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Morte no Deserto do Níger

A Tragédia Silenciosa da Migração no Deserto do Níger

O deserto do Níger, onde muitas pessoas estão arriscando suas vidas para fazer essa jornada perigosa. Infelizmente, muitas delas não conseguem sobreviver e acabam morrendo no deserto.

A Realidade Brutal da Migração

A migração é um fenômeno que tem sido uma constante na história da humanidade. 

No entanto, a migração contemporânea, especialmente aquela que ocorre através das rotas perigosas do deserto do Níger, apresenta desafios e perigos únicos. Todos os anos, milhares de migrantes arriscam suas vidas na esperança de encontrar uma vida melhor. Infelizmente, muitos não sobrevivem à jornada, e seus corpos são deixados para trás no deserto, uma lembrança sombria da tragédia humana que se desenrola longe dos olhos do mundo.

Tragédia Silenciosa da Migração no Deserto do Níger: Enfrentando a Realidade Brutal

A migração é um fenômeno histórico constante na história da humanidade. Contudo, a migração contemporânea, especialmente através das rotas perigosas do deserto do Níger, apresenta desafios e riscos únicos. Anualmente, inúmeros migrantes arriscam suas vidas na esperança de alcançar uma vida melhor. Infelizmente, muitos não sobrevivem à jornada, e seus corpos são deixados no deserto, um sombrio lembrete da tragédia humana que ocorre longe dos olhos do mundo.

Indiferença da Europa: Repensando as Abordagens

Enquanto essa tragédia se desenrola, a Europa continua investindo milhões de euros em medidas para bloquear as rotas de migração. Contudo, essa abordagem não apenas falha em resolver o problema, mas também agrava a situação. Em vez de enfrentar as causas subjacentes que impulsionam as pessoas a empreenderem essas viagens perigosas, a Europa optou por uma abordagem paliativa e, em última instância, contribui para a crise.

A Necessidade de Uma Abordagem Mais Humana e Compreensiva

É crucial que a comunidade internacional, especialmente a Europa, reconheça a necessidade de uma abordagem mais humana e compreensiva para lidar com a migração. Isso inclui desenvolver políticas que abordem as causas fundamentais da migração, como a pobreza, a instabilidade política e a violência. Simplesmente bloquear as rotas de migração não é uma solução; é uma abdicação da responsabilidade de enfrentar um problema complexo e multifacetado.

Honrando a Dignidade Humana

A migração é uma realidade que não pode ser ignorada nem resolvida com soluções simplistas. É necessário um compromisso sério e uma abordagem holística para garantir que a dignidade e os direitos humanos dos migrantes sejam respeitados. A tragédia no deserto do Níger é um sombrio lembrete do custo humano da indiferença e da inação. É hora de mudar o curso e buscar soluções que honrem nossa humanidade comum.

O problema é que a Europa, que é um continente rico, está investindo muito dinheiro para tentar impedir que essas pessoas cheguem lá. Só que essa estratégia não está funcionando e, na verdade, está piorando a situação. Em vez de ajudar essas pessoas, eles estão ignorando o problema e contribuindo para a crise.

 Isso significa que precisamos entender as razões pelas quais as pessoas estão deixando seus países, como a pobreza, a instabilidade política e a violência. Bloquear as rotas de migração não é suficiente; precisamos enfrentar o problema de maneira mais completa e cuidadosa.

Para resolver essa situação, é importante que a comunidade internacional, especialmente a Europa, reconheça a necessidade de mudança. 

Referência Bibliográfica

https://www.theguardian.com/global-development/2023/jun/15/death-in-the-desert-bodies-lie-in-the-sand-in-niger-while-europe-pours-millions-into-blocking-migration-route

Porsche Assume o Controle da Volkswagen: A Ascensão do Maior Grupo Automobilístico da Europa

Porsche Assume o Controle da Volkswagen: A Ascensão do Maior Grupo Automobilístico da Europa

A Dominação de Stuttgart

A Porsche, fabricante de carros esportivos de Stuttgart, está cada vez mais dominando o Grupo Volkswagen de Wolfsburg. Por trás disso, há um cálculo frio. Oliver Blume, que lidera tanto a Volkswagen quanto a Porsche, está dando à fabricante de carros esportivos de Stuttgart um poder sem precedentes.

A aquisição da Volkswagen pela Porsche marcou um momento significativo na história da indústria automobilística europeia. Com sua sede em Stuttgart, a Porsche consolidou seu domínio sobre o Grupo Volkswagen, sediado em Wolfsburg, dando origem ao maior conglomerado automobilístico da Europa.

Sob a liderança visionária de Oliver Blume, que ocupa o cargo de CEO tanto na Volkswagen quanto na Porsche, a fabricante de carros esportivos de Stuttgart tem ganhado um poder sem precedentes. Blume tem implementado estratégias audaciosas para impulsionar o crescimento e a competitividade do Grupo Volkswagen, alavancando a expertise da Porsche em tecnologia e engenharia automotiva.

A combinação da excelência em engenharia da Porsche com a escala e a diversidade do Grupo Volkswagen tem levado a sinergias notáveis e uma expansão dos negócios. A reputação inabalável da Porsche no mercado de carros esportivos, com seus designs icônicos e desempenho excepcional, agora se estende para toda a gama de marcas do Grupo Volkswagen, que inclui nomes renomados como Audi, Lamborghini, Bentley, entre outros.

A ascensão do maior grupo automobilístico da Europa traz consigo uma série de benefícios estratégicos. A sinergia entre as marcas permite o compartilhamento de tecnologias, recursos e expertise, acelerando a inovação e impulsionando o desenvolvimento de veículos elétricos, soluções de mobilidade sustentável e sistemas avançados de assistência ao motorista.

Além disso, a presença global do Grupo Volkswagen é ampliada ainda mais pela associação com a Porsche, permitindo um alcance maior em mercados emergentes e fortalecendo sua posição nos mercados estabelecidos. A estratégia de expansão agressiva liderada por Blume visa posicionar o grupo como um líder global, capaz de enfrentar os desafios do setor automotivo em constante evolução.

No entanto, é importante reconhecer que essa dominação também traz consigo desafios e responsabilidades. A gestão eficiente de uma organização tão complexa exige uma abordagem equilibrada, garantindo a preservação das identidades e valores das diferentes marcas do grupo. Além disso, o controle da Volkswagen pela Porsche chama a atenção de órgãos reguladores e da concorrência, que estarão atentos para garantir a conformidade com as leis antitruste e a manutenção de um ambiente competitivo saudável.

A história de Wendelin Wiedeking, ex-chefe da Porsche, e sua tentativa fracassada de assumir o Grupo Volkswagen em Stuttgart é um ponto importante a ser mencionado. No entanto, com a ascensão de Oliver Blume como líder tanto da Porsche quanto da Volkswagen, uma nova era se iniciou, corrigindo os rumos da história. Sob a liderança de Blume, a fabricante de carros esportivos de Stuttgart está alcançando um poder sem precedentes.

Desde que assumiu o cargo de CEO tanto na Volkswagen quanto na Porsche, Oliver Blume tem implementado estratégias inovadoras para fortalecer a posição da Porsche dentro do Grupo Volkswagen. Com apenas 55 anos, Blume é um gestor talentoso e tem se mostrado capaz de liderar com maestria as duas montadoras, impulsionando o sucesso da Porsche e aproveitando sua experiência para influenciar positivamente a Volkswagen.

A habilidade de Blume em trazer a Porsche para uma posição de destaque dentro do Grupo Volkswagen é notável. Ele tem aplicado uma abordagem estratégica e visionária para explorar as sinergias entre as marcas e maximizar as vantagens competitivas de ambas. A combinação da excelência em engenharia da Porsche com a escala e a diversidade do Grupo Volkswagen tem criado oportunidades únicas de crescimento e expansão.

Blume está direcionando recursos e expertise para fortalecer ainda mais a posição da Porsche e impulsionar a inovação em toda a gama de marcas do Grupo Volkswagen. Sua liderança tem levado a avanços significativos no desenvolvimento de veículos elétricos, sistemas de assistência ao motorista e soluções de mobilidade sustentável, aproveitando o melhor de ambas as empresas para criar produtos inovadores e de alta qualidade.

É importante notar que Oliver Blume não apenas está corrigindo a história da Porsche, mas também está contribuindo para a transformação e o sucesso contínuo do Grupo Volkswagen como um todo. Seu talento e visão estratégica estão moldando o futuro do conglomerado, estabelecendo novos padrões de excelência e fortalecendo sua posição no mercado global.

Oliver Blume, com sua visão estratégica, está atualmente preenchendo posições-chave no Grupo Volkswagen com pessoas de confiança, muitas delas com longas carreiras na Porsche. Esse processo é semelhante a uma linha de montagem, onde Blume está garantindo que as peças certas se encaixem para impulsionar o sucesso do Grupo Volkswagen. Dessa forma, Stuttgart se tornará o ponto de referência e pioneiro no qual todo o império da VW se alinha.

A figura de Wolfgang Porsche, um acionista importante, desempenha um papel significativo nessa mudança. Após a batalha de aquisição perdida em 2009, Wolfgang Porsche teve que admitir, com a voz trêmula, diante da equipe de Stuttgart, que a empresa que leva seu nome estava perdendo sua independência. No entanto, agora, com a liderança de Oliver Blume, ele está recuperando o controle da situação. Essa mudança de dinâmica traz consigo novos desafios, conflitos de interesse e riscos, especialmente para os acionistas independentes.

A reintegração de Stuttgart como ponto central de controle traz tanto benefícios quanto implicações. Por um lado, a presença de aliados de confiança de Blume, muitos dos quais têm experiência na Porsche, pode aumentar a eficiência e a coesão no Grupo Volkswagen. A expertise e a paixão pela excelência em engenharia da Porsche podem impulsionar a inovação e a qualidade em toda a organização. Isso cria uma oportunidade para aprimorar ainda mais a reputação e o desempenho das marcas dentro do grupo.

No entanto, é importante reconhecer que essa centralização de poder também pode gerar preocupações sobre conflitos de interesse e a independência dos acionistas independentes. A influência de Wolfgang Porsche e seus laços estreitos com a Porsche podem levantar questões sobre a governança corporativa e a tomada de decisões imparciais dentro do Grupo Volkswagen. É essencial que medidas adequadas sejam tomadas para garantir a transparência, a responsabilidade e a proteção dos interesses de todos os acionistas.

Oliver Blume está preenchendo posições-chave no Grupo Volkswagen com pessoas de confiança, muitas delas provenientes da Porsche, visando fortalecer a coesão e a eficiência da organização. A recuperação do controle por parte de Wolfgang Porsche cria novos desafios e riscos, especialmente para os acionistas independentes, exigindo uma gestão cuidadosa e transparente para garantir a integridade e o sucesso a longo prazo do Grupo Volkswagen. Sua ascensão como líder da Porsche e da Volkswagen está corrigindo a história da fabricante de carros esportivos de Stuttgart. Com sua liderança visionária, Blume está dando à Porsche um poder sem precedentes dentro do Grupo Volkswagen, aproveitando as sinergias entre as marcas para impulsionar o crescimento, a inovação e o sucesso global. Essa nova era promete trazer grandes realizações e um futuro brilhante para ambas as montadoras.

Em resumo, a aquisição da Volkswagen pela Porsche representa a ascensão do maior grupo automobilístico da Europa, liderado por Oliver Blume. Essa dominação traz consigo oportunidades para sinergias, inovação e expansão global, mas também desafia a gestão eficiente e requer uma abordagem cuidadosa para garantir a integridade das marcas envolvidas. O futuro desse conglomerado promete moldar o cenário automotivo europeu e influenciar o rumo da indústria como um todo.

A Porsche está se tornando cada vez mais dominante dentro do Grupo Volkswagen, com Oliver Blume no comando. A fabricante de carros esportivos de Stuttgart está assumindo posições-chave e se tornando o modelo técnico para todo o império VW. Isso marca um ponto de virada significativo na história do grupo automobilístico europeu.

fonte: https://www.faz.net/aktuell/wirtschaft/unternehmen/kommentar-europas-groesster-autokonzern-vw-wird-zu-porsche-19018509.html

Agência de estatísticas da Espanha confirma fim da recessão

O INE (Instituto Nacional de Estatística) da Espanha confirmou nesta quarta-feira (30) que o país saiu da recessão, conforme indicado no início do mês pelo banco central.
No terceiro trimestre, o PIB (Produto Interno Bruto) espanhol cresceu 0,1%, após nove trimestres de contração. Em relação ao terceiro trimestre de 2012, a economia espanhola diminuiu 1,2%, seguindo queda de 1,6% entre abril e junho, no mesmo tipo de comparação.
Os dados do INE são preliminares e o levantamento mais completo deve ser conhecido no fim de novembro. O jornal "El País" recordou que, no terceiro trimestre de 2008, pela primeira vez em 15 anos, a economia espanhola entrou em recessão e saiu dessa situação nos três primeiros meses de 2010.
Voltou a registrar taxas negativas a partir do segundo trimestre de 2011. Dois anos e meio depois, o Banco da Espanha e o departamento de estatísticas do país confirmam o fim da recessão técnica.

Hyundai migra produção de carros da Índia para Europa

A unidade indiana da empresa automobilística Hyundai Motor Co., da Coreia do Sul, deverá mudar a maior parte da produção de seu modelo i20 para a Europa em função de problemas trabalhistas em sua fábrica. A Hyundai Motor India produz cerca de 120 mil unidades de i20 por ano em suas fábricas perto da cidade de Chennai. Deste total, cerca de 70 mil unidades são exportadas para a Europa anualmente.
Segundo o porta-voz da empresa, Rajiv Mitra, a mudança na produção será feita a partir do próximo trimestre, em função também de benefícios fiscais que a Hyundai conseguiu na Europa. A mudança será feita para a Turquia, República Tcheca ou Eslováquia.

http://www.uai.com.br/UAI/html/sessao_4/2009/05/09/em_noticia_interna,id_sessao=4&id_noticia=109771/em_noticia_interna.shtml

Publicações europeias encontram maneiras criativas de ter sucesso

Com o aumento do número de perdas na indústria de jornais dos Estados Unidos neste mês, o editor alemão Axel Springer, que é dono do “Bild”, maior jornal da Europa, anunciou o maior ganho anual em seus 62 anos de história.
No escritório de Springer em Berlim, não houve conversas desesperadas sobre como sobreviver à recessão e à revolução digital. Ao invés disso, Mathias Doepfner, chefe executivo de Springer, disse que estava procurando por oportunidades para expandir, buscando por aquisições na Alemanha, no leste europeu e talvez – o que seria a primeira vez na companhia – nos Estados Unidos.
“Eu não acredito no fim do jornalismo”, Doepfner disse. “Pelo contrário, eu acho que a crise pode ter um impacto positivo. O número de jogadores irá diminuir, mas os jogadores mais fortes estarão firmes após a crise”.
Na maior parte do mundo, os jornais americanos são vistos como o padrão de ouro do jornalismo. Mas o modelo de negócio dos jornais americanos parece estar falido. Enquanto muitos europeus enfrentam os mesmos problemas, poucos publicadores de jornais encontraram formas inovadoras não apenas para sobreviver, mas para ter sucesso diante da recessão e da internet.
Poucos publicadores europeus fizeram o mesmo que Axel Springer no ano passado, mesmo com a notícia de que 2009 seria muito pior com a recessão chegando ao seu máximo. Em alguns países europeus, jornais estão em um estado pior do que os dos Estados Unidos. Na França, diversos jornais se mantém funcionando por meio de subsídios públicos. No mercado britânico ultracompetitivo, jornais nacionais se esforçam para ganhar dinheiro, e jornais locais estão desaparecendo em uma velocidade acelerada. Mas há sinais de vida jornalística na Europa. A circulação está caindo mais lentamente do que nos Estados Unidos. A maioria das publicações foi menos afetada pela recessão do que seus pares americanos, porque eles dependem mais de leitores do que de anunciantes, que tendem a ser mais inconstantes.
Embora ninguém tenha encontrado uma arma mágica, alguns publicadores europeus encontraram formas de enfrentar os desafios.
Na Schibsted, um publicador de Oslo, atividades online – incluindo jornais, sites de anúncios classificados e outras ocupações – abrangem cerca de um quarto da receita da companhia e a vasta maioria dos lucros.A famosa estrela online é VG Nett, um website afiliado, sem vínculos formais, com a Verdens Gang, um tablóide. A VG Nett tem uma margem de lucro de mais de 30% e é rival do Google, sendo o site mais popular na Noruega.
A VG Nett, como a maioria dos sites de notícias, gera a maioria de sua receita a partir de anúncios, mas está começando a levantar dinheiro por meio de usuários. Cerca de 150 mil pessoas pagam até 599 coroas, ou quase $ 90, por ano para participar do clube de perda de peso. Recentemente, o a VG Nett começou a cobrar 780 coroas por ano pela transmissão ao vivo de jogos de futebol. E a rede social conectada ao site cobra para que os usuários atualizem seus perfis. Contudo, o acesso a notícias permanece gratuito.
Um negócio que perdeu mais de um quarto de suas vendas globais na última década não parecer ser o melhor exemplo a ser seguido. Mas ao lado das ruínas que sobraram pela pirataria digital, novos modelos de negócios estão surgindo na indústria da música – com a Europa na vanguarda.
Poucos europeus querem pagar por música adquirida diretamente, em serviços como o iTunes, então, ao contrário disso, a indústria está empacotando os preços das músicas em assinaturas de freqüências musicais, como os canais básicos de televisão fazem nos Estados Unidos.
O Projeto Para a Excelência no Jornalismo, baseada em Washington, céticos em aplicar pequenos pagamentos em jornais, sugeriu o oferecimento de acesso a websites de jornais por uma taxa paga no nível do serviço de provedor da internet. Para tais modelos terem sucesso, os jornais terão que trabalhar juntos.
Um grupo de jornais na parte de idioma francês na Bélgica mostrou as possibilidades – mas também as limitações – da cooperação ao enfrentar o Google, o qual alguns veem como um inimigo comum.
Há dois anos, sob a bandeira da organização de comércio, a Copiepresse, os jornais ganharam na corte belga um pedido de que o Google retirasse seu conteúdo do Google News Service, que resume artigos de jornais e fornece link para seus websites. Os jornais belgas argumentaram que o Google News violava seus direitos autorais, mas o apelo ainda está pendente.
Quando o Google queria expandir o Google News para a Dinamarca, há pouco mais de dois anos, advogados de publicadores dinamarqueses escreveram para a companhia, dizendo-lhes que não poderiam realizar o plano sem permissão.
Isso não tem ajudado os jornais a ganhar dinheiro, mas Margaret Boribon, secretária-geral da Copiepresse, disse, “a questão principal para nós é não ter gigantes acabando conosco”.
Axel Springer gera 14% de sua receita online, mais do que a maioria dos jornais americanos, mesmo que o mercado no qual opera – primariamente alemão e no leste europeu – seja menos desenvolvido digitalmente do que os Estados Unidos.
Uma razão, disse Doepfner, é que Axel Springer ousou competir consigo mesmo. Ao invés de tentar proteger as publicações existentes, adquiriu ou criou novas, algumas das quais distribuem amplamente o mesmo conteúdo para diferentes audiências.
Em um escritório de uma redação em Berlim, por exemplo, jornalistas produzem conteúdo para seis publicações: o jornal nacional Die Welt, sua edição de domingo e a versão tablóide que tem como público-alvo leitores jovens; um jornal local chamado Berliner Morgenpost, e dois websites.
Embora os anúncios tenham tido queda na Alemanha, Axel Springer consegue compensar essa desvantagem ao aumentar o preço das publicações como “Bild”, que vende mais de três milhões de cópias. Agora, Axel Springer está buscando “propriedades desvalorizadas” para comprar.
Doepfner disse que a companhia iria observar até os Estados Unidos “se uma posição importante aparecer em um mercado importante”.

Indicadores revelam a péssima saúde econômica das potências europeias

Os indicadores econômicos divulgados nesta sexta-feira não deixam dúvida do péssimo estado de saúde das potências euroepeias, que podem ser vítimas de uma recessão galopante durante 2009. Desde quinta-feira, uma série de países europeus confirmou um nítido retrocesso de seu Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre de 2008: Alemanha, Espanha, França, Itália, Holanda, Portugal, Áustria e Estônia.Prova desta tendência, as últimas estatísticas do conjunto da Eurozona, publicadas nesta sexta, revelaram uma contração de 1,5% do PIB entre outubro e dezembro de 2008, uma queda histórica desde sua criação.Os países que utilizam a moeda única (15 até 31 de dezembro de 2008, 16 desde 1º de janeiro com a entrada da Eslováquia) registraram desta maneira o terceiro trimestre consecutivo de desaceleração da atividade, já que o PIB teve contração de 0,2% no segundo e terceiro trimestres de 2008.A União Europeia em seu conjunto (UE-27) entrou oficialmente em recessão no quarto trimestre do ano passado, com um retrocesso de 1,5% do PIB, depois de uma queda de 0,2% no período anterior, segundo o instituto europeu de estatísticas Eurostat.A Alemanha se afundou um pouco mais na recessão no quatro trimestre, com uma queda de seu PIB de 2,1% em relação ao trimestre anterior, devido, principalmente, a uma diminuição das exportações da primeira grande potência europeia.O PIB da Itália, que entrou em recessão no terceiro trimestre de 2008, se contraiu 1,8% no quarto trimestre em relação ao anterior, e 0,9% de média em todo 2008, segundo uma primeira estimativa publicada nesta sexta.A Holanda entrou oficialmente em recessão com uma contração de 0,9% do Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre de 2008 em comparação com o anterior, segundo o Escritório Central de Estatísticas.No terceiro trimestre, o dado de crescimento foi revisado para baixo, de 0 a -0,3%, segundo o Escritório. Para o segundo trimestre, o dado também foi revisado para baixo, de +0,1% a -0,1%.A contração de -0,9% no quarto trimestre de 2009 "é a mais importante registrada desde os anos 1980", acrescentou.No conjunto de 2008, o crescimento holandês foi de 2%, segundo uma primeira estimativa.Por outra parte, a inflação na Espanha registrou em janeiro o menor nível desde 1969, a +0,8% em relação a janeiro de 2008, anunciou o Instituto Nacional de Estatística (INE).Entre dezembro e janeiro, os preços retrocederam 1,3% na Espanha, de acordo com o instituto.Depois de vários anos de forte crescimento, a Espanha sofre desde 2008 uma brutal desaceleração econômica.Para 2009, as previsões no Velho Continente se anunciam ainda mais sombrias, em particular para a Espanha, com uma contração do crescimento de 1,6% em 2009.Mas a situação se anuncia pior para países de fora, como o Japão, que na segunda-feira revelará as cifras de seu PIB no último trimestre: os economistas preveem uma queda de 3% em relação ao terceiro trimestre, e de 11,6% em ritmo anual.Nos Estados Unidos, a contração do PIB foi de 3,8% nos últimos três meses do ano, segundo cifras ainda provisórias, as piores desde 1982.O fim da crise mundial parece distante, apesar das expectativas criadas pelo voto final de aprovação do plano de reativação econômica nos Estados Unidos (789 bilhões de dólares).A hipótese oficial de uma volta ao crescimento nos Estados Unidos durante 2009 parece cada vez mais improvável, como reconheceu conselheiro econômico do presidente Barack Obama, Lawrence Summers, para quem a recuperação só chegará no início de 2010.

Ações na Europa caem para menor nível em 6 anos

Os principais índices de ações europeus fecharam em queda nesta sexta-feira pela décima segunda vez em 13 sessões. Os mercados foram pressionados pelo setor financeiro, à medida que os temores de mais perdas fortes se aprofundavam. O índice FTSEurofirst 300 recuou 0,46%, para 759 pontos, menor patamar de fechamento desde abril de 2003. As ações de bancos contribuíram com as maiores perdas do índice. Barclays caiu 14,7%, com o aumento das preocupações de que o banco possa precisar de mais capital ou ser nacionalizado."A confiança está muito frágil. As pessoas querem acreditar em uma recuperação econômica e querem ver alguma luz no fim do túnel, mas elas estão descobrindo que é muito difícil ver isso quando você tem um sistema bancário que ainda está vivenciando dificuldades severas", disse Darren Winder, estrategista da Cazenove."Até o sistema bancário chegar a uma situação em que possam cumprir suas obrigações normais para a economia real e fornecer (às empresas) liquidez e crédito suficientes, eu acho que as pessoas vão, de maneira geral, continuar cautelosas em relação ao mercado", acrescentou.BNP Paribas, Standard Chartered e Société Générale caíram entre 6% e 9,5%.E o mau humor também atingiu as seguradoras. Swiss Re perdeu 19,6%, na esteira das preocupações de que a instituição possa apresentar mais baixas contáveis na divulgação de seu balanço anual em 19 de fevereiro.Uma porta-voz da Swiss Re afirmou que a companhia não vai comentar os rumores do mercado.Em LONDRES, o índice Financial Times fechou com oscilação positiva de 0,01%, a 4.052 pontos.Em FRANKFURT, o índice DAX recuou 0,96%, para 4.178 pontos.Em PARIS, o índice CAC-40 caiu 0,71%, para 2.849 pontos.Em MILÃO, o índice Mibtel encerrou em baixa de 0,48%, a 13.816 pontos.Em MADRI, o índice Ibex-35 registrou leve avanço de 0,17%, para 8.172 pontos.Em LISBOA, o índice PSI20 teve valorização de 0,48%, para 6.294 pontos.

Europa prevê 3,5 milhões de desempregados em 2009

O mundo vai sofrer em 2009 o período de maior instabilidade desde a Segunda Guerra Mundial e apenas na Europa 3,5 milhões de pessoas perderão seus empregos neste ano. O alerta é da Comissão Europeia, que anunciou ontem que a zona do euro enfrenta sua primeira recessão desde a sua criação há dez anos e coloca a Europa em sua pior situação econômica em décadas. A economia do Velho Continente ainda vai encolher 1,9%, projeção muito pior que qualquer cenário já feito para 2009. Pelas previsões de Bruxelas, a economia americana vai se contrair em 1,6% e a do Japão em 2,4% neste ano.Na Europa, a recessão começou no terceiro trimestre de 2008. Mas os últimos três meses do ano passado foram ainda piores. Este ano, portanto, será o primeiro desde a criação da moeda comum europeia a apresentar retração na economia real. Para 2010, a situação não será muito melhor, com crescimento de apenas 0,4%, considerado praticamente uma estagnação.O cenário e bem diferente de tudo o que a Europa previa há apenas dois meses. Os governos insistiam que a crise não afetaria a região da mesma forma que nos Estados Unidos e a Europa teria até mesmo um crescimento de 0,1% em 2009. O próprio Fundo Monetário Internacional previa queda de 0,5% para a economia europeia neste ano. Mas a queda será bem maior. "A crise será longa e profunda", afirmou a Comissão Europeia.Na Alemanha, a economia deve encolher 2,3%, pior desempenho desde o fim da era de Hitler. A maior economia da Europa sofrerá com o fechamento de empresas e interrupção na produção. Ontem, a Basf anunciou que vai reduzir o tempo de trabalho dos empregados nas fábricas alemãs, enquanto a Siemens disse que terá dificuldades para cumprir as metas do ano.A Irlanda terá a maior queda, de 5%, ante 2,8% no Reino Unido. Na França, a queda será de 1,8%, ante 2% na Espanha e na Itália. "O cenário é mesmo sombrio", disse o comissário de Economia da UE, Joaquin Almunia. Dos 16 países que usam o euro, 11 terão encolhimento das economias em 2009.


http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/01/20/europa+preve+35+milhoes+de+desempregados+em+2009+3492905.html