. 

Duas das maiores empresas de energia da Espanha, a Cepsa e a Iberdrola, recentemente revelaram seus planos para estabelecer plantas de produção de amoníaco renovável na Andaluzia, marcando o início de uma tendência que já havia começado anteriormente.

O crescimento do hidrogênio verde e do amoníaco na Andaluzia pode servir como um exemplo para o Brasil, mostrando as oportunidades econômicas e ambientais associadas a essas formas de energia. Pode estimular discussões e ações políticas para promover o desenvolvimento de energia renovável no país. O investimento em produção de amoníaco renovável na Andaluzia pode impulsionar a criação de empregos verdes e promover o crescimento econômico na região. Isso pode servir como um modelo para o Brasil, onde o investimento em energia renovável pode ter impactos positivos semelhantes na economia, estimulando a inovação e a criação de empregos no setor de energia limpa.

No artigo "La promesa del hidrógeno verde echa raíces en Andalucía" do El País, destaca-se o crescimento do hidrogênio verde e do amoníaco na região da Andaluzia, Espanha. A abundância de sol, a existência de locais propícios para energia eólica e as vastas áreas desocupadas tornaram a Andaluzia um ambiente favorável para o desenvolvimento dessas formas de energia na Europa. Duas das principais empresas de energia da Espanha, Cepsa e Iberdrola, recentemente anunciaram seus planos de estabelecer plantas de produção de amoníaco renovável na região, marcando o início de uma tendência que já havia sido iniciada anteriormente.

A Andaluzia possui um enorme potencial para a produção de hidrogênio verde, que é produzido por meio da eletrólise da água usando energia renovável. A região é conhecida por sua alta irradiação solar e já possui uma infraestrutura significativa de energia eólica. Essas condições naturais favoráveis, combinadas com a disponibilidade de vastas áreas desocupadas, permitem que a Andaluzia se torne um importante centro de produção de hidrogênio verde na Europa.

Além do hidrogênio verde, o amoníaco renovável também está ganhando destaque na região. O amoníaco é produzido a partir do hidrogênio verde e pode ser usado como uma forma de armazenamento e transporte de energia renovável. Empresas como a Cepsa e a Iberdrola estão investindo em plantas de produção de amoníaco renovável na Andaluzia, aproveitando as oportunidades oferecidas por essa forma de energia.

Esses investimentos na produção de hidrogênio verde e amoníaco renovável na Andaluzia são parte de um movimento mais amplo em direção a uma economia mais sustentável e descarbonizada na Europa. O hidrogênio verde e o amoníaco renovável são considerados soluções promissoras para a redução das emissões de carbono em setores como transporte, indústria e energia.

Com a Andaluzia se estabelecendo como um centro de produção de hidrogênio verde e amoníaco renovável, espera-se que a região desempenhe um papel importante na transição para uma economia mais limpa e na luta contra as mudanças climáticas. Esses avanços na Andaluzia podem servir de exemplo e incentivar outras regiões a seguir o mesmo caminho, impulsionando ainda mais a adoção de energias renováveis na Europa e no mundo.

A escolha da Andaluzia como um local estratégico para a produção de hidrogênio verde e amoníaco renovável é fortemente influenciada pelos custos envolvidos. De acordo com Maarten Wetselaar, CEO da Cepsa, a Andaluzia é considerada o local mais competitivo da Europa para a geração dessas formas de energia. A região oferece vantagens econômicas significativas devido aos baixos custos de produção.

Um fator chave para a competitividade da Andaluzia é o custo da energia renovável, que representa cerca de 80% do custo total de produção de hidrogênio verde e amoníaco renovável. A região é reconhecida por sua abundância de sol e potencial para energia eólica, o que contribui para custos mais baixos de geração de energia renovável. Além disso, a Andaluzia, juntamente com o sul de Portugal, é uma das áreas do continente onde os custos de energia renovável são mais baixos.

Outro fator que torna a Andaluzia atrativa para o desenvolvimento de projetos em grande escala é a disponibilidade de espaço. A região possui vastas áreas desocupadas que podem ser aproveitadas para a instalação de usinas de produção de hidrogênio verde e amoníaco renovável. Essa capacidade de expansão facilita a implementação de projetos de maior escala e contribui para a redução dos custos de produção.

Com base nessas vantagens competitivas, empresas como a Cepsa e a Iberdrola estão aproveitando as oportunidades oferecidas pela Andaluzia para estabelecer plantas de produção de hidrogênio verde e amoníaco renovável. Ao escolher a Andaluzia, essas empresas visam otimizar os custos de produção, aproveitando os baixos custos de energia renovável e a disponibilidade de espaço para projetos em grande escala.

Essa combinação de fatores econômicos favoráveis faz da Andaluzia uma localização estratégica para o crescimento do setor de hidrogênio verde e amoníaco renovável na Europa. Ao maximizar a competitividade dos custos de produção, a região tem o potencial de se tornar um importante centro de produção dessas formas de energia, contribuindo para a transição para uma economia mais sustentável e descarbonizada.

Daniel López Marijuán, responsável pela área de Resíduos, Energia e Mudança Climática da Ecologistas en Acción, destaca a importância de não considerar o hidrogênio verde como uma solução mágica e alerta para o risco de uma possível "bolha" de investimentos impulsionada pelos subsídios disponíveis.

Embora o hidrogênio verde ofereça benefícios significativos em termos de redução das emissões de carbono e diversificação da matriz energética, é fundamental reconhecer que a transição para essa forma de energia deve ser parte de uma mudança mais ampla no modelo energético. Simplesmente investir maciçamente no hidrogênio verde sem abordar outras questões fundamentais, como eficiência energética, conservação de energia e uso responsável dos recursos, pode resultar em investimentos excessivos e insustentáveis.

López Marijuán ressalta que a adoção do hidrogênio verde deve ser acompanhada de uma estratégia abrangente de descarbonização, que inclua a redução da demanda energética, o fomento ao uso de energias renováveis de maneira direta e eficiente, e a eliminação progressiva do uso de combustíveis fósseis. Ele enfatiza que a mudança para o hidrogênio verde deve ser vista como parte de um processo mais amplo de transformação do sistema energético, com uma abordagem integrada que leve em consideração a sustentabilidade e a equidade.

Essas preocupações refletem a necessidade de uma abordagem cuidadosa e holística na transição para o hidrogênio verde, levando em consideração não apenas os aspectos técnicos e econômicos, mas também as questões sociais e ambientais. É importante garantir que os investimentos no setor sejam feitos de maneira sustentável, evitando a criação de uma "bolha" especulativa e priorizando ações que promovam a transição energética de forma efetiva e equitativa.

A mudança para o hidrogênio verde requer uma análise aprofundada e uma estratégia de longo prazo que leve em consideração todas as dimensões da sustentabilidade. Ao fazer isso, é possível aproveitar os benefícios do hidrogênio verde de maneira responsável e garantir uma transição energética bem-sucedida.

O impacto potencial desses desenvolvimentos no emprego é um aspecto importante a ser considerado. A estimativa da Cepsa de que serão necessários cerca de 10.000 novos trabalhadores, diretos e indiretos, para seus projetos na área de hidrogênio verde e amoníaco renovável é significativa e pode trazer oportunidades de emprego para a região da Andaluzia.

No entanto, existe uma preocupação legítima em relação à falta de formação adequada para esses postos de trabalho especializados. À medida que a demanda por profissionais nesse setor cresce, é crucial garantir que haja programas de capacitação e treinamento disponíveis para preparar a força de trabalho com as habilidades necessárias para atender às demandas da indústria.

Essa questão destaca a importância de investir em programas de formação profissional e educação voltados para as áreas de energia renovável, hidrogênio verde e amoníaco renovável. Esses programas podem capacitar os trabalhadores locais e fornecer-lhes as habilidades técnicas e conhecimentos necessários para aproveitar as oportunidades de emprego nesse setor emergente.

Além disso, é fundamental que as empresas envolvidas nesses projetos assumam a responsabilidade de oferecer programas de treinamento e capacitação aos seus funcionários, garantindo que eles possam se adaptar às novas tecnologias e práticas relacionadas ao hidrogênio verde e ao amoníaco renovável.

Ao abordar a lacuna de habilidades e promover a formação adequada, pode-se garantir que o desenvolvimento dessas indústrias não apenas gere empregos, mas também proporcione oportunidades de carreira sustentáveis e de qualidade para os trabalhadores locais, impulsionando o crescimento econômico e a sustentabilidade no longo prazo.

Dessa forma, a expansão do setor de hidrogênio verde e amoníaco renovável na Andaluzia não só tem o potencial de impulsionar o emprego, mas também pode ser uma oportunidade para investir na formação e capacitação da mão de obra local, fortalecendo a economia regional e preparando a região para um futuro mais sustentável e descarbonizado.

O Brasil possui vastos recursos naturais e potencial para desenvolver energia renovável, incluindo hidrogênio verde e amoníaco. O exemplo da Andaluzia pode inspirar o país a explorar ainda mais essas oportunidades, promovendo a transição para uma matriz energética mais limpa e sustentável. A política e a economia brasileiras podem se beneficiar com o crescimento dessas formas de energia, tanto no âmbito nacional quanto no internacional, fortalecendo a posição do país como líder em energia renovável. A escolha da Andaluzia com base em custos pode ser um indicador para o Brasil de que a redução dos custos de energia renovável é essencial para promover sua adoção em larga escala. Isso pode estimular políticas que incentivem a redução de custos e aumentem a competitividade do setor de energia renovável no país.

A redução dos custos de energia renovável pode impulsionar o crescimento econômico e a criação de empregos no setor no Brasil. Ao identificar a Andaluzia como um local competitivo, o país pode buscar estratégias semelhantes para promover a competitividade de sua indústria de energia renovável, aproveitando seus próprios recursos naturais e criando um ambiente propício para investimentos nesse setor. Em uma rápida análise dos custos na escolha da Andaluzia destaca a importância da competitividade econômica na promoção da energia renovável. 

O Brasil pode aprender com essa abordagem e buscar maneiras de reduzir os custos de produção de energia renovável, tornando-se um player mais competitivo no mercado internacional de energia limpa.

As preocupações levantadas sobre a possibilidade de uma "bolha" de investimentos destacam a importância de uma abordagem cuidadosa e equilibrada na implementação de políticas de apoio ao hidrogênio verde no Brasil. É essencial que as políticas promovam investimentos sustentáveis e evitem especulações financeiras que possam prejudicar a transição energética a longo prazo.

A adoção do hidrogênio verde como parte de uma mudança mais ampla no modelo energético pode ter implicações na economia brasileira. É importante avaliar cuidadosamente os benefícios econômicos e os riscos associados ao desenvolvimento do setor de hidrogênio verde, buscando uma abordagem sustentável que promova a criação de empregos e o crescimento econômico a longo prazo.

A necessidade de uma abordagem holística no desenvolvimento do setor de hidrogênio verde destaca a importância de considerar não apenas os benefícios imediatos, mas também as implicações econômicas e ambientais a longo prazo. O Brasil pode aproveitar essa perspectiva ao desenvolver políticas e estratégias para impulsionar a transição energética, garantindo que o investimento no hidrogênio verde seja feito de forma responsável e sustentável.

O crescimento do setor de hidrogênio verde na Andaluzia pode ter um impacto significativo no emprego, com a estimativa da Cepsa de que serão necessários 10.000 novos trabalhadores para seus projetos. No entanto, há preocupações sobre a falta de formação adequada para esses postos de trabalho especializados.

O surgimento de oportunidades de emprego no setor de hidrogênio verde destaca a importância de políticas de educação e formação profissional que preparem os trabalhadores brasileiros para essas novas áreas. 

Esse crescimento do setor de hidrogênio verde pode impulsionar a criação de empregos e estimular a economia brasileira. No entanto, é crucial investir em educação e formação para garantir que os trabalhadores estejam preparados para ocupar essas posições especializadas. Isso pode envolver parcerias público-privadas, incentivos fiscais e programas de qualificação profissional para apoiar a transição para uma economia baseada em energia limpa. O investimento em educação e formação adequadas para os postos de trabalho especializados no setor de hidrogênio verde é essencial para maximizar os benefícios econômicos e sociais desse setor. 

O Brasil pode se beneficiar ao adotar uma abordagem proativa para desenvolver as competências necessárias e garantir que a força de trabalho esteja preparada para as oportunidades de emprego geradas pela transição para energia limpa. O governo brasileiro pode desempenhar um papel fundamental no desenvolvimento de programas de capacitação e na promoção de parcerias entre instituições de ensino e empresas para atender às demandas do mercado de trabalho emergente.

fonte: https://elpais.com/economia/2023-07-08/la-promesa-del-hidrogeno-verde-echa-raices-en-andalucia.html


Indústria da zona do euro encerra 2013 em alta, mas França preocupa

Setor cresceu no ritmo mais rápido desde meados de 2011 com destaque para Alemanha


O setor industrial da zona do euro cresceu no ritmo mais rápido desde meados de 2011 em dezembro com destaque para Alemanha e Itália, abrindo espaço para um sólido início de ano após um tumultuado 2013, mostrou nesta quinta-feira (2) a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês).
O PMI do Markit subiu para 52,7 em dezembro ante 51,6 em novembro, confirmando estimativa preliminar e registrando a melhor leitura em 31 meses. Leitura acima de 50 indica crescimento.
As novas encomendas registraram o ritmo mais rápido desde abril de 2011, e a série de quase dois anos de cortes de vagas nas fábricas da zona do euro quase acabou no mês passado.
Olhando para países individualmente na região, o sentimento foi amplamente positivo, com exceção da França.
"Parece provável que o setor industrial ajudará a conduzir uma recuperação significativa, ainda que modesta, da economia", disse o economista-chefe do Markit, Chris Williamson.
Williamson também destacou que os preços nas empresas industriais estão começando a subir ligeiramente, sugerindo que elas começam a ver alguma melhora nesse quesito.
O Markit informou que os PMIs de dezembro são consistentes com crescimento da produção a uma taxa trimestral de 1%.
Entretanto, mesmo com Itália e Espanha mostrando sinais de um ano muito melhor à frente, a recuperação da região pode ser afetada pela França.

    Agência de estatísticas da Espanha confirma fim da recessão

    O INE (Instituto Nacional de Estatística) da Espanha confirmou nesta quarta-feira (30) que o país saiu da recessão, conforme indicado no início do mês pelo banco central.
    No terceiro trimestre, o PIB (Produto Interno Bruto) espanhol cresceu 0,1%, após nove trimestres de contração. Em relação ao terceiro trimestre de 2012, a economia espanhola diminuiu 1,2%, seguindo queda de 1,6% entre abril e junho, no mesmo tipo de comparação.
    Os dados do INE são preliminares e o levantamento mais completo deve ser conhecido no fim de novembro. O jornal "El País" recordou que, no terceiro trimestre de 2008, pela primeira vez em 15 anos, a economia espanhola entrou em recessão e saiu dessa situação nos três primeiros meses de 2010.
    Voltou a registrar taxas negativas a partir do segundo trimestre de 2011. Dois anos e meio depois, o Banco da Espanha e o departamento de estatísticas do país confirmam o fim da recessão técnica.

    Espanha sai da recessão no terceiro trimestre, aponta BC do país

    A economia espanhola saiu da recessão no terceiro trimestre, conforme boletim do Banco da Espanha divulgado nesta quarta-feira (23).
    A estimativa é de que o PIB (Produto Interno Bruto) do país tenha crescido 0,1% entre julho e setembro, em relação aos três meses anteriores, após dois anos registrando quedas consecutivas.
    O dado oficial do PIB, que é divulgado pelo INE (Instituto Nacional de Estatística), porém, ainda não foi publicado. A previsão do Banco da Espanha, além disso, nem sempre corresponde ao índice apurado pelo INE.
    A autoridade monetária observou que, durante o período de julho a setembro, a economia espanhola continuou dando sinais de melhora, embora de forma gradual. O país jé vem mostrando recuperação desde o começo do ano.
    Também nesta quarta-feira, o ministério de Economia da Espanha mostrou que o deficit comercial caiu 64% nos oito primeiros meses do ano, ficando em 8,420 bilhões de euros.
    O montante é quase um terço daquele verificado no mesmo período do ano passado (23,479 bilhões de euros).

    Crise afeta empresas brasileiras na Espanha

    Companhias contabilizam queda de até 40% do faturamento; agências de viagens vendem passagens apenas de retorno

    O crescimento de apenas 0,1% da economia espanhola no primeiro trimestre e o cenário conturbado dos últimos tempos têm ampliado a percepção de crise dos brasileiros que têm negócios no país. Há quem contabilize perda de 40% no faturamento, sem recuperação no horizonte. Esses empreendedores tentam, contudo, superar as dificuldades com criatividade.

    Foto: Divulgação

    Imagem interna do Rubayat Madrid: número de clientes na filial caiu 15%

    No Rubayat Madrid, a queda no número de clientes é de 15%. O declínio ocorreu principalmente pela falta de espanhóis e estrangeiros na casa, já que brasileiros saudosos da carne da terra natal não compõem o perfil dos freqüentadores do restaurante.

    Apesar da queda, o Rubayat – cujo patriarca, Belarmino Iglezias, emigrou da Galícia em 1951 - não pensa em descontos. “O objetivo do Rubayat é a qualidade”, afirma o diretor espanhol, Fernando Lopez, que dá continuidade ao enxugamento da cadeia de fornecedores do restaurante. A filial, inaugurada em 2006, recebeu investimentos de seis milhões de euros (ou pouco mais de R$ 13 milhões, em valores de hoje) e representa a vontade dos Rubayat de repetir na Espanha o sucesso alcançado no Brasil.

    Há seis meses, a Colcci também tem sentido o impacto da crise. Segundo fontes na Espanha, ela teve problemas com a distribuição, feita pelo sócio local, a empresa Anthurium Textile International, e fechou showroom em Barcelona. A distribuição em território espanhol é agora realizada pela Tribesman. Procurada por email no Brasil, a responsável pela área internacional da Colcci, Judith Padoan, disse que o assunto é confidencial.

    Leia mais:

    Vários meses de queda da atividade econômica também prejudicaram pequenos empresários do setor têxtil. A lojista Laura de Fátima Martinez Gonzales, proprietária de duas lojas Zapping em Castelldefels (cidade litorânea da Catalunha), renegociou o aluguel no shopping local pagando 25% menos, desde que as vendas caíram 40%.

    “Demiti funcionárias e voltei a trabalhar diariamente na loja. Reduzimos despesas de telefone, principalmente as internacionais, mas estou aguentando melhor do que os espanhóis", afirma. "Muitas lojas têm fechado. Os espanhóis veem que não estão vendendo e desistem. Eles não têm muita criatividade”, afirma a empresária brasileira, que vive há mais de dez anos na Espanha.

    Foto: Divulgação

    Contraponto: com loja inaugurada em Barcelona neste ano, Havaianas registra vendas "acima das expectativas"

    Medo de gastar

    A Zapping, especializada na marca Gang, tinha clientes brasileiros, mas a freqüência minguou. “Amigos e companheiros estão voltando ao Brasil. A maior parte dos meus clientes é de espanhóis, mas eles estão com medo de gastar. A crise continua, mas manterei minhas lojas. Meu filho pequeno estuda em uma boa escola e me sinto segura na Espanha”, afirma Laura.

    Em Barcelona, a agência de turismo Viajes Unibras registrou apenas o crescimento da venda de passagem para América Latina sem volta para Espanha. São brasileiros, bolivianos e equatorianos sem seguro-desemprego e que não conseguem recolocação – a taxa de desemprego está em 20%. Os destinos procurados pelos sem-volta são Brasília, Ji-Paraná (RO), Porto Velho, Goiânia e São Paulo. Segundo a proprietária, Bruna Fonseca, a venda de passagens sem data para retorno representa 30% do faturamento. A agência também cortou gastos de publicidade e busca novos roteiros.

    Há casos que são o contraponto do pessimismo. A Alpargatas abriu loja Havaianas em Barcelona neste ano, na central Praça Catalunya, ponto muito frequentado por turistas. Segundo a diretora de sandálias, Carla Schmitzberger, 12 lojas da tradicional rede El Corte Inglês têm áreas dedicadas à Havaianas e as vendas na nova loja estão acima da expectativa.

    Sandra Silva, especial para o iG, de Barcelona

    http://economia.ig.com.br/crise+afeta+empresas+brasileiras+na+espanha/n1237637846625.html

    Desemprego cai na Espanha pela primeira vez em 14 meses

    O número de desempregados na Espanha caiu em 24.741 pessoas no mês de maio na comparação com abril, na primeira redução mensal desde março de 2008, anunciou o ministério do Trabalho.
    Em março de 2008, o número de desempregados havia diminuído em 14.356 pessoas, mas desde então a cada mês o dado só registrava alta, já que a Espanha entrou em recessão.
    O número total de desempregados chegou a 3,62 milhões em maio, segundo o ministério do Trabalho, o que representa, no entanto, uma alta de 53,8% na comparação com maio de 2008.

    http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/06/02/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=112823/em_noticia_interna.shtml

    Espanha registra o maior número de desempregados desde 1976

    A Espanha registra um número recorde de desempregados: quatro milhões, dez mil e 700. Esse valor apurado no primeiro trimestre é o maior valor desde 1976, e representa uma taxa de 17,36%.

    Entre janeiro e março, a economia espanhola perdeu 766 mil postos de trabalho, uma baixa histórica, a maior em 32 anos, desde que o dado começou a ser medido.

    Alemanha é 9 país a confirmar casos de gripe suína

    As autoridades da Alemanha confirmaram nesta quarta-feira três casos de gripe suína no país, elevando para nove o número de países com casos confirmados até agora. Dois dos pacientes voltaram recentemente de uma viagem ao México, onde teria começado o atual surto da doença.Nas primeiras horas desta quarta-feira, a Costa Rica também confirmou dois casos da gripe suína. Na terça-feira, Nova Zelândia e Israel já haviam reportado ocorrências confirmadas. Além desses, também foram confirmados casos na Grã-Bretanha, na Espanha, no Canadá e nos Estados Unidos, além do México.O vírus H1N1 da gripe suína já foi detectado em quatro continentes. Reunião de emergência: A Organização Mundial da Saúde (OMS) convocou uma reunião de emergência para esta quarta-feira com especialistas para discutir a situação e avaliar a natureza exata do foco de gripe.No início da semana, a OMS havia advertido de que o vírus não pode mais ser contido e que os governos dos países devem agora se concentrar em medidas para amenizar seus efeitos.A entidade advertiu, porém, que medidas como proibição de viagens não devem ter nenhum efeito prático. Mas na terça-feira, Argentina e Cuba anunciaram a suspensão de voos para o México.A doença foi detectada pela primeira vez no México em meados de abril, espalhando-se depois por outros países.Até agora, a gripe só causou mortes no México. O governo do país havia confirmado na terça-feira 20 mortes por gripe suína, mas posteriormente retificou a informação e disse que apenas sete foram confirmadas por testes laboratoriais.Segundo as autoridades mexicanas, há 159 mortes por suspeita de gripe suína até agora, com cerca de 1,6 mil casos de suspeita de contágio pelo vírus no total.BrasilO Brasil monitora casos suspeitos, ao lado de Guatemala, Peru, Austrália, Coreia do Sul e de sete países da União Europeia.O governo brasileiro anunciou que 12 pessoas estão sendo monitoradas sob suspeita de terem o vírus. Todas elas tinham feito viagens a áreas afetadas pela gripe suína.A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) alertou para os perigos da automedicação, após relatos de que medicamentos contra a gripe estariam desaparecendo de várias farmácias.O plano de contingência formulado para conter o possível avanço da gripe do frango, em 2006, está sendo aplicado agora. Voos internacionais estão sendo monitorados e casos suspeitos são levados diretamente a hospitais de referência, capazes de detectar a doença.A gripe suína é uma variante do tradicional vírus H1N1, que atacava porcos e passou a atingir humanos.Os sintomas são febre alta (superior a 39 C) e repentina, tosse, dores de cabeça intensas, dores musculares e nas articulações, irritação nos olhos e coriza.Pandemia e vacina"Com a disseminação do vírus... fechar fronteiras ou restringir viagens tem muito pouco efeito na contenção desse vírus", disse o diretor-geral-assistente da Organização Mundial de Saúde, Keiji Fukuda.A organização anunciou que estava aumentando seu nível de alerta para 4 - dois níveis abaixo do referente a uma pandemia.Segundo ele, o aumento no nível de alerta representa "um passo significativo em direção a uma pandemia de gripe", mas ele ressaltou "que uma pandemia não é considerada inevitável".O nível de alerta grau 4 sinaliza que o vírus está mostrando a capacidade de ser transmitido entre humanos, com a possibilidade de causar surtos em comunidades.Os primeiros lotes de vacina contra a gripe suína podem estar prontos em quatro ou seis meses, mas, de acordo com Fukuda, levará mais alguns meses para que ela seja produzida em grandes quantidades.Especialistas em saúde afirmam que o vírus da gripe suína tem a mesma origem de vírus que causam surtos periódicos em humanos. Mas eles afirmam que a nova versão do vírus que foi detectada contém material genético de vírus que normalmente afetam porcos e pássaros.FAOA Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), enviou na terça-feira uma equipe para investigar fazendas comerciais de criação de porcos no México que poderiam ser a fonte do surto de gripe suína.Em quase todos os casos registrados de gripe suína fora do México, os infectados ficaram apenas levemente doentes e conseguiram se recuperar completamente.Nos Estados Unidos, mais 20 casos foram confirmados no Estado de Nova York. Casos também foram registrados nos Estados de Ohio, Kansas, Texas e Califórnia. O total de casos confirmados no país já chega a 40.No Canadá, seis casos foram registrados em pontos diferentes do país.A gripe suína chegou oficialmente chegou à Europa na segunda-feira, quando testes confirmaram que um jovem na Espanha e duas pessoas na Grã-Bretanha estavam infectados. Todos eles haviam visitado o México recentemente.Os infectados na Europa, segundo as últimas informações, estariam se recuperando bem.Também nesta segunda-feira, o Departamento de Estado dos EUA divulgou um comunicado onde recomenda que os cidadãos americanos evitem viagens "que não sejam essenciais" ao México.O Ministério das Relações Exteriores da Grã-Bretanha também pediu que os cidadãos do país evitem viajar para o México.

    Economia da Espanha entra oficialmente em recessão

    A economia da Espanha entrou oficialmente em recessão pela primeira vez desde 1993, confirmou nesta quinta-feira o Instituto Nacional de Estatística (INE) do país. Segundo o INE, o PIB espanhol recuou 1% no último trimestre de 2008, depois de já ter registrado crescimento negativo de 0,3% no terceiro trimestre.

    Economistas definem recessão como um período de pelo menos dois trimestres consecutivos de retração do PIB.

    No final do mês passado, o governo e o Banco Central da Espanha já haviam antecipado que a economia entraria em recessão ao divulgar uma estimativa de recuo de 1,1% no quarto trimestre e de 0,2% no terceiro trimestre de 2008.

    O encolhimento de 1% do PIB no quarto trimestre de 2008 foi o maior registrado desde 1993.

    No conjunto de 2008, o PIB espanhol cresceu 1,2%. Em 2007, o crescimento havia sido de 3,7%.

    Segundo o correspondente da BBC em Madri Steve Kingstone, o principal sintoma da crise econômica na Espanha é a alta taxa de desemprego, de 13,9%. Atualmente, há 3,3 milhões de pessoas desempregadas no país.

    Kingstone disse que a Espanha registrou 15 anos de crescimento ininterrupto graças, principalmente, à indústria de construção, uma das mais afetadas pela crise do último ano.

    Somente no setor de construção, o desemprego dobrou nos últimos 12 meses, de acordo com o correspondente da BBC.

    http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2009/02/12/economia+da+espanha+entra+oficialmente+em+recessao+4024934.html