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Análise da Política Monetária do Brasil: Compreendendo as Atas do COPOM

Análise da Política Monetária do Brasil: Compreendendo as Atas do COPOM

O Comitê de Política Monetária (COPOM) é um importante órgão do Banco Central do Brasil, encarregado de estabelecer a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic. 

A atuação do COPOM é fundamental para a gestão monetária do país, pois é através de suas decisões que são definidas as diretrizes de política monetária, que impactam diretamente a economia.

O Papel do COPOM

O COPOM é composto pelo presidente do Banco Central e seus diretores. A cada 45 dias, este comitê realiza reuniões para determinar a taxa Selic. Essas reuniões ocorrem durante dois dias consecutivos e o calendário de reuniões para o ano seguinte é divulgado até junho do ano corrente.

Durante essas reuniões, os membros do COPOM analisam o cenário econômico nacional e internacional e definem a taxa Selic com o objetivo de cumprir a meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. A decisão sobre a taxa Selic é tomada com base em uma análise detalhada do comportamento da economia e das projeções para a inflação.

O Comitê de Política Monetária (COPOM) é um órgão de suma importância na economia brasileira, responsável por definir a taxa básica de juros (Selic) a cada 45 dias. Além da definição da taxa Selic, as reuniões do COPOM produzem textos analíticos que justificam, contextualizam e detalham todo o embasamento técnico da decisão tomada pelo comitê. Esses textos, conhecidos como Atas do COPOM, são de grande interesse para os agentes do mercado, que os avaliam cuidadosamente para ajustar suas expectativas em relação ao cenário macroeconômico apresentado pelo COPOM.

As Atas do COPOM

A ata do COPOM é um documento público divulgado pelo Banco Central após cada reunião do comitê. Nesse documento, são apresentados os principais tópicos discutidos durante a reunião, bem como a análise do cenário econômico que embasou a decisão sobre a taxa Selic.

Além disso, a ata do COPOM serve como um instrumento de transparência, permitindo que o público entenda os motivos que levaram à definição da taxa Selic. Assim, é possível acompanhar o raciocínio dos membros do comitê, entender as preocupações e perspectivas para a economia brasileira, bem como os desafios para o controle da inflação.

A importância das Atas do COPOM

As Atas do COPOM são documentos cuidadosamente elaborados, escritos com o objetivo de transmitir sinais claros e convincentes aos agentes econômicos. Representam um conjunto de textos de grande importância, servindo como uma ferramenta valiosa para entender as nuances da política monetária e as perspectivas econômicas do Brasil.

Os agentes de mercado avaliam minuciosamente cada Ata para ajustar suas expectativas em relação ao entendimento do cenário macroeconômico que o COPOM apresenta. Nesse sentido, esses documentos são um componente vital na formação de expectativas de mercado e na tomada de decisões de investimento.

Acesso às Atas do COPOM

As Atas do COPOM estão disponíveis para consulta pública no site do Banco Central do Brasil. A página de divulgação das Atas do COPOM possui dois endpoints de API, um para atas mais recentes e outro para atas antigas.

O estudo das Atas do COPOM pode revelar informações importantes sobre a postura do comitê em relação à política monetária, suas preocupações em relação à inflação, fatores que influenciaram suas decisões e projeções para a economia brasileira.

A análise textual das Atas pode envolver a identificação de palavras-chave, o mapeamento de sentimentos expressos pelos membros do COPOM, a análise de tópicos discutidos e a detecção de mudanças de ênfase ao longo do tempo. Essas técnicas podem ajudar a identificar a visão predominante do comitê em relação à política monetária e às perspectivas econômicas.

Além disso, a análise das Atas também pode fornecer insights sobre a comunicação e a transparência do Banco Central. Ao examinar como as informações são apresentadas e explicadas nas Atas, podemos avaliar a clareza e a eficácia da comunicação do COPOM com o mercado e o público em geral.

A análise textual das Atas do COPOM pode ser complementada com outras fontes de dados econômicos e financeiros, como indicadores macroeconômicos, taxas de juros de mercado, dados de inflação e variáveis financeiras relevantes. Essa abordagem integrada pode ajudar a obter uma compreensão mais abrangente do contexto econômico e a tomar decisões mais fundamentadas.

Em suma, a análise das Atas do COPOM desempenha um papel crucial na compreensão da política monetária do Brasil, permitindo a identificação de tendências, a antecipação de mudanças e a avaliação da transparência comunicativa. Esses documentos são uma fonte valiosa de informações para os agentes econômicos e pesquisadores interessados na economia brasileira.










Com juros de até 700%, dívida do cartão cresce seis vezes em um ano

Livres para praticar juros sem limite, bancos e administradoras cobram taxas muito acima da Selic. Inadimplência da modalidade é de 25,6%, a maior de todas

Taís Laporta - iG São Paulo 

Que negócio no mundo cobra juros médios de 282,82% ao ano? Cartões de crédito no Brasil. Foi esse o custo estimado do cliente que entrou no rotativo em 2013, de acordo com uma pesquisa da FGV (Fundação Getulio Vargas) em parceria com a Proteste (Associação de Consumidores).
O levantamento – que consultou 60 cartões de 11 instituições financeiras –, encontrou uma distância abismal entre a taxa mais baixa e a mais alta: 52,34% anuais no Ourocard Platinum (Banco do Brasil), e 705,61% no Platinum (Santander).
Getty Images
Inadimplência no cartão foi de 25,6% em dezembro
Com os juros mais altos do mercado, o cartão de crédito é também a modalidade com maior inadimplência no País. O calote bateu em 25,6% em dezembro de 2013, segundo os últimos dados do Banco Central. 
No paradoxo do ovo e da galinha, não se sabe se o quê veio primeiro: os juros ou os calotes. Os bancos justificam as altas taxas do cartão para compensar o índice de não pagamentos.
Uma simulação da pesquisa mostrou que a taxa mais cara encontrada (705,61%) pode engordar a dívida do rotativo em seis vezes no prazo de um ano. Se o cliente pagar apenas o valor mínimo exigido (20%) de R$ 500, a dívida subirá para R$ 3 mil em 12 meses.
O lado bom da pesquisa é que os juros médios do cartão estão menores que os registrados em 2012 pela Proteste. A taxa média anual, segundo a associação, era de 323,14%, 41 pontos percentuais acima do patamar atual. 
“Algumas instituições de fato reduziram as taxas, acompanhando a queda da Selic, mas elas continuam muito altas”, afirma a advogada especialista em direito do consumidor, Denise Santos.
O custo de deixar de pagar a fatura total do cartão ultrapassa, em muito, a Selic, que foi fixada em 10,5% na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Mesmo a menor taxa encontrada no estudo, de 52,34% ao ano, é cinco vezes maior que os juros básicos da economia.
No cheque especial – a modalidade de crédito mais onerosa depois do cartão –, a taxa máxima cobrada era de 233,08% ao ano, pelo Santander, de acordo com dados do BC de janeiro deste ano.
Brasil supera os vizinhos em 525%
Em relação aos países vizinhos, o Brasil também é campeão em juros altos no cartão, constatou o estudo da FGV e da Proteste. O País ultrapassa o Peru, segundo colocado no ranking, em 525%, e fica ainda mais longe do México, que cobra uma média de 44,8% ao ano. A Argentina tem taxa de 39,16% anual, e a Colombia, 28,31% (veja o gráfico).
Países da zona do euro e Estados Unidos praticam, historicamente, taxas bem inferiores ao Brasil: em torno de 17,9% e 13%, respectivamente.

BRASIL X VIZINHOS

Quanto cobram seis países da América Latina em juros médios ao ano no cartão de crédito (em %):
BC/FGV/Proteste

Sem limite para os juros
Segundo pesquisa da Boa Vista Serviços em dezembro de 2013, o cartão de crédito foi o causador de 25% das restrições de consumidores com problemas de inadimplência, perdendo apenas de carnês e boletos, com 31%.
Não existe regulamentação nem lei que limite os juros cobrados no rotativo do cartão no Brasil, reforça a coordenadora da Proteste, Maria Inês Dolci. As taxas podem oscilar a qualquer momento, como a cada nova elevação da Selic ou conforme as regras do mercado.
Com isso, os juros do cartão não são fixos, nem podem ser congelados no momento do contrato. Na prática, eles podem subir a cada fatura, sem aviso prévio. “A administradora do cartão é obrigada a informar na fatura qual será a taxa referente àquele mês”, esclarece a advogada Denise.
Se o consumidor se sentir prejudicado por razão das taxas, pode tentar negociar um desconto com o banco. Mas é preciso atentar a "propostas padrão" que os bancos costumam empurrar ao cliente, alerta Maria Inês.
“O consumidor deve avaliar se a proposta se adequa ao seu perfil e possibilidades financeiras. Se não for uma boa proposta, melhor não aceitar”, orienta.
De olho na anuidade do cartão
Pode-se solicitar a negociação não só dos juros, mas da anuidade do cartão, que muitas vezes é alta e pesa nas parcelas. No Itaú, por exemplo, elas variavam de R$ 48 a R$ 690 no ano passado, a depender do tipo de cartão.
Se a negociação com o banco fracassar, o plano B é procurar órgãos de defesa do consumidor, como o Procon.
Também é necessário prestar atenção no chamado custo efetivo total (CET), estipulado pelo Banco Central. As operadoras são obrigadas a informar na fatura o custo total da dívida, que vai bem além dos juros do rotativo.
Custo efetivo total não pode ser ignorado
O CET incluiu todos os encargos e taxas embutidos na operação de crédito, como cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) em transações internacionais, encargos e anuidade, além de outras possíveis cobranças.
A soma de todos estes itens deve compor o verdadeiro custo da dívida, completa Maria Inês. O ideal é verificar o quanto será cobrado de CET antes de contratar o cartão, comparando as condições oferecidas junto às instituições.
Vale lembrar que o cliente só entra no rotativo se deixar de pagar o valor total da fatura. É possível desembolsar apenas 20% do valor devido, o chamado "pagamento mínimo", e o resto pode ser financiado.
Na visão de Denise, entrar em dívida com o cartão é a pior forma de contrair um empréstimo. “Deve ser a última opção do consumidor se ele precisar de dinheiro”, acredita.
A recomendação da especialista é procurar linhas de crédito mais baratas, como o empréstimo consignado, que tem limite de 2,14% ao mês e é descontado da folha de pagamento.

Juros sobem a 10% ao ano e BC deixa de falar na inflação de 2014; taxas de um dígito tiveram ganho abaixo do esperado

Depois de 20 meses, os juros brasileiros, os mais altos entre as principais economias do mundo, voltam ao patamar de dois dígitos.
Por decisão do Banco Central, a taxa Selic, que serve de referência para o rendimento das aplicações financeiras e o custo dos empréstimos bancários, foi elevada de 9,5% para 10% ao ano.
O Comitê de Política Monetária abriu a possibilidade de moderar a alta dos juros daqui para a frente, ao excluir do texto do comunicado da medida a preocupação com a inflação do próximo ano.
“Dando prosseguimento ao processo de ajuste da taxa básica de juros, iniciado na reunião de abril de 2013, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic”, disse o documento, na tradicional linguagem cifrada do BC.
Sumiu da mensagem uma afirmação repetida nos quatro comunicados anteriores de aumentos de 0,5 ponto percentual: “O Comitê avalia que essa decisão contribuirá para colocar a inflação em declínio e assegurar que essa tendência persista no próximo ano”.
Interpretação de texto à parte, o novo patamar da taxa tem o significado político de prenunciar o fim de um dos principais trunfos do governo Dilma Rousseff.

Sob a administração da presidente, a Selic atingiu seu menor percentual desde que foi criada em 1986 —os 7,25% anuais que vigoraram de outubro do ano passado a abril deste ano.
Promovida na tentativa de reanimar o consumo e o investimento, a queda da taxa foi apresentada como um feito da nova orientação da política econômica, mais próxima das teses desenvolvimentistas da esquerda nacional.
Os juros reais, ou seja, acima da inflação, chegaram a cair abaixo dos 2% anuais, uma meta fixada extra-oficialmente no início do mandato de Dilma.
O afrouxamento monetário, no entanto, não obteve a ambicionada aceleração do crescimento da economia —e, enquanto o Produto Interno Bruto continuou em expansão lenta, a inflação subiu mais rapidamente.
O IPCA, índice que serve de referência para a política do BC, chegou aos 6,59% nos 12 meses encerrados em março, acima do teto fixado na legislação, de 2 pontos percentuais acima da meta de 4,5%.
Agora, as projeções centrais dos analistas de mercado são de uma inflação de 5,8% neste ano e 5,9% em 2014, ainda longe da meta mas dentro do que o governo considera como tolerável.
Os ganhos para as contas públicas também ficaram muito abaixo do esperado pela equipe econômica de Dilma. Mesmo quando a Selic estava no piso histórico, as despesas do governo com sua dívida continuaram altas.
Os gastos com juros caíram ao equivalente a 4,8% do Produto Interno Bruto, não muito abaixo dos 5,2% do último ano do governo Lula, encerrado com Selic de 10,75%.
É que a administração petista criou novos custos financeiros ao se endividar no mercado para injetar dinheiro nos bancos públicos e elevar a oferta de crédito.
Dilma corre o risco de encerrar seu mandato com uma taxa superior à herdada do antecessor. A projeção mais consensual para 2014 ainda é uma taxa de 10,5%, mas os analistas com maior taxa de acerto nas pesquisas do BC já trabalham com 11% —uma taxa real na casa dos 5%.
Isso significa que os gastos com a dívida e o deficit nas contas do governo também tendem a ser maiores que os de 2010.

Copom mantém a taxa Selic em 8,75% ao ano

Brasília, 17 de março de 2010

Banco Central do Brasil
Assessoria de Imprensa
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imprensa@bcb.gov.br

Avaliando a conjuntura macroeconômica e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu manter a taxa Selic em 8,75% a.a., sem viés, por cinco votos a favor e três votos pela elevação da taxa Selic em 0,5 p.p. O Comitê irá monitorar atentamente a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária.

Demanda mais fraca cria ociosidade na produção

A ata da reunião de junho do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta quinta-feira, avalia que o desaquecimento da demanda criou "importante margem de ociosidade dos fatores de produção". Essa avaliação é uma das explicações para a decisão que surpreendeu o mercado financeiro, de corte de 1 ponto porcentual (pp) na taxa básica de juros, a Selic, na semana passada, ante expectativa de redução de 0,75 pp. Segundo o documento, o aperto das condições financeiras, a queda da confiança e a contração da economia global explicam a redução da demanda.
Os diretores da autoridade monetária entendem que essa ociosidade na produção "não deve ser eliminada rapidamente em um cenário de recuperação gradual da atividade econômica". "Esse desenvolvimento deve contribuir para conter as pressões inflacionárias", cita a ata.
O trecho aproveita para reafirmar que a flexibilização da Selic, realizada desde janeiro deste ano - período em que o juro básico foi reduzido em 4,5 pp - terá "efeitos cumulativos, que serão evidenciados após certa defasagem temporal, sobre a economia".

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/06/18/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=115115/em_noticia_interna.shtml

BC recomenda cautela, mas vê "margem residual" para corte de juros

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) considera que qualquer redução da taxa básica de juros, Selic, adicional ao que já ocorreu neste ano deverá ser feita de maneira “parcimoniosa”. A informação consta da ata da última reunião do comitê, divulgada nesta quinta-feira pelo BC.
"A despeito de haver margem residual para um processo de flexibilização, a política monetária deve manter postura cautelosa, visando assegurar a convergência da inflação para a trajetória de metas", informa o documento.
Neste ano, os juros básicos foram reduzidos em 1 ponto percentual, em janeiro, mais 1,5 ponto percentual, em março, novamente 1 ponto percentual, em abril, e por fim mais 1 ponto percentual na reunião do Copom realizada neste mês. Atualmente a Selic está em 9,25% ao ano e ficou pela primeira vez em um dígito. A decisão de reduzir a taxa não foi unânime. Seis diretores sugeriram a redução de 1 ponto percentual e dois votaram pelo corte de 0,75 ponto percentual.
Segundo a ata, o comitê avalia que as decisões sobre a taxa básica "têm que levar em conta a magnitude do movimento total realizado desde janeiro, cujos impactos sobre diversos indicadores econômicos ficarão evidentes ao longo do tempo". “Sendo assim, alguns diretores consideraram que seria apropriado, nestas circunstâncias, reduzir imediatamente o ritmo de flexibilização monetária, implementando de forma mais suave a parte remanescente do processo de ajuste”. Mas a maioria optou por manter o ritmo de cortes da Selic em 1 ponto percentual.
O Copom ressaltou, por outro lado, que houve “convergência” dos membros do comitê quanto a expectativas de mais cortes de juros, o que depende de projeções e da trajetória da inflação. “O Copom entende, também, que a preservação de perspectivas inflacionárias benignas irá requerer que o comportamento do sistema financeiro e da economia em um novo patamar de taxas de juros seja cuidadosamente monitorado ao longo do tempo”.
A ata lembra que as perspectivas de inflação para 2009 e 2010 estão abaixo do centro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) de 4,5%. A meta tem margem de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/06/18/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=115125/em_noticia_interna.shtml

Copom reduz projeção de alta na conta de energia elétrica

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a projeção para o reajuste da tarifa de eletricidade de 6,3% para 4,7% neste ano. A informação consta da ata da última reunião do comitê. Para a telefonia fixa, foi mantida a previsão de aumento das tarifas de 5%, assim como não foi alterada a estimativa de que não haverá reajustes para o botijão de gás e da gasolina, neste ano.
No caso dos preços administrados em 2009, o comitê reduziu a previsão de reajuste de 5% para 4,8%. Esse conjunto de preços, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), correspondeu a 29,55% do total do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio. Para 2010, a projeção foi reduzida de 4,8% para 4,5%.
Os preços administrados são os valores cobrados por serviços monitorados: combustíveis, energia elétrica, telefonia, medicamentos, água, educação, saneamento, transporte urbano coletivo e outros.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/06/18/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=115122/em_noticia_interna.shtml

Caixa reduz taxas de juros pela sexta vez este ano

A Caixa Econômica Federal anunciou nesta terça-feira a redução de taxas de juros em empréstimos a pessoas físicas e jurídicas. Segundo o banco, a medida "antecipa" a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que anunciará amanhã decisão sobre o juro básico da economia, a taxa Selic.
A partir da próxima segunda-feira, 18 linhas de crédito da Caixa serão beneficiadas pela redução da taxa, a sexta anunciada pelo banco em 2009. Ao todo, são oito carteiras voltadas às famílias e de dez modalidades para empresas. Para pessoa física, o juro mínimo do crédito consignado de aposentados caiu de 0,88% ao mês para 0,85%. No penhor, a taxa caiu de 2,10% para 2,08% ao mês. No crédito pessoal, a taxa mínima passou de 3,85% para 3,80% ao mês. No cheque especial, o juro mínimo caiu de 1,27% para 1,20% ao mês.
A Caixa também reduziu as taxas de juros para a pessoa jurídica. Na modalidade cheque empresa Caixa, a taxa com convênio folha de pagamento, ficará em 5,09% ao mês, ante 5,13% anteriormente.
"Analisando o comportamento das curvas de juros futuras, a Caixa resolveu reduzir as taxas de vários produtos", afirma em nota o vice-presidente de Finanças do banco, Márcio Percival. Na mesma nota, a presidente da Caixa, Maria Fernanda Ramos Coelho, ressaltou que a medida mostra que o banco cumpre o papel de banco público. "Nossa atuação aponta claramente que estamos cumprindo nossa missão de banco público, ampliando a oferta de crédito e reduzindo os juros com sustentabilidade".

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/06/09/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=113873/em_noticia_interna.shtml

Copom reduz a taxa Selic para 9,25 % ao ano

Tendo em vista as perspectivas para a inflação em relação à trajetória de metas, o Copom decidiu reduzir a taxa Selic para 9,25% a.a., sem viés, por seis votos a favor e dois votos pela redução da taxa Selic em 0,75 p.p. Levando em conta que mudanças da taxa básica de juros têm efeitos sobre a atividade econômica e sobre a dinâmica inflacionária que se acumulam ao longo do tempo, o Comitê concorda que qualquer flexibilização monetária adicional deverá ser implementada de maneira mais parcimoniosa. O Copom acompanhará atentamente a evolução do cenário prospectivo para a inflação até a sua próxima reunião, para então definir os próximos passos da estratégia de política monetária.

 

http://www.bcb.gov.br/noticias/Noticias.asp?noticia=1&idioma=P&cod=2190

Análise: Selic acima de 13% equivale a reaperto

Se o Copom do Banco Central não respeitar amanhã o corte de 0,75 ponto da Selic já consagrado na curva desenhada pelos juros futuros, e diminuir a taxa básica em 0,25 ou 0,50 ponto, não estará iniciando o prometido ciclo de afrouxamento da política monetária. Estará, na verdade, fazendo um reaperto monetário, pois uma baixa menor do que a " precificada " pelo pregão de DI futuro da BM & F provocará uma alta generalizada nos juros futuros. E são estes juros, mais do que a Selic, os que formam o custo do dinheiro privado.

Os dados de desemprego divulgados ontem pelo governo - extinção de quase 655 mil vagas formais em dezembro - derrubaram os juros futuros e consolidaram a aposta de que o Copom irá amanhã reduzir a Selic de 13,75% para 13%, iniciando um ciclo de relaxamento que só terminará quando o juro chegar a 11,25% no final do ano, segundo perspectiva do Boletim Focus do BC. As cinco instituições do mercado que mais acertam prognósticos no âmbito do Focus confirmaram, na pesquisa encerrada na sexta-feira, o consenso de baixa de 0,75 ponto na taxa básica. O BC não precisa esperar mais nada. A economia brasileira foi abalroada de frente pela crise mundial.

A taxa do swap de 360 dias - verdadeiro piso básico para o custo do dinheiro da economia brasileira - recuou ontem de 11,42% para 11,35%. Ou seja, se alguém for tomar dinheiro por um ano a taxa de referência sobre a qual será acrescentado um diferencial específico será de 11,35% e não de 13,75% ou 13%. A decisão que o Copom tomará amanhã é se concorda ou não com esses 11,35%. Se limitar o seu corte a 0,50 ponto estará dizendo ao DI futuro que acha esses 11,35% muito baixos, incapazes de dar conta das pressões inflacionárias que vê para o período. Se cortar a Selic no ritmo precificado de 0,75 ponto informará ao mercado que a sua percepção coincide com a das instituições. Dará, desta forma, o seu aval para que continuem reagindo aos indicadores da hora sobre o enfraquecimento da economia. Se, no entanto, aprofundar a baixa para 1% estará agindo para forçar reduções ainda maiores no custo privado do dinheiro. Estará dizendo que esses 11,35% são um piso muito caro para a atual conjuntura de inflação fraca e atividade débil. Em face da virulência da crise externa, a tendência é de o mercado não duvidar do prognóstico do Copom se ele resolver diminuir a taxa de 13,75% para 12,75%. Não irá interpretar o gesto como leniência de natureza política, caso em que se revoltaria e, por sua conta e risco, subiria a taxa pela qual aceitaria comprar títulos do Tesouro Nacional.

Roberto Padovani, estrategista-chefe do Banco WestLB, ecoa o sentimento do mercado segundo o qual a variável crítica para se mensurar o ritmo de afrouxamento monetário será o nível corrente e esperado da atividade econômica. A desaceleração na indústria é significativa, o que vem agindo para reduzir continuamente as projeções de crescimento para 2009. Além da indústria, raciocina o economista, a probabilidade de que o mercado de trabalho também mostre contração implica riscos adicionais ao crescimento por afetar as condições de renda e, com isso, as vendas no varejo. Para Padovani, que projeta corte inicial da Selic de 0,75 ponto e uma magnitude total do ciclo de 2,5 pontos, a decisão do BC será tranqüila porque não há como negar que o risco inflacionário está caindo. " É bastante provável que um crescimento abaixo do potencial, associado a preços bem comportados de commodities, mais que compense as pressões inflacionárias advindas da desvalorização cambial " , diz Padovani. Com mais informações e confiança em torno de um cenário de menor risco inflacionário, eleva-se a probabilidade de o Copom antecipar o ciclo de corte de juros e permitir que os efeitos da política monetária sobre o crescimento ocorram de modo mais rápido. Sem medo de errar, o BC brasileiro passará a atuar como a maioria dos seus congêneres internacionais.

Por causa da paralisia imposta às operações de comércio exterior pelo feriado pelo Dia de Martin Luther King Jr. nos EUA, o mercado interbancário de câmbio registrou ontem o seu segundo pior movimento do ano, de US$ 590 milhões. O mais baixo até agora foram os US$ 530 milhões negociados no dia 9. E, ao contrário do que vinha prevalecendo em dias de baixa liquidez, desta vez os especuladores " comprados " não conseguiram puxar os preços. E o dólar fechou cotado a R$ 2,3320, em desvalorização de 0,46%. A liquidez acanhada não inibiu o BC. Além de vender US$ 66 milhões à vista, iniciou ontem a rolagem dos US$ 10,2 bilhões em contratos de swaps cambiais que irão vencer no próximo dia 2. Colocou 51 mil contratos novos, no valor de US$ 2,514 bilhões.

(Luiz Sérgio Guimarães Valor Econômico )

CNI pode revisar para baixo previsão para o PIB de 2009

O gerente-executivo da unidade de Política Econômica da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Flávio Castelo Branco, disse nesta terça-feira que a redução de 9,9% no faturamento da indústria em novembro de 2008 quando comparado a outubro do mesmo ano desenha um cenário de pessimismo para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro. No mês passado, a previsão da CNI era de um crescimento de 2,4% para 2009, o que pode ser revisto pela entidade.
“Fizemos a revisão em dezembro [quando se previu o crescimento de 2,4%]. Os números de hoje {de desaceleração da indústria] sinalizam para dados piores”, disse.


Apesar disso, o gerente-executivo destacou que o impacto de medidas macroeconômicas tomadas pelo governo federal e pelo mercado ainda não foram completamente sentidas. Disse ainda que se faz necessário aguardar o anúncio do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre a taxa básica de juros da economia para se traçar um quadro mais preciso e confirmar uma nova perspectiva de redução no PIB de 2009.

Economia: projeção da selic em dezembro de 2009 cai de 11,75% para 11,25%

O mercado cortou em 0,5 ponto porcentual sua estimativa para a taxa Selic ao fim de 2009, de 11,75% para 11,25% ao ano. Foi a segunda semana seguida de redução na projeção.Para 2010 também houve o segundo corte seguido, dessa vez de 11,25% para 11% ao ano. Os dados são dos analistas de mercado ouvidos pelo Banco Central para o Boletim Focus, levantamento semanal feito junto a 100 instituições financeiras com as previsões para os principais indicadores do País.

Para janeiro os analistas mantiveram sua previsão para a taxa básica de juros em 13,25% ao ano, o que sinaliza corte de 0,5 ponto porcentual na taxa na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que termina na próxima quarta-feira.

A despeito de uma maior flexibilidade na política monetária, os economistas ouvidos pelo BC não vêm nisso uma ameaça ao bom comportamento verificado pela inflação nos últimos meses. A projeção para o Indice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ao fim de 2009 foi reduzida de 5% para 4,8%. Para os próximos 12 meses e para 2010 as estimativas foram mantidas em 4,91% e 4,5%, respectivamente.

Quanto ao câmbio, o mercado reduziu de R$ 2,40 para R$ 2,35 a projeção para a cotação do dólar ao fim de 2009. Para 2010, porém, houve eleação de R$ 2,20 para R$ 2,30 na estimativa.

O efeito do câmbio valorizado atinge as contas externas, mas o mercado manteve pela segunda semana consecutiva sua projeção para o superávit comercial neste ano, em US$ 14,5 bilhões. Para 2010 a previsão foi revisada de US$ 13,35 bilhões para US$ 13 bilhões.

Para as transações correntes a estimativa para 2009 foi mantida em déficit US$ 25 bilhões pela terceira semana seguida. O mesmo não aconteceu com a projeção para 2010, que teve o déficit reduzido de US$ 30 bilhões para US$ 29,6 bilhões. Por outro lado, a estimativa para Investimento Estrangeiro Direto (IED) foi revisada de US$ 23,81 bilhões para US$ 23 bilhões para 2009 e ficou estável em US$ 25 bilhões para o ano que vem. A previsão para a relação entre dívida líquida e PIB passou de 37% para 36,75% em 2009 e foi mantida em 35,3% para 2010.

Por fim, a projeção para o crescimento da economia em 2009, que foi revisada para baixo na semana passada, ficou estável em 2% nesta semana. Para 2010, porém, a expectativa de expansão passou de 3,8% para 3,9%.

Crise atinge Brasil de forma rápida, forte e inesperada, avaliam economistas

O início de 2009 vem apresentando um cenário econômico difícil para o Brasil, com a divulgação dos resultados de dezembro. Os números indicam que a crise financeira internacional chegou ao Brasil de forma repentina e bem mais forte do que as previsões feitas pelo governo e pelo mercado.

“A crise atingiu o Brasil de forma mais intensa e mais rápida do que se esperava. Até que ponto isso vai nos afetar, ainda não se sabe, mas todos os sinais indicam que ela é pior do que se imaginava e já começa a apresentar seus efeitos no mercado”, afirmou o coordenador da Carta de Conjuntura Econômica do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), Marcelo Nonemberg.

Alguns dados de dezembro ainda nem foram divulgados - como o quadro de demissões, por exemplo - mas o governo já tem uma perspectiva pessimista e acredita que os números vão superar muito a média de demissões para mês, que é de 300 mil.

Para os especialistas, diante do novo quadro, o governo terá que se esforçar muito para continuar passando um clima de confiança para a população. “O papel do governo é passar essa confiança, até para não agravar a situação. Imagine se o piloto do avião demonstrasse que está com medo”, disse Nonemberg.

No entanto, os dados indicam que o primeiro semestre de 2009 será muito ruim e que essa crise deve demorar a passar, acrescentou o economista. Para ele, manter o otimismo é difícil. “As pessoas estão perdendo o emprego. As notícias ainda estão assustando as pessoas, que adiam as decisões de compra. A própria notícia da crise contribui para agravar a crise.”

Segundo Nonemberg, mesmo que o Banco Central (BC) resolva baixar bruscamente os juros para estimular o crédito, o efeito da medida só seria sentido no próximo semestre. Na próxima semana terça-feira (20), o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC se reunirá para definir a taxa básica de juros, e tanto o mercado quanto setores do governo esperam uma redução. Atualmente, o Brasil pratica uma das maiores taxas de juros do mundo, de 13,75%.

“Temos um efeito defasado. Ainda que o Banco Central decida cortar radicalmente os juros, continuamos sofrendo a influência da politica adotada no ano passado, mais especificamente, a partir de abril, que foi de elevação da taxa de juros. Isso vai demorar para ter efeito”, comentou.

De acordo com o economista Rogério César Souza, Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial, um traço dessa crise que não esteve presente em recessões anteriores é a imediata queda no emprego.

“Normalmente, a produção industrial cai primeiro e as empresas procuram cortar horas extras, ou cortar o terceiro turno para depois pensar em demitir. Desta vez, porém, a intensidade foi tão grande que em outubro os níveis de empregos estavam firmes e em novembro já dava sinais de revés. Isso é sinal que que temos uma crise com elementos diferentes, inesperados e, por isso, difíceis de lidar.”

A análise de conjuntura feita por Rogério Souza para o Iedi aponta forte retração econômica no mês de dezembro, principalmente na produção industrial. “Os resultados serão anda piores que os de novembro”, diz o estudo, que destaca a redução da atividade industrial no estado de São Paulo.

“Os índices apontam uma queda na produção no principal parque industrial do país [São Paulo], que pode chegar a 13,5% em dezembro em relação a novembro. No estado de São Paulo, em dezembro de 2008, a retração seria de 12,6%”, destacou.

A análise também destaca dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), mostrando que a produção de dezembro, de 102 mil unidades, é a menor desde janeiro de 2000. A queda na produção de veículos foi de 38% em relação a novembro, mês que já havia registrado queda de 29,2% em relação a outubro.

Na comparação com dezembro de 2007, a produção de veículos diminuiu mais 53,8%. “O desempenho no acumulado do ano ainda pode ser considerado bom, 8,2%, embora muito abaixo dos 20,1% acumulados até setembro de 2008. Esse desempenho se deve aos nove primeiros meses do ano, quando o setor registrou um crescimento forte de produção.”

http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/01/17/crise+atinge+brasil+de+forma+rapida+forte+e+inesperada+avaliam+economistas++3428951.html

Divulgado Relatório de Inflação do último trimestre de 2003

O Banco Central do Brasil divulgou hoje, neste site, o Relatório Trimestral de Inflação relativo aos meses de outubro, novembro e dezembro de 2003. A divulgação, feita no final da manhã, é procedida de entrevista coletiva para a Imprensa do diretor de Política Econômica do BC, Afonso Bevilaqua.
A publicação, elaborada pelo Departamento Econômico (Depec) e pelo Departamento de Estudos e Pesquisas (Depep), tem como objetivo avaliar o desempenho do regime de metas para a inflação, além de “delinear um cenário prospectivo sobre o comportamento dos preços, explicitando as condições das economias nacional e internacional que orientaram as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom) com relação à condução da política monetária”.
O relatório é dividido em seis capítulos que tratam do nível de atividade; preços; políticas creditícia, monetária e fiscal; economia internacional; setor externo e perspectivas para a inflação.

 

http://www.bcb.gov.br/noticias/VisualizacaoNoticia.aspx?cod=165

Taxa selic vai para 16,5% ao ano, sem viés

O Banco Central acaba de informar, por meio de Nota à Imprensa, que a taxa selic foi reduzida de 17,5% ao ano para 16,5% ao ano. A decisão foi tomada hoje por unanimidade.


Veja abaixo a íntegra da Nota à Imprensa do

Banco Central:
NOTA À IMPRENSA

Tendo em vista a convergência da inflação para a trajetória das metas e as perspectivas favoráveis para a evolução da atividade econômica, o COPOM decidiu, por unanimidade, fixar a taxa SELIC em 16,5% ao ano, sem viés.
Brasília, 17 de dezembro de 2003.

http://www.bcb.gov.br/noticias/VisualizacaoNoticia.aspx?cod=147