Expectativa oficial agora está alinhada com estimativa de economistas no Boletim Focus
ReutersO governo brasileiro reduziu sua previsão de crescimento da economia para este ano, numa visão mais pessimista da capacidade de reação da atividade econômica.
A projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) caiu para 2,5%, ante 3% previsto em julho, de acordo com Relatório de Receitas e Despesas referente ao quarto bimestre divulgado nesta sexta-feira (20) pelo Ministério do Planejamento.
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A projeção do governo está agora em linha com a estimativa de economistas ouvidos pelo Banco Central para o relatório Focus, de crescimento de 2,4% este ano.
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O governo manteve, contudo, as previsões para a inflação em 5,7% e para a taxa Selic média do ano, a 8,20%
O governo manteve, contudo, as previsões para a inflação em 5,7%; para a taxa Selic média do ano, a 8,20%; e para uma taxa de câmbio média de R$ 2,09 por dólar.
O governo elevou em R$ 4,1 bilhões a previsão para a receita total, em um acréscimo sustentado pelo aumento na projeção para receitas não administradas, que não foram detalhadas no documento. Por outro lado, foram mantidas as receitas previstas com concessões e dividendos de empresas estatais federais.
Do lado das despesas, o documento prevê acréscimo de R$ 4,744 bilhões nos gastos públicos, por conta da estimativa de gasto de R$ 1,968 bilhão com a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que está cobrindo a redução da conta de luz; de gastos adicionais de R$ 1,5 bilhão com abono e seguro desemprego; e aumento de R$ 1 bilhão das despesas com subsídios.