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Petrobras tem maior queda diária na Bolsa desde junho de 2012

ANDERSON FIGO
DE SÃO PAULO

Diante da notícia de que o governo da presidente Dilma Rousseff resiste a uma fórmula de reajuste automático de preços dos combustíveis, as ações mais negociadas da Petrobras fecharam esta terça-feira (26) em forte queda de 6,29%, a R$ 19,08. Foi a maior desvalorização diária desses papéis desde 25 de junho de 2012, quando perderam 8,95%.
O desempenho negativo da empresa pressionou o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, que fechou o dia em baixa de 1,56%, a 51.446 pontos --menor pontuação de fechamento desde 30 de agosto, quando ficou em 50.011 pontos. Já as ações ordinárias da Petrobras, menos negociadas e com direito a voto, terminaram o dia com desvalorização de 6,43%.
O Conselho de Administração da Petrobras vai se reunir na sexta-feira (29) para chegar a uma solução sobre o reajuste da gasolina. Atualmente, a estatal é obrigada a comprar derivados de petróleo no exterior por um preço maior do que o valor de venda no Brasil para não ferir a política de controle da inflação do governo.
A proposta da diretoria da empresa de uma nova fórmula para o ajuste da gasolina e do diesel funcionaria como um gatilho que dispararia automaticamente uma ou duas vezes por ano, equalizando os preços internos com externos.
Hoje, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o reajuste dos combustíveis não pode ser feito de modo a criar uma nova indexação na economia. Ele destacou que o governo vem justamente trabalhando para reduzir as correções automáticas de preços, que são herança dos tempos de hiperinflação. Segundo ele, o reajuste não pode ser feito "de improviso".
"A empresa tem que, pelo menos, amenizar a perda que tem na diferença nos preços dos combustíveis praticados aqui no Brasil e no exterior. O mercado acredita que haverá um aumento até o final do ano, mas que a decisão sobre os reajustes automáticos deve ficar para 2014, e é improvável que seja aceita", diz Leandro Ruschel, diretor da consultoria Leandro & Stormer.
Segundo Ruschel, a interferência do governo em diversos setores afasta os investidores externos do país.
"O governo tem agido contra os interesses do mercado, e esse jogo, além de perigoso, não tem funcionado. É o caso da Petrobras: a resistência ao reajuste nos preços dos combustíveis visa preservar a inflação, mas, mesmo assim, o índice oficial de preços no país continua em patamar elevado", avalia Ruschel.
VALE E BANCOS
Também pressionou a Bolsa brasileira hoje a queda das ações mais negociadas da Vale, que representam mais de 8% do Ibovespa. Esses papéis tiveram perda de 3,44%, a R$ 30,87.
O Superior Tribunal da Justiça (STJ) suspendeu nesta terça-feira o julgamento da tributação de lucros de subsidiárias da mineradora no exterior, três dias antes do prazo que a Vale tem para decidir se adere ou não ao programa especial da Receita Federal para pagar as dívidas em parcelas e com descontos de multa e juros.
Em sentido oposto, o bom desempenho dos bancos compensou parte das perdas de Petrobras e Vale, depois que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello avaliou que deveria ficar para o próximo ano a análise das ações que tratam de perdas nas cadernetas de poupança nos planos econômicos dos anos 1980 e 1990 --Bresser (1987), Verão (1989), Collor 1 (1990) e Collor 2 (1991). Os papéis do Banco do Brasil subiram 3,13%, enquanto o Santander teve alta de 0,69% e o Itaú, de 0,50%.
CÂMBIO
No câmbio, o dólar à vista, referência no mercado financeiro, fechou em alta de 0,58% em relação ao real, cotado em R$ 2,296 na venda. Já o dólar comercial, usado no comércio exterior, avançou 0,34%, também a R$ 2,296.
O Banco Central deu continuidade pela manhã ao seu programa de intervenções diáriasno câmbio para aumentar a liquidez do mercado e segurar a alta da moeda americana. A autoridade também promoveu pela tarde o nono leilão de swap cambial tradicional (que equivale à venda de dólares no mercado futuro) para rolar contratos que venceriam em 2 de dezembro.

Dilma sanciona sem vetos Orçamento de 2013

 

Peça orçamentária prevê despesas totais de R$ 2,276 trilhões e investimento de R$ 110,606 bilhões

Reuters

A presidente Dilma Rousseff sancionou sem vetos, nesta quinta-feira, o Orçamento para o ano de 2013, que prevê despesas totais de R$ 2,276 trilhões e investimento de R$ 110,606 bilhões, informou o Palácio do Planalto.

Leia mais: Congresso conclui votação e aprova Orçamento de 2013

A sanção ocorreu no limite do prazo legal. A peça orçamentária foi elaborada com base numa expectativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) este ano de 4,5%, apesar de o governo já ter admitido que o desempenho da economia será inferior, ficando entre 3% e 4%.

Por conta da discrepância, o governo deve editar por volta do dia 20 deste mês um decreto orçamentário com as revisões dos parâmetros de receita, despesa, crescimento econômico e com o valor que deverá ser contingenciado, segundo informações do Tesouro Nacional.

Relembre:

Sem Orçamento, governo edita MP para liberar R$ 42,5 bilhões no início de 2013

A peça orçamentária teve votação finalizada pelo Congresso em 12 de março, após cerca de três meses de atraso. Isso obrigou a União a editar uma medida provisória para garantir a execução dos investimentos. Despesas como o pagamento do funcionalismo público, que são obrigatórias, têm os recursos mensais garantidos.

A principal despesa que consta no Orçamento de 2013 está relacionada com pessoal e encargos sociais, no montante de R$ 225,983 bilhões. Outros R$ 610,065 bilhões referem-se à rolagem da dívida pública.

O Orçamento de 2013 tem previsão de superávit primário do setor público - economia feita para pagamento de juros da dívida - de R$ 155,9 bilhões. De acordo com a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) é possível abater até R$ 65,2 bilhões por conta do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e de desonerações tributárias.

Senado aprova MP sobre negociação de dívidas de multinacionais

O Senado aprovou nesta quarta-feira a medida provisória 615, que trata de diversos temas, entre eles a negociação de dívidas bilionárias de multinacionais brasileiras com o fisco. O texto vai agora à sanção da presidente Dilma Rousseff.

A MP, que originalmente tratava da subvenção econômica a produtores de cana-de-açúcar, passou a incluir diversos assuntos diferentes, incluindo uma proposta do governo para reduzir a dívida de multinacionais brasileiras, calculada em cerca de R$ 70 bilhões, para R$ 25 bilhões, desde que o montante seja pago à vista, conforme antecipou a Reuters.

Na quarta-feira, a Vale, uma das multinacionais brasileiras que pode se beneficiar da negociação da dívida com débitos estimados em cerca de R$ 30 bilhões, informou que ainda não há uma decisão sobre aderir a esta negociação.

Sobre a subvenção econômica a produtores de cana-de-açúcar, o tema original da medida provisória, o texto aprovado beneficia produtores que poderão receber, diretamente ou por meio de suas cooperativas, a subvenção de R$ 12 por tonelada, limitada a 10 mil toneladas cada um, referente à safra 2011/2012.

Com a estimativa de beneficiar cerca de 18 mil produtores afetados pela estiagem, o custo deve ficar em torno de R$ 122,2 milhões, segundo a Agência Câmara. Outro tema incluído na MP 615 foi o parcelamento para bancos e seguradoras, que poderão dividir dívidas do PIS e da Cofins em até 60 prestações. As reduções serão de 80% das multas de mora e de oficio, de 80% das multas isoladas, de 40% dos juros de mora e de 100% sobre o valor do encargo legal.

O texto final da MP 615 incluiu também a reabertura do prazo de adesão ao chamado Refis da Crise, programa criado em 2009 para permitir a renegociação de dívidas por empresas com débitos fiscais federais.

 
Reuters News
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http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201309112213_RTR_SPE98A08G

Dilma reafirma previsão de crescimento de 2% para PIB

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, reafirmou nesta quarta-feira a previsão de crescimento de 2% para o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2009, ao ser questionada sobre a revisão de expectativa feita pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). "É normal que haja estas flutuações", considerou a ministra. "O governo tem mais elementos do que o FMI", afirmou ela, ao reiterar a meta de 2% divulgada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. O FMI reduziu nesta quarta a previsão de crescimento do PIB brasileiro, que era de 1,8% positivo em 2009, para queda de 1 3%.Em discurso no evento que marcou o início das obras de construção da planta de polietileno "verde" da Braskem no Polo Petroquímico de Triunfo, a 75 quilômetros de Porto Alegre, Dilma aproveitou para defender os biocombustíveis e sua convivência com a produção de alimentos. A ministra disse que o Brasil tem mais de 20 anos no desenvolvimento dos biocombustíveis e isso não impediu que o país se tornasse um dos principais produtores de grãos.Em muitos momentos, o etanol era visto como uma alternativa puramente brasileira, mas essa percepção foi modificada, segundo ela. "O etanol de cana não é substituto da produção de alimentos porque o etanol convive com a produção de alimentos há mais de 30 anos e não impediu que nos tornássemos uma das maiores potências agrícolas.Dilma recordou que o Ministério da Agricultura publicou, na sexta-feira, o zoneamento agrícola de cana-de-açúcar do Rio Grande do Sul. A partir da regulamentação, que permite plantio comercial de cana em até 1,5 milhão de hectares, o produtor rural poderá contratar financiamento público e contará com seguro agrícola. A publicação das regras coincidiu com o lançamento das obras da planta de polietileno "verde" da Braskem que usará o etanol de cana como matéria-prima para a produção do insumo da cadeia plástica."O Rio Grande do Sul não estava dedicado à produção do etanol como uma de suas vocações básicas", constatou, numa referência ao fato de o estado não ter tradição de plantio comercial de cana. A planta da Braskem ficará pronta no final de 2010 e terá capacidade de produção de 200 mil toneladas por ano de polietileno originado de etanol de cana-de-açúcar. A companhia irá investir R$ 500 milhões na fábrica, dos quais 30% com recursos próprios e o restante com financiamentos, incluindo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).Pré-salDilma reiterou também que o governo não lançará no dia 1º de maio as regras de exploração do petróleo do pré-sal. A regulamentação será divulgada no primeiro semestre. A ministra afirmou que o governo priorizou o lançamento do programa habitacional Minha Casa Minha Vida antes da divulgação das regras do petróleo.