Brasileiro trabalha por até 14 dias para comprar cesta básica

O trabalhador brasileiro precisa trabalhar até 14 dias para conseguir comprar uma cesta básica, segundo pesquisa divulgada nesta segunda-feira pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
O estudo calculou o tempo de trabalho necessário para que um trabalhador compre a cesta básica com um salário mínimo em diversas capitais brasileiras. Segundo o Dieese, são necessárias, em média, quase 99 horas de trabalho para a compra da cesta básica.
A pesquisa mostrou que Porto Alegre é a capital em que a cesta básica é a mais cara, custando em média R$ 253,66, o equivalente a 115h17min de trabalho para um brasileiro que recebe um salário mínimo.
O departamento também informou que, para suprir as despesas de um trabalhador e sua família, o salário mínimo necessário deveria ser de R$ 2.046,99, um número 4,4 vezes maior que o mínimo atual, que é de R$ 465.
Em junho, o preço da cesta básica teve alta em 12 das 17 capitais analisadas, na comparação com maio. Os aumentos mais expressivos foram registrados em Aracaju (4,47%), Fortaleza (1,8%), Florianópolis (1,53%) e Curitiba (1,04%). O custo da cesta básica caiu apenas em Brasília (-2,28), João Pessoa (-0,9%), Recife (-0,45%), Rio de Janeiro (-0,37%) e em Natal (-0,12%).
Já na comparação com o mesmo período de 2008, a cesta básica ficou mais barata em 13 capitais em junho. As maiores quedas de preço ocorreram em Florianópolis (-9,02%), Aracaju (-8,76%) e Brasília (-8,41%). No mesmo período, houve aumento de preços em Recife (3,99%), Salvador (3,08%), Goiânia (1,62%) e Belém (1,28%).
São Paulo
Na capital paulista, houve um aumento de 0,33% no preço da cesta básica em junho em relação ao mês anterior. Na comparação com junho de 2008, no entanto, houve queda de 4,76% no custo da cesta.
Em junho, houve alta de 0,33% no preço médio dos 13 produtos que compõem a cesta básica pesquisada pelo Dieese, em relação a maio. O aumento foi impulsionado pela alta no custo do leite (12,73%), do óleo de soja (1,29%), da carne (0,65%) e do pão (0,17%).
O trabalhador paulistano que recebe um salário mínimo precisou cumprir uma jornada de 107 horas e 55 minutos para comprar os itens da cesta básica em junho – 21 minutos a mais que em maio.

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