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Como Eike levantou R$ 12,3 bilhões na bolsa apenas com empresas promissoras

Ricardo Rochman, professor da FGV, mostra pistas de como o empresário teve senso de oportunidade e percebeu o momento certo de ir ao mercado

Marília Almeida - iG São Paulo


Lembre-se do slogan Brasil, o País do futuro. Corte para a capa da revista inglesa The Economist com o Cristo Redentor decolando, e termine com um Produto Interno Bruto (PIB) de 5%, aliado a inflação zero em 2008. 
É neste cenário, complementado por indícios do pré-sal, já anunciados pela Petrobras em 2006, que o País, estável e com o Plano Real completando uma década, aponta seu potencial de crescimento.Mas, para crescer, precisa melhorar sua infraestrutura.
Mas o governo tem atuação limitada, sem recursos suficientes para tocar grandes projetos. O professor da Fundação Getulio Vargas (FGV) de São Paulo, resume: o Brasil precisava então de empreendedores. Então, surge Eike Batista. Questão de timing.
Filho de Eliezer Batista, ex-presidente da Vale por duas vezes, Eike havia criado a empresa canadense TVX Gold, com a qual adquiriu experiência em mineração e também acesso ao mercado de capitais.
Criou valor na empresa até que a vendeu por uma fração do que chegou a valer a Kinross em 2001. "Um fracasso ou parte do currículo?", questiona Rochman.
Reuters
Eike Batista: cenário contribuiu para otimismo com relação ao grupo X
Receita de sucesso
Além do momento propício para captar no mercado, colocar o próprio pai e outros profissionais renomados em suas empresas, com bons salários, e mostrar que tinha experiência com investimentos são parte da receita para ter uma captação bem-sucedida, analisa Rochman.
Junte-se a isso a aplicação de boas práticas de governança corporativa, como criar conselhos de administração de respeito e evitar danos aos acionistas, as chamadas poison pills. "A gestão pode ser ruim, mas a governança das empresas sempre foi boa. Uma coisa é o discurso, outra é a prática."
"As empresas não criaram nenhum entrave para investidores que quiseram comprar uma fatia das empresas. Mais de 80% das empresas que lançam ações na bolsa têm proteções contra fusões e aquisições indesejadas", diz o professor.
Para finalizar, é necessário atrair bancos de boa reputação e experiência de mercado para coordenar o lançamento de ações das empresas e, se possível, a inclua no principal índice da bolsa de valores 12 meses depois.
Desta forma, será possível criar uma demanda natural, já que todos os fundos que se baseiam no índice deverá comprar as ações das empresas participantes. "Isso fez com que, mesmo quando as ações despencaram, havia gente comprando."
Eike, em evento da OSX, uma de suas empresas. Foto: Reuters/Ricardo Moraes
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O caminho da bolsa
O grupo EBX acabou optando pelo lançamento de ações no mercado porque não restavam muitas opções para empresas como as do grupo, pré-operacionais. 
Em geral, empresas buscam levantar capital para investir por meio do lucro retido (caixa gerado pela empresa), dívida tradicional (debêntures) ou conversível (que pode ser transformada em ações), e somente depois lançar ações preferenciais e ordinárias na bolsa. 
Mas, além de não darem lucro, as empresas ainda não passavam por crivos para buscar a dívida tradicional (eram novas, não eram rentáveis, não havia histórico de capacidade de pagamento, garantias ou histórico de condições para pagamento em crises), apesar de fazerem parte de um conglomerado, que poderia "bancar" eventuais falta de pagamentos.
Além disso, Eike Batista surfou na onda de empresas que lançaram suas ações na bolsa. Em 2006 e 2007, foram, respectivamente, 24 e 64 novas empresas com ações na bolsa, respectivamente. Foi quando Eike lançou ações da MMX e MPX, respectivamente. Em 2008, veio a OGX e, em 2010, a OSX. Com as quatro, conseguiu levantar R$ 12,3 bilhões.

Preço da gasolina pode subir com alta do petróleo, diz Petrobras

A escalada da cotação do petróleo no mundo pode provocar alta nos preços de combustível no Brasil, disse a presidente da Petrobras, Graça Foster.

Caso o preço do barril de petróleo chegue ao patamar de US$ 130 este ano, como indica algumas previsões, a Petrobras terá de repassar essa alta para a gasolina, afirmou a executiva.

"Esse valor tão alto é muito ruim para o desenvolvimento das economias. Porque é inexorável, é impossível (...) que a gente não repasse para o preço futuros patamares, caso esse Brent cresça nas proporções que são apresentadas por alguns previsores."

Segundo Foster, a Petrobras trabalha com o barril a US$ 119. O preço médio do barril em 2011 foi de US$ 111. Em 2010, foi de US$ 80.

A Petrobras, que fornece cerca de 98% da gasolina consumida no Brasil, até o momento não repassou a alta do petróleo no combustível.

Segundo Foster, o não repasse para o preço não tem minimizado a capacidade de investimento da Petrobras. "A conjuntura de preços internacionais não tem afetado a capacidade de investimento da Petrobras."

ETANOL

Foster defendeu o incremento da produção de etanol no país como uma solução para os altos preços e necessidade de importação de gasolina.

"Etanol tem que chegar firme, tem que voltar a ser tudo o que ele foi, porque se tem uma coisa que a gente sabe fazer é etanol."

A presidente falou que o momento de "plenitude" do etanol deve ser 2014, e defendeu que o índice de álcool na gasolina, que hoje é de 20%, volte a 25%. A Petrobras Biocombustíveis terá papel no aumento da produção, afirmou.

ARGENTINA

No meio de sua apresentação em audiência pública na Comissão de Minas e Energia, a presidente da Petrobras falou que é seguro investir em petróleo no Brasil. "Não rasgaremos contratos, como acontece em outros países", afirmou.

No entanto, a presidente não quis fazer mais comentário sobre a decisão da Argentina de expropriar a petroleira YPF, do grupo espanhol Repsol.

Foster afirmou que a Petrobras quer continuar produzindo na Argentina. Segundo a presidente, a estatal cumpriu rigorosamente todos os programas exploratórios no país vizinho, respeitou toda a regulação, quesitos de segurança.

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1081214-preco-da-gasolina-pode-subir-com-alta-do-petroleo-diz-petrobras.shtml

Indústria química quer 4% de todo o petróleo nacional

A indústria química brasileira, dona de 3% do PIB e de um faturamento anual de US$ 120 bilhões, reivindica parcela de 4% de todo o petróleo nacional, informam Tatiana Freitas e Agnaldo Brito em reportagem publicada na Folha deste domingo (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

Pelo atual nível de reservas (o que inclui pré-sal e pós-sal), o setor teria hoje entre 1,2 bilhão e 1,4 bilhão de barris de petróleo para usar nos próximos anos. Como a indústria fala em percentuais, e não em barris, o total assegurado pode subir, dadas as pesquisas ainda em andamento no pré-sal e que resultarão -é a previsão- em mais reservas.

O pedido de garantia de matéria-prima faz parte do pacto nacional da indústria química, entregue ao governo e que prevê investimento de US$ 167 bilhões até 2020.

"Com essa nova oferta, é importante que haja um incentivo do governo para que de 3% a 4% da produção nacional [de petróleo] vá para a indústria, para ser utilizada como matéria-prima", disse à Folha o presidente da Braskem e da Abiquim (Associação Brasileira da Indústria Química), Bernardo Gradin. O restante seria destinado à produção de combustíveis.

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/765219-industria-quimica-quer-4-de-todo-o-petroleo-nacional.shtml

Petróleo volta a subir diante de expectativas para economia mundial

Os contratos futuros de petróleo registraram o terceiro pregão consecutivo de alta, com os investidores animados com sinalizações de crescimento da economia mundial.

Em Nova York, o contrato do WTI para agosto terminou a US$ 76,09 o barril, com alta de US$ 0,65, enquanto o vencimento de setembro avançou US$ 0,60, para US$ 76,63. Em Londres, o Brent de agosto ficou em US$ 75,42, com ganho de US$ 0,71, e o contrato para setembro fechou valendo US$ 75,65, com alta de US$ 0,63.

Os investidores ainda repercutiram o relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI), divulgado ontem. O FMI elevou sua projeção de crescimento mundial em 2010 de 4,2% para 4,6% e classificou como improvável a volta do período de recessão.

Outro dado divulgado na quinta-feira que ainda provocou efeitos hoje foi o das reservas de petróleo nos EUA. Os estoques de petróleo cru diminuíram em 5 milhões de barris na semana passada, no comparativo com a retrasada, para 358,2 milhões de barris.

Também agradou a declaração do presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, feita pela manhã. Para ele, a redução nas despesas públicas na Europa não vai afetar a recuperação econômica.

"A consolidação fiscal e o crescimento não são excludentes", observou. Segundo ele, ainda há muito a ser feito e os governos precisam avaliar com cuidado cortes em suas despesas.

O único indicador divulgado hoje nos EUA foi o de estoques do atacado, que cresceram 0,5% de abril para maio, resultado dentro com o esperado por economistas. Na comparação anual, foi apurada uma queda de 2,1%.

http://oglobo.globo.com/economia/mat/2010/07/09/petroleo-volta-subir-diante-de-expectativas-para-economia-mundial-917112878.asp

'Contenha seu entusiasmo pelo Brasil', diz colunista do 'WSJ'

Desde que o Brasil descobriu novas e promissoras reservas de petróleo na sua costa em 2007, o país parece ter abandonado várias reformas que deveriam deixá-lo em sintonia com sua ambição de conquistar um lugar entra as nações mais industrializadas do mundo. É o que diz um artigo no Wall Street Journal nesta segunda-feira assinado por Mary Anastasia O'Grady, editora e colunista do jornal americano de finanças.

O texto, intitulado "Contenha seu entusiasmo pelo Brasil", questiona o otimismo manifestado no país sobre o sucesso das parcerias público-privadas na reinvenção "de um Brasil com sua nova riqueza".
O'Grady se refere em particular ao entusiasmo manifestado pelo empresário carioca Eike Batista em uma recente passagem por Nova York.
Ela conta que Batista, apontado como o homem mais rico do Brasil e o oitavo mais rico do mundo pela revista Forbes, "encantou a platéia com seu entusiasmo, não apenas por seus próprios projetos no desenvolvimento da exploração de petróleo, de portos e de estaleiros, como também pelo seu país".
"Apesar dos muitos erros do passado, ele (Batista) disse que o Brasil mudou e está pronto para reclamar seu lugar de direito entre as nações industrializadas", escreve.
Mas a autora do artigo se diz "cética" quanto ao otimismo de Batista, e se pergunta se o resto do país também vai se beneficiar das oportunidades que se abriram para o empresário no setor de gás e petróleo.
"Quanto mais a elite do país fala sobre sua parceria público-privada para reinventar o Brasil com sua recém descoberta riqueza, mais soa como o mesmo velho corporativismo latino", diz ela.
O'Grady admite que o Brasil melhorou "em relação ao que era em meados da década de 90, quando hiperinflação alimentou caos nacional", e disse que "o crédito por controlar os preços vai para o ex-presidente de dois mandatos (Fernando) Henrique Cardoso, cujo governo implementou o Plano Real".
A autora minimiza o papel do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no comando do país, dizendo que "uma revisão de sua gestão revela que a melhor coisa que ele fez como chefe-executivo do país foi nada".
"Além da reforma da lei de falências e a melhoria da legislação relativa a seguros, ele (Lula) fez muito pouco."
A jornalista considera positivo que mudanças sejam gradativas, mas diz que "o problema é que desde que o Brasil descobriu petróleo abundante na costa em 2007, parece ter abandonado até as reformas modestas".
No artigo, ela sugere que faltam reformas que facilitem a operação de muitas empresas de pequeno e médio porte.
Citando um relatório do Banco Mundial de 2010, O'Grady diz que o Brasil não tem um bom histórico em relação à abertura de empresa, pagamento de impostos, contratação de funcionários e obtenção de alvará de construção.

Produção de petróleo do México deve reagir até 2011

A produção de petróleo do México deve começar a se recuperar no próximo ano ou em 2011, disse à Reuters neste domingo a ministra de Energia Georgina Kessel.

O México, cujas exportações de petróleo desabaram 18 por cento em abril e atingiram níveis que não eram vistos desde 1990 --exceto durante temporadas de furacões--, espera que a produção de petróleo cresça para 3 milhões de barris por dia até 2015, disse Kessel.
"Esperamos que no próximo ano ou no outro a produção comece a se recuperar para os níveis que nós tínhamos anteriormente", disse Kessel em entrevista concedida nos bastidores de um encontro dos ministros de Energia do G8, em Roma.
O volume de petróleo exportado despencou para 1,177 milhão de barris por dia por causa da produção cada vez menor do antigo campo de Cantarell, afirmou a estatal petrolífera Pemex na semana passada.
A extração de petróleo recuou 4,2 por cento em abril em termos anuais, para 2,642 milhões de barris por dia. Foi o quarto mês seguido abaixo da meta de 2,7 milhões de barris diários.
As receitas obtidas no setor são um recurso chave para a economia do México. A queda nas vendas externas foi mais um dado ruim para o país, que já sofre com a recessão e com a queda da demanda norte-americana pelas exportações de suas fábricas.
"Temos enfrentado um declínio em nosso campo mais importante, então atualmente estamos trabalhando em outras áreas, particularmente em Chicontepec, para resolver isso", disse Kessel. "Cantarell é um campo maduro em fase de declínio."
"Até 2015, esperamos atingir os 3 milhões de barris por dia que tínhamos entre 2005 e 2006," acrescentou.
O governo depende da receita do setor para financiar mais de um terço do orçamento. O diretor do banco central mexicano alertou nesta semana sobre a urgência de um plano para reduzir a dependência de petróleo do país, dada a perspectiva fraca sobre o aumento da produção no médio prazo.
O México é um dos três maiores fornecedores de petróleo dos Estados Unidos, mas sua produção tem caído de forma consistente desde 2004 em meio às dificuldades para substituir a capacidade perdida em Cantarell.
O campo, que fornecia mais de 2 milhões de barris por dia em 2004, rendeu apenas 713 mil barris diários em abril, mais de 35 por cento a menos do que no ano anterior, de acordo com dados do Ministério de Energia.
A Pemex prometeu encerrar 2009 com produção de 2,7 milhões de barris por dia. Analistas, porém, continuam céticos quanto às metas de extração do campo de Chicontepec por causa de suas características --bilhões de barris de petróleo estão presos em formações geológicas isoladas, tornando a retirada cara e complicada.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/05/24/entrevista+producao+de+petroleo+do+mexico+deve+reagir+ate+2011+6311928.html

Países evitam falar de aumento na produção de petróleo

Líbia e Catar, membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), disseram que ainda é muito cedo para falar sobre a possibilidade de aumento nas cotas de produção em setembro. O ministro do Petróleo do Catar, Abdullah Al-Attiyah, disse que "não devemos tirar conclusões precipitadas. Ainda é muito cedo para dizer se a Opep irá mudar as cotas" em sua próxima reunião, em 9 de setembro. O chefe da estatal de petróleo da Líbia, Shokri Ghanem, disse que "temos que esperar para ver, ainda estamos no começo de junho".
As declarações sinalizam cautela, num momento em que o preço do petróleo se aproxima de um nível considerado aceitável pela maioria dos países da organização. No dia 28 de maio, a Opep decidiu manter as atuais cotas de produção inalteradas. Desde então, no entanto, o preço do petróleo subiu para US$ 69,00, perto dos US$ 70,00 que a maioria dos países membros vê como o preço apropriado.
Agora, pelo menos um dos membros já considera a possibilidade de aumento nas cotas se o preço do petróleo continuar subindo - pelo menos para que ocorra um ajuste em relação à atual superprodução dos países membros. Além de Líbia e Catar, Argélia e Arábia Saudita também recomendaram cautela quanto a um possível aumento de produção. Esses países temem que o preço atual seja fruto de especulação e não esteja levando em conta os altos estoques atuais. As informações são da Dow Jones.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/06/07/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=113596/em_noticia_interna.shtml

Governo define sócios na exploração do pré-sal

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, confirmou que a comissão interministerial do pré-sal estuda a alternativa em que a petrolífera que oferecer a maior parcela da produção à União será a futura sócia da estatal a ser criada para administrar as reservas de petróleo do pré-sal, localizada abaixo do leito marinho. "Essa é uma possibilidade. É o modelo que eu defendo. Mas não posso definir isso sozinho", disse Lobão, que participou segunda-feira do Abinee TEC 2009, em São Paulo.
Lobão é um dos principais defensores da criação de uma estatal para administrar as reservas do pré-sal, seguindo o princípio já adotado na indústria de petróleo e gás na Noruega. O ministro propõe também que o Brasil adote o modelo de partilha de produção. Neste modelo, a nova estatal realizaria leilões para escolher parceiros para investir em áreas do pré-sal. Com isso, a escolha do sócio recairia sobre a petrolífera que oferecesse ao governo a maior parcela de sua produção. "Em 15 dias, iremos apresentar as propostas para avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva", acrescentou Lobão.
Definida a proposta pelo presidente Lula, Lobão afirmou que o governo federal vai encaminhar um projeto de lei estabelecendo o marco regulatório para o pré-sal brasileiro. "Não faremos a mudança via medida provisória, porque queremos uma discussão ampla com o Congresso Nacional”, disse ministro. Para garantir que a tramitação entre os deputados federais e os senadores seja rápida, Lobão afirmou que existe a possibilidade de o presidente Lula solicitar o caráter de urgência para esta matéria. "O Congresso terá, no mínimo, um semestre para discutir e aprovar o tema. Mas o presidente tem a faculdade de recomendar uma tramitação urgente, o que é previsto na Constituição. Com isso, o projeto de lei seria aprovado em três ou quatro meses", disse Lobão.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/06/02/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=112842/em_noticia_interna.shtml

Produção de petróleo do México deve reagir até 2011

A produção de petróleo do México deve começar a se recuperar no próximo ano ou em 2011, disse à Reuters neste domingo a ministra de Energia Georgina Kessel.

O México, cujas exportações de petróleo desabaram 18 por cento em abril e atingiram níveis que não eram vistos desde 1990 --exceto durante temporadas de furacões--, espera que a produção de petróleo cresça para 3 milhões de barris por dia até 2015, disse Kessel.
"Esperamos que no próximo ano ou no outro a produção comece a se recuperar para os níveis que nós tínhamos anteriormente", disse Kessel em entrevista concedida nos bastidores de um encontro dos ministros de Energia do G8, em Roma.
O volume de petróleo exportado despencou para 1,177 milhão de barris por dia por causa da produção cada vez menor do antigo campo de Cantarell, afirmou a estatal petrolífera Pemex na semana passada.
A extração de petróleo recuou 4,2 por cento em abril em termos anuais, para 2,642 milhões de barris por dia. Foi o quarto mês seguido abaixo da meta de 2,7 milhões de barris diários.
As receitas obtidas no setor são um recurso chave para a economia do México. A queda nas vendas externas foi mais um dado ruim para o país, que já sofre com a recessão e com a queda da demanda norte-americana pelas exportações de suas fábricas.
"Temos enfrentado um declínio em nosso campo mais importante, então atualmente estamos trabalhando em outras áreas, particularmente em Chicontepec, para resolver isso", disse Kessel. "Cantarell é um campo maduro em fase de declínio."
"Até 2015, esperamos atingir os 3 milhões de barris por dia que tínhamos entre 2005 e 2006," acrescentou.
O governo depende da receita do setor para financiar mais de um terço do orçamento. O diretor do banco central mexicano alertou nesta semana sobre a urgência de um plano para reduzir a dependência de petróleo do país, dada a perspectiva fraca sobre o aumento da produção no médio prazo.
O México é um dos três maiores fornecedores de petróleo dos Estados Unidos, mas sua produção tem caído de forma consistente desde 2004 em meio às dificuldades para substituir a capacidade perdida em Cantarell.
O campo, que fornecia mais de 2 milhões de barris por dia em 2004, rendeu apenas 713 mil barris diários em abril, mais de 35 por cento a menos do que no ano anterior, de acordo com dados do Ministério de Energia.
A Pemex prometeu encerrar 2009 com produção de 2,7 milhões de barris por dia. Analistas, porém, continuam céticos quanto às metas de extração do campo de Chicontepec por causa de suas características --bilhões de barris de petróleo estão presos em formações geológicas isoladas, tornando a retirada cara e complicada.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/05/24/entrevista+producao+de+petroleo+do+mexico+deve+reagir+ate+2011+6311928.html

Ministros do G8 pressionam por estabilidade no preço do petróleo

Por Rania El Gamal e Silvia Aloisi ROMA (Reuters) - Líderes do setor energético debateram neste domingo com que preço o petróleo ativaria o investimento no setor sem ferir uma recuperação global mais ampla, no momento em que a Arábia Saudita, maior produtor mundial do gênero, prevê uma cotação chegando a até 75 dólares o barril.

Os ministro de energia do G8 se encontram em Roma diante de um cenário de alta de preços que elevou o petróleo a seu pico nos últimos seis meses, o que levou atores-chave como os EUA a implorar à Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) que mantenha seu foco na estabilidade de preços.
A Arábia Saudita, maior e mais influente do grupo de doze membros, disse que a Opep "provavelmente manterá o rumo" quando se encontrar em Viena na quinta-feira, e indicou a perspectiva de um possível aumento na demanda e nos preços.
"A demanda vai crescer quando a economia se recuperar", disse o ministro saudita do petróleo Ali al-Naimi a jornalistas, recusando-se a especular sobre quando isso poderia ocorrer.
Ele tampouco quis prever quando os preços atingiriam a marca dos 75 dólares, que os produtores dizem ser necessária para encorajar o investimento na nova produção a longo prazo.
"Pode ser amanhã ou daqui a dez anos, mas vai acontecer, só não sei quando", disse Naimi.
A Agência Internacional de Energia disse que o investimento na produção de gás e petróleo vai cair 21 por cento em 2009 por culpa da crise financeira e da desaceleração econômica decorrente.
Roberto Poli, presidente da companhia de petróleo italiana Eni, disse que a "média mágica" para o preço do petróleo ser alto o suficiente para incentivar investimentos sem ferir a economia é de 60-70 dólares o barril, enquanto Umberto Quadrino, executivo-chefe da Edison, colocou essa marca em torno de 60-80 dólares o barril.
"A experiência do último ciclo de preços demonstrou que, para garantir um crescimento econômico estável, o preço não deve passar de 75 dólares o barril," disse Poli. "A instabilidade e a imprevisibilidade no preço do petróleo são os piores inimigos de qualquer plano cuidadoso para construir um futuro energético diferente."
O petróleo chegou esta semana a mais de 60 dólares o barril, sua maior cotação em seis meses, quase o dobro do preço mais baixo de dezembro passado e muito acima dos 50 dólares que a Arábia Saudita disse poder aceitar para ajudar a economia mundial a crescer.
Os ministros da Opep não devem realizar nenhuma mudança em relação ao suprimento de petróleo quando se encontrarem em Viena na semana que vem, já que os preços mais altos contêm suas preocupações com volumosos estoques e a maior queda na demanda em anos.
Uma fonte graduada no Golfo Pérsico disse que o grupo vai se ater às suas metas atuais, mas ressalta a necessidade de obediência. Entretanto, o representante do Irã disse que os preços mais altos do petróleo estão induzindo alguns membros da Opep a acreditar numa falsa sensação de segurança.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/05/24/ministros+do+g8+pressionam+por+estabilidade+no+preco+do+petroleo+6308926.html

Mundo quer petróleo estável, diz secretário dos EUA

O secretário de Energia dos EUA, Steven Chu, afirmou que o mundo quer que os preços do petróleo permaneçam estáveis e que uma nova alta poderá prejudicar a recuperação da economia global. Ao chegar a Roma para uma reunião de dois dias dos ministros de Energia dos países do G-8 (os oito países mais industrializados), a começar neste domingo, Chu disse que "um novo salto nos preços do petróleo certamente teria consequências muito grandes".

O secretário norte-americano e o ministro de Indústria da Itália, Claudio Scajola, assinaram neste sábado um acordo de cooperação entre os dois países para pesquisas sobre captura das emissões de gás carbônico, um dos gases que causam o aquecimento global.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/05/23/mundo+quer+petroleo+estavel+diz+secretario+dos+eua+6299943.html

Líbia prevê aumento da demanda de petróleo no 3o trimestre

Uma alta autoridade de petróleo da Líbia disse neste sábado que a demanda pela commodity poderia aumentar até o terceiro trimestre deste ano. "A demanda para este ano ainda está baixa como o esperado, mas à medida que a economia norte-americana se move e avança, eu acredito que haverá um aumento na demanda até o terceiro trimestre", disse Shokri Ghanem a jornalistas em Roma, na véspera de um encontro de ministros.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/05/23/libia+preve+aumento+da+demanda+de+petroleo+no+3o+trimestre+6299916.html

Preço do petróleo resiste à tendência mundial de recessão

Nos últimos meses, o preço do petróleo despencou conforme os consumidores diminuíram os gastos com combustíveis em todo o mundo, com alguns analistas prevendo que a situação econômica faria com que o preço do barril caísse para US$20 ou menos.
Mas revertendo as previsões, o preço do petróleo se estabeleceu em cerca de US$50 o barril. Ainda que os preços tenham caído dois terços desde o auge do verão passado, o petróleo continua caro em comparação aos padrões históricos.
A resistência mostrada pelos mercados petrolíferos não se deve à qualquer melhoria na economia mundial ou queda no consumo. A demanda global permanece em curso para a pior queda desde o começo dos anos 1980 e os inventários de petróleo estão em seu nível mais alto em 19 anos.
Ao invés disso, segundo os analistas, o petróleo voltou a ser procurado por investidores como refúgio da queda do dólar e alta da inflação. A estabilização do preço do petróleo também é uma vitória para a Opep, que conseguiu cortar seus rendimentos para equiparar a baixa demanda.
Depois de ajudar a elevar o preço a valores recordes no verão passado, os investidores abandonaram os mercados petrolíferos diante da crise financeira, em uma corrida por dinheiro. O petróleo, que chegou a seu nível mais alto acima de US$140 o barril em julho passado, caiu para US$33 o barril em dezembro.

O PETRÓLEO E A DISPONIBILIDADE DE CRÉDITO PARA A INDÚSTRIA NACIONAL BRASILEIRA

O cenário brasileiro do ano de 2008 apresenta uma economia extremamente globalizada, onde minuto a minuto os governantes da nação, investidores estrangeiros, administradores nacionais e centenas de milhares de controladores conectam-se na rede global para coletar e gerenciar informações para elaborarem decisões financeiras e econômicas.

Uma das informações mais acompanhadas em todo sistema econômico global é o “fator petróleo” ou preço do barril do petróleo, sendo este um dos mais potentes influenciadores na saúde econômica das nações. Isso devido ao petróleo ser um dos principais insumos de toda economia industrial e sua logística.

Todas as bolsas de valores existentes investem milhões de dólares por ano para ter informação rápida e segura, e no meio de tudo isso uma das informações destaques, sem dúvida, é o preço internacional do petróleo.

Quando o cenário das bolsas internacionais de valores mostram, ou tendem a sofrer variações percentuais acima das tolerâncias de segurança, os valores monetários aplicados tendem a se movimentarem para cenários de menor risco.

Nos momentos de risco de aceleração de saída de capital das economias locais, para setores mais seguros, os governantes tendem a utilizar o mecanismo da Taxa de Juros Básica para conter uma queda brusca de reservas de capital e fuga de investimentos estrangeiros.

Para o contexto da Administração de Empresas, esse fenômeno econômico da variação da Taxa de Juros Básica, é um dos principais influenciadores das decisões administrativas de cada empresa e indústria, definindo viabilidade ou inviabilidade de expansão de mercado e investimento.

A forma com que o fator petróleo pondera a disponibilidade de crédito para a indústria, é através do fenômeno econômico da variação da Taxa de Juros Básica. Onde uma elevação da Taxa de Juros, geralmente, significa dinheiro mais caro, custos mais altos, redução de investimentos e perda de competitividade. No contrário, uma redução da Taxa de Juros pode proporcionar uma economia mais dinâmica no setor da indústria, devido ao menor custo do capital disponível para investimentos e compra de matéria prima. Juros baixos, em geral, proporcionam custos mais baixos, preços mais competitivos e lucros mais altos para o capital produtivo.

Assim, a Indústria Nacional Brasileira é uma das economias mais preocupadas com o fator petróleo, decorrente da grande dependência histórica pela disponibilidade de capital no mercado para financiamento da atitude, expansão e desenvolvimento da indústria.

O governo brasileiro busca equilíbrio durante essas oscilações através do SISTEMA DE LIBERAÇÃO E CUSTÓDIA do Banco Central, ou seja o valor da Taxa Selic definida pelo Comite de Política Monetária, ou COMPOM.