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Quais os problemas da transposição do Rio São Francisco?

Quais os problemas da transposição do Rio São Francisco?

     A transposição do Rio São Francisco é um projeto que tem como objetivo principal a transferência de água do rio São Francisco para outras bacias hidrográficas, principalmente para os estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. Embora o projeto tenha sido idealizado para solucionar a escassez de água nessas regiões, ele também enfrenta uma série de problemas e críticas, entre os quais destacam-se:


    Impactos ambientais: O projeto da transposição do São Francisco tem gerado uma série de impactos ambientais, como a alteração do fluxo natural do rio, a redução da vazão e da qualidade da água, a erosão das margens e a perda da biodiversidade. Além disso, o desvio da água pode afetar a reprodução de diversas espécies de peixes e outros animais que dependem do rio.


    Problemas sociais: A transposição do São Francisco tem gerado conflitos e tensões entre as comunidades afetadas, que se sentem prejudicadas com a obra. Há relatos de desapropriações forçadas de terras, perda de fontes de subsistência e destruição de patrimônios históricos e culturais.


    Alto custo: A transposição do São Francisco é um projeto extremamente custoso, com valores estimados em bilhões de reais. Além disso, as obras têm enfrentado diversos atrasos e problemas técnicos, o que tem elevado ainda mais os custos.


    Falta de planejamento: Muitos críticos apontam que o projeto da transposição do São Francisco foi idealizado sem um planejamento adequado, sem estudos de impacto ambiental e sem consulta às comunidades afetadas. Isso teria gerado uma série de problemas e atrasos na execução da obra.


    Alternativas não consideradas: Muitos especialistas argumentam que a transposição do São Francisco não é a solução mais eficaz para o problema da escassez de água no Nordeste. Eles apontam que outras alternativas, como a construção de pequenas barragens, a recuperação de nascentes e a implantação de sistemas de dessalinização, poderiam ser mais sustentáveis e menos impactantes para o meio ambiente.


    Em resumo, a transposição do São Francisco é um projeto polêmico que enfrenta uma série de problemas e críticas. Embora possa ser vista como uma solução para a escassez de água no Nordeste, é importante considerar seus impactos ambientais, sociais e econômicos antes de decidir pela sua implantação.

Empresa chinesa anuncia fábrica de caminhões em Pernambuco

FÁBIO GUIBU
DE RECIFE

A estatal chinesa SAG (Shaanxi Automobile Group) instalará uma fábrica de caminhões da marca Shacman em Pernambuco. O acordo foi anunciado pelo governo do Estado nesta quarta-feira (9).

A indústria, segundo o governo, será construída no agreste do Estado, no novo complexo automotivo para fabricação de caminhões e ônibus, em Caruaru (136 km de Recife).

O investimento anunciado é de R$ 1 bilhão. As obras devem começar ainda este ano e terminar em dez meses. O empreendimento pode gerar até mil empregos diretos.

A previsão é que a indústria entre em operação em 2013. A meta é fabricar inicialmente 10 mil veículos pesados e extrapesados por ano, em cinco modelos e 20 configurações. Até 2017, a indústria planeja dobrar a sua produção no Estado.

A SAG, que já possui uma central de distribuição no porto de Recife, planeja ainda, segundo o governo, construir chassis e carrocerias para ônibus, além de motores, transmissão e eixos.

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), viajou à China para fechar o negócio. Ele disse, por meio de sua assessoria, que a nova fábrica ajudará a manter o crescimento econômico do Estado, que evolui acima da média nacional.

Campos concedeu aos chineses incentivo fiscal de 95% sobre o futuro saldo devedor do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) da empresa, benefício previsto no Programa de Desenvolvimento do Setor Automotivo do Estado.

A Prefeitura de Caruaru também isentou a fábrica do pagamento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) por dez anos.

As negociações entre a Shacman e o governo estadual para a instalação da fábrica em Pernambuco começaram em outubro de 2011. Em dezembro, uma comitiva de empresários dos dois países se reuniram com Campos para tratar do negócio. Em fevereiro deste ano, representantes do Estado viajaram à China para conhecer o grupo.

De acordo com o governo, a Shaanxi Automobile Group Co. possui 11 subsidiárias, 13 mil empregados e ocupa o 40º lugar entre as maiores companhias mecânicas do país, com 200 mil caminhões e ônibus produzidos por ano.

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1087792-empresa-chinesa-anuncia-fabrica-de-caminhoes-em-pernambuco.shtml