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Arrecadação federal tem recorde para novembro e soma R$ 112,5 bilhões

Resultado representa alta real de 27,08% sobre igual mês do ano passado

O governo federal arrecadou R$ 112,517 bilhões em impostos e contribuições em novembro, informou a Receita Federal nesta segunda-feira (16). O número é recorde para esses meses graças à receita extraordinária com o programa de refinanciamento de débitos tributários atrasados (Refis).
O resultado representa alta real de 27,08% sobre igual mês do ano passado e o bom desempenho veio em grande parte da receita tributária extraordinária de R$ 20,4 bilhões com o Refis, que contou com a adesão de mais de 30 mil empresas somente em novembro.
No acumulado do ano, a arrecadação federal soma R$ 1,020 trilhão até novembro, com alta real de 3,63% no ano, taxa de crescimento baixa em comparação a anos anteriores.
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No acumulado do ano, a arrecadação federal soma R$ 1,020 trilhão até novembro
Isso ocorre por conta da economia que ainda não imprimiu ritmo mais forte de crescimento e também pelas desonerações tributárias feitas neste ano, que de janeiro a novembro somam R$ 70,4 bilhões.
A arrecadação extraordinária do mês passado vai trazer algum alívio para o governo registrar superávit primário — economia para pagamento de juros da dívida — importante no mês passado.
Ajudará também a receita extra de R$ 15 bilhões com o bônus de exploração do campo de petróleo de Libra, proporcionando ao governo total extra de R$ 35 bilhões somente no mês passado.
Mesmo com esse reforço nas contas, a meta ajustada de primário do setor público consolidado neste ano — de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) — não deve ser atingida, alimentando mais as críticas sobre a política fiscal.
Em 12 meses encerrados em outubro, a economia para pagamento de juros da dívida pública estava em 1,44% do PIB.

Banco Central Europeu surpreende e reduz juros para nova mínima recorde

Instituição informou que pode fornecer liquidez aos bancos por um período mais prolongado


O Banco Central Europeu (BCE) reduziu sua taxa básica de juros para nova mínima recorde nesta quinta-feira (7), reagindo à desaceleração na inflação, e informou que pode fornecer liquidez aos bancos por um período mais prolongado para evitar que a recuperação da zona do euro seja estagnada.
A decisão gerou uma reação em cadeia nos mercados, com as bolsas europeias em alta.
O Conselho Diretor formado por 23 membros enfrentou intenso escrutínio do mercado, após desaceleração inesperada na inflação da zona do euro para 0,7% em outubro — bem abaixo da meta do banco de logo abaixo de 2%.
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Mario Draghi, presidente do BCE: "Em princípio, nós podemos até cortar ainda mais a taxa de juros."
"Podemos experimentar um prolongado período de baixa inflação, com alguns movimentos graduais para cima, mas próximo de 2%", afirmou o presidente do BCE, Mario Draghi, em entrevista coletiva.
"Temos toda uma série de instrumentos para ativar antes de alcançarmos o limite mais baixo... Em princípio, nós podemos até cortar ainda mais a taxa de juros", disse ele.
Pedidos de ministros do governo e da indústria — com os mais insistentes vindo da Itália — para que o BCE afrouxasse a política a fim de ajudar a reduzir a taxa de câmbio do euro também ampliaram a pressão sobre o Conselho, embora poucos analistas esperassem mudança neste mês.
O BCE cortou sua principal taxa de refinanciamento em 0,25 ponto percentual, para 0,25%. Isso manteve a taxa de depósito em zero e reduziu a taxa de empréstimo para 0,75%, ante 1,00%.
Autoridades do euro têm quase descartado a ameaça de deflação, como a que levou à "década perdida" no Japão, mas não querem ser pegos de surpresa. Draghi afirmou que havia um acordo geral sobre a necessidade de agir, mas havia divergências sobre o momento da ação.
Liquidez por mais tempo
Draghi repetiu a orientação do banco central de que as taxas irão se manter nos "níveis atuais ou abaixo" por um período prolongado.
Ele também disse que os bancos seriam capazes de contar com o tanto de liquidez que eles precisarem por mais tempo, com as principais operações de refinanciamento dos bancos a serem oferecidas a uma taxa fixa com "alocação total", pelo menos até julho de 2015.