A Opep revisou leavemente para baixo a previsão de demanda de petróleo para 2009, mas considera que o pior já passou para os mercados petroleiros. "Considerando os desafios consideráveis aos quais se viram confrontados a economia mundial e os mercados de matérias-primas, em particular os mercados petroleiros, o pior parece já ter passado", considera a Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) em seu relatório mensal.
O cartel prevê uma alta contínua dos preços do barril, mas considera que a demanda mundial de petróleo registrará contração maior que a prevista, de 1,89%, a 83,80 milhões de barris diários (mbd), contra 84,03 mbd estimados no relatório de abril.
Opep acredita que o pior já passou
Países evitam falar de aumento na produção de petróleo
Líbia e Catar, membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), disseram que ainda é muito cedo para falar sobre a possibilidade de aumento nas cotas de produção em setembro. O ministro do Petróleo do Catar, Abdullah Al-Attiyah, disse que "não devemos tirar conclusões precipitadas. Ainda é muito cedo para dizer se a Opep irá mudar as cotas" em sua próxima reunião, em 9 de setembro. O chefe da estatal de petróleo da Líbia, Shokri Ghanem, disse que "temos que esperar para ver, ainda estamos no começo de junho".
As declarações sinalizam cautela, num momento em que o preço do petróleo se aproxima de um nível considerado aceitável pela maioria dos países da organização. No dia 28 de maio, a Opep decidiu manter as atuais cotas de produção inalteradas. Desde então, no entanto, o preço do petróleo subiu para US$ 69,00, perto dos US$ 70,00 que a maioria dos países membros vê como o preço apropriado.
Agora, pelo menos um dos membros já considera a possibilidade de aumento nas cotas se o preço do petróleo continuar subindo - pelo menos para que ocorra um ajuste em relação à atual superprodução dos países membros. Além de Líbia e Catar, Argélia e Arábia Saudita também recomendaram cautela quanto a um possível aumento de produção. Esses países temem que o preço atual seja fruto de especulação e não esteja levando em conta os altos estoques atuais. As informações são da Dow Jones.
Opep vai manter níveis de produção e cobrar cotas, diz jornal
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) deve manter as atuais metas de nível de produção na reunião da semana que vem e reforçar o cumprimento total das suas cotas, afirmou neste sábado o jornal Al-Hayat, de propriedade saudita, citando uma alta fonte do Golfo Pérsico. "Uma importante fonte no Golfo afirmou que a organização vai continuar nos atuais níveis almejados, mas vai reiterar a necessidade de cumprimento total delas", diz o Al-Hayat.
O secretário de Energia dos Estados Unidos, Steven Chu, afirmou na sexta-feira que desejava ver a Opep conduzindo uma política de produção que ajudasse a manter estáveis os preços do petróleo e da gasolina "tanto quanto o possível".
Uma pesquisa da Reuters mostrou na quinta-feira que os exportadores de petróleo da Opep concordariam na reunião de 28 de maio em manter os níveis de produção, já que os preços crescentes desaceleraram as pressões sobre os orçamentos e por haver sinais de recuperação econômica no ano que vem.
Onze de 12 analistas de petróleo e economistas ouvidos pela Reuters previram que a Opep manteria a produção e reforçaria novamente a necessidade de adesão às cotas existentes.