O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Miguel Jorge, afirmou nesta segunda-feira que o Brasil se tornará um grande campo de obras nos próximos cinco anos graças ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e graças aos eventos internacionais que o país sediará.
No próximo ano, o governo investirá em muitas obras de infraestrutura, afirmou o ministro, durante visita à Feira Internacional da Indústria dos Transportes (Fenatran,) em São Paulo. "O Brasil virará um canteiro de obras nos próximos cinco anos – temos muito o que fazer para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016", ressaltou Miguel Jorge.
Segundo ele, o país ficou muito tempo sem investir em obras de infraestrutura. "Tinhamos desaprendido a planejar, e o PAC trouxe um novo patamar para o setor de infraestrutura."
O ministro informou que a licitação do trem bala, que ligará a cidade de Campinas (SP), ao Rio de Janeiro, deve sair até o final do ano e que a obra deve custar aproximadamente US$ 15 bilhões.
Para ele, o país deve investir em inspeções veiculares mais rígidas para impedir que veículos de grande, pequeno e médio portes circulem sem condições pelas ruas e estradas.
"Estamos tentando, há anos, renovar a frota. Acho impossível que um país pague algo como R$ 1 mil para comprar um carro usado e ganhar apenas R$ 800 com sucata. Deveríamos investir em inspeções veiculares mais rígidas e ainda aumentar os impostos de veículos mais antigos. Todos os países usam este método", disse o ministro, acrescentando que os bancos públicos têm dinheiro do fundo garantidor para financiar esta nova frota.
Brasil virará um canteiro de obras nos próximos cinco anos, diz Miguel Jorge
“Brasil entrou em recessão, mas já se recupera” - Miguel Jorge
A economia brasileira entrou em recessão técnica no primeiro trimestre do ano, mas dados de alguns setores e números do emprego formal de abril já sinalizam recuperação, afirmou o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, nesta terça-feira.
"Pelos números, a recessão técnica aconteceu, porque dois trimestres consecutivos (de retração), em termos econômicos, é uma recessão técnica", afirmou Miguel Jorge a jornalistas ao chegar ao Congresso, onde participaria de audiência pública.
"Mas nossa recessão é muito mais branda do que a de alguns países, que estão em uma situação muito mais difícil."
Segundo Miguel Jorge, os números do Cadastro Geral de Emprego do Ministério do Trabalho de abril --que aponta os dados do emprego com carteira assinada-- mostram que "começa a haver uma recuperação, mas ainda lenta".
O Caged revelou três meses seguidos de queda no emprego formal do país entre novembro e janeiro. Em fevereiro e março houve criação de vagas, mas o dado acumulado no trimestre ainda ficou negativo em 58 mil vagas. O dado de abril ainda não foi divulgado.
Alguns setores da economia "começam a mostrar que a recuperação pode não ser uma bolha", disse o ministro, sem dar detalhes.
Miguel Jorge reiterou, ainda, ser contrário à renovação da isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados para automóvel, que vence em junho.
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