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Com a volta do IPI, vendas têm queda de 28% em fevereiro

Primeira quinzena do mês mostra resultado preocupante para o setor; mercado espera ano ruim com o cenário econômico desanimador

por  Ana Paula Pedrosa |

ALEX DE JESUS/O TEMPO
Desânimo. Inflação subindo, juros altos e crescimento econômico muito baixo formam uma combinação desastrosa para o setor
Em nove dias úteis de fevereiro, do dia 1º ao dia 14, foram vendidas 101.192 unidades de automóveis e comerciais leves no país. O número representa uma queda de 28% em relação aos primeiros nove dias úteis de janeiro e sinaliza para um ano difícil para o setor. “Acostumada a bater recordes de vendas nos últimos anos, a indústria automotiva vai amargar um ano ruim”, avalia o coordenador do curso de economia da Newton Paiva, Leonardo Bastos.
As vendas de automóveis e comerciais leves, que em janeiro somaram cerca de 300 mil unidades, devem chegar a, no máximo, 230 mil neste mês. “Fevereiro está um caos. Se chegar a esse patamar, pode comemorar”, diz o consultor da ADK Automotive, Paulo Garbossa. Ele explica que as vendas de janeiro foram melhores porque as concessionárias ofereceram estoque que sobrou de 2013, incluindo veículos que estão saindo de linha e outros sem airbag e freios ABS, que passaram a ser exigidos neste ano.
“Os preços estavam convidativos”, diz. Essas unidades podem ser comercializadas até 31 de março, mas os estoques já estão bem reduzidos e o cenário econômico não é animador. “Inflação subindo, juros altos e crescimento econômico muito baixo formam uma combinação desastrosa”, avalia o presidente do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos no Estado de Minas Gerais (Sincodiv-MG), Mauro de Moraes Filho.
Ele diz que o movimento despencou neste mês e não vê perspectiva de melhora. “Vai ser um ano bem complicado”, afirma. Além dos fatores enumerados por ele, o professor Leonardo Bastos aponta ainda o alto endividamento das famílias, que inibe a compra de bens mais caros.
Entre os concessionários, o clima é de pessimismo. “Neste mês, as vendas estão caindo, acredito que tem muita relação com o aumento do IPI. O consumo deixou de ter um estímulo externo e caiu”, diz o gerente de vendas da Líder BH, Alexandre Peixoto. Ele conta que um terço do estoque ainda é de modelos com IPI antigo e são esses carros que estão vendendo melhor. Não temos nenhuma perspectiva de melhora, pelo contrário, tudo indica retração”, reclama.
Expectativa. Na contramão do pessimismo do setor, a GO Associados estima aumento de 0,6% na comercialização de autoveículos nacionais e importados no Brasil em 2014 ante 2013. Para a produção, a alta deve ser de 1%. Se considerados apenas os veículos leves, as vendas devem crescer 2% entre 2013 e 2014, para 2,931 milhões de unidades, diz a consultoria.
Contratação
A Ford contratou quase 200 funcionários para retomar a produção das picapes da Série F na fábrica de São Bernardo do Campo (SP). A produção havia sido suspensa em 2011.


Anamaco: Venda de materiais de construção sobe 4,9%

As vendas de materiais de construção no varejo cresceram 4,9% em agosto em relação ao mesmo período de 2008, segundo divulgou nesta segunda a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). Na comparação com o mês de julho, o desempenho apontou para um aumento de 5%, enquanto que, no acumulado dos oito primeiros meses do ano, a alta chega a 2,5%. Diante destes resultados, a Anamaco mantém a expectativa de uma alta de 6,5% para o setor em 2009 na comparação com 2008.
Segundo a entidade, as lojas estão começando a repassar neste momento integralmente os descontos que a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) proporcionou às categorias contempladas pela renúncia fiscal do governo. Como os estoques, que têm um ciclo de desova entre 60 e 90 dias, foram adquiridos com o IPI antigo somente agora os lojistas estão vendendo os produtos com desconto integral.
Dessa forma, Anamaco diz esperar pela prorrogação das atuais alíquotas do IPI para além de dezembro, quando elas expiram. "Não faz sentido correr o risco de um eventual aumento de preços dos produtos com um programa como o 'Minha Casa Minha Vida' em andamento", afirmou, em nota a entidade. Com a redução do imposto incidente sobre materiais de construção, produtos como o cimento, tinta e cerâmica tiveram uma redução média nos preços de 8,5%.

 

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/09/14/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=127416/em_noticia_interna.shtml

IPI reduzido eleva compra de material para reformar casa em MG

Geórgea Choucair - Estado de Minas

 

Marcos Michelin/EM/D. A Press

 O garçom José Ambrósio pretende gastar entre R$ 4 mil e R$ 5 mil para reformar a fachada da sua casa

O brasileiro vai comemorar as festividades de fim de ano com a casa reformada. É o que mostram os dados sobre vendas de material de construção, em franco crescimento. O montante do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) usado para a compra de material de construção por meio do cartão Construcard, da Caixa Econômica Federal, saltou de R$ 32,10 milhões de janeiro a agosto de 2008 para R$ 247,77 milhões no mesmo período deste ano – uma alta de 672%, segundo dados da Caixa.
As vendas do setor, que estavam estagnadas até abril, voltaram a crescer estimuladas pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), e há boas expectativas para o segundo semestre, que é marcado tradicionalmente pelo aumento do número de reformas. As vendas no varejo de material de construção aumentaram 4,5% em julho no Brasil em comparação com o mesmo mês de 2008, segundo a Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco). A expectativa da entidade é de fechar o ano com crescimento de 6,5%.
Em Minas Gerais, a estimativa da indústria é de alta de 8% nos negócios no segundo semestre. “O mercado está reagindo e devemos ter um volume crescente de vendas até o fim do ano. A queda dos juros e a redução do IPI ajudaram, pois as pessoas passaram a investir mais em obras”, afirma Ricardo Caus, presidente da Associação do Comércio de Material de Construção de Minas Gerais (Acomac).
A alta de vendas de material de construção vai ser puxada principalmente pelo chamado “consumo formiguinha”, aquele usado para fazer um cômodo a mais na casa, erguer uma laje e até construir a própria moradia sem a intermediação de construtoras. Estudo feito pela empresa de consultoria americana Booz Allen Hamilton mostra que 77% das unidades habitacionais produzidas no Brasil são em regime de autogestão, em que os próprios consumidores adquirem os produtos e, com a ajuda de vizinhos ou terceirizando os serviços, fazem a reforma da casa. “As construtoras de médio e grande porte compram o material de construção direto da indústria”, observa Caus.
As vendas de material de construção em Minas cresceram 1,5% no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2008. Até março, os números do setor estavam negativos, mas desde abril as vendas estão aumentando em média 4,5% ao mês. “Percebemos que o maior problema da crise era o de confiança. O melhor momento de vendas deverá ser neste segundo semestre. Por isso, acredito que foi sensata a prorrogação da redução do IPI até dezembro”, observa Caus.
Mary Lúcia de Andrade é síndica de um condomínio no Bairro Santa Efigênia, Zona Leste de Belo Horizonte. Ela iniciou a obra da garagem do edifício no primeiro semestre, mas teve que parar durante três meses por falta de verba para dar continuidade. “São 12 moradores e, com a crise, tive que parar. A obra acabou saindo mais cara do que o esperado”, afirma. A taxa de condomínio é de R$ 150. Com a obra, foi cobrado um valor extra mensal de R$ 100. Há 15 dias, retomou os trabalhos. “Tinha parado porque o dinheiro acabou. Mas o prédio tem quase 30 anos e precisava de reforma”, diz.
O garçom José Ambrósio começou no mês passado a reforma na fachada de sua casa. Ele pretende desembolsar entre R$ 4 mil e R$ 5 mil com a obra. “Vou fazer um reboque e tintura. Ficar só no tijolo não dá. A vizinhança toda pintou e melhorou o aspecto da casa”, diz. Ele preferiu fazer a reforma agora, para fugir das chuvas de fim de ano.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/09/07/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=126256/em_noticia_interna.shtml

Novas reduções de impostos no Brasil são 'desaconselháveis', diz OCDE

Em estudo sobre a economia brasileira divulgado nesta terça-feira, a OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) sugere que o País evite novas medidas de estímulo à economia que reduzam impostos e, em consequência, tenham impacto negativo nas contas do governo. De acordo com a entidade, medidas anticíclicas adicionais são "desaconselháveis" no caso brasileiro, a não ser que haja um enfraquecimento "muito forte" da atividade industrial.

A redução de impostos no Brasil começou em janeiro, como forma de estimular o consumo interno diante do agravamento da crise financeira internacional. Entre os produtos beneficiados estão automóveis, eletrodomésticos e materiais de construção.
Com isso, a arrecadação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) caiu R$ 11,5 bilhões nos primeiros cinco meses deste ano, de acordo com a Receita Federal.
Segundo a OCDE, o aumento no déficit das contas públicas, como consequência da renúncia fiscal, "colocará pressão no mercado financeiro doméstico, no momento em que o crédito está particularmente comprimido".
Além disso, novas medidas fiscais "apenas deslocariam recursos que de outra forma poderiam ser canalizados ao setor privado", diz a entidade, que reúne 30 países, sobretudo os mais ricos. O Brasil faz parte do grupo apenas como "parceiro".


Reforma
Em vez de reduções pontuais de impostos em setores específicos, a entidade sugere que o Brasil se "empenhe" em uma reforma tributária "mais ampla".

"O sistema de impostos no Brasil é complexo e induz a uma competição predatória entre os estados", diz o texto. O documento afirma ainda que o governo brasileiro "provavelmente" não conseguirá atingir sua para meta para o superávit primário este ano, definida em 2,5%.
Para a entidade, esse número – que corresponde à economia do governo para pagamento de juros – deve ficar em 2%, o que não chega a comprometer o compromisso fiscal do governo, de acordo com a OCDE.


Juros menores

Em vez de privilegiar a renúncia fiscal, o governo brasileiro deveria, na avaliação da OCDE, flexibilizar ainda mais o sistema monetário. "Há espaço para novas reduções da taxa de juros ainda este ano", diz o documento.
O estudo da OCDE elogia o compromisso fiscal do governo brasileiro, que vem cumprindo as metas desde que foram criadas, em 1999. No entanto, o documento diz que o governo brasileiro precisa encontrar formas para "coibir" o gasto público no futuro.
Um dos problemas apontados é que o governo vem obtendo sucesso fiscal graças a uma forte carga tributária.
Pelos cálculos da OCDE, a receita do governo brasileiro chegou a 35,9% do PIB em 2008, número maior do registrado em países como Canadá, Irlanda, Chile e México, entre outros.
"Como já discutido em estudos anteriores, a consolidação fiscal no Brasil tem sido atingida às custas de uma arrecadação maior, no lugar de cortes nos gastos", diz o documento.
Segundo a OCDE, os gastos do governo brasileiro são altos não apenas para os padrões de países emergentes, como também quando comparados a alguns países ricos.

http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2009/07/14/novas+reducoes+de+impostos+no+brasil+sao+desaconselhaveis+diz+ocde+7288920.html

Mineração e siderurgia devem cair até 15% em 2009

A indústria da mineração e as usinas siderúrgicas já trabalham com a perspectiva de um balanço negativo de vendas e rentabilidade em 2009, apesar dos sinais de recuperação da produção industrial nos últimos meses, da possibilidade de renovação do acordo de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido para os fabricantes de automóveis e da retomada das compras da China. Depois de um longo período de resultados positivos, de 2003 a 2008, este ano passou a ser considerado praticamente perdido para os dois setores de peso da economia mineira. Pedro Galdi, analista de mineração e siderurgia da SLW Corretora, estima em 15% de queda do comércio de aço no Brasil no fechamento de 2009, e não tem dúvidas de que as empresas precisarão de pelo menos dois anos para recuperar os níveis de lucratividade registrados antes da crise financeira mundial.
Embora se considere um otimista, José Luiz Amarante, diretor de marketing e vendas da AngloFerrous, diz que não há como prever o comportamento dos preços e nem mesmo o tempo de reação da demanda em países da Europa e no Japão, onde, aparentemente, a recuperação da economia virá em ritmo mais lento. A AngloFerrous é uma subsidiária da gigante da mineração Anglo American, criada a partir da aquisição de ativos do sistema Minas Rio, que pertenciam à MMX, do empresário Eike Batista. O processo recente de recuperação da indústria é, ainda, muito suave e está aquém do que a siderurgia idealiza, segundo Moacyr Pimenta Brant Filho, analista de marketing do grupo Usiminas. Os dois executivos participaram de debate e palestra de Pedro Galdi sobre os efeitos da crise na produção de minérios e aço, evento promovido pela Câmara Americana de Comércio na Fundação Dom Cabral (FDC).
“Só veremos melhora nas vendas durante o quarto trimestre deste ano, mas os volumes serão negativos e geração de caixa das empresas ficará bem mais reduzida frente a 2008. A situação de quem se endividou tende a ser difícil”, disse Galdi a uma platéia repleta de profissionais da mineração e da siderurgia e de fornecedores e prestadores de serviços. O problema central, na visão do analista, está numa espécie de congelamento das compras no mercado internacional e em estoques de aço altos.
Em dezembro do ano passado, no auge da crise, as empresas vinham trabalhando com produtos armazenados para cerca de quatro meses e meio, que agora baixaram para 75 dias, de acordo com o Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda). A média de estoques do setor, no entanto, não passou de um mês e meio nos últimos cinco anos. Brant, da Usiminas, afirmou que, mesmo com a reação das vendas, a procura pelos produtos siderúrgicos deve retomar em 2010 os níveis de 2001, afetado pelo apagão de energia brasileiro. “Este ano, a nossa visão é de que o mercado está perdido.”
Para Amarante, da AngloFerrous, há dois fatores positivos nesse cenário: a redução da taxa básica de juros, aquela que remunera os títulos do governo no mercado financeiro e serve de referência para as operações nos bancos e no comércio, e a necessidade de investimentos em infraestrutura de nações como a Arábia Saudita, Irã, Egito e Indonésia.

Forno religado

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) informou na quinta-feira ter retomado a produção do alto-forno 2 da Usina Presidente Vargas, de Volta Rendonda (RJ), parado há 90 dias para reforma. Conforme comunicado da CSN, o religamento deverá gerar 400 empregos diretos nos próximos meses, em função do aumento da produção de ferro-gusa (matéria-prima da fabricação de aço) na fábrica. Frente à demanda reduzida de mercado, a empresa vai operar com 90% de sua capacidade produtiva na área da metalurgia.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/06/19/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=115241/em_noticia_interna.shtml

Caixa facilita crédito para produtos da linha branca

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta quarta-feira a ampliação de 30 para 90 dias do prazo de carência do vencimento da primeira parcela dos financiamentos voltados para aquisição de eletrodomésticos da chamada linha branca, como geladeiras, fogões e máquinas de lavar.O vice-presidente de Pessoa Física da Caixa, Fábio Lenza, explicou, em conversa com a Agência Estado, que a ampliação desse prazo para pagamento da primeira parcela tem o objetivo de atrair aqueles consumidores que ficaram seduzidos pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre esses produtos, mas que não têm disponibilidade de dinheiro agora para comprar e aproveitar a redução do imposto. "Isso pode potencializar ainda mais as vendas que já estão sendo impulsionadas pela redução do imposto", afirmou Lenza.Ele destacou ainda que a ampliação da carência já está disponível por parte da Caixa a partir de hoje, mas que, para entrar em vigor efetivamente, precisa também ser adotada pelos parceiros, que são as redes lojistas de varejo que fizeram convênio com o banco público para operar essa linha. "Essa é uma linha muito desburocratizada e de simples acesso", comentou o vice-presidente.O crédito é solicitado pelos clientes nas lojas das redes conveniadas e, na hora da compra, um sistema automatizado faz a análise do crédito para liberação, bastando aos consumidores apresentarem documentos de identificação pessoal, renda e residência.O valor máximo do financiamento é de R$ 10 mil com prazo de pagamento em até 24 meses. As taxas de juros são prefixadas de acordo com o mercado de cada varejista e o pagamento é realizado por meio de boleto ou débito em conta corrente. Segundo Lenza, desde a criação da linha em novembro do ano passado, a Caixa já financiou a compra de 13 mil itens, com um volume de empréstimos superior a R$ 12 milhões.A Caixa já tem parcerias com lojas de varejo das Redes Baú Crediário (Grande São Paulo), América Móveis (SC) e Tradição Móveis (PE). Ainda esta semana deverá fechar convênio com mais três redes: uma de Santa Catarina, outra de São Paulo e uma terceira de Salvador (BA). A ideia, segundo Lenza, é continuar buscando a expansão das parcerias, podendo chegar a 100 grupos de lojistas.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/04/22/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=107451/em_noticia_interna.shtml