Líbia e Catar, membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), disseram que ainda é muito cedo para falar sobre a possibilidade de aumento nas cotas de produção em setembro. O ministro do Petróleo do Catar, Abdullah Al-Attiyah, disse que "não devemos tirar conclusões precipitadas. Ainda é muito cedo para dizer se a Opep irá mudar as cotas" em sua próxima reunião, em 9 de setembro. O chefe da estatal de petróleo da Líbia, Shokri Ghanem, disse que "temos que esperar para ver, ainda estamos no começo de junho".
As declarações sinalizam cautela, num momento em que o preço do petróleo se aproxima de um nível considerado aceitável pela maioria dos países da organização. No dia 28 de maio, a Opep decidiu manter as atuais cotas de produção inalteradas. Desde então, no entanto, o preço do petróleo subiu para US$ 69,00, perto dos US$ 70,00 que a maioria dos países membros vê como o preço apropriado.
Agora, pelo menos um dos membros já considera a possibilidade de aumento nas cotas se o preço do petróleo continuar subindo - pelo menos para que ocorra um ajuste em relação à atual superprodução dos países membros. Além de Líbia e Catar, Argélia e Arábia Saudita também recomendaram cautela quanto a um possível aumento de produção. Esses países temem que o preço atual seja fruto de especulação e não esteja levando em conta os altos estoques atuais. As informações são da Dow Jones.
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Países evitam falar de aumento na produção de petróleo
Líbia prevê aumento da demanda de petróleo no 3o trimestre
Uma alta autoridade de petróleo da Líbia disse neste sábado que a demanda pela commodity poderia aumentar até o terceiro trimestre deste ano. "A demanda para este ano ainda está baixa como o esperado, mas à medida que a economia norte-americana se move e avança, eu acredito que haverá um aumento na demanda até o terceiro trimestre", disse Shokri Ghanem a jornalistas em Roma, na véspera de um encontro de ministros.