Estudos voltados para compreender os mercados, cenários globais, tendências mercadológicas, comportamentos de consumo, administrar todo o processo de Marketing em uma empresa e trabalhar com domínio de técnicas administrativas, mercadológicas e de comunicação, capacitando-se para desenvolver e gerenciar pesquisas, produtos, serviços, campanhas, projetos sociais e ações empreendedoras no reconhecimento condições, tendências e oportunidades de negócios.
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Gigantes dominam shoppings de Belo Horizonte
É cada vez menor a participação de sócios minoritários nos empreendimentos cobiçados por grupos estrangeiros
Verdadeiros templos de consumo, os shopping centers têm poucos reis na atualidade. Os chamados sócios minoritários estão em número cada vez mais reduzido, depois da entrada dos grandes conglomerados no setor. Segundo contam eles próprios, o fenômeno começou há cerca de cinco anos, com a melhoria da economia brasileira atraindo o interesse dos maiores grupos estrangeiros ao país. Em Belo Horizonte, a última movimentação no segmento ocorreu no Pátio Savassi. O shopping anunciou, na quarta-feira, sua expansão em 100 lojas, integrada com a revitalização da Região da Savassi, dias após o Grupo Multiplan aumentar sua participação de 80,9% para 96,5%. Em BH, a Multiplan já controla 90% do Diamond Mall e 80% do BH Shopping. Nos dois casos, os percentuais restantes estão nas mãos da Caixa dos Empregados da Usiminas.
A cota de 15,6% era de Helder Mendonça, dono da Forno de Minas e um dos idealizadores do empreendimento. O nome de Helder Mendonça esconde-se atrás das siglas da empresa MK Empreendimentos, que também esteve presente nos bastidores do ItaúPower Shopping e mantém parte do Plaza Anchieta, que será inaugurado no bairro da Zona Sul que inspirou seu nome, além de participações no Cariri Shopping, do interior do Ceará, e no Plaza Macaé, no Rio de Janeiro. Ele recusa, porém, o título de rei dos shoppings. “Meu berço é a Forno de Minas, que retomei no ano passado. Sou mais ligado à indústria do que ao comércio. O shopping surgiu mais como necessidade de investimento”, afirma. Ele esclarece que o negócio dos shoppings exige disponibilidade de capital e de tempo para dar lucro. “A máxima dos shopping é que são necessários três Natais para ‘pegar’. O Pátio foi uma surpresa e já nasceu maduro. O Itaú inaugurou com dificuldades e com apenas 27 lojas. Como era bem-ancorado, tornou-se um dos melhores do ramo, com quase 300 lojas”, compara.
Como os bons vinhos, os shoppings amadurecem com o tempo. Vide o exemplo do Shopping Cidade, que será reinaugurado em 30 de abril de 2011, no dia em que completa 20 anos de fundação. Antes disso, já começaram a funcionar o espaço gourmet e novas salas de cinema. "O setor de shoppings está cada vez mais concentrado nos grandes conglomerados, que estão fugindo da Europa e dos Estados Unidos em crise, e descobrindo o potencial do Brasil", observa a superintendente Luciane Starling. O Shopping Cidade ainda mantém 25% da participação com a Castor Participações, de Ítalo Gaetani, e outros 25% com a Itamaraty de Minas, empresa formada por pessoas físicas que preferem não revelar a identidade. Mas a metade do empreendimento está com a Brookfield Incorporações (não confundir com a loja de roupas), fundo canadense que era chamado de Brascan.
Já o mais novo centro de compras de BH, o Boulevard Shopping, com inauguração prevista para 26 de outubro, marca a entrada, em Minas Gerais, da Aliansce Shopping Centers (70% do total). A empresa é constituída por uma joint venture entre a pioneira Nacional Iguatemi, do empresário Renato Rique, de São Paulo; a americana General Growth Properties (GGP), segunda maior empresa de shopping centers no mundo; e a Gávea Investimentos, do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga. Os outros 30% pertencem à NRG Empreendimentos Ltda, sigla formada pelo minoritário Nelson Rigotto de Gouvêa, empresário do setor imobiliário.
Para o dono da Forno de Minas, um dos grandes empreendedores do segmento é Eduardo Gribel, da Tenco Realty. Desde 1990, a empresa deixou de ser uma construtora convencional, passando a atuar no desenvolvimento e na administração de shoppings. Eduardo faz dobradinha com sua mulher, Adriana Gribel, da Batur Empreendimentos e Participações e especialista em shopping centers pela Fundação Getulio Vargas. A atuação do casal se confunde nos projetos do ItaúPower Shopping, Ponteio Lar Shopping, Pátio Savassi, Plaza Anchieta e Villaggio Gutierrez, só para citar a Região Metropolitana de BH. Segundo Eduardo Gribel, shopping é um investimento de baixo risco, consideradas as devidas proporções. “São várias lojas pagando aluguel e não um único locatário, como no mercado imobiliário tradicional”, defende. Ele lembra ainda que o prédio de um shopping está sempre novo, pois a manutenção é suportada pelo condomínio de lojistas e a renda é sempre crescente e atualizada.
BH sem casa para quem ganha até 3 mínimos
As filas para concorrer à casa própria em Belo Horizonte se formaram rápido, mas a construção das unidades não vai acompanhar o mesmo ritmo. O programa Minha casa, minha vida, do governo federal, ainda não recebeu proposta de nenhuma construtora na capital para a faixa de renda de até três salários mínimos (R$ 1.395), segundo informações da Caixa Econômica Federal. No resto do Brasil, o banco já recebeu projetos para a construção de 11.198 unidades habitacionais para essa fatia da população. Se depender das propostas das construtoras, os moradores das cidades do entorno de Belo Horizonte têm mais chance de conseguir a casa mais rápido do que na capital. Betim, Contagem, Igarapé e Santa Luzia já apresentaram à Caixa projetos que preveem 1,7 mil unidades .
O valor de R$ 46 mil estabelecido pelo governo como custo dos apartamentos na Região Metropolitana de Belo Horizonte desestimula as construtoras, que consideram o montante incompatível com os custos de produção na região. Em outros estados, como Rio de Janeiro e São Paulo, o valor estipulado pelo governo foi de R$ 51 mil e R$ 52 mil para cada unidade, respectivamente. Para que as obras se tornassem viáveis na capital, seria necessário que o governo desembolsasse pelo menos R$ 50 em cada unidade habitacional, segundo análise do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-MG).
“O valor da diferença pode parecer pequeno, mas é o que inviabiliza a obra. Estamos conversando com as prefeituras para ver se são mais flexíveis na legislação e quais as isenções fiscais que podem ser oferecidas”, afirma André de Sousa Lima Campos, diretor de programas habitacionais do Sinduscon. Ele afirma ainda que, com o baixo valor das unidades, as prefeituras não vão poder pedir qualquer contrapartida nas obras, como alargamento de ruas, construção de escolas ou benfeitorias em postos de saúde.
A superintendente nacional de Habitação da Caixa, Bernadete Pinheiro Cury, afirma que os valores para as unidades habitacionais foram amplamente discutidos com o segmento da construção civil e elaborados em conjunto. “Os preços seguiram os parâmetros estabelecidos. Os projetos vão aparecer; é uma questão de tempo”, afirma.
O gerente regional da Caixa, Marivaldo Araújo Ribeiro, ressalta que a avaliação do banco é de que o valor de R$ 46 mil para as unidades habitacionais na Grande BH é uma remuneração adequada para as construtoras. “Se os outros municípios trouxerem as propostas mais rápido do que Belo Horizonte, pode ser que os recursos fiquem menores para a capital”, observa. Ele reconhece que o número de interessados na casa própria tende a ser bem maior do que a oferta de unidades. “Mas não há como limitar o número de famílias. Cabe a cada prefeitura fazer essa seleção”, afirma.
Ministério da Saúde confirma quatro casos de gripe suína
O ministério da Saúde confirmou a existência de quatro casos da gripe suína no Brasil. Dois em São Paulo, um no Rio de Janeiro e outro em Belo Horizonte. Um jovem permanece internado na capital fluminense. Os pacientes de São Paulo foram tratados e liberados.
Foi no hospital Emílio Ribas, na capital paulista, que os dois pacientes que foram infectados pela gripe suína foram atendidos. Os dois contraíram a doença fora do país.
O primeiro tem 48 anos, esteve nos Estados Unidos e foi mantido sob monitoramento na própria casa.
O outro caso confirmado é de um jovem de 24 anos que visitou o México e ficou internado no hospital até o último domingo.
A confirmação dos primeiros casos da doença só foi possível com a chegada dos kits enviados pela Organização Panamericana de Saúde. Os pacientes foram liberados porque, de acordo com o secretário de saúde paulista Luiz Roberto Barradas, não existe mais risco de que eles transmitam o vírus.
Barradas não soube dizer o número de testes que já foram feitos com os kits que chegaram dos Estados Unidos. Para o teste é utilizada a secreção nasal do paciente. A amostra entra em contato com reagentes e os técnicos identificam ou não o vírus causador da gripe suína. Poucas horas antes da confirmação, os responsáveis pelos testes do Instituto Adolfo Lutz diziam que os resultados demorariam até três dias para sair.
O ministro da saúde José Gomes Temporão buscou tranquilizar a população e disse que não há risco de transmissão.