Nova Zelândia, onde a escassez de moradias e o aumento dos aluguéis estão causando problemas graves
A falta de opções acessíveis de moradia afeta tanto os residentes locais como os trabalhadores da indústria do turismo, agravando-se com as novas regulamentações de aluguel e o aumento do número de viajantes e trabalhadores internacionais após a reabertura das fronteiras devido à pandemia.
A situação levou empresas a comprar propriedades para acomodar seus funcionários, sobrecarregando ainda mais o mercado imobiliário.
O preço das moradias também aumentou significativamente nos últimos anos.
O artigo do The Guardian aborda a crise habitacional em Queenstown, na Nova Zelândia, onde a escassez de moradias e o aumento dos aluguéis estão causando sérios problemas. Um exemplo disso é Merlin Traçable, um jovem francês de 26 anos em um feriado de trabalho, que se encontra vivendo em seu veículo devido à falta de opções acessíveis de moradia. A cidade, que é um destino turístico popular, enfrenta uma escassez de moradias agravada pelo fluxo de trabalhadores necessários para a indústria do turismo. Novas regulamentações de aluguel, bem como o aumento do número de viajantes e trabalhadores internacionais após a reabertura das fronteiras da Nova Zelândia após a pandemia, têm agravado ainda mais o problema.
A lista de espera por moradias acessíveis, que normalmente aumentava em cerca de 100 domicílios por ano, aumentou em mais de 200 em maio e junho. Empresas que já estão sobrecarregadas devido aos anos difíceis da pandemia estão sendo obrigadas a comprar propriedades para acomodar seus funcionários ou correm o risco de perdê-los. Além disso, o preço das moradias na Nova Zelândia é extremamente alto, com um aumento de 50% nos preços das casas entre 2016 e 2021.
A construção em Queenstown tem acompanhado, em grande parte, o crescimento populacional, mas muitas das casas construídas são inacessíveis e voltadas para proprietários de casas de férias. Mais de 25% das casas foram listadas como desocupadas no último censo, realizado em 2018. As empresas estão adicionando ainda mais pressão ao mercado imobiliário, alugando ou comprando propriedades para garantir moradia para seus funcionários.
Hannah Sullivan, co-fundadora da Queenstown Housing Initiative, passou meses procurando uma propriedade para alugar, mas ainda não conseguiu encontrar uma. Ela sugere que o conselho do distrito de Queenstown Lakes poderia disponibilizar temporariamente instalações de banho para aqueles que dormem em carros ou converter propriedades desocupadas pertencentes ao conselho em acomodações de curto prazo, a fim de evitar os custos elevados de reparo necessários para que as propriedades atendam aos novos padrões de aluguel de longo prazo.
A crise habitacional em Queenstown reflete um problema mais amplo enfrentado em muitas áreas turísticas populares ao redor do mundo, onde a demanda por moradias supera a oferta, levando a aumentos nos preços e à falta de opções acessíveis para os residentes locais. Resolver essa crise requer uma combinação de medidas, incluindo regulamentações mais rígidas, incentivos para a construção de moradias acessíveis e ação governamental para garantir que a necessidade de habitação seja atendida adequadamente.
Essa crise habitacional em Queenstown reflete um problema mais amplo enfrentado em muitas áreas turísticas populares ao redor do mundo, onde a demanda por moradias supera a oferta, resultando em aumentos nos preços e falta de opções acessíveis para os residentes locais. Para resolver essa crise, é necessário adotar medidas como regulamentações mais rígidas, incentivos para a construção de moradias acessíveis e ação governamental para garantir que a necessidade de habitação seja atendida de forma adequada.
Impactos na política e na economia do Brasil:
O Brasil pode se inspirar nessa situação em Queenstown para avaliar e fortalecer suas políticas de habitação, especialmente em áreas turísticas importantes. É fundamental garantir que a demanda habitacional seja adequadamente atendida e que medidas de controle de preços e regulamentações de aluguel sejam implementadas, a fim de evitar crises semelhantes em destinos turísticos brasileiros.
Na Economia, a crise habitacional em Queenstown destaca a importância de um mercado imobiliário saudável e acessível para apoiar o turismo e a economia local. No Brasil, é essencial equilibrar o desenvolvimento do turismo com o fornecimento adequado de moradias, pois a falta de opções acessíveis pode afetar negativamente o turismo e a economia das regiões turísticas.
A crise habitacional em Queenstown destaca a necessidade de políticas eficazes de habitação e de um mercado imobiliário acessível em áreas turísticas. Isso pode servir como um exemplo para o Brasil adotar medidas similares e garantir um equilíbrio adequado entre o desenvolvimento do turismo e a oferta de moradias acessíveis, visando evitar problemas econômicos e sociais relacionados à habitação em destinos turísticos no país.
fonte: https://www.theguardian.com/world/2023/jul/08/new-zealand-housing-crisis-couch-surfing