Phubbing: Fenômeno Social e suas Implicações Psicossociais

Phubbing

O ato de ignorar uma pessoa em um ambiente social ao se concentrar no telefone celular.

"Phubbing" é uma combinação das palavras "phone" (telefone) e "snubbing" (esnobar)

A dependência tecnológica é uma das principais causas do phubbing. Segundo Griffiths (2013), a dependência de smartphones pode ser comparada a outros tipos de dependências comportamentais.

Vivemos em uma era de hiperconexão, onde a necessidade de estar constantemente conectado e atualizado exerce pressão sobre os indivíduos (Turkle, 2011).

A disseminação dos smartphones tornou mais fácil para as pessoas se engajarem em atividades online em qualquer lugar e a qualquer momento. Esta onipresença dos dispositivos móveis facilita o engajamento em comportamentos de phubbing. 

O uso de redes sociais e a constante chegada de notificações criam um ciclo de recompensa que incentiva o uso contínuo do dispositivo, mesmo em situações sociais onde tal comportamento é considerado inadequado.


O fenômeno do "phubbing", uma prática social contemporânea que envolve o ato de ignorar pessoas em ambientes sociais ao se concentrar no telefone celular. Este fenômeno tem sido cada vez mais observado em diversos contextos sociais, desde reuniões familiares até encontros profissionais.

A dependência tecnológica é uma das causas primárias do phubbing. Griffiths (2013) compara a dependência de smartphones a outras formas de dependências comportamentais, como o jogo patológico.

A comparação de Griffiths levanta questões sobre como a sociedade está estruturada em torno da tecnologia. A dependência tecnológica não é apenas um problema individual, mas também um sintoma de uma sociedade que prioriza a conectividade digital em detrimento da interação humana.

Sherry Turkle (2011) argumenta que vivemos em uma sociedade hiperconectada, onde a necessidade de estar constantemente conectado e atualizado exerce uma pressão social sobre os indivíduos. Esta hiperconexão pode ser vista como uma faca de dois gumes. Embora permita um acesso sem precedentes à informação e à comunicação, também cria um ambiente propício para o phubbing, onde a interação digital é frequentemente valorizada em detrimento da interação face a face.

O phubbing pode levar à deterioração das relações interpessoais, causando um distanciamento emocional e diminuição da qualidade da comunicação (Chotpitayasunondh & Douglas, 2018). O impacto do phubbing nas relações interpessoais é um reflexo de como a tecnologia pode ser tanto uma ferramenta de conexão quanto de isolamento. A deterioração das relações interpessoais não é apenas um problema individual, mas também uma questão social que necessita de intervenção.

Estudos, como o de Karadağ et al. (2015), indicam que o phubbing pode contribuir para o aumento dos níveis de ansiedade e depressão. O impacto na saúde mental é uma consequência grave do phubbing que necessita de mais investigação. A correlação entre phubbing, ansiedade e depressão sugere que o fenômeno não é apenas uma questão de etiqueta social, mas também um problema de saúde pública.

Para algumas pessoas, o engajamento em atividades digitais serve como uma forma de escapismo, permitindo que evitem situações sociais desconfortáveis ou estressantes. O crescimento do fenômeno do phubbing pode ser atribuído a uma combinação de fatores tecnológicos, sociais e psicológicos. A onipresença de dispositivos móveis, as mudanças nas normas e valores sociais, e certos traços psicológicos contribuem para o aumento deste comportamento socialmente questionável.

Referências Bibliográficas

Chotpitayasunondh, V., & Douglas, K. M. (2018). How “phubbing” becomes the norm: The antecedents and consequences of snubbing via smartphone. Computers in Human Behavior, 63, 9-18.

Griffiths, M. (2013). Adolescent mobile phone addiction: A cause for concern? Education and Health, 31(3), 76-78.

Karadağ, E., Tosuntaş, Ş. B., Erzen, E., Duru, P., Bostan, N., Şahin, B. M., ... & Babadağ, B. (2015). Determinants of phubbing, which is the sum of many virtual addictions: a structural equation model. Journal of behavioral addictions, 4(2), 60-74.

Turkle, S. (2011). Alone Together: Why We Expect More from Technology and Less from Each Other. Basic Books.