Dificilmente o mercado global de etanol irá atingir a escala que existe hoje no Brasil, de acordo com o presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli. O executivo disse que nos próximos 30 anos o crescimento do etanol no mercado mundial será muito pequeno, devendo ficar entre 5% e 15% do volume total de combustíveis consumido no mundo em automóveis.
"A grande expansão continuará acontecendo no Brasil, onde o combustível alternativo será cada vez mais a gasolina", disse ele, ressaltando que as novas refinarias da Petrobras não produzirão mais gasolina, apenas diesel e outros subprodutos. Gabrielli trabalha com a expectativa de que, em 2020, o consumo de gasolina será de apenas 17% do total de combustíveis utilizados no Brasil. "Vamos produzir cada vez mais etanol", afirmou.
Para Gabrielli, isto não significa que o fluxo de etanol não crescerá no mundo. Ele prevê que o comércio internacional de etanol deverá aumentar dez vezes até 2020. Porém, é um aumento pequeno perto do que acontece no mercado interno brasileiro, provocado pelo carro bicombustível. Gabrielli acredita que este aumento no fluxo internacional mesmo limitado irá mudar a posição do Brasil e do Sudeste Asiático no comércio mundial e até na geopolítica. "Não será uma posição dominante, mas uma posição crescente e importante".
O presidente da Petrobras disse também que a matriz energética brasileira deve permanecer cada vez mais renovável em relação ao mundo. Atualmente, 45% da matriz brasileira é renovável ante 13% no mundo. "Este crescimento da participação de energias renováveis na matriz brasileira deve-se principalmente aos carros bicombustíveis", disse. Gabrielli participou do Ethanol Summit 2009, em São Paulo.
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Para Gabrielli, etanol terá baixo crescimento no mundo
Ricardo Meper
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