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Banco Central do Brasil: Uma Análise Detalhada

Riscos e Controles do Banco Central do Brasil: Uma Análise Detalhada

O Banco Central do Brasil (BCB) desempenha um papel vital no monitoramento e controle dos riscos financeiros do país. 

Neste artigo, vamos analisar em profundidade os riscos e controles implementados pelo BCB para manter a estabilidade econômica do Brasil.

O Banco Central do Brasil (BCB) desempenha, de fato, um papel vital na supervisão, monitoramento e controle dos riscos financeiros no país. 

O Banco Central do Brasil (BCB) desempenha um papel vital no monitoramento e controle dos riscos financeiros do país. Neste artigo, vamos analisar em profundidade os riscos e controles implementados pelo BCB para manter a estabilidade econômica do Brasil.

Como autoridade monetária e reguladora, o BCB enfrenta uma série de riscos que podem impactar negativamente o sistema financeiro e a economia como um todo. Entre esses riscos, destacam-se os riscos de crédito, risco de mercado, risco operacional e risco sistêmico.

O risco de crédito refere-se à possibilidade de inadimplência por parte dos tomadores de empréstimos e devedores. O BCB estabelece diretrizes e regulamentações rigorosas para as instituições financeiras do país, a fim de garantir a solidez e a capacidade de pagamento dos devedores. 

Além disso, realiza monitoramento constante e supervisão das instituições financeiras, avaliando a qualidade dos ativos e a saúde financeira do sistema como um todo.

O risco de mercado envolve a volatilidade dos preços dos ativos financeiros, como ações, títulos e moedas estrangeiras. O BCB implementa controles e mecanismos para mitigar esse risco, incluindo a adoção de políticas monetárias, intervenções no mercado cambial e a manutenção de reservas internacionais adequadas. 

O Banco Central realiza leilões de títulos públicos e opera no mercado de câmbio para controlar a liquidez e garantir o bom funcionamento dos mercados.

O risco operacional refere-se a falhas nos processos internos, sistemas e pessoas que podem levar a perdas financeiras. Para mitigar esse risco, o BCB adota controles rigorosos de governança, incluindo a implementação de políticas de conformidade, controles internos, gestão de riscos e auditorias regulares. 

Além disso, promove a capacitação e treinamento adequado dos funcionários para garantir a eficiência e a confiabilidade das operações do Banco Central.

Sua principal responsabilidade é promover a estabilidade econômica e garantir o funcionamento adequado do sistema financeiro brasileiro. 

Risco de Crédito: O risco de crédito refere-se à possibilidade de inadimplência por parte dos tomadores de empréstimos. O BCB monitora de perto as instituições financeiras e estabelece requisitos de capital adequado para garantir que elas possuam recursos suficientes para cobrir possíveis perdas. Além disso, o BCB supervisiona o crédito concedido pelas instituições financeiras e adota medidas para prevenir o crescimento excessivo do endividamento e o acúmulo de empréstimos de baixa qualidade.

Risco de Liquidez: O risco de liquidez está relacionado à capacidade das instituições financeiras de atender às suas obrigações de pagamento. O BCB realiza o monitoramento contínuo da liquidez do sistema financeiro e adota medidas para garantir a disponibilidade de recursos financeiros quando necessário. Isso pode incluir a implementação de políticas de reserva obrigatória, leilões de liquidez e operações de mercado aberto para injetar ou retirar liquidez do sistema.

Risco de Mercado: O risco de mercado envolve a possibilidade de perdas decorrentes de mudanças nos preços dos ativos financeiros. O BCB monitora de perto os mercados financeiros e adota medidas para promover a transparência e a estabilidade desses mercados. Ele também estabelece requisitos de adequação de capital que levam em consideração o risco de mercado, garantindo que as instituições financeiras tenham recursos suficientes para absorver possíveis perdas.

Risco Operacional: O risco operacional refere-se a falhas em processos, pessoas, sistemas ou eventos externos que podem levar a perdas financeiras. O BCB exige que as instituições financeiras implementem controles internos adequados, incluindo políticas de gerenciamento de riscos, auditoria interna e sistemas de controle de conformidade. Além disso, o BCB realiza inspeções regulares e avaliações de risco para garantir que as instituições financeiras estejam em conformidade com as regulamentações e melhores práticas.

Risco Sistêmico: O risco sistêmico refere-se à possibilidade de que problemas em uma instituição financeira ou no sistema financeiro como um todo possam levar a uma crise financeira mais ampla. O BCB monitora constantemente o sistema financeiro em busca de sinais de instabilidade e adota medidas para prevenir e mitigar o risco sistêmico. Ele realiza testes de estresse, estabelece requisitos de capital e liquidez mais rigorosos para instituições sistemicamente importantes e mantém um sistema de garantia de depósitos para proteger os depositantes em caso de problemas bancários.


A importância dos Riscos e Controles no BCB

Com a globalização financeira e a evolução tecnológica, o panorama de riscos está sempre em mudança. Para lidar com esses desafios, o BCB desenvolveu uma estrutura de riscos e controles robusta. Esta estrutura se tornou essencial para identificar, avaliar e mitigar riscos financeiros, operacionais, de crédito e de mercado.

A importância dos riscos e controles no Banco Central do Brasil (BCB) é fundamental para garantir a estabilidade e a segurança do sistema financeiro do país. Aqui estão alguns pontos que destacam a importância dessa estrutura de riscos e controles:

Identificação de Riscos: A estrutura de riscos e controles permite ao BCB identificar os diferentes tipos de riscos que podem afetar o sistema financeiro. Com a globalização financeira e a evolução tecnológica, novos riscos e desafios emergem constantemente. É essencial que o BCB esteja preparado para identificar esses riscos e compreender suas implicações para a estabilidade financeira.

Avaliação de Riscos: Uma vez identificados, os riscos são avaliados em termos de sua probabilidade de ocorrência e impacto potencial. Essa avaliação permite ao BCB ter uma compreensão clara dos riscos que podem afetar o sistema financeiro e priorizar suas ações e recursos de acordo com a magnitude dos riscos identificados.

Mitigação de Riscos: Com base na avaliação de riscos, o BCB implementa medidas e controles adequados para mitigar os riscos identificados. Isso inclui a formulação de políticas, a implementação de regulamentações e a supervisão prudencial das instituições financeiras. O objetivo é reduzir a exposição ao risco e fortalecer a resiliência do sistema financeiro.

Monitoramento Contínuo: A estrutura de riscos e controles permite ao BCB monitorar continuamente os riscos financeiros e operacionais. O monitoramento é realizado por meio de análises de dados, indicadores de desempenho e supervisão das instituições financeiras. Essa vigilância constante permite ao BCB tomar medidas preventivas e corretivas de forma ágil, garantindo a estabilidade financeira do país.

Resposta a Crises: Em situações de crise financeira, a estrutura de riscos e controles é essencial para orientar as ações do BCB. Através dessa estrutura, o banco central pode implementar medidas de emergência, fornecer liquidez ao sistema financeiro, estabelecer políticas de contingência e colaborar com outras autoridades para mitigar os efeitos da crise.

A evolução constante da estrutura de riscos e controles do BCB é crucial para acompanhar o panorama financeiro em constante mudança. A adoção de tecnologias avançadas, como análise de dados e inteligência artificial, também pode fortalecer a capacidade do BCB de identificar riscos emergentes e tomar decisões informadas para manter a estabilidade econômica do Brasil.


Riscos Financeiros

O BCB monitora constantemente os riscos financeiros, como a volatilidade dos mercados financeiros e as flutuações da taxa de câmbio. Para controlar esses riscos, o BCB utiliza diversas ferramentas e políticas, como a política monetária e a supervisão prudencial das instituições financeiras.

 O BCB monitora ativamente os riscos financeiros, incluindo a volatilidade dos mercados financeiros e as flutuações da taxa de câmbio, para garantir a estabilidade econômica do Brasil. Algumas das ferramentas e políticas utilizadas pelo BCB para controlar esses riscos incluem:

Política Monetária: O BCB é responsável por formular e implementar a política monetária do Brasil. Através do controle da taxa básica de juros (Selic) e de outras medidas, o BCB busca influenciar as condições de liquidez da economia e controlar a inflação. A política monetária desempenha um papel fundamental no gerenciamento dos riscos financeiros, uma vez que afeta o custo do crédito, a disponibilidade de recursos e a estabilidade dos preços.

Supervisão Prudencial: O BCB é responsável pela supervisão e regulação das instituições financeiras no Brasil. Ele estabelece requisitos prudenciais, como níveis mínimos de capital e liquidez, para garantir a solidez financeira das instituições e reduzir os riscos associados às suas atividades. Além disso, o BCB realiza inspeções regulares e avaliações de risco para identificar e remediar potenciais vulnerabilidades no sistema financeiro.

Controles Cambiais: O BCB também atua no controle e monitoramento do mercado cambial. Ele intervém nos mercados de câmbio para evitar flutuações excessivas da taxa de câmbio que possam impactar a estabilidade econômica. Além disso, o BCB estabelece regras e regulamentos relacionados às transações cambiais, buscando mitigar os riscos associados a essas operações.

Análise de Risco e Projeções Econômicas: O BCB realiza análises de risco e projeções econômicas periódicas para identificar possíveis ameaças à estabilidade financeira do país. Essas análises incluem a avaliação de indicadores macroeconômicos, a análise da situação financeira das instituições e a identificação de tendências e vulnerabilidades potenciais. Com base nessas informações, o BCB pode adotar medidas preventivas e corretivas para mitigar os riscos financeiros.

Cooperação Internacional: O BCB também mantém parcerias e cooperação com outras instituições financeiras internacionais e autoridades reguladoras. Essa colaboração permite o intercâmbio de informações e boas práticas, além de facilitar a coordenação de ações em caso de riscos financeiros de natureza global.

É importante ressaltar que o BCB está constantemente avaliando e atualizando suas políticas e ferramentas para se adaptar às mudanças no cenário financeiro e garantir a estabilidade econômica do Brasil.


Riscos Operacionais

Os riscos operacionais, como falhas em sistemas ou processos, também são monitorados de perto pelo BCB. Medidas de controle são implementadas para garantir a continuidade dos serviços e evitar perdas financeiras.

Os riscos operacionais representam uma parte importante da estrutura de riscos e controles do Banco Central do Brasil (BCB). Esses riscos envolvem falhas em processos, pessoas, sistemas e eventos externos que podem levar a perdas financeiras e interrupções nos serviços. O BCB adota medidas para monitorar e controlar esses riscos operacionais, garantindo a continuidade dos serviços financeiros e a minimização de impactos negativos. Aqui estão algumas das medidas de controle implementadas pelo BCB:

Políticas e Procedimentos: O BCB estabelece políticas e procedimentos para orientar as instituições financeiras na gestão de riscos operacionais. Essas políticas abrangem áreas como governança, segurança da informação, gestão de continuidade de negócios e gestão de incidentes. As instituições financeiras são obrigadas a seguir essas políticas e procedimentos para garantir a efetiva mitigação dos riscos operacionais.

Supervisão Prudencial: O BCB realiza a supervisão prudencial das instituições financeiras para garantir que elas tenham sistemas e controles adequados para gerenciar os riscos operacionais. Isso envolve a avaliação da robustez dos processos internos, a revisão dos controles internos e a identificação de áreas de melhoria. A supervisão prudencial busca garantir que as instituições estejam em conformidade com as melhores práticas e regulamentações relacionadas aos riscos operacionais.

Testes de Estresse: O BCB realiza testes de estresse para avaliar a capacidade das instituições financeiras de lidar com cenários adversos. Esses testes envolvem simulações de situações extremas que podem levar a riscos operacionais significativos, como falhas sistêmicas, desastres naturais ou ciberataques. Os resultados dos testes de estresse ajudam o BCB a identificar vulnerabilidades e orientar as instituições financeiras na adoção de medidas preventivas.

Divulgação de Informações: O BCB promove a transparência e a divulgação de informações relacionadas aos riscos operacionais. Isso permite que o mercado e outras partes interessadas tenham uma compreensão clara dos riscos enfrentados pelas instituições financeiras e do status de suas medidas de controle. A divulgação de informações auxilia na identificação de boas práticas e no fortalecimento da confiança no sistema financeiro.

Capacitação e Conscientização: O BCB promove a capacitação e a conscientização sobre riscos operacionais para as instituições financeiras e seus colaboradores. Isso inclui a disseminação de conhecimentos sobre melhores práticas, treinamentos e orientações para melhorar a compreensão e a gestão dos riscos operacionais. A capacitação e a conscientização são fundamentais para promover uma cultura de gestão de riscos efetiva nas instituições financeiras.

Ao monitorar e controlar os riscos operacionais, o BCB busca garantir a continuidade dos serviços financeiros, proteger a integridade do sistema e evitar perdas financeiras significativas. A implementação dessas medidas de

Riscos de Crédito e de Mercado

Os riscos de crédito e de mercado envolvem a possibilidade de perdas financeiras devido a incumprimentos de contrapartes ou a mudanças adversas no valor de ativos financeiros. O BCB possui estratégias para gerenciar e mitigar esses riscos.

 Os riscos de crédito e de mercado são dois importantes tipos de riscos financeiros monitorados e gerenciados pelo Banco Central do Brasil (BCB). Aqui estão algumas informações sobre como o BCB lida com esses riscos:

Riscos de Crédito:

Regulamentação Prudencial: O BCB estabelece requisitos regulatórios prudenciais para as instituições financeiras, incluindo a definição de limites de exposição a riscos de crédito. Esses requisitos visam garantir que as instituições mantenham uma adequada gestão de riscos de crédito, incluindo a avaliação criteriosa dos tomadores de crédito, análise de risco de contraparte e estabelecimento de provisões para perdas esperadas.

Supervisão Prudencial: O BCB realiza a supervisão prudencial das instituições financeiras para garantir a adoção de práticas adequadas de gestão de riscos de crédito. Isso envolve a avaliação da qualidade da carteira de crédito das instituições, a revisão de políticas e procedimentos internos, e a identificação e correção de potenciais deficiências na gestão de riscos.

Análise e Monitoramento: O BCB realiza análises periódicas da qualidade da carteira de crédito das instituições financeiras, identificando tendências e riscos emergentes. Essa análise inclui a avaliação da qualidade do crédito, inadimplência, exposição a setores específicos e outros indicadores relevantes. O monitoramento contínuo permite ao BCB adotar ações preventivas e corretivas, quando necessário.

Riscos de Mercado:

Política Monetária: O BCB utiliza a política monetária para influenciar as condições de mercado, incluindo a taxa de juros básica (Selic). Através do ajuste da taxa de juros, o BCB busca controlar a volatilidade dos mercados financeiros, mitigando assim os riscos de mercado.

Regulação de Mercado: O BCB estabelece regulamentações e regras para o bom funcionamento dos mercados financeiros. Essas regulamentações incluem regras de negociação, transparência e divulgação de informações relevantes. Ao regulamentar os mercados, o BCB busca reduzir a ocorrência de práticas desleais e promover a integridade e a estabilidade dos mercados financeiros.

Monitoramento de Riscos: O BCB monitora os riscos de mercado, incluindo a volatilidade de preços de ativos financeiros, as taxas de câmbio e outros fatores que possam afetar a estabilidade financeira. Esse monitoramento permite ao BCB avaliar e antecipar possíveis riscos e tomar medidas adequadas para mitigá-los.

Testes de Estresse: O BCB realiza testes de estresse nos mercados financeiros para avaliar a resiliência do sistema em diferentes cenários adversos. Esses testes ajudam a identificar vulnerabilidades e a tomar medidas preventivas para reduzir os riscos de mercado.

O gerenciamento eficaz dos riscos de crédito e de mercado é essencial para a estabilidade financeira do país. O BCB desempenha um papel fundamental ao estabelecer regulamentações, supervisionar as instituições financeiras e implementar políticas adequadas para mitigar esses riscos.






Após cinco anos de alta, valorização de imóvel desacelera no País

Nos últimos cinco anos, nenhum lugar do planeta viveu valorização imobiliária tão grande como a ocorrida no Brasil


Thinkstock/Getty Images
O Índice de Valores de Garantia de Imóveis Residenciais Financiados é calculado mensalmente pelo Banco Central conforme o valor de avaliação de cada imóvel financiado pelos bancos
Nos últimos cinco anos, nenhum lugar do planeta viveu valorização imobiliária tão grande como a ocorrida no Brasil. Comparação entre 54 países realizada por bancos centrais de todo o mundo mostra que o preço médio dos imóveis brasileiros subiu 121,6% no período pós-crise de 2008.
O fôlego, porém, segue o ritmo da economia e os negócios estão em franca desaceleração. Da liderança nos cinco anos, o Brasil cai para o décimo lugar em valorização no acumulado em dois anos e está em um modesto 22.º lugar no último semestre.
Em 2008, o mundo mergulhou na maior crise econômica em décadas e o setor imobiliário dos Estados Unidos estava na raiz do problema. O diagnóstico fez com que medidas coordenadas fossem tomadas ao redor do mundo.
Uma delas foi o início de um inédito levantamento global sobre preços do mercado imobiliário residencial. O levantamento é feito em mais de 50 países e coordenado pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês), instituição que funciona como o banco central dos bancos centrais.
No Brasil, o levantamento ficou a cargo do Banco Central e começou a ser divulgado em abril do ano passado. É esse estudo que mostra que o valor médio dos imóveis mais que dobrou em cinco anos até o terceiro trimestre de 2013.
A valorização brasileira superou mercados aquecidos, como o de Hong Kong - cujo metro quadrado ficou 101,4% mais caro em cinco anos - e foi praticamente o dobro da observada em Kuala Lumpur, na Malásia (62,5%), e em Cingapura (61,6%). Dependendo do país, a pesquisa do BIS usa dados do mercado nacional, como no Brasil, ou de algumas cidades, como na China.
Um grande problema para a comparação entre mercados imobiliários do mundo costumava ser a falta de padronização dos índices locais de preço. Para resolver o problema, o BIS aceita duas referências: valor do metro quadrado e valor de cada negócio. Para o Brasil, é usada a segunda opção.
O Índice de Valores de Garantia de Imóveis Residenciais Financiados é calculado mensalmente pelo Banco Central conforme o valor de avaliação de cada imóvel financiado pelos bancos. São consideradas 11 regiões metropolitanas, entre elas Belo Horizonte, Brasília, Porto Alegre, Recife, Rio, Salvador e São Paulo.
Desaceleração
O fôlego do mercado, porém, diminuiu. A forte alta ocorreu especialmente entre 2008 e o início de 2011, quando a valorização anual dos imóveis permaneceu sistematicamente acima de 20%. Nos trimestres seguintes, o ritmo desacelerou para perto de 15% e a subida reduziu ainda mais o passo para o patamar dos 9% no ano passado.
Getty Images
Atualmente há opções mais atrativas que o Brasil para investir em emergentes, como Dubai
O fenômeno fica ainda mais explícito no horizonte de curto prazo. Nos últimos 12 meses, a alta de preços no Brasil foi de 7,1%, o 16.º maior resultado da pesquisa do BIS. Em seis meses, a valorização foi de 4,6%, a 22.ª maior alta do mundo.
"O mercado brasileiro passa por um período de ajuste alinhado com o menor crescimento da economia. Essa desaceleração pode ser considerada positiva porque eleva a sustentabilidade do setor", diz Liam Bailey¸ chefe da área de pesquisa internacional da maior imobiliária independente do mundo, a britânica Knight Frank.
Apesar da avaliação positiva, Bailey reconhece que, após certa euforia, atualmente há opções mais atrativas que o Brasil para investir em emergentes, como Dubai ou a Turquia. "Mas ainda há bons negócios no Brasil, especialmente em áreas com melhor infraestrutura de São Paulo e Rio de Janeiro", diz Bailey. O executivo comenta que poucos europeus consultam a Knight Frank sobre oportunidades no Brasil. "Mesmo com o crescimento recente, o País ainda é um mercado majoritariamente para investidores locais."
As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

    Bolha imobiliária: as dez frases que marcaram 2013

    De negativa do Banco Central ao alerta de risco por parte de um Nobel de Economia, preço dos imóveis no Brasil ensejou debates acalorados; relembre o que foi dito


    O esfriamento do mercado imobiliário brasileiro acendeu alertas no Brasil e no exterior. Já em abril, o diretor de fiscalização do Banco Central, Anthero Moraes Meirelles, vinha a público negar a existência de uma bolha imobiliária, e falava em "reequilíbrio" do setor. Não convenceu, e o termo entrou para o vocabulário econômico de 2013.
    Em agosto, o americano Robert Shiller ajudaria a consolidar essa posição. Pouco antes de receber o Nobel de Economia 2013, o profeta das bolhas americanas afirmou suspeitar da existência de riscos semelhantes nos dois principais mercados imobiliários do País: Rio e São Paulo.  
    Em novembro, seria a vez de Nouriel Roubini, o Dr. Apocalipse, dar sua contribuição, colocando o Brasil na lista de países envolvidos em bolhas imobiliárias. Alertou para o problema dias depois de o ex-presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, fazer o mesmo, ainda que minimizando o possível impacto que o estouro teria no Brasil.
    . Foto: ig
    1/10
    Estouro que ocorreu em Brasília, avaliaram Ana Maria Castelo, pesquisadora da Fundação Getulio Vargas (FGV) e Carlos Hiram Bentes, presidente do Secovi-DF.
    Outras negativas vieram, como as dos presidentes do Secovi-SP  – que representa o mercado imobiliário paulistano –, Claudio Bernardes, e do Creci-RJ (corretores de imóveis do Rio de Janeiro), Manoel da Silveira Maia. Também não convenceram, e o debate prossegue.
    Há bolha imobiliária no Brasil? É difícil saber, em razão da escassez de dados sobre o mercado brasileiro, como disse Eduardo Zylberstajn, coordenador do Fipezap, um dos principais indicadores de preços de imóveis do País. E é preciso uma discussão constante sobre os riscos, avaliou Samy Dana, professor da FGV.
    Bolha imobiliária, muito provavelmente, terá lugar garantido no vocabulário econômico de 2014.

    Juros sobem a 10% ao ano e BC deixa de falar na inflação de 2014; taxas de um dígito tiveram ganho abaixo do esperado

    Depois de 20 meses, os juros brasileiros, os mais altos entre as principais economias do mundo, voltam ao patamar de dois dígitos.
    Por decisão do Banco Central, a taxa Selic, que serve de referência para o rendimento das aplicações financeiras e o custo dos empréstimos bancários, foi elevada de 9,5% para 10% ao ano.
    O Comitê de Política Monetária abriu a possibilidade de moderar a alta dos juros daqui para a frente, ao excluir do texto do comunicado da medida a preocupação com a inflação do próximo ano.
    “Dando prosseguimento ao processo de ajuste da taxa básica de juros, iniciado na reunião de abril de 2013, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic”, disse o documento, na tradicional linguagem cifrada do BC.
    Sumiu da mensagem uma afirmação repetida nos quatro comunicados anteriores de aumentos de 0,5 ponto percentual: “O Comitê avalia que essa decisão contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano”.
    Interpretação de texto à parte, o novo patamar da taxa tem o significado político de prenunciar o fim de um dos principais trunfos do governo Dilma Rousseff.

    Sob a administração da presidente, a Selic atingiu seu menor percentual desde que foi criada em 1986 —os 7,25% anuais que vigoraram de outubro do ano passado a abril deste ano.
    Promovida na tentativa de reanimar o consumo e o investimento, a queda da taxa foi apresentada como um feito da nova orientação da política econômica, mais próxima das teses desenvolvimentistas da esquerda nacional.
    Os juros reais, ou seja, acima da inflação, chegaram a cair abaixo dos 2% anuais, uma meta fixada extra-oficialmente no início do mandato de Dilma.
    O afrouxamento monetário, no entanto, não obteve a ambicionada aceleração do crescimento da economia —e, enquanto o Produto Interno Bruto continuou em expansão lenta, a inflação subiu mais rapidamente.
    O IPCA, índice que serve de referência para a política do BC, chegou aos 6,59% nos 12 meses encerrados em março, acima do teto fixado na legislação, de 2 pontos percentuais acima da meta de 4,5%.
    Agora, as projeções centrais dos analistas de mercado são de uma inflação de 5,8% neste ano e 5,9% em 2014, ainda longe da meta mas dentro do que o governo considera como tolerável.
    Os ganhos para as contas públicas também ficaram muito abaixo do esperado pela equipe econômica de Dilma. Mesmo quando a Selic estava no piso histórico, as despesas do governo com sua dívida continuaram altas.
    Os gastos com juros caíram ao equivalente a 4,8% do Produto Interno Bruto, não muito abaixo dos 5,2% do último ano do governo Lula, encerrado com Selic de 10,75%.
    É que a administração petista criou novos custos financeiros ao se endividar no mercado para injetar dinheiro nos bancos públicos e elevar a oferta de crédito.
    Dilma corre o risco de encerrar seu mandato com uma taxa superior à herdada do antecessor. A projeção mais consensual para 2014 ainda é uma taxa de 10,5%, mas os analistas com maior taxa de acerto nas pesquisas do BC já trabalham com 11% —uma taxa real na casa dos 5%.
    Isso significa que os gastos com a dívida e o deficit nas contas do governo também tendem a ser maiores que os de 2010.

    Bolha imobiliária: mercado confirma ciclo de queda em escritórios comerciais

    Dados atribuem aumento da taxa de vacância a desproporção de preços e excesso de oferta

    Vitor Sorano e Taís Laporta - iG São Paulo


    O futuro dos imóveis residenciais é incerto, mas não há dúvidas de que a bonança dos empreendimentos corporativos chega ao fim. Especialistas concordam que o segmento passará por um ciclo de queda – ainda que localizado. Alguns admitem a possibilidade de bolha imobiliária concentrada no setor.
    Wikimedia Commons
    Avenida Paulista
    A taxa de vacância dos escritórios comerciais na cidade de São Paulo mais que triplicou no segundo trimestre de 2013 ante o mesmo período do ano anterior – passando de 3,3% para 10,5% –, enquanto os preços pedidos para locação caíram 10,4% no período, de R$ 124 o metro quadrado para R$ 111,23, segundo a consultoria Colliers.
    Um estudo da consultoria e corretora Herzog Imóveis Industriais e Comerciais também apontou o aumento da desocupação dos imóveis comerciais em geral e queda do valor do aluguel no primeiro semestre do ano, em relação aos seis meses anteriores.
    Os preços acima da média das unidades nos últimos anos explicam os sinais de acomodação, na visão da Colliers, que considera saudável uma taxa de vacância de até 12%. Já para a Herzog, os resultados são de curto prazo, mas já podem beneficiar inquilinos.
    “O momento é ideal para quem procura um novo imóvel ou está no período de renovação ou revisão de contrato, já que os locadores estão mais flexíveis para negociação”, afirma a diretora de serviços da empresa, Simone Santos.
    Segundo Adriano Sartori, diretor de locação do CBRE, o ciclo de queda é passageiro e afeta regiões específicas como São Paulo e Rio de Janeiro – onde a vacância atingiu o pico de 6% este ano. “A taxa oscila em torno de 5% nas outras capitais brasileiras, um número inferior a muitos países”, explica.
    Bolha x acomodação
    Não há motivos para acreditar em uma bolha no segmento, acredita Sartori. “O índice de vacância deve-se ao aumento da oferta que ocasiona queda dos preços. Tão logo seja feita a acomodação entre oferta e demanda, os preços voltarão a subir”.
    Já o professor do Núcleo de Real Estate da Universidade de São Paulo (USP), João da Roha Lima, projeta que a queda de preços, apesar de não ser brutal, será melhor sentida nos próximos dois anos, quando as entregas de muitos lançamentos estarão consolidadas.
    A capital paulista possui um estoque de escritórios de 12 milhões de metros quadrados, e recebeu 596.098 m² de prédios corporativos somente no ano passado, segundo dados da Herzog.
    “Se houver uma bolha, acredito que esteja nos comerciais. Houve muita especulação no segmento sem qualquer explicação estrutural para os preços. Nas pequenas unidades comerciais, o investidor foi induzido a julgar o preço de venda por sua comparação com valores irreais de locação”, afirma.
    O docente que alertou para o perigo de uma bolha no setor pela primeira vez, em 2011, acredita que o investidor que comprou unidades para lucrar no curto prazo pode se dar mal no atual momento, ao contrário de quem apostou em ganhar no longo prazo, cujo payback – retorno do investimento – pode levar mais de 20 anos.
    Doutor em economia e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Marcelo Milan também vê essa possibilidade nos mercados paulistano e carioca. "Nos EUA, o segmento comercial foi pouco discutido, mas houve uma bolha também no setor. Portanto, no caso do Rio de Janeiro e de São Paulo, sim, existe a chance de ter havido um aumento muito rápido nos preços dos imóveis comerciais", afirma.
    Phillip Tatliff, que teve sua primeira hipoteca aprovada quando só podia dar uma entrada de 5%, em frente ao seu imóvel em Seatle, em abril deste ano. Foto: NYT
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    Absorção líquida x bruta
    Embora a absorção líquida dos imóveis comerciais – relação de escritórios ocupados e devolvidos – em São Paulo tenha caído em 2012, a absorção bruta (que desconta os espaços devolvidos) apresentou recorde histórico de 700 mil metros quadrados no ano passado, segundo o CBRE.
    Isso indica que o mercado não está estagnado, na opinião do executivo da empresa. “O crescimento da vacância na capital paulista foi ocasionado pela maior oferta, e não por queda na demanda”, argumenta Sartori.
    Martín Andrés Jaco, diretor da BR Properties, admite que o momento é de cautela para o investidor de imóveis corporativos, mas não vê risco de os valores despencarem. “Quando há maior oferta no mercado, o investidor precisa fazer concessões ao inquilino, mas isso não indica que os preços vão derreter”.
    Fundos imobiliários em queda
    De acordo com um levantamento da corretora Rio Bravo, os fundos de investimento imobiliário (FIIs) lastreados em escritórios tiveram uma queda mais expressiva do que os de shoppings, por exemplo (veja o gráfico).
    Em grande parte formados por cotas de imóveis comerciais, os 111 fundos brasileiros negociados na bolsa encerraram agosto com um valor de mercado 11% menor do que o patrimônio líquido de suas carteiras.

    Generalizada

    Desempenho dos fundos de investimento imobiliário, por segmento
    Fonte: Rio Bravo ; base 100 = 3/12/12
    Uma possível superoferta de escritórios nos próximos meses leva o professor de finanças do Insper, Michel Viriato, a recomendar cautela redobrada com os FIIs indexados a este tipo de ativo.
    "Devido à grande oferta nos próximos períodos, pode haver uma pressão sobre as locações e isso faz, eventualmente, com que o aluguel não suba muito", afirma.
    O banco Máxima, especializado em crédito imobiliário e que lançou seu primeiro FII na bolsa em março, atribui a queda na rentabilidade dos fundos à cautela das empresas em procurar locações, devido ao cenário de retração da economia.
    “O momento atual dos fundos sinaliza que o investidor será mais criterioso na escolha do perfil dos imóveis que compõem o investimento. Uma análise mais apurada sobre localização, características individuais e potencial para atrair locatários deve compor os critérios para investir, acredita a diretora do banco, Claudia Martinez.

    Governo brasileiro reduz projeção de crescimento do PIB a 2,5% em 2013

     

    Expectativa oficial agora está alinhada com estimativa de economistas no Boletim Focus

    Reuters

    O governo brasileiro reduziu sua previsão de crescimento da economia para este ano, numa visão mais pessimista da capacidade de reação da atividade econômica.

    A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) caiu para 2,5%, ante 3% previsto em julho, de acordo com Relatório de Receitas e Despesas referente ao quarto bimestre divulgado nesta sexta-feira (20) pelo Ministério do Planejamento.

    -Veja também: PIB de São Paulo sobe 0,2% em julho, segundo Seade

    A projeção do governo está agora em linha com a estimativa de economistas ouvidos pelo Banco Central para o relatório Focus, de crescimento de 2,4% este ano.

    Thinkstock/Getty Images

    O governo manteve, contudo, as previsões para a inflação em 5,7% e para a taxa Selic média do ano, a 8,20%

    O governo manteve, contudo, as previsões para a inflação em 5,7%; para a taxa Selic média do ano, a 8,20%; e para uma taxa de câmbio média de R$ 2,09 por dólar.

    O governo elevou em R$ 4,1 bilhões a previsão para a receita total, em um acréscimo sustentado pelo aumento na projeção para receitas não administradas, que não foram detalhadas no documento. Por outro lado, foram mantidas as receitas previstas com concessões e dividendos de empresas estatais federais.

    Do lado das despesas, o documento prevê acréscimo de R$ 4,744 bilhões nos gastos públicos, por conta da estimativa de gasto de R$ 1,968 bilhão com a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que está cobrindo a redução da conta de luz; de gastos adicionais de R$ 1,5 bilhão com abono e seguro desemprego; e aumento de R$ 1 bilhão das despesas com subsídios.

    http://economia.ig.com.br/2013-09-20/governo-brasileiro-reduz-projecao-de-crescimento-do-pib-a-25-em-2013.html

    Volatilidade no câmbio deve permanecer até 2014, diz ex-presidente do BC

    Ex-presidente do Banco Central e presidente do conselho da Rio Bravo Investimentos, Gustavo Franco, traçou cenário tenso para a economia até as eleições de 2014

    Divulgação

    "Daqui para a eleição é período de crescente volatilidade. E nas duas direções", afirmou Franco

    O ex-presidente do Banco Central e presidente do Conselho de Administração da Rio Bravo Investimentos, Gustavo Franco, traçou, há pouco, um cenário tenso e turbulento para a economia brasileira até as eleições de 2014, com volatilidade cambial e desconfiança do mercado financeiro sobre a macroeconomia do País. "Daqui para a eleição é período de crescente volatilidade. E nas duas direções, não apenas em uma, como o governo pensa", afirmou ele, após palestra no 6º Congresso Internacional de Mercados Financeiro e de Capitais, realizado pela BM&FBovespa, em Campos do Jordão (SP).

    Para ele, fatores internos, como os números fiscais ruins, os protestos e a turbulência política, bem como a realização da Copa do Mundo em 2014, são os principais geradores da volatilidade. Uma parte menor viria do mercado internacional, com o possível fim da injeção de estímulos monetários nos Estados Unidos e a própria tensão de um ataque norte-americano à Síria.

    Franco afirmou que falta clareza sobre o que o governo, o Banco Central e as autoridades brasileiras querem em relação ao câmbio e evitou defender abertamente o uso das reservas cambiais no mercado de dólar à vista. O ex-presidente do BC avaliou, no entanto, que uma das tensões do mercado é justamente a falta de ações no mercado pronto de dólar. "Não tenho como avaliar (venda de reservas) e quem está na cabine de comando avalia o armamento que pode utilizar. Mas temos quantidade enorme de reservas e o mercado pergunta por que tanta hesitação em usá-las."

    Veja também: Política monetária do Banco Central visa segurar a alta do dólar

    "Claro que o impacto no câmbio pronto é maior que venda de swap, quando o comprador só desembolsa 15%. Se vende no câmbio pronto, é o valor inteiro", explicou Franco. "Se o problema for volatilidade cambial, o instrumento certo seria fazer o que o México faz, trabalhando com opções de câmbio e não com swaps", opinou o ex-presidente do BC.

    Franco tratou com ironia o termo "guerra cambial" utilizado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, para justificar o fato de, no passado, o dólar cair a R$ 1,65. "A história da guerra cambial foi sucesso de público e não de critica", disse. "Assim como agora não fica bem às pessoas que zelam pelo poder de compra da moeda brasileira festejarem a perda de compra como uma vitória. É uma pequena impropriedade", completou.

    Segundo o ex-presidente do BC, a desconfiança sobre a macroeconomia cresce diante das opiniões dúbias do governo. "É muito arriscado dizer que ultrapassamos a turbulência. A insegurança sobre a macroeconomia brasileira se estabeleceu e há uma hipersensibilidade no mercado", afirmou.

    Franco considerou ainda que a alta de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre de 2013 foi surpreendente e leva o mercado a reavaliar as estimativas de crescimento da atividade econômica neste ano. "O numero é bem vindo, surpreende diante dos indicadores que vieram antes e talvez a previsão do PIB fique mais para acima dos 2%, quando antes estava abaixo. É boa notícia, mas ainda será um PIB magrinho", concluiu.

    http://economia.ig.com.br/2013-08-31/volatilidade-no-cambio-deve-permanecer-ate-2014-diz-ex-presidente-do-bc.html

    Banco Central aumenta juro básico, a taxa Selic, para 9% ao ano

         O Banco Central (BC) subiu nesta quarta-feira (28) o juro básico da economia brasileira, a taxa Selic, em 0,50 ponto percentual, para 9% ao ano. É a quarta alta seguida da taxa.

         A decisão foi unânime e o aumento confirmou a principal aposta dos economistas, baseada no atual cenário de pressão inflacionária, agravado pelo aumento recente do dólar em relação ao real. A moeda americana valorizada encarece, em reais, produtos importados, como matérias-primas.

    A elevação dos juros é um instrumento usado pelo governo para conter o consumo, uma vez que o crédito (tanto empréstimos em instituições financeiras quanto parcelamentos em lojas, por exemplo) fica mais caro. E, com menos demanda, a inflação tende a ceder.

    PERSPECTIVAS

    "O dólar deve continuar subindo até o final do ano, e pressionando a inflação no Brasil", diz Paulo Gala, estrategista da Fator Corretora. "Por causa disso, o BC deve aumentar ainda mais a Selic para manter a inflação sobre controle em 2014", acrescenta.

    Outro fator que deve motivar a política monetária mais firme do BC até o final do ano, segundo Gala, é a menor safra de grãos nos Estados Unidos, prejudicada pelo mal tempo, que deve pressionar os preços de alguns produtos no mercado nacional.

    Para Julio Hegedus, economista-chefe da consultoria Lopes Filho, o BC será mais incisivo em seu tom nos comunicados das próximas reuniões do BC, em outubro e novembro.

    "A autoridade se descolou recentemente da Fazenda e tem tentado mostrar alguma autonomia [em relação ao governo]. Mesmo assim, as medidas econômicas que estão sendo tomadas não são agressivas. Estão 'empurrando as coisas' até o ano que vem, em que teremos eleições", afirma.

    Ambos os especialistas esperam mais um aumento de 0,5% ponto percentual na Selic, na reunião do Copom de outubro, terminando 2013 a 9,5% ao ano.

    JUROS ALTOS

    Para o consultor financeiro Erasmo Vieira, o consumidor endividado deve priorizar o pagamento das dívidas por causa da elevação dos juros.

    "É sempre recomendável que a pessoa antecipe parcelas de financiamentos sempre que possível, desde que isso não comprometa seu orçamento mensal", diz. "Mesmo que o pagamento do empréstimo esteja em dia, esse consumidor não pode esquecer que ele representa uma dívida, estando sujeito a pagar juros maiores", acrescenta.

    Considerando as diversas modalidades de crédito, com taxas de juros diferentes, Vieira afirma que o consumidor deve procurar sempre as opções mais baratas. "É essencial evitar as linhas mais caras, como cartão de crédito e cheque especial", diz


    CAROLINA MATOS
    ANDERSON FIGO
    DE SÃO PAULO
    MARIANA SCHREIBER
    DE BRASÍLIA