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Brain Gain nas Tendências Imobiliárias

O Impacto do "Brain Gain" nas Tendências Imobiliárias

O "brain gain" está se provando um motor significativo na valorização de imóveis em várias regiões

Essa tendência ressalta a importância de se considerar o impacto econômico e social dos setores de tecnologia e ciência nas estratégias imobiliárias futuras

A interseção entre tecnologia, economia e "brain gain" está redefinindo o mercado imobiliário brasileiro. Enquanto enfrentamos desafios econômicos, a tecnologia surge como uma aliada crucial, trazendo eficiência, inovação e novas possibilidades para o setor. A expectativa é que essas tendências se intensifiquem, moldando um futuro promissor para o mercado imobiliário no Brasil.

Está emergindo uma tendência de cinturões de comutação em torno de Oxford, Cambridge e partes do Vale do Tâmisa. Isso reflete uma busca por qualidade de vida e valor, incentivando a valorização imobiliária nessas regiões.

No Brasil, o conceito de "brain gain" se manifesta principalmente nas regiões metropolitanas e polos tecnológicos, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Essas áreas atraem profissionais altamente qualificados, impulsionando não apenas a economia local, mas também o mercado imobiliário.

O Impacto do "Brain Gain" nas Tendências Imobiliárias: uma análise abrangente sobre como o "brain gain" está se transformando em um poderoso impulsionador da valorização imobiliária em diversas regiões ao redor do mundo, com foco especial no Brasil.

O "brain gain" demonstra ser um fator preponderante na valorização imobiliária em várias regiões, destacando a importância de considerar o impacto econômico e social dos setores de tecnologia e ciência nas estratégias imobiliárias futuras. A interseção entre tecnologia, economia e "brain gain" está provocando uma redefinição significativa no mercado imobiliário brasileiro, emergindo como resposta aos desafios econômicos, com a tecnologia se apresentando como aliada crucial, proporcionando eficiência, inovação e novas perspectivas para o setor. Antecipa-se que essas tendências ganhem ainda mais força, delineando um futuro promissor para o mercado imobiliário no Brasil.

Uma notável tendência que se destaca é a formação de cinturões de comutação em torno de centros de inovação proeminentes, como Oxford, Cambridge e partes do Vale do Tâmisa. Isso reflete uma busca crescente por qualidade de vida e valor, impulsionando a valorização imobiliária nessas regiões.

No Brasil, o conceito de "brain gain" se manifesta predominantemente nas regiões metropolitanas e polos tecnológicos, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Essas áreas atraem profissionais altamente qualificados, não apenas impulsionando a economia local, mas também catalisando o crescimento do mercado imobiliário.

O fenômeno do "brain gain", caracterizado pela atração e retenção de talentos altamente qualificados, está provocando uma redefinição abrangente no mercado imobiliário em diversas regiões, incluindo o Brasil. Este artigo busca aprofundar a exploração da interseção entre tecnologia, economia e "brain gain" e examinar como esses elementos estão moldando o futuro do setor imobiliário brasileiro, com uma atenção específica para a ascensão de cinturões de comutação em torno de centros de inovação como Oxford, Cambridge e partes do Vale do Tâmisa.

Contexto Brasileiro e a Influência do "Brain Gain":

No Brasil, o "brain gain" se manifesta de maneira proeminente nas regiões metropolitanas e polos tecnológicos, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Essas áreas, ao atrair profissionais altamente qualificados, não só impulsionam a economia local, mas também exercem um impacto significativo no mercado imobiliário. De acordo com a Brain Inteligência Estratégica, a construção civil, setor intimamente conectado ao mercado imobiliário, contribuiu com expressivos 15% dos empregos gerados no Brasil, refletindo mudanças substanciais nos cenários econômicos do país.

O Papel da Tecnologia e Inovação:

A transformação digital está deixando uma marca significativa no setor imobiliário brasileiro. Com 19% das empresas do setor já adotando alguma forma de Inteligência Artificial (IA), conforme indicado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC), observa-se um aumento notável na eficiência operacional. Tecnologias como blockchain na assinatura de contratos digitais, tours virtuais de 360º, uso de drones para imagens aéreas e análises de dados estão criando novas oportunidades no mercado.

A Experiência do Cliente na Era Digital:

A jornada do cliente no setor imobiliário passou por uma transformação radical com o advento da tecnologia. Tours virtuais e a disponibilidade de informações detalhadas online permitem uma pré-seleção eficiente de imóveis, economizando tempo e recursos.

Cenário Econômico e Social:

As mudanças no cenário econômico e social, tanto no Brasil quanto globalmente, estão intrinsicamente ligadas às evoluções tecnológicas e impactam de maneira significativa o mercado imobiliário. Em 2023, espera-se a continuação da onda de crescimento positiva nos investimentos do setor, sustentada por indicadores como a taxa Selic controlada e a expectativa de queda nas taxas de juros, além do crescimento no mercado de trabalho.

Tendências do Mercado Imobiliário em 2023:

A pesquisa da Brain, envolvendo mais de 3.000 entrevistados, revelou que o tipo de imóveis mais adquiridos são os residenciais, representando 86% das respostas. Além disso, 64% dos entrevistados compraram um imóvel para moradia própria ou familiar, enquanto 35% o fizeram como investimento. Nota-se também que 61% dos entrevistados não têm planos de adquirir imóveis nos próximos 24 meses, indicando uma mudança nas intenções de compra pós-pandemia.

O mercado imobiliário brasileiro está experimentando uma transformação significativa, impulsionada pelo "brain gain", inovações tecnológicas e mudanças econômicas e sociais. A adoção de tecnologias emergentes, o crescimento do setor da construção civil e as mudanças nos padrões de compra de imóveis apontam para um futuro promissor no setor no Brasil. Este panorama oferece insights valiosos para investidores, profissionais do setor e compradores, sublinhando a importância de se manter atualizado com as tendências e tecnologias emergentes.

O fenômeno do "brain gain", caracterizado pela atração e retenção de talentos altamente qualificados, está redefinindo o mercado imobiliário em diversas regiões. Essa tendência destaca a importância de considerar o impacto econômico e social dos setores de tecnologia e ciência nas estratégias imobiliárias futuras. A interseção entre tecnologia, economia e "brain gain" está redefinindo o mercado imobiliário brasileiro. Enquanto enfrentamos desafios econômicos, a tecnologia emerge como uma aliada crucial, trazendo eficiência, inovação e novas possibilidades para o setor. A expectativa é que essas tendências se intensifiquem, moldando um futuro promissor para o mercado imobiliário no Brasil. Está emergindo uma tendência de cinturões de comutação em torno de Oxford, Cambridge e partes do Vale do Tâmisa. Isso reflete uma busca por qualidade de vida e valor, incentivando a valorização imobiliária nessas regiões.

No Brasil, o conceito de "brain gain" se manifesta principalmente nas regiões metropolitanas e polos tecnológicos, como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. Essas áreas atraem profissionais altamente qualificados, não apenas impulsionando a economia local, mas também catalisando o crescimento do mercado imobiliário.

A Revolução Digital e o Papel Crucial da Inteligência Artificial:

A transformação digital é um marco essencial no setor imobiliário brasileiro, com dados da ABRAINC indicando que 19% das empresas já adotaram ferramentas de Inteligência Artificial (IA). Essas inovações proporcionam maior eficiência e precisão nas transações imobiliárias, moldando uma nova era no modo como negócios são conduzidos no setor.

A Jornada do Cliente na Era Digital: Mais Eficiência e Experiência Aprimorada:

A experiência do cliente no setor imobiliário foi transformada pela tecnologia. Tours virtuais de 360º e a disponibilidade de informações detalhadas online permitem que os clientes façam uma pré-seleção de imóveis, economizando tempo e recursos valiosos.

Tecnologias Emergentes que Impulsionam o Mercado Imobiliário:

Softwares avançados para análise de dados, o uso de drones para imagens aéreas e a aplicação do blockchain na assinatura de contratos digitais estão entre as tecnologias que impulsionam a eficiência e criam novas oportunidades no mercado imobiliário. Chatbots, softwares analíticos, dados, QR Codes e contratos inteligentes baseados em blockchain estão redefinindo o setor.

Cenário Econômico e Social: O Fortalecimento do Mercado Imobiliário Brasileiro em 2023:

As mudanças no cenário econômico e social, tanto no Brasil quanto no mundo, estão intrinsicamente ligadas às evoluções tecnológicas e têm um impacto significativo no mercado imobiliário em 2023. O setor imobiliário brasileiro exibe um crescimento robusto este ano. De acordo com o indicador ABRAINC-FIPE, as vendas de imóveis aumentaram em impressionantes 14,4% nos primeiros sete meses de 2023 em comparação com o mesmo período do ano anterior. Esse crescimento é atribuído a uma variedade de fatores, incluindo a retomada de programas governamentais, o aumento da renda da população, a redução das taxas de juros e a crescente demanda por imóveis como forma de investimento.

Referências Bibliográficas:

Fundação Getúlio Vargas - FGV. (2023). "Análise do PIB da construção civil e suas projeções". Disponível em: https://portal.fgv.br/

ABRAINC - Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias. (2023). "O uso da Inteligência Artificial no mercado imobiliário brasileiro". Disponível em: https://www.abrainc.org.br/.

https://www.telegraph.co.uk/money/property/house-prices/brain-gain-hotspots-driving-new-house-price-boom/

Retiro francês ainda está ao alcance de poucos

Os preços dos imóveis recuaram na França devido à crise econômica e agora atraem a clientela brasileira, que até então era inexpressiva no país. No entanto, mesmo com uma queda de até 40% desde 2008, ter um retiro francês ainda está ao alcance apenas da classe alta.
O metro quadrado na região central de Paris, a "queridinha" dos brasileiros, custa pelo menos € 12 mil (aproximadamente R$ 39 mil).
Editoria de arte/Folhapress
Os preços saltam para até € 35 mil (cerca de R$ 112 mil) se o imóvel estiver nos endereços mais turísticos e luxuosos. Outras regiões de interesse são a Côte d'Azur, no litoral mediterrâneo, e os Alpes.

No interior, também são destaques a Normandia, devido à estrutura para criação de cavalos de corrida ou prática de hipismo, e a região vinicultora de Bordeaux.
PROCURA
O grupo Barnes International, especializado no setor de alto padrão, estima que a procura de imóveis franceses por brasileiros cresceu de 10% a 15% desde 2009.
De olhos nos ricaços brasileiros, o empresário Hervé Lagaert representa há cinco meses no Brasil o grupo franco-suíço Emotional Investments Group, especializado na venda para milionários do Leste Europeu.
"Os brasileiros adoram comprar e mostrar. Querem um imóvel para mostrar que fazem parte do clube internacional dos super-ricos."
Ele diz que quem tem dinheiro tem o sonho de comprar um pequeno apartamento em Paris, onde são comuns quitinetes de 30 m² vendidas por mais de R$ 1 milhão.
Brasileiros e compradores de outras nacionalidades, como chineses, russos e árabes, ajudam a movimentar o mercado. Enquanto os franceses tendem a preferir rusticidade, os estrangeiros querem luxo e riqueza.
Estão na mira deles os castelos, cujos preços podem chegar a mais de R$ 20 milhões, e "villas" (mansões).
Lagaert conta que recentemente um investidor brasileiro comprou um apartamento às margens do rio Sena, com vista panorâmica, por € 16 milhões (R$ 51 milhões).
Divulgação
Metro quadrado na região central de Paris custa pelo menos € 12 mil
Metro quadrado na região central de Paris custa pelo menos € 12 mil

Venda de imóveis novos cai em 7 capitais brasileiras, diz Secovi

Pelo estudo , Belo Horizonte é a cidade com maior queda nas vendas no acumulado do ano, de 16%

A disparada das vendas de imóveis novos na região metropolitana de São Paulo, que têm crescido cerca de 40% neste ano, não está sendo acompanhada por outras capitais brasileiras. Estudo feito pelo Secovi São Paulo mostra que em sete outros Estados o movimento foi contrário e as vendas caíram. Apenas o Rio acompanhou a tendência de alta, crescendo 8% - índice bem mais modesto do que o de São Paulo.
Thinkstock/Getty Images
Venda de imóveis novos em São Paulo já sobe 40% no acumulado deste ano
O que os números estão mostrando, segundo especialistas, é reflexo direto da mudança de estratégia feita nos últimos anos pelas construtoras e incorporadoras, que logo depois de captarem mais de R$ 20 bilhões na Bolsa de Valores se lançaram País afora em empreendimentos que acabaram fracassando. Para reverter os prejuízos que tiveram que reconhecer entre 2011 e 2012, elas estão focando agora nos mercados que conhecem e têm demanda, justamente São Paulo e Rio.
"Construiu-se indiscriminadamente no País e em alguns mercados houve um desequilíbrio entre o tipo de empreendimento ofertado e a capacidade de compra das pessoas", diz João da Rocha Lima, professor da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e consultor na Unitas.
Dados dos analistas do setor no Bradesco BBI mostram que as 16 empresas listadas em Bolsa lançaram no primeiro semestre R$ 14,5 bilhões em empreendimentos em todo o Brasil, número inferior aos R$ 19 bilhões de 2011 ou R$ 15,7 bilhões de 2012. Mas novamente São Paulo está em direção oposta e os lançamentos cresceram 41% em número de unidades. Esse avanço nos lançamentos é outro motivo que explica a alta das vendas na capital paulista.
Pelo estudo do Secovi, Belo Horizonte é a cidade com maior queda nas vendas, de 16%. De acordo com o vice-presidente da Área Imobiliária do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Lucas Guerra Martins, a aprovação de novos empreendimentos que era de 90 dias, com a mudança de gestão na prefeitura, passou a um ano e meio.
No Rio, as vendas de imóveis têm crescido na cidade há cinco anos, de acordo com João Paulo Rio Tinto de Matos, presidente da Ademi-RJ. Um dos motivos para o aquecimento do mercado é a sensação de segurança que melhorou na cidade depois da pacificação de favelas.
Demanda
A expectativa de demanda por imóveis tende a continuar crescente em função do chamado bônus demográfico do crescimento das famílias nos próximos 30 anos. O analista Luiz Maurício de Garcia Paula, do Bradesco BBI, lembra que por mais que a população cresça apenas 0,7% por ano isso significa 140 mil novas famílias somente em São Paulo por ano. No auge de vendas imobiliárias no ano de 2010 foram vendidas 76 mil novas residências. Neste ano, no primeiro semestre, foram apenas 28 mil.
"Apesar do PIB ter crescido menos e a renda não ter dado saltos significativos em termos reais, o nível de desemprego está estável, o que dá segurança na compra de um imóvel", diz Garcia Paula.
As vendas devem ser impulsionadas pelo aumento da faixa de valor dos imóveis a ser passível de uso do FGTS, que passou a R$ 750 mil. Segundo dados do Secovi, 20% dos lançamentos em São Paulo entre setembro de 2012 e agosto de 2013 estão nesta faixa de preço. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
economia.ig.com.br/financas/2013-10-15/venda-de-imoveis-novos-cai-em-7-capitais-brasileiras-diz-secovi.html

Bolha imobiliária: mercado confirma ciclo de queda em escritórios comerciais

Dados atribuem aumento da taxa de vacância a desproporção de preços e excesso de oferta

Vitor Sorano e Taís Laporta - iG São Paulo


O futuro dos imóveis residenciais é incerto, mas não há dúvidas de que a bonança dos empreendimentos corporativos chega ao fim. Especialistas concordam que o segmento passará por um ciclo de queda – ainda que localizado. Alguns admitem a possibilidade de bolha imobiliária concentrada no setor.
Wikimedia Commons
Avenida Paulista
A taxa de vacância dos escritórios comerciais na cidade de São Paulo mais que triplicou no segundo trimestre de 2013 ante o mesmo período do ano anterior – passando de 3,3% para 10,5% –, enquanto os preços pedidos para locação caíram 10,4% no período, de R$ 124 o metro quadrado para R$ 111,23, segundo a consultoria Colliers.
Um estudo da consultoria e corretora Herzog Imóveis Industriais e Comerciais também apontou o aumento da desocupação dos imóveis comerciais em geral e queda do valor do aluguel no primeiro semestre do ano, em relação aos seis meses anteriores.
Os preços acima da média das unidades nos últimos anos explicam os sinais de acomodação, na visão da Colliers, que considera saudável uma taxa de vacância de até 12%. Já para a Herzog, os resultados são de curto prazo, mas já podem beneficiar inquilinos.
“O momento é ideal para quem procura um novo imóvel ou está no período de renovação ou revisão de contrato, já que os locadores estão mais flexíveis para negociação”, afirma a diretora de serviços da empresa, Simone Santos.
Segundo Adriano Sartori, diretor de locação do CBRE, o ciclo de queda é passageiro e afeta regiões específicas como São Paulo e Rio de Janeiro – onde a vacância atingiu o pico de 6% este ano. “A taxa oscila em torno de 5% nas outras capitais brasileiras, um número inferior a muitos países”, explica.
Bolha x acomodação
Não há motivos para acreditar em uma bolha no segmento, acredita Sartori. “O índice de vacância deve-se ao aumento da oferta que ocasiona queda dos preços. Tão logo seja feita a acomodação entre oferta e demanda, os preços voltarão a subir”.
Já o professor do Núcleo de Real Estate da Universidade de São Paulo (USP), João da Roha Lima, projeta que a queda de preços, apesar de não ser brutal, será melhor sentida nos próximos dois anos, quando as entregas de muitos lançamentos estarão consolidadas.
A capital paulista possui um estoque de escritórios de 12 milhões de metros quadrados, e recebeu 596.098 m² de prédios corporativos somente no ano passado, segundo dados da Herzog.
“Se houver uma bolha, acredito que esteja nos comerciais. Houve muita especulação no segmento sem qualquer explicação estrutural para os preços. Nas pequenas unidades comerciais, o investidor foi induzido a julgar o preço de venda por sua comparação com valores irreais de locação”, afirma.
O docente que alertou para o perigo de uma bolha no setor pela primeira vez, em 2011, acredita que o investidor que comprou unidades para lucrar no curto prazo pode se dar mal no atual momento, ao contrário de quem apostou em ganhar no longo prazo, cujo payback – retorno do investimento – pode levar mais de 20 anos.
Doutor em economia e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Marcelo Milan também vê essa possibilidade nos mercados paulistano e carioca. "Nos EUA, o segmento comercial foi pouco discutido, mas houve uma bolha também no setor. Portanto, no caso do Rio de Janeiro e de São Paulo, sim, existe a chance de ter havido um aumento muito rápido nos preços dos imóveis comerciais", afirma.
Phillip Tatliff, que teve sua primeira hipoteca aprovada quando só podia dar uma entrada de 5%, em frente ao seu imóvel em Seatle, em abril deste ano. Foto: NYT
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Absorção líquida x bruta
Embora a absorção líquida dos imóveis comerciais – relação de escritórios ocupados e devolvidos – em São Paulo tenha caído em 2012, a absorção bruta (que desconta os espaços devolvidos) apresentou recorde histórico de 700 mil metros quadrados no ano passado, segundo o CBRE.
Isso indica que o mercado não está estagnado, na opinião do executivo da empresa. “O crescimento da vacância na capital paulista foi ocasionado pela maior oferta, e não por queda na demanda”, argumenta Sartori.
Martín Andrés Jaco, diretor da BR Properties, admite que o momento é de cautela para o investidor de imóveis corporativos, mas não vê risco de os valores despencarem. “Quando há maior oferta no mercado, o investidor precisa fazer concessões ao inquilino, mas isso não indica que os preços vão derreter”.
Fundos imobiliários em queda
De acordo com um levantamento da corretora Rio Bravo, os fundos de investimento imobiliário (FIIs) lastreados em escritórios tiveram uma queda mais expressiva do que os de shoppings, por exemplo (veja o gráfico).
Em grande parte formados por cotas de imóveis comerciais, os 111 fundos brasileiros negociados na bolsa encerraram agosto com um valor de mercado 11% menor do que o patrimônio líquido de suas carteiras.

Generalizada

Desempenho dos fundos de investimento imobiliário, por segmento
Fonte: Rio Bravo ; base 100 = 3/12/12
Uma possível superoferta de escritórios nos próximos meses leva o professor de finanças do Insper, Michel Viriato, a recomendar cautela redobrada com os FIIs indexados a este tipo de ativo.
"Devido à grande oferta nos próximos períodos, pode haver uma pressão sobre as locações e isso faz, eventualmente, com que o aluguel não suba muito", afirma.
O banco Máxima, especializado em crédito imobiliário e que lançou seu primeiro FII na bolsa em março, atribui a queda na rentabilidade dos fundos à cautela das empresas em procurar locações, devido ao cenário de retração da economia.
“O momento atual dos fundos sinaliza que o investidor será mais criterioso na escolha do perfil dos imóveis que compõem o investimento. Uma análise mais apurada sobre localização, características individuais e potencial para atrair locatários deve compor os critérios para investir, acredita a diretora do banco, Claudia Martinez.

Aumento das vendas traz esperança de recuperação do mercado imobiliário em Miami

Um aumento da venda de casas e condomínios em Miami e no sul da Flórida nos últimos meses pode refletir uma recuperação do mercado imobiliário, setor vital para a alquebrada economia do estado, segundo um relatório do setor, divulgado nesta quinta-feira.

A venda de casas unifamiliares subiu 29% nos últimos meses de 2008 em relação ao mesmo período de 2007, enquanto a venda de condomínios aumentou 16%, indicou o relatório da Associação Imobiliária da Grande Miami e das Praias (RAMB, na sigla em inglês).

Os dados revelam um forte avanço do mercado de propriedades no sul da Flórida, com um aumento das vendas que indicaria uma potencial recuperação da atividade, afirma a RAMB.

"O mercado imobiliário no sul da Flórida oferece a seus potenciais compradores uma acessibilidade e oportunidades que não são vistas há mais de uma década", considerou Rick Burch, presidente da RAMB.

Devido ao crescente número de propriedades que entraram em processo de execução por falta de pagamento das hipotecas, os preços de venda continuam caindo, e espera-se que este processo dure até o próximo ano.

As compras de imóveis por estrangeiros continuam tendo um impacto positivo no mercado imobiliário da região, correspondendo a 29% das aquisições, segundo a associação.