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Quais os problemas da transposição do Rio São Francisco?

Quais os problemas da transposição do Rio São Francisco?

     A transposição do Rio São Francisco é um projeto que tem como objetivo principal a transferência de água do rio São Francisco para outras bacias hidrográficas, principalmente para os estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. Embora o projeto tenha sido idealizado para solucionar a escassez de água nessas regiões, ele também enfrenta uma série de problemas e críticas, entre os quais destacam-se:


    Impactos ambientais: O projeto da transposição do São Francisco tem gerado uma série de impactos ambientais, como a alteração do fluxo natural do rio, a redução da vazão e da qualidade da água, a erosão das margens e a perda da biodiversidade. Além disso, o desvio da água pode afetar a reprodução de diversas espécies de peixes e outros animais que dependem do rio.


    Problemas sociais: A transposição do São Francisco tem gerado conflitos e tensões entre as comunidades afetadas, que se sentem prejudicadas com a obra. Há relatos de desapropriações forçadas de terras, perda de fontes de subsistência e destruição de patrimônios históricos e culturais.


    Alto custo: A transposição do São Francisco é um projeto extremamente custoso, com valores estimados em bilhões de reais. Além disso, as obras têm enfrentado diversos atrasos e problemas técnicos, o que tem elevado ainda mais os custos.


    Falta de planejamento: Muitos críticos apontam que o projeto da transposição do São Francisco foi idealizado sem um planejamento adequado, sem estudos de impacto ambiental e sem consulta às comunidades afetadas. Isso teria gerado uma série de problemas e atrasos na execução da obra.


    Alternativas não consideradas: Muitos especialistas argumentam que a transposição do São Francisco não é a solução mais eficaz para o problema da escassez de água no Nordeste. Eles apontam que outras alternativas, como a construção de pequenas barragens, a recuperação de nascentes e a implantação de sistemas de dessalinização, poderiam ser mais sustentáveis e menos impactantes para o meio ambiente.


    Em resumo, a transposição do São Francisco é um projeto polêmico que enfrenta uma série de problemas e críticas. Embora possa ser vista como uma solução para a escassez de água no Nordeste, é importante considerar seus impactos ambientais, sociais e econômicos antes de decidir pela sua implantação.

Inframérica venceu primeiro leilão com lance de R$ 170 milhões, valor 229% acima do mínimo estipulado

 

Consórcio prevê retorno acima de 6% em aeroporto do RN

O consórcio Inframérica, vencedor do leilão para construção e operação do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, acredita que o investimento oferecerá um retorno real acima de 6% ao ano.

"Tem de ser um retorno que permita fazer uma alavancagem em banco. É acima de 6% de ganho real, com certeza", afirmou o diretor executivo do grupo Engevix, José Antunes Sobrinho.

A Engevix, em sociedade com o grupo argentino Corporación America, forma o consórcio Inframérica, que deu lance de R$ 170 milhões, 228,82% acima do valor da outorga estipulada no edital, de R$ 51,7 milhões.

Segundo ele, a assinatura do contrato de concessão está prevista para 22 de novembro, mas deve ser antecipada.

"Se anteciparmos em um mês o contrato de concessão, é um mês que nós ganhamos para a construção das obras. Já existe uma perspectiva de antecipar essa assinatura. Estamos conversando sobre isso com a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil)", afirmou Sobrinho.

Questionado se o Engevix participará dos próximos leilões, Sobrinho disse que "sim", sem dar maiores detalhes.

http://economia.ig.com.br/empresas/infraestrutura/consorcio+preve+retorno+acima+de+6+em+aeroporto+do+rn/n1597171614403.html