O setor público brasileiro consolidado apresentou superávit primário de R$ 4,166 bilhões em novembro, informou há pouco o Banco central (BC). Em outubro, o superávit primário foi de R$ 9,738 bilhões. Em novembro de 2009, o resultado foi negativo em R$ 967 milhões. No mês passado, o governo central (União, Previdência e Banco Central) teve superávit primário de R$ 1,655 bilhão. Os governos regionais contribuíram com R$ 2,377 bilhões de superávit. O resultado das estatais foi positivo em R$ 134 milhões, sendo que somente as federais tiveram déficit de R$ 151 milhões.
O setor público brasileiro consolidado acumulou superávit primário de R$ 90,843 bilhões de janeiro a novembro, ou 2,74% do Produto Interno Bruto (PIB). Um ano antes, o resultado tinha sido positivo em R$ 64,613 bilhões, ou 2,24% do PIB. O número refere-se ao desempenho das contas da União, Estados, municípios e estatais. A meta de superávit primário fixada para 2010 é de 3,1% do PIB. O conceito primário leva em conta o movimento de caixa do setor público, desconsiderando as despesas com juros.
Nos 12 meses até novembro, o superávit primário foi de R$ 90,998 bilhões, ou 2,51% do PIB. Nos 12 meses antecedentes, o saldo superavitário tinha sido de R$ 99,106 bilhões, ou 2,76% do PIB. No acumulado do ano, o saldo das contas do governo central foi positivo em R$ 63,319 bilhões, ou 1,91% do PIB, enquanto os governos regionais tiveram superávit de R$ 24,558 bilhões (0,74% do PIB) e as estatais ficaram R$ 2,965 bilhões no azul (0,09% do PIB) sendo que as estatais federais registram déficit de R$ 200 milhões. As empresas públicas estaduais acumularam economia equivalente a R$ 3,035 bilhões e as municipais também apresentaram resultado positivo de R$ 130 milhões.
A dívida líquida total do setor público aumentou, em novembro, para R$ 1,45 trilhão, ou 40,1% do Produto Interno Bruto (PIB). Em outubro, a dívida equivalia a R$ 1,436 trilhão, o equivalente a 40% do PIB - percentual revisado pelo Banco Central diante dos dados efetivos para o PIB do terceiro trimestre divulgados pelo IBGE.
Para a comparação com a dívida, a autoridade monetária considerou o PIB dos últimos 12 meses, estimado em R$ 3,62 trilhões, a preços de novembro. A dívida bruta do governo federal, Previdência Social e governos regionais - que, ao contrário da dívida líquida, não contabiliza ativos - somou R$ 2,099 trilhões em novembro, ou 58% do PIB. Um mês antes, estava em R$ 2,087 trilhões, 58,2% do PIB.