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Wal-Mart vai aumentar em 23% quadro de pessoal em 5 anos

A maior rede de varejo do mundo prevê contratar mais 500 mil funcionários; companhia anuncia US$ 15 bilhões em recompra de ações

Reuters | 04/06/2010 15:46

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Fayetteville, Estados Unidos - Maior rede de varejo do mundo, a Wal-Mart Stores, vai adicionar mais de 500 mil funcionários a seu quadro de pessoal nos próximos cinco anos, ampliando sua presença global no momento em que tenta recuperar as vendas fracas nos Estados Unidos, informou o presidente-executivo da companhia, Mike Duke.

Duke, em comentários sobre estratégia da empresa nos próximos anos, afirmou que a companhia precisa ampliar sua diferença de preços em relação a rivais uma vez que a Internet ajuda os consumidores a encontrar produtos mais baratos. "Vamos ser os mais competitivos em preços e vamos ganhar muito", afirmou Duke a 16 mil funcionários e acionistas reunidos em um ginásio de basquete na Universidade de Arkansas durante a reunião anual de acionistas da empresa.

Enquanto os funcionários se ocupavam com a participação do ganhador do Oscar Jamie Foxx e artistas como Mariah Carey e Mary J. Blige, acionistas receberam um novo programa de recompra de ações de US$ 15 bilhões que se soma aos US$ 10 bilhões em ações da empresa adquiridas pelo Wal-Mart no ano passado. Mas isso pode não ser suficiente para os acionistas que têm visto o preço estagnado das ações da companhia e vendas em lojas de descontos nos Estados Unidos abertas há pelo menos um ano caírem nos últimos quatro trimestres.

"Não creio que US$ 15 bilhões seja suficiente no momento", disse Brian Sozzi, analista do Wall Street Strategies. "A companhia simplesmente precisa mostrar à base de acionistas que pode executar sua mensagem de sustentabilidade na redução de custos e retomada no fluxo de clientes, seja por meio de preços menores ou melhora em departamentos com margens maiores", explicou.

Como parte do plano de crescimento, o Wal-Mart vai adicionar 500 mil postos de trabalho à sua base de 2,2 milhões de funcionários. A empresa tem 4.110 lojas em 14 países fora dos Estados Unidos e está buscando entrar na Rússia.

http://economia.ig.com.br/empresas/comercioservicos/walmart+vai+aumentar+em+23+quadro+de+pessoal+em+5+anos/n1237654072179.html

'Contenha seu entusiasmo pelo Brasil', diz colunista do 'WSJ'

Desde que o Brasil descobriu novas e promissoras reservas de petróleo na sua costa em 2007, o país parece ter abandonado várias reformas que deveriam deixá-lo em sintonia com sua ambição de conquistar um lugar entra as nações mais industrializadas do mundo. É o que diz um artigo no Wall Street Journal nesta segunda-feira assinado por Mary Anastasia O'Grady, editora e colunista do jornal americano de finanças.

O texto, intitulado "Contenha seu entusiasmo pelo Brasil", questiona o otimismo manifestado no país sobre o sucesso das parcerias público-privadas na reinvenção "de um Brasil com sua nova riqueza".
O'Grady se refere em particular ao entusiasmo manifestado pelo empresário carioca Eike Batista em uma recente passagem por Nova York.
Ela conta que Batista, apontado como o homem mais rico do Brasil e o oitavo mais rico do mundo pela revista Forbes, "encantou a platéia com seu entusiasmo, não apenas por seus próprios projetos no desenvolvimento da exploração de petróleo, de portos e de estaleiros, como também pelo seu país".
"Apesar dos muitos erros do passado, ele (Batista) disse que o Brasil mudou e está pronto para reclamar seu lugar de direito entre as nações industrializadas", escreve.
Mas a autora do artigo se diz "cética" quanto ao otimismo de Batista, e se pergunta se o resto do país também vai se beneficiar das oportunidades que se abriram para o empresário no setor de gás e petróleo.
"Quanto mais a elite do país fala sobre sua parceria público-privada para reinventar o Brasil com sua recém descoberta riqueza, mais soa como o mesmo velho corporativismo latino", diz ela.
O'Grady admite que o Brasil melhorou "em relação ao que era em meados da década de 90, quando hiperinflação alimentou caos nacional", e disse que "o crédito por controlar os preços vai para o ex-presidente de dois mandatos (Fernando) Henrique Cardoso, cujo governo implementou o Plano Real".
A autora minimiza o papel do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no comando do país, dizendo que "uma revisão de sua gestão revela que a melhor coisa que ele fez como chefe-executivo do país foi nada".
"Além da reforma da lei de falências e a melhoria da legislação relativa a seguros, ele (Lula) fez muito pouco."
A jornalista considera positivo que mudanças sejam gradativas, mas diz que "o problema é que desde que o Brasil descobriu petróleo abundante na costa em 2007, parece ter abandonado até as reformas modestas".
No artigo, ela sugere que faltam reformas que facilitem a operação de muitas empresas de pequeno e médio porte.
Citando um relatório do Banco Mundial de 2010, O'Grady diz que o Brasil não tem um bom histórico em relação à abertura de empresa, pagamento de impostos, contratação de funcionários e obtenção de alvará de construção.