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Fundos imobiliários: queda generalizada dificulta vida do investidor

Quem quiser arriscar deve conhecer bem os ativos da carteira e não apostar em segmentos

Vitor Sorano e Taís Laporta - iG São Paulo



A queda nos fundos de investimento imobiliário (FIIs) tem sido expressiva – os 111 que têm cotas negociadas em bolsa fecharam agosto com um valor de mercado 11% menor do que o patrimônio líquido de suas carteiras. No mesmo mês do ano passado, o valor de mercado era 10% maior.

Mas o que torna o cenário mais adverso para o investidor é que ficou mais difícil saber onde estão os bons e maus negócios nessa indústria. 
De janeiro a agosto, o Ifix, índice da BM&F Bovespa que mede o desempenho dos FIIs negociados em bolsa, teve queda de 12,6%. Um levantamento feito pela gestora de recursos Rio Bravo, entretanto, mostra que o recuo não se limitou a alguns segmentos desse mercado, tendo se espalhado de fundos lastreados em shoppings a escritórios, passando pelos que possuem carteira diversificada.
Os FIIs de escritórios – que representam 40% do Ifix – acumularam uma queda média de 13% do início do ano até meados de agosto, quando termina o levantamento. O maior tombo, porém, foi entre os de rentabilidade garantida (veja lista abaixo): 18%. Os FIIs de shoppings perderam 8%.
“Não houve diferença muito grande [ entre os diversos tipos ], muito embora os shoppings tendem a sofrer um pouco menos”, afirma João Alberto Domenici, da equipe de gestão de investimentos da Rio Bravo. 
O único segmento com rentabilidade positiva no ano no levantamento da Rio Bravo foi o dos fundos lastreados em agências bancárias, com uma alta de 9% entre janeiro e agosto. Esse segmento tem grande popularidade – o lançamento do BB Progressivo II (BBPO), em outubro de 2012, fez praticamente dobrar o número de  investidores em FIIs. Ainda assim, no fim do período o conjunto estava longe do patamar atingido no começo de fevereiro.

Generalizada

Desempenho dos fundos de investimento imobiliário, por segmento
Fonte: Rio Bravo ; base 100 = 3/12/12

Otimismo exagerado
Para Domenici, o que derrubou o Ifix foi uma combinação de otimismo exagerado com os FIIs, com o fim da alta acelerada dos preços de imóveis e aluguéis e a retomada dos juros futuros  – o que fez as aplicações em renda fixa recuperaram atratividade.
“Primeiro, houve uma euforia muito grande. Até quem não entendia nada entrou e todo mundo que tinha entrado ganhou dinheiro”, diz Domenici. “Houve até um certo exagero tanto em preços de aluguéis quanto no preço de imóveis em algumas regiões.”
Claudia Martinez, diretora do Banco Máxima – que lançou seu primeiro FII na bolsa em março – avalia que a recente queda na rentabilidade dos fundos imobiliários tem mais relação com a cautela do setor privado quanto à economia do que com a oscilação dos preços dos imóveis.
 “As propriedades não perderam valor, mas o cenário retracionista inibe a demanda das empresas por imóveis comerciais, o que pode aumentar o nível de vacância, afetando a rentabilidade”, afirma.
Seletividade 
Getty Images
Generalizada: queda atingiu diversos segmentos do mercado de fundos imobiliários
Olhando para os fundos que tiveram os dez melhores e os dez piores desempenhos nos últimos 12 meses, o professor de finanças do Insper Michael Viriato também não vê padrões que possam ajudar a orientar o investidor em termos de segmento de atuação do fundo.
“Entre os dez melhores há toda a gama [ de segmentos ], então não conseguimos dizer especificamente um tipo de fundo. E entre os piores, você consegue colocar todos.”
A outra classificação bastante usada para organizar os FIIs, que os divide entre lastreados em imóveis prontos, em projetos de desenvolvimento e em títulos imobiliários, também não tem servido para nortear o investidor, diz Viriato.
Essa complexificação mostra, na avaliação do professor do Insper, que a indústria dos FIIs entrou em uma nova fase, em que o lucro precisa ser conquistado.
 “Agora está na hora da avaliação mais criteriosa. Se você comprar qualquer um não vai ser tão fácil ter um bom retorno. É preciso entender um pouco melhor", diz Viriato. "Antigamente havia uma visão de que o fundo imobiliário era uma renda fixa um pouco mais agressiva. Hoje as pessaos começam a entender que é uma renda variável um pouco mais conservadora."
Para Domenici, da Rio Bravo, a palavra chave é seletividade – e já é possível encontrar opções que pagam entre 8% e 9% ao ano. 
"O mercado imobiliário tem bastante espaço para crescer. Quando esse mercado voltar a ter um desenvolvimento normal, muita coisa que está engavetada será lançada – muita coisa ruim, boa e média”, diz o analista. “O nosso papel principal é de ir a fundo e separar o joio do trigo e fazer uma carteira diversificada para os nossos clientes.”
Claudia, do Banco Máxima, tem avaliação semelhante. Uma análise mais apurada sobre localização, características individuais do imóvel e potencial para atrair locatários deve compor os critérios para ingressar em novos FIIs, observa.
“O investidor quis ser dono de um pedaço de shopping, mas esqueceu de avaliar que o produto é renda variável e tem risco de ficar vago”, conclui a executiva.
Domenici lembra que, no longo prazo, os FIIs continuam a ser uma ótima aposta – em 24 meses, o Ifix acumula alta de 25%. Por isso, para quem já tem cotas de um FII e não está precisando do dinheiro, a orientação do analista da Rio Bravo é mantê-las – para quem não as têm, aproveitar o momento de queda para comprar. "Mas olhando para diversificação e seleção."

Banco do Brasil reduz juros para micro e pequenas empresas

 

O Banco do Brasil anunciou uma nova redução de juros para micro e pequenas empresas. As medidas integram o programa "Bom para Todos".

As empresas que aderirem à Assessoria Financeira Pessoa Jurídica --que monitora o uso de cheque especial e cartão de crédito empresarial por meio de mensagens eletrônicas-- poderão ter acesso a taxas de 3,94% ao mês no cheque especial. A taxa antiga é de 9,13%.

Taxas de juros para pessoa física têm menor nível desde 1995

Também foram reduzidos os juros das linhas de capital de giro BNDES Capital de Giro Progeren e BB Capital de Giro Mix Pasep.

No primeiro caso, a taxa mínima passou de 0,96% ao mês para 0,89% ao mês. Na segunda linha a mínima passou de TR (Taxa Referencial) mais 2,14% ao mês para TR mais 0,99% ao mês. Segundo o banco, isso equivale a 1,01% ao mês.

Outra medida anunciada é uma promoção para antecipação de valores das vendas do Dia das Mães.

"Os recebíveis (cheques pré-datados, duplicatas ou cartões de crédito) poderão ser convertidos em capital de giro com juros a partir de 1% ao mês, ante uma taxa média de 1,3% ao mês. Com isso, os empresários poderão obter recursos para pagar fornecedores, compromissos e repor seus estoques", informou.

Clientes com operações nas duas principais linhas de capital de giro do banco terão carência no pagamento de até três parcelas nas novas liberações de crédito. "O objetivo é conceder folga financeira às empresas, aliviando as necessidades de giro."

PORTABILIDADE DE DÍVIDA

O banco ainda prorrogou até o final de junho as taxas e prazos para quem contratar empréstimos para liquidar suas operações em outros bancos.

As taxas disponíveis são a partir de 0,89%, com prazo de pagamento de até cinco anos, com carência de até seis meses.

http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1087695-banco-do-brasil-reduz-juros-para-micro-e-pequenas-empresas.shtml

Banco do Brasil amplia limite e reduz juros da linha BB Crédito Pronto

O Banco do Brasil adota a partir desta quinta-feira novas condições para o microcrédito. A linha BB Crédito Pronto, que atende o público de menor renda, teve o limite de contratação ampliado de R$ 1 mil para R$ 2 mil. O prazo máximo também foi estendido, de 24 para 48 meses (o mínimo continua a ser de quatro meses) e a taxa de juros, além de reduzida, foi escalonada de acordo com o prazo de contratação.
O valor das prestações é debitado em conta corrente na data escolhida pelo cliente, com carência de até 180 dias para pagamento da primeira parcela.
Segundo o BB, a linha, que tinha juros fixos de 2% ao mês, agora passa a oferecer a taxa de 0,99% ao mês para contratos com prazo de até 12 meses. No prazo máximo, a taxa de juros do BB ficou menor do que o teto de 2% estabelecido pelo Banco Central e agora é de 1,8% ao mês.
As novas condições do microcrédito do Banco do Brasil estão disponíveis para clientes com renda máxima de R$ 1 mil e que não tenham aplicações financeiras com valores superiores a R$ 3 mil. A contratação é bem simples e pode ser feita por meio dos terminais de autoatendimento, pela internet ou em qualquer agência BB por aqueles correntistas que tenham limite de crédito aprovado.
A expectativa do Banco do Brasil é, até o final de 2009, ampliar em 35% o volume de empréstimos na modalidade. Desde 2004, quando o BB Crédito Pronto foi lançado, o volume desembolsado é de R$ 2,5 bilhões, que corresponde a 5,2 milhões de clientes atendidos.
O Banco Central obriga os bancos a destinarem 2% do saldo dos depósitos à vista em operações de microfinanças destinadas à população de baixa renda (consumo) e a microempreendedores (produtivo).

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/08/20/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=123838/em_noticia_interna.shtml

BB vai reavaliar risco de 94 mil clientes do agronegócio

O vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil (BB), o ex-ministro da Agricultura, Luiz Carlos Guedes Pinto, afirmou nesta sexta-feira que a instituição financeira irá reavaliar o risco de 94 mil clientes da agricultura empresarial, volume que representa cerca de um terço dos entre 250 mil e 300 mil tomadores de crédito do BB no agronegócio.
O banco público é o primeiro a anunciar a operação desde que a medida foi aprovada para o crédito rural, em reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN). Até então, a avaliação de risco era feita automaticamente por meio de normas do Banco Central (BC), prática que ainda segue para os clientes fora da carteira de crédito rural.
Segundo Guedes, com a reavaliação o cliente do crédito rural poderá ser reclassificado em um nível de risco menor e assim fazer novos financiamentos, ou mesmo prorrogar outras operações. Pelas normas do BC anteriores à mudança, o risco do cliente bancário era classificado com códigos que variavam de AA a H. Para cada nível, os bancos precisam fazer um provisionamento correspondente a um porcentual do valor do empréstimo, que varia de 1%, para o AA, a 100% para o H.
Segundo Guedes, a partir do código D, para o qual é necessário uma reserva do banco de 10% para garantir o risco de o cliente não pagar seu empréstimo, as instituições não fazem mais novos operações. "Para complicar, um produtor que tem risco baixo em cinco empréstimos, por exemplo, e precisa prorrogar um deles, todos os outros são reclassificados para D, o que trava o crédito", disse o vice-presidente de Agronegócios do BB e ex-ministro da Agricultura.
Guedes não soube informar quanto em volume de crédito representam os 94 mil clientes agrícolas que serão reavaliados pelo BB, mas lembrou que a carteira de crédito do BB atinge nesta sexta-feira R$ 65 bilhões. Desse total, R$ 18 bilhões são dívidas prorrogadas, o que não significa que todo esse valor corresponda aos empréstimos dos clientes que serão reavaliados.
A atual carteira de crédito agrícola do BB obrigou provisões recolhidas para o suporte ao risco de R$ 5,1 bilhões. "Em 2003, antes da crise agrícola e da recente crise financeira, a carteira era de R$ 26 bilhões e o provisionamento atingia R$ 493 milhões, ou seja, o crédito cresceu pouco mais de duas vezes e o risco foi multiplicado por dez", avaliou.
Ainda segundo ele, a área técnica do Banco do Brasil é qualificada para reclassificar o risco do produtor rural, por conhecer o histórico e os antecedentes dos clientes. "Todos os que serão reavaliados têm potencial de serem reclassificados", concluiu Guedes, que fez palestra nesta sexta-feira a um grupo de produtores de cana-de-açúcar no Simpósio Internacional de Tecnologia e Energia (Simtec), em Piracicaba (SP).
Etanol

O Banco do Brasil já liberou mais de R$ 1 bilhão dos R$ 2,5 bilhões em recursos anunciados pelo governo federal para o programa de estocagem de etanol (warrantagem) pelas usinas e destilarias, informou o vice-presidente de Agronegócios da instituição financeira. Além do BB, os recursos são operados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O programa foi criado para que a formação de estoques pudesse reter a oferta do etanol e, assim, melhorar o preço do combustível, vendido abaixo do custo durante a atual safra, bem como para poder garantir um abastecimento durante a entressafra. Ainda segundo Guedes, além dos recursos para a warrantagem, devem ser liberados até o fim de agosto os R$ 5 bilhões destinados para capital de giro para o setor agrícola por meio do Programa de Crédito Especial Rural (Procer).

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/07/03/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=117301/em_noticia_interna.shtml

Empréstimo com desconto em folha já tem juro menor

Sete bancos já oferecem o empréstimo com desconto direto na aposentadoria abaixo do teto de juros de 2,50% ao mês estabelecido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), antes mesmo de serem anunciadas as mudanças nas regras do consignado, adiadas em função da greve dos servidores. Todos eles praticam índices inclusive inferiores a 2,38% mensais, patamar considerado “aceitável” pelos bancos de médio porte que operam com essa modalidade de crédito. Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal já operam com juros de 2,07% ao mês nos empréstimos de longa duração, parcelados em 60 vezes.
Segundo Renato Oliva, presidente da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), que representa instituições financeiras de médio porte, o produto poderá se tornar inviável caso o Ministério da Previdência insista em baixar o teto dos juros de 2,50% ao mês para 2,30%, conforme foi ventilado na última reunião do Conselho Nacional da Previdência Social (CNPS). “Sou totalmente contra baixar juros do consignado. Para o banco, os custos da operação vão ficar tão altos que irão consumir boa parte do spread ou todo ele. Muitos vão pular fora dessa modalidade e o aposentado terá menos opções para escolher”, diz.
Na opinião de Oliva, sete bancos com juros abaixo de 2,38% parece conta de mentiroso. Ele critica o fato de que, entre os sete da lista, quatro são estatais, incluindo os bancos do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Caixa e BB, por sua vez, teriam a seu favor a facilidade de ter como correntistas cerca de metade dos 9,5 milhões de aposentados e pensionistas do INSS que têm por hábito tomar empréstimos. “É mais barato atender o cliente que entra espontaneamente na sua agência do que pagar comissão ao correspondente bancário dos bancos especializados em consignado, que não têm agência própria”, compara. Segundo ele, o Banco Parati-CFI (ligado à BV Financeira) e o Banco IBI (que era o braço financeiro da C&A e foi adquirido pelo Bradesco) fazem apenas número na lista, mas até agora não trabalharam efetivamente a carteira do crédito consignado para aposentados do INSS.
A entidade tem posição favorável, entretanto, à ampliação do prazo de pagamento do consignado de 60 meses para 72 meses. A medida pode ser anunciada a qualquer momento por meio de instrução normativa do INSS ou aguardar sair uma resolução na quarta-feira que vem, data da próxima reunião do CNPS, que ocorre sempre na última quarta-feira do mês. “Se for aprovada, a medida vai beneficiar o aposentado que precisa de mais dinheiro disponível e vai ganhar 12 prestações a mais para refinanciar a dívida. Pode também ser bom para o país, porque o consignado tem o efeito de alavancar o crescimento econômico porque o aposentado usa o recurso para comprar carro, imóvel, eletrodoméstico”, afirma. Segundo ele, apenas com a liberação da margem de comprometimento da aposentadoria de 20% para 30%, as operações saltaram de 50 mil em março, antes da medida, para 700 mil em maio. Atualmente, o consignado gira R$ 25 bilhões em crédito pessoal no Brasil.
“Nenhum aposentado deve tomar novo empréstimo agora, nem fazer corrida aos agentes financeiros. Ele deve esperar o resultado das medidas que estão em votação no Congresso”, alerta Robson Bittencourt, presidente da Federação dos Aposentados e Pensionistas de Minas Gerais (Faap/MG). Segundo ele, na próxima segunda-feira, a categoria fará vigília na Câmara, em Brasília, onde será votado o projeto de equiparação das aposentadorias ao salário mínimo.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/06/18/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=115065/em_noticia_interna.shtml

Banco do Brasil vai incorporar quase 17 mil funcionários da Nossa Caixa

O Banco do Brasil (BB) poderá incorporar quase 17 mil funcionários da Nossa Caixa. O Ministério do Planejamento autorizou o BB a absorver esses trabalhadores da instituição, comprada pelo banco federal no final do ano passado.
A portaria saiu nesta quarta-feira no Diário Oficial da União. Com a autorização do Departamento de Coordenação e Controle das Empresas Estatais (Dest), o quadro do Banco do Brasil passa de 94.491 para 111.313 empregados, o que representa a incorporação de 16.822 vagas.
De acordo com a portaria, caberá ao Banco do Brasil a execução dos atos administrativos referentes à incorporação dos empregados da Nossa Caixa. O Dest é o órgão do Governo Federal responsável pelo acompanhamento administrativo e econômico-financeiro das empresas estatais.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/06/03/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=113080/em_noticia_interna.shtml