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Que tal comprar pelo smartphone ou pelo tablet?

Mobile commerce (o m-commerce) cresce rapidamente no Brasil; melhoria do 3G e chegada do 4G devem impulsionar as compras feitas a partir de dispositivos móveis


Thinkstock
O mobile commerce quase triplicou no Brasil no último ano
Já consolidado nos EUA, onde movimentou US$ 21 bilhões em 2012, o mobile commerce começa a mostrar força de crescimento no Brasil, conforme indicam os números da e-bit, empresa que é referência na análise de dados do comércio eletrônico no país.
Em seu mais recente levantamento sobre o e-commerce nacional, em junho de 2013, foi mostrado que as compras feitas a partir de dispositivos móveis (smartphones e tablets) representam 3,6% desse universo. Um ano antes, em junho de 2012, equivalia a 1,3% - ou seja, quase triplicou no período. E, para deixar claro que a evolução é realmente rápida, vale ressaltar que em junho de 2011 o m-commerce brasileiro era quase insignificante, simbolizando apenas 0,3% do volume de transações de compras online.
O aumento da relevância também pode ser notado nos valores. Em 2012, o mobile commerce atingiu R$ 561 milhões em faturamento no país; para 2013, esse número deve chegar a R$ 2 bilhões, de acordo com a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico.
Navegação mais rápida incentiva compras
O impulsionador do crescimento recente do m-commerce no Brasil é a popularização dos smartphones e dos tablets, com preços e condições de pagamento cada vez mais acessíveis. Além disso, as lojas virtuais têm adaptado suas páginas para a visualização nas telas desses dispositivos, o que motiva o usuário a navegar por mais tempo e decidir comprar os produtos.
Mas o fator relevante que deverá fazer a maior diferença no comércio móvel daqui por diante é a qualidade de conexão. Com a melhoria da rede 3G e a entrada da rede 4G no país, a navegação e o carregamento das páginas ficam mais rápidos, com menos “congelamentos”, aumentando a confiança dos clientes em que não terão imprevistos ao permanecer nos sites.
Isso resolverá a maior reclamação que o público tem atualmente em relação ao mobile commerce. Segundo estudo do Google de fevereiro de 2013, 32,1% dos brasileiros que possuem smartphone citam o carregamento demorado como principal barreira para comprar pelo aparelho. Outro ponto negativo, apontado por 29,2% dos pesquisados, é o design inadequado das páginas para o tamanho da tela – motivo pelo qual as empresas já vêm adaptando suas lojas online para mobile.