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Brasil enfrenta bolha imobiliária, diz Henrique Meirelles

Ex-presidente do Banco Central pondera que problema é localizado em regiões do Rio de Janeiro e São Paulo; sobre a OGX, ele diz que foi grande aposta também para o BNDES

Paula Pacheco - iG São Paulo |

Antonio Cruz/ABr
Meirelles: Rio de Janeiro é a cidade com situação mais grave no campo imobiliário

Para Henrique Meirelles ex-presidente do Banco Central (BC), o Brasil enfrenta um problema de bolha imobiliária. Para o economista, o fato ocorre "claramente em algumas regiões do Rio de Janeiro e algumas regiões de São Paulo" – mercados onde o preço dos imóveis dispararam. Mas no País a bolha imobiliária tem características muito diferentes das vistas nos Estados Unidos, ressalta. "Por aqui, ao contrário do que se viu nos EUA, não houve efeito na economia real", diz.
Segundo Meirelles, a bolha imobiliária americana tinha como uma das principais caracteríticas a alta alavancagem em crédito. "Quando você tem um estouro da bolha de crédito, existe a possibilidade de contaminar a economia como um todo. Não acho que isso esteja acontecendo no Brasil, já que o crédito imobiliário por aqui não tem nem de perto esse tipo de presença", avalia.
Aposta em Eike Batista
Recentemente o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou que pretende intensificar os financiamentos de projetos da área de infraestrutura. Nos últimos anos, a prioridade do banco foi fazer empréstimos e se associar a empresas em condições de se tornarem multinacionais brasileiras.
Na opinião de Meirelles, a mudança de estratégia não tem relação com a aposta mal sucedida feita pelo banco nas empresas de Eike Batista.  A maior delas, a OGX, pediu recuperação judicial na quarta-feira (30) e espera-se o mesmo para a OSX .

Elisa Rodrigues / Futura Press
Quem se juntou a Eike, segundo Meirelles, estava atrás de uma aposta

"Essa mudança do BNDES é uma evolução gradual. As empresas globais hoje estão muito mais fortes do que há oito, dez anos, e com presença internacional. A grande necessidade do País hoje é infraestrutura", analisa.
O ocaso da OGX, avalia Meirelles, é uma situação e não deve levar a uma generalização que contamine outras companhias brasileiras. Ele explica: "É uma empresa muito alavancada, uma grande startup. Não se pode confundi-la com uma empresa com um histórico e uma grande eficiência".
Ainda segundo o ex-presidente do BC, a OGX e as outras empresas de Eike foram "uma grande aposta de todos". "Foi do próprio Eike, dos executivos, dos acionistas, dos investidores, dos credores, inclusive do BNDES. Era um grupo de grandes startups que não deram certo", comenta Meirelles. 


Executivo do BNDES descarta reforma da previdência em 2015

Para Fabio Giambiagi, reforma teria de ser feita no primeiro ano do próximo mandato (2019)


Agência Estado
O chefe do Departamento de Risco de Mercado do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Fabio Giambiagi, afirmou nesta sexta-feira (22) que não é otimista em relação a uma reforma na previdência em 2015, ano do primeiro mandato do próximo presidente da República. "Não acredito, realisticamente, que vai haver reforma em 2015. Talvez em 2019 isso esteja mais claro."
Ainda assim, segundo ele, é importante que os candidatos não rejeitem esse debate durante a campanha nas eleições de 2014, ou isso poderia tornar a aprovação ainda mais difícil. A reforma previdenciária, por ser complexa, teria de ser feita no primeiro ano do próximo mandato, quando os partidos integrantes da coalizão "ainda estão em lua de mel".
Getty Images
Fabio Giambiagi: "Não acredito, realisticamente, que vai haver reforma em 2015."
Giambiagi defende uma política de transição para que as pessoas que já estão no mercado de trabalho não sejam pegas de surpresa por eventuais mudanças. "Quanto mais tempo de trabalho e de contribuição, mais próximo da regra atual. Quanto mais jovem, mais próximo estaria da regra nova", explicou. Para ele, promover uma mudança que só altere as regras do futuro pode parecer sábio, mas "seria uma bobagem".
Para que o governo efetivamente discuta e promova uma mudança nas regras da previdência, ele diz que são necessários alguns atributos, como o diagnóstico da situação, a convicção necessária, o dispêndio de energia para a aprovação e uma capacidade de persuasão e de articulação política. "Espero que, durante a campanha, não se criem vetos a algumas dessas medidas para o futuro", acrescentou.

Bancos vão financiar quase R$ 200 bi do programa de concessões

 

Além da costura de crédito barato, Caixa Econômica e fundos de pensão estruturam Fundo de Investimento em Logística, o “fundo noiva” para ser sócio dos vencedores

Brasil Econômico - Ana Grabois, Léa de Luca e Renata Batista |

Grandes bancos privados e públicos chegaram a um acordo com o governo para financiar o programa de concessões de infraestrutura de quase US$ 200 bilhões de dólares, principal aposta da presidente Dilma Rousseff para acelerar o crescimento do país.

No caso das rodovias a serem leiloadas, os bancos se comprometeram a financiar até 70 por cento dos investimentos, com custo de Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) acrescida de 2%. O prazo total dos empréstimos será de 30 anos, com cinco anos de carência e pagamento em 25 anos.

Agência Brasil

Ministro da Fazenda, Guido Mantega

“É fundamental, para viabilizar essas concessões, primeiro que elas sejam bastantes rentáveis para atrair investidores. Em segundo lugar, que haja um modelo de financiamento para viabilizar todos os investimentos que serão feitos, que não são poucos”, disse Mantega a jornalistas.
O ministro não detalhou as condições de captação oferecidas aos bancos privados.

Historicamente, as instituições financeiras privadas no Brasil não concedem crédito em prazos muito longos, exceto em áreas cujo “funding” é direcionado, devido ao risco de descompasso entre ativos e passivos.

Entre os bancos envolvidos no financiamento do programa de concessões, Mantega citou Itaú Unibanco, Bradesco, BTG Pactual, JPMorgan, Safra, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal, além do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Os empréstimos sindicalizados, quando um grupo de bancos se reúne para financiar um empreendimento específico, darão diversidade às fontes de recursos de longo prazo no país. Hoje, a única fonte de empréstimo nessa condição é o BNDES, que também terá papel importante para bancar investimentos em rodovias, ferrovias, portos e aeroportos.

O presidente do Santander, Emilio Botín, informou que o banco vai emprestar US$ 10 bilhões para os projetos de infraestrutura que serão leiloados no país.

No Rio, o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse que a entrada dos bancos privados no financiamento vai aliviar a pressão por recursos, bastante concentrada no banco de fomento. “Vejo disposição dos bancos privados de participar de consórcios para financiamento... e isso diminui (a pressão sobre o BNDES)”, disse Coutinho a jornalistas.

Caixa estrutura FPI-Logística

A menos de uma semana do primeiro leilão do novo programa de concessões, a Caixa Econômica Federal negocia com fundos de pensão e bancos públicos a participação no Fundo de Investimento em Participações - Logística (FIP — Logística), o chamado Fundo Noiva. A discussão para apoiar os consórcios vencedores por meio de participação acionária limitada a 49% ou debêntures está sob a coordenação da Caixa e a entrada nos consórcios poderá, segundo as regras previstas, se dar nos próximos seis meses. Petros, Funcef, BB Investimentos, BNDESpar e Caixa assinaram a carta de interesse em participar do fundo.

A Funcef ainda estuda sua entrada no fundo, que vai depender da presença de mais fundos de pensão. “Se for um fundo só com Funcef e Petros, não entraremos. Se for um fundo de mercado, que vai ser referência, vamos estudar. Esperamos que outras fundações entrem”, disse o diretor de investimento da Funcef, Maurício Marcellini, durante congresso dos fundos de pensão nesta semana, em Florianópolis. Um dos entraves é o limite de 25$ de participação de fundações em fundo de investimento. Uma das das alternativas é a Caixa captar dinheiro entre fundos de pensão de estados e municípios, além de outras entidades como Valia, Fachesf e Forluz.

Veja também: Leilões do transporte e do pré-sal vão estimular economia, garante Dilma

Hoje, a opção preferencial da Funcef é apoiar as concessões por meio da Invepar — empresa de infraestrutura na qual é sócia com Previ, Petros e OAS. “Esse fundo vai ser usado para os empresários que precisarem de um complemento do equity [participação acionária] para o investimento. Pode ser que não seja usado. Além do fundo, os empresários vão falar diretamente com Funcef, Petros, Previ, Valia, todas as fundações, são fontes de recursos”, completou Marcellini. A Previ demonstrou igual preferência por investir por meio da Invepar. Nesta semana, o diretor de investimento do fundo de pensão, Renê Sanda, disse que ainda não foi tomada a decisão sobre a participação direta da fundação nas concessões.O diretor administrativo financeiro da Petros, Newton Carneiro da Cunha, sugeriu que os fundos de pensão menores se reúnam para também investir. “Deveríamos pensar nos pequenos e incluí-los nessa questão.”

O uso dos recursos do Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS) deve ocorrer sem a participação no Fundo Noiva. “Não estamos no fundo noiva. As concessões de infraestrutura estão no nosso foco e avaliaremos depois do leilão taxas de retorno e as garantias envolvidas”, afirmou ontem Jacy Afonso, conselheiro do fundo do FGTS. O FI-FGTS, administrado pela Caixa, tem patrimônio de R$ 27 bilhões e investe em infraestrutura.

http://economia.ig.com.br/empresas/infraestrutura/2013-09-13/bancos-vao-financiar-quase-r-200-bi-de-programa-de-concessoes.html

"Um transatlântico que navega por águas tranquilas." Foi assim que o empresário Abilio Diniz descreveu o Pão de Açúcar, empresa criada por seu pai há 65 anos, que começa hoje uma fase sem sua sombra e credibilidade.
Na verdade, a maior varejista brasileira enfrentará águas bem turbulentas: a concorrência com as pequenas redes (o maior desafio, segundo o presidente, Enéas Pestana); a negociação com fornecedores tão poderosos quanto a BRF (dona das marcas Sadia e Perdigão, que terá Abilio no leme); a inflação, que dificulta o repasse aos preços; além das mudanças nos hábitos, que pedem praticidade e fim do desperdício.
Com trânsito no governo (tanto petista como tucano) e com respeito do mercado financeiro, Abilio foi a cara e a principal antena da varejista a esses e a outros desafios.
Atleta, empreendedor, religioso (é devoto de Santa Rita), Abilio sofreu -foi sequestrado em 1989- e comemorou vitórias em público.

O estilo do empresário é o oposto do dos franceses do Casino, que são discretos e quase invisíveis. São poucos os relatos sobre a vida de Jean-Charles Naouri, presidente da companhia, e de Arnaud Strasser, principal homem do grupo no país.
Atento a isso, o Casino jamais desprezou a força da equipe do empresário. Nos demais países em que atua, é praxe do grupo operar segundo a bandeira e os costumes locais. Na América Latina, está no Uruguai, na Argentina e na Colômbia -países que, junto do Brasil, poderão formar uma subsidiária latino-americana nos moldes da Latam -união de LAN e TAM.
Há dúvidas sobre a nova composição do conselho de administração, que fora montado como campo de batalha dos dois grupos. Sem a disputa, os nomes serão outros para definir as estratégias.
Surpreendentemente, a empresa conseguiu se manter à parte da disputa societária. Executivos relatam que, apesar das diferenças, na hora de fazer negócio tanto Abilio quanto os franceses tinham como denominador comum maximizar os lucros.

ALIANÇAS
Abilio formou um império afastando primeiro os irmãos, depois fechando alianças estratégicas (como a com o Casino) e, finalmente, comprando redes rivais.
Em 2005, quando vendeu o controle do Pão de Açúcar, a varejista e o Brasil eram outros. À época, o negócio foi considerado bom para o empresário, que recebera US$ 881 milhões prometendo passar o comando aos franceses no então distante 2012.
Sete anos depois, cumpriu o contrato, mas entregou uma empresa quatro vezes maior, incluindo Ponto Frio e Casas Bahia. As vendas, que somavam R$ 13,4 bilhões em 2005, saltaram para R$ 50 bilhões em 2012. O valor de mercado passou de R$ 8,7 bilhões para R$ 23,8 bilhões e as ações preferenciais, de R$ 35,90 para R$ 98,62.
Um ano antes de passar o bastão, o empresário provocou a ira dos franceses ao propor a fusão no Brasil com o arquirrival Carrefour, com o apoio do BNDES, num desenho em que os franceses ficariam em papel secundário. "Não me arrependo de nada do que fiz. Só do que não fiz", disse Abilio, 76, ao anunciar na sexta que deixaria o conselho da empresa.

TONI SCIARRETTA
CLAUDIA ROLLI
DE SÃO PAULO


Casino eleva a 45,9% sua participação no capital do Grupo Pão de Açúcar

A empresa de distribuição francesa Casino e sua matriz Rallye aumentaram a 45,9% a participação no capital da CBD (Companhia Brasileira de Distribuição) --o Grupo Pão de Açúcar, cujo controle foi o centro de uma disputa em julho passado com o Carrefour.

"Esta aquisição reafirma a confiança e o compromisso do Rallye, e do Casino, no Brasil", afirma um comunicado do Rallye.

O grupo Rallye anunciou que em agosto comprou 3,3 milhões de ações preferenciais do Pão de Açúcar e quatro milhões de opções de compra, que dão o direito de adquirir a mesma quantidade de ações preferenciais.

No fim do último mês de junho, o Casino já havia comprado cerca de US$ 1 bilhão em ações da rede varejista brasileira, o que elevou na época sua participação no capital total do grupo de 37% para 43,1%.

PÃO DE AÇÚCAR E CARREFOUR

No início de julho, o empresário Abílio Diniz -sócio brasileiro do Casino - foi forçado a abandonar um plano para unir o Pão de Açúcar com a unidade no Brasil do também francês Carrefour, depois de vigorosa oposição do Casino ao negócio.

O Carrefour, concorrente direto do Casino na França, havia informado em junho que recebera uma proposta da empresa brasileira Gama, de propriedade do fundo de investimentos BTG Pactual, apoiada pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), para criar uma empresa comum no Brasil.

O objetivo era fundar um gigante brasileiro no setor de distribuição com vendas de 30 bilhões de euros e sinergias estimadas entre 600 milhões de euros e 800 milhões de euros.

O BNDES retirou oficialmente o apoio pré-aprovado de R$ 4,5 bilhões, inviabilizando a engenharia financeira montada para unir Pão de Açúcar e Carrefour.

O banco alegou falta de entendimento dos sócios Casino e Abílio Diniz, que dividem o comando do Pão de Açúcar.

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/973752-casino-eleva-a-459-sua-participacao-no-capital-do-grupo-pao-de-acucar.shtml

Bancos coroam invasão chinesa no Brasil

Dois anos depois de desbancar os EUA da posição de principal destino das exportações brasileiras, a China passa a mirar também o mercado financeiro nacional, informam Sheila D'Amorim e Flávia Foreque em reportagem na Folha desta sexta-feira.

A íntegra do texto está disponível para assinantes do jornal e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

Com a vinda, em 2010, do Banco da China, um dos maiores do mundo, outras duas instituições manifestaram desejo de operar no Brasil --e aguardam autorização do Banco Central.

A Folha apurou que o Banco de Desenvolvimento, uma espécie de BNDES local, também quer expandir sua atuação aqui.

Além disso, com dinheiro sobrando em casa, os chineses se tornaram parceiros ideais para bancos de pequeno e médio porte brasileiros, que precisam reforçar o capital.

Editoria de Arte/Folhapress

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/951362-bancos-coroam-invasao-chinesa-no-brasil.shtml

BNDES financia nova usina hidrelétrica em Minas

Financiamento no valor de R$ 118 milhões foi aprovado nesta quinta-feira pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), dentro do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para a implantação da Usina Hidrelétrica Barra do Braúna, em Minas Gerais. O projeto é desenvolvido pela empresa Barra do Braúna Energética, controlada pela Brascan Energética S/A (Besa).
Localizada no Rio Pomba, entre os municípios de Laranjal e Leopoldina, a usina terá capacidade de geração de 39 megawatts (MW) de energia. O projeto prevê a implantação também de linha de transmissão associada, com 15 quilômetros de extensão.
O investimento total alcança R$ 185 milhões. Serão gerados na fase de construção da usina 500 empregos diretos e mil indiretos, com aproveitamento de mão de obra local, informou o BNDES.
A Besa tem no Brasil, atualmente, 30 pequenas centrais hidrelétricas em operação, com capacidade instalada global de 375 MW de energia.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/08/20/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=123908/em_noticia_interna.shtml

Dívida mobiliária interna atinge R$ 1,349 tri em julho

 

Segundo dados divulgados hoje pelo Tesouro Nacional, a dívida aumentou ao longo do mês, influenciada pela emissão de R$ 25,18 bilhões em títulos da dívida interna para o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Essa emissão é mais uma parcela do empréstimo de R$ 100 bilhões concedida ao BNDES para aumentar a sua capacidade de emprestar às empresas, neste ano de impacto da crise financeira internacional. A dívida também foi influenciada pelo impacto de R$ 11,412 bilhões no encargo de juros no seu estoque. As emissões de títulos ao longo do mês alcançaram R$ 63,72 bilhões, enquanto o total de resgates foi de R$ 47,12 bilhões. A emissão líquida de papéis, ao longo do mês, somou R$ 16,6 bilhões.

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/08/20/divida+mobiliaria+interna+atinge+r+1349+tri+em+julho+7999908.html

Redução dos juros não está surtindo efeito, diz BNDES

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse nesta segunda-feira que a crise financeira “torna as políticas monetárias transitoriamente ineficientes para a recuperação das economias”.
Coutinho, que abriu conferência internacional sobre Investimentos Públicos na Promoção do Desenvolvimento, na sede do BNDES, considera que as reduções das taxas de juros no mundo não estão surtindo o efeito de estimular o gasto privado, nem por parte das empresas nem por parte das famílias. “Portanto, recai sobre a política fiscal a missão de suportar e estimular a recuperação econômica”, afirmou.
Ele destacou que a discussão sobre a qualidade da política fiscal "é de enorme relevância, em especial sobre o investimento". Para o presidente do BNDES, o papel do investimento público, que é o tema do seminário, é central para o desenvolvimento.
O evento de hoje é promovido pela Conferência das Nações Unidas para o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad, na sigla em inglês) e pelo ministério das Relações Exteriores.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/07/13/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=118508/em_noticia_interna.shtml

Unidade da GM em Gravataí vai produzir modelo popular

O novo carro que a montadora General Motors (GM) vai produzir em sua fábrica de Gravataí, no Rio Grande do Sul, deve ser um modelo de baixo custo, mais barato que o Celta, hoje vendido por R$ 25 mil. O projeto, ainda em fase de desenvolvimento, deverá marcar a estreia do primeiro veículo com tecnologia coreana, que passará a ser adotada pela montadora no país.
A confirmação da nova família de produtos, prevista para as próximas semanas, esbarra, porém, na liberação, esperada pela direção da montadora brasileira, de linhas de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e de outros bancos. A GM já espalhou consultas por diversas instituições financeiras, públicas e privadas.
Até agora, os produtos da marca, na sua maioria, eram desenvolvidos na Europa, pela Opel - que teve a maior parte de suas ações vendida para a fabricante de autopeças canadense Magna e para o grupo russo Sberbank -, e no próprio País, casos dos modelos Celta, Meriva e Montana.
O BNDES confirmou, na semana passada, que analisa pedidos de financiamento da empresa. Entre analistas, há dúvidas sobre a viabilidade de emprestar dinheiro para uma companhia cuja matriz americana está em concordata.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/06/07/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=113554/em_noticia_interna.shtml

Crédito para empresas começa a voltar

As empresas brasileiras que buscam crédito no mercado começam a respirar mais aliviadas diante dos indícios de retomada da oferta, capitaneada pelos bancos públicos, desde o início do ano. O cenário está longe do céu de brigadeiro existente antes da crise financeira global – e os juros estão mais altos do que no período pré-turbulência –, mas as perspectivas de regularização da oferta para o segundo semestre e para o ano que vem são otimistas. O crédito flui com mais facilidade na direção de setores como indústria, construção civil e infraestrutura, mas eles não são os únicos a obter empréstimos na praça. Transportadoras, distribuidoras de combustível, varejistas, restaurantes, entre empresas de outros ramos da atividade, também estão voltando a ter acesso ao crédito.
Daniel Ballesteros, dono do restaurante Tradição de Minas, tentou pegar um empréstimo em bancos públicos e privados em dezembro do ano passado para abertura de mais um unidade no estacionamento do Minas Shopping, inaugurada no início de março. Teve que desistir por causa das dificuldades de oferta e dos juros elevados. Com a redução da Selic, resolveu voltar a tentar. Tomou R$ 300 mil – R$ 100 mil na Caixa Econômica Federal e R$ 200 mil no Banco Real – para finalizar o projeto. “Mudamos a estratégia. Resolvemos terminar o investimento com capital bancário até nos recapitalizarmos”, explica.
Na Ultrapress Cargas o proprietário, Sérgio Roberto Ameida Caldeira, afirma que tem tomado crédito para capital de giro normalmente. São cerca de R$ 500 mil ao mês que ajudam a empresa a manter suas operações, uma vez que o movimento caiu cerca de 15% por causa da crise.
O grupo Uniparh, dono da Cachaça Germana, da cachaçaria Alambique, do chopp Germana e do Botequim Mineiro, também recorreu ao crédito este ano para investir e movimentar o seu negócio. Segundo o diretor-executivo, Henrique Michel, foram R$ 2 bilhões em empréstimos destinados, principalmente, para o lançamento do chopp e a abertura do botequim. “Contratamos linhas específicas para a aquisição de máquinas e equipamentos no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e recursos para capital de giro em bancos privados”, diz.
Dados do Banco Central (BC) mostram que, entre janeiro e abril de 2009, os empréstimos concedidos às empresas com recursos livres e direcionados, que englobam a banca pública e a privada, além das instituições de fomento, cresceram 1,7% ante igual período do ano passado. Esse número, ancorado no estímulo dos bancos públicos, acabou funcionando como um empurrão para que a banca privada também voltasse a emprestar a juros mais competitivos. Entre janeiro e maio deste ano, o Banco do Brasil incrementou o montante liberado para micro, pequenas e médias empresas em Minas em 60% em comparação com igual período do ano passado.
De fevereiro a maio, a Caixa Econômica Federal expandiu a oferta de crédito para pessoas jurídicas no estado – antecipação de recebíveis, reformas e ampliação, contratações e folha de pagamento, entre outras modalidades – em R$ 1,1 bilhão. “Partindo do princípio de que não haverá uma nova onda da crise internacional, esperamos que a oferta de crédito seja normalizada até o fim do ano, mas o custo não voltará a ser como antes. No caso dos bancos privados, com recursos livres , o crédito está voltando a fluir bem para as pessoas físicas. Para as empresas, apresenta alguma melhora”, avisa Júlio Sérgio Gomes de Almeida, professor de economia da Unicamp. Na avaliação dele, o descompasso entre a normalização da oferta para pessoas físicas e jurídicas pode ser explicada pelo temor que os bancos têm de que as empresas venham a enfrentar problemas de recebimento de seu dinheiro. “É por isso que o crédito nessa área ainda está travado”, justifica.
Gilberto Borça e Pedro Quaresma, economistas do BNDES, afirmam que de outubro do ano passado a abril deste ano os bancos públicos foram responsáveis por 80% do incremento do crédito na economia – 38% ofertados pelo BNDES e 32% pela Caixa e pelo BB. O restante ficou por conta da banca privada. Segundo eles, depois de setembro houve uma espécie de pânico no mercado de crédito, principalmente para pequenas e médias empresas.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/06/18/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=115066/em_noticia_interna.shtml

Projeto de plástico "verde" da Braskem obtém R$555 mi do BNDES

O projeto de produção de resinas termoplásticas a partir do etanol para os chamados "plásticos verdes" da Braskem conseguiu um financiamento de 555,6 milhões de reais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O banco de fomento informou nesta terça-feira ter aprovado o financiamento, que é também o primeiro do BNDES para a área alcoolquímica.

O projeto total da Braskem, maior companhia de resinas termoplásticas da América Latina, envolve investimentos de 800,4 milhões de reais para a produção de 204 mil toneladas anuais de resinas a partir do etanol da cana de açúcar.

A fábrica de "plásticos verdes" já teve sua pedra fundamental lançada pela Braskem no Pólo Petroquímico de Triunfo (RS). Ela começa a operar no segundo semestre de 2010 e deve gerar cerca de 1,5 mil empregos na fase de obras, além de 100 na fase operacional, segundo o comunicado do BNDES.

A Braskem já vem testando com alguns clientes o uso das resinas ecológicas. Com a Brinquedos Estrela, por exemplo, ela acertou o uso do polietileno "verde" no jogo Banco Imobiliário, além do estudo de outras parcerias em brinquedos no futuro.

Tanques de combustível e embalagem para alimentos e cosméticos são outras aplicações testadas.

Em setembro do ano passado, a Braskem fechou uma das primeiras parcerias para a venda da resina ecológica. Ela acertou um acordo com a trading Toyota Tsusho, da japonesa Toyota, para que esta seja a representante comercial dos produtos no continente asiático.

A companhia brasileira espera se tornar a primeira empresa do mundo a produzir resinas plásticas a partir de fontes renováveis de matéria-prima como o etanol.

(Por Taís Fuoco)

http://br.news.finance.yahoo.com/12052009/5/economia-projeto-plastico-verde-da-braskem.html

GM do Brasil terá de buscar novas formas para sobreviver

A General Motors (GM) do Brasil terá de buscar novas formas de financiamento e recorrer mais aos fundos governamentais, como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para garantir projetos no País. Sem o apoio da matriz norte-americana, que na prática passa a ser uma empresa estatal, os desafios de manutenção da subsidiária serão maiores. O mesmo deve ocorrer com filiais como a da China e de outras regiões não incluídas na concordata anunciada na segunda-feira pela empresa nos Estados Unidos.
"Todas terão de se virar para sobreviver, pois talvez não haverá mais matriz para socorrê-las", diz Paulo Cardamone, responsável no Brasil pelo escritório da consultoria norte-americana CSM Worldwide. Apesar de nos últimos anos ter mais enviado dividendos do que recebido, a GM brasileira sempre contou com apoio da matriz nos seguidos períodos de prejuízos que registrou antes de 2004, quando passou a ter resultados positivos. "Certamente, a partir de agora ela terá menos suporte financeiro da nova GM", afirma Cardamone.
O consultor acha que, por ser rentável, a filial brasileira não terá dificuldades em obter crédito local. Ele aposta na capacidade da engenharia brasileira em desenvolver novos projetos, mas reconhece que "começar do zero para criar um carro não é fácil". O Brasil tem tecnologia para isso, avalia o consultor, mas o custo de um projeto inteiro é alto e o desenvolvimento pode levar muito mais tempo.
Cardamone acredita que, por ter mais afinidades com os produtos desenvolvidos pela GM na Europa, na divisão Opel, a GM do Brasil terá condições de manter acordos com a autopeça canadense Magna, que junto com um grupo de investimentos russo ficou com a maior parte das ações da companhia.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/06/02/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=112818/em_noticia_interna.shtml

BNDES aprova mais um financiamento para compra de aviões da Embraer

Um financiamento de R$ 199,2 milhões para a compra de quatro aviões da Embraer, modelo ERJ-175, pela Trip Linhas Aéreas, foi aprovado nesta quarta-feira pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A participação do banco corresponde a 85% do investimento da companhia.
É a segunda operação de empréstimo aprovada pelo BNDES para aquisição de aeronaves fabricadas pela Embraer. A primeira ocorreu em abril, beneficiando a empresa Azul Linhas Aéreas com recursos de R$ 254 milhões.
Os aviões se somarão à frota atual de 22 aparelhos da Trip. A empresa pretende chegar até o fim do ano com 29 aeronaves.
Os jatos da Embraer serão operados pela Trip no mercado doméstico, com ênfase nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, de acordo com a informação do BNDES.
Rsponsável pela geração no país de cerca de 1,2 mil empregados, a Trip estima que serão criados 40 empregos diretos nas áreas de manutenção, tripulação e controle operacional para cada avião.
Segundo o BNDES, o mercado aéreo brasileiro ocupa a quarta posição no ranking mundial de aviação doméstica, apresentando uma taxa média de crescimento de 11% ao ano, no período entre 2003 e 2008.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/05/27/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=112173/em_noticia_interna.shtml

Chávez pede apoio do BNDES para projetos na Venezuela

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, pediu ao presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, apoio financeiro a projetos que estejam sendo tocados ou que venham a ser desenvolvidos por empresas brasileiras naquele país. A iniciativa de Chávez ocorreu durante encontro com Coutinho na quinta-feira, em Caracas, e expõe as dificuldades financeiras pelas quais a economia venezuelana atravessa, impactada, principalmente, pela forte queda no preço do petróleo.
Entre os projetos que podem ser desenvolvidos por empresas brasileiras está a construção da linha 5 do metrô de Caracas. As obras das linhas 3 e 4 já haviam sido tocadas pela brasileira Odebrecht. O governo venezuelano também espera a participação de grupos nacionais em obras de infraestrutura e parques industriais.
O BNDES tem longo histórico de apoio a empresas brasileiras em projetos fora do país, em especial na América do Sul. Somente a Venezuela já recebeu, desde 1997, cerca de US$ 500 milhões de desembolso do banco, sendo US$ 295 milhões somente para as obras do metrô e para a construção da hidrelétrica de La Vueltosa. Entre projetos em perspectiva, em análise e já aprovados, o país de Hugo Chávez tem carteira de US$ 4 bilhões junto ao banco de fomento estatal brasileiro.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/05/22/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=111569/em_noticia_interna.shtml

Crédito de R$ 10 bilhões para agronegócio em vigor

A linha de crédito de R$ 10 bilhões para cooperativas e agroindústrias entrou em vigor nesta segunda-feira. O financiamento, que será operado pelo BNDES, foi aprovado pelo Conselho Monetário Nacional no mês passado, com o objetivo de aliviar as dificuldades de crédito que afetaram o setor, em consequência da crise financeira. O número de trabalhadores demitidos nos maiores frigoríficos do país e nas empresas ligadas ao segmento pode chegar a 100 mil. Além disso, sete grandes frigoríficos pediram recuperação judicial.

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Brasil e Venezuela planejam criar fundo conjunto

Os dois países têm um plano de criação de um fundo avaliado em bilhões de dólares, de acordo com afirmação feita hoje pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez. Ele teria oferecido ao BNDES colocar as reservas de petróleo do país como garantia ao financiamento de exportações de bens e serviços de empresas brasileiras. O volume total poderia chegar a 4 bilhões e 300 milhões de dólares. A Venezuela já possui fundos de investimento em infra-estrutura com outros países, incluindo China e Equador.

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CMN regulamenta crédito de R$ 5 bi para infraestrutura

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou duas resoluções nesta quinta-feira em sessão extraordinária, que regulamentam a linha especial de infraestrutura em projetos de habitação popular. A linha está prevista na Medida Provisória (MP) que criou o programa "Minha Casa, Minha Vida" e terá como agente operador a Caixa Econômica Federal. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será a fonte primária dos recursos.O objetivo, segundo o Ministério da Fazenda, é financiar construtoras do setor privado que tenham gastos em projetos de infraestrutura e edificações de empreendimentos imobiliários. O total de recursos será de até R$ 5 bilhões, conforme já previa a MP. Fica a cargo da União, ainda segundo a Fazenda, a equalização das taxas e encargos que forem necessários. O gasto estimado pela Fazenda com o auxílio é de R$ 357 milhões.Como a linha de financiamento prevê um prazo de carência de 18 meses, não haverá gastos com subvenção em 2009. Nos anos seguintes, os custos serão considerados junto com as leis orçamentárias anuais. O limite de utilização da linha é de até 100% dos gastos orçados para infraestrutura, tendo como teto 10% do custo total do empreendimento habitacional. Os encargos para o mutuário são Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) mais 1% ao ano. E o prazo total de financiamento é de 54 meses, com 36 meses para amortização. O prazo de carência é até o final da obra, limitado a 18 meses.